Mostrar mensagens com a etiqueta anbp. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta anbp. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, outubro 25, 2017

Apresentado o relatório sobre a tragédia de Pedrogão Grande - 4ª parte

A falta de conhecimentos e a rigidez tem igualmente efeito nos procedimentos e recursos disponíveis para a pré-supressão e supressão a incêndios em Portugal, tal como a nível da percepção do risco e, acrescentamos da avaliação deste, do que resulta uma falta de segurança nas operações e no impedir "uma resposta efetiva à evolução temporal do potencial de incêndios", que neste momento tem impacto ao longo de todo ano.

Do relatório também consta a conclusão algo óbvia de que "Portugal não dispõe de operacionais especializados em meteorologia aplicada a incêndios, com acompanhamento permanente (em tempo real) das condições e dos incêndios ativos", algo inerente ao escasso "know how" disponível, apontado por diversas vezes como uma das causas mais importantes para o sucedido em Pedrogão Grande e que, noutra escala, será aplicável noutros teatros de operações.

Apesar de não ter sido considerado decisivo, é afirmado que o SIRESP, tal como todos sabemos, se baseia numa tecnologia desactualizada, incapaz de responder às actuais necessidades e que não possui sequer a resistência e resiliência que lhe permitam suportar operações, sendo extremamente vulnerável e incapaz de gerir grandes fluxos de comunicações, resultando em interrupções do serviço, cujas consequências dificilmente serão apuradas.

Agrava a dificuldade de apurar a verdade o facto de a "fita do tempo" ter sido desligada por ordem do segundo comandante operacional nacional, hoje comandante nacional, justificando a decisão com "excesso de informação que produzida", o que "contraria o Sistema de Gestão de Operações, bem como toda a doutrina instituída relacionada com o funcionamento do SADO, que impõe que todas as situações críticas devem, até de forma intempestiva, ficar registadas no sistema, independentemente da determinação operacional associada".

quarta-feira, agosto 30, 2017

Calamidade declarada - 5ª parte

Assim, a opção pelo investimento em meios aéreos será apenas aceitável como uma opção de curto prazo, por não oferecer o mesmo tipo de vantagens estruturantes que a profissionalização, sem descurar a importância do voluntariado, tem na disponibilidade e operacionalidade dos bombeiros e no próprio socorro das populações.

Neste período de autêntica calamidade, que vai muito para além de qualquer declaração oficial, não serão expectáveis grandes opções de fundo, apenas medidas de contingência que ataquem directamente a situação do momento, mas muito se perderá caso, após a inevitável acalmia, não houver uma reflexão profunda acerca das causas primárias dos incêndios, evitando, como até agora, uma visão tão parcial que resulta, inevitavelmente, ineficaz e particularmente perigosa.

Os relatórios e pareceres que serão disponibilizados, para além das causas directas, necessitam de ir mais longe, procurando a origem dos problemas, que está muito para além da investigação de um conjunto de situações concretas, as quais, não obstante a sua enorme gravidade, revelam uma visão demasiadamente parcial, onde um conjunto de fenómenos raros, apesar de naturais, facilmente esconde o essencial, dirigindo os decisores políticos no sentido do facilitismo que tem imperado até hoje.

No passado, verificou-se uma franca incapacidade, ou falta de vontade, de aprender com os erros mas hoje existe um enquadramento diferente, não apenas como consequência da tragédia de Pedrogão Grande, mas também porque a Presidência da República está mais alerta e dificilmente aceitará as explicações e pseudo-soluções que foram utilizadas no passado para iludir quem pouco estuda uma problemática tão complexa como as causas primárias dos incêndios que devastam anualmente o País.

sexta-feira, julho 14, 2017

Governo desresponsabiliza o SIRESP - 2ª parte

No respeitante à falha da estação de Figueiró dos Vinhos, a mais próxima do local onde houve vítimas mortais, por ter sido registada após a ocorrência das mortes, esta foi secundarizada, por o fogo já ter percorrido a área no momento em que entrou em modo local.

Ficam por esclarecer outros problemas, como as dificuldades na estação de Castanheira de Pera entre as 19:00 do dia 17 e as 09:00 do dia seguinte, por onde passavam grande parte das comunicações e onde se verificaram dificuldades, implicando diversas tentativas em resultado da saturação verificada.

O comunicado lista ainda os sistemas de comunicações redundantes, neles incluindo a Rede Operacional de Bombeiros (ROB), a Rede Estratégica da Protecção Civil (REPC) e as redes móveis convencionais, para além da comunicação do Posto de Comando Operacional com os diversos operacionais que não utilizavam a estação do SIRESP de Pedrógão Grande, desde que entrou em modo local até ao momento em que foi instalada uma estação móvel.

No mesmo relatório é assumido que só após terem sido encontrados cadáveres a estada nacional 236-1 foi cortada, o que sucedeu pelas 22:15 horas de 17 de Junho, altura em que, provavelmente, o perigo teria diminuido na zona, muito embora a circulação fosse impossível face aos obstáculos existentes na via.

terça-feira, janeiro 14, 2014

Relatório dos fogos de 2013 deve ser revelado na totalidade? - 4ª parte

Image Hosted by Google Homenagem aos bombeiros mortos no combate aos fogos

Acresce o facto de o relatório poder ser constituido como uma peça processual caso, como esperamos, seja enviado pelo MAI ao Ministério Público a quem cabe, por força da lei, dirigir a investigação em matéria criminal, caso considera que existem indícios que justifiquem essa iniciativa.

Parece-nos que apenas a informação considerada realmente útil, de acordo com as linhas que mencionamos previamente, deve ser, desde já, disponibilizada, mantendo-se a restante reservada, em respeito pelas vítimas e respectivos entes queridos, salvo se, no âmbito de um processo judicial, houver a necessidade de a revelar.

Ainda assim, informações que possam de alguma forma reavivar a dor das famílias da vítimas, caso não sejam decisivas, mesmo que possuam algum relevo, deverão mesmo assim ser omitidas, sempre que do facto não resultem obstáculos processuais ou um resultado que não corresponde à verdade dos factos.

Obviamente, esta opinião é polémica e contestável, sendo certo que, havendo restrições na divulgação do relatório, ficará a pairar a dúvida quanto ao seu real conteúdo, mas cremos que tem que haver um conjunto de limitações relativas à disponibilização de detalhes concretos que, sem impacto no todo, podem penalizar substancialmente que já muito sofreu.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Relatório dos fogos de 2013 deve ser revelado na totalidade? - 3ª parte

Image Hosted by Google Bombeiros no combate a um incêndio florestal

Assim se podem entender as limitações que devem ser auto impostas pelos próprios autores da investigação e do subsquente relatório, que se devem cingir à sua área de competência específica, bem como as restrições, caso seja entendido como adequadas, na sua divulgação integral junto do público em geral e mesmo de entidades a ele ligadas, observando sempre princípios de equilíbrio e de necessidade.

Naturalmente que tudo quanto constar do relatório e possa servir de ensinamento, corrigindo erros, melhorando as tácticas, complementando a formação, ou que, de alguma forma, venha a contribuir para que exista uma maior segurança e eficácia no combate aos fogos, deve, necessariamente ser divulgado, sob pena de situações passadas se repetirem no futuro, algo que consideramos uma falta de respeito pela memória dos que este ano perderam a vida.

No entanto, nem todos os detalhes devem ser tornado públicos, dada a sua inutilidade prática, que contrasta com a dor que pode provocar na família e amigos das vítimas, que devem merecer o respeito e apoio de todos, enquanto se preserva a memória dos seus entes queridos que perderam a vida nos incêndios deste Verão.

Após criadas as condições e o cenário no qual decorrem determinados eventos, mesmo que existam ainda indícios de uma acção ou decisão individual, caso esta seja irrelevante para o desfecho final, a mesma perde toda a importância, dado não alterar o rumo inevitável dos acontecimentos pelo que, caso resulte em prejuizos sem nenhuma contrapartida positiva, consideramos adequado omití-la de qualquer documento público.

sexta-feira, março 16, 2012

Combate aos fogos na época crítica custa 70.000.000 de Euros - 2ª parte

Image Hosted by ImageShack
Combate a um fogo florestal em Portugal

No entanto, para além das verbas, importa ter em atenção todo o planeamento, o qual inclui deste o posicionamento e articulação do dispositivo à sua disponibilidade, passando pelas regras e procedimentos que, em época de contenção, tendem a restringir o uso dos meios mais dispendiosos.

Também não podemos esquecer que, ao contrário de anos anteriores, ou com maior gravidade, o período de seca que se atravessa traduz-se num maior risco quando as temperaturas, já elevadas, começarem a subir, dando origem a uma situação potencialmente explosiva.

Assim, o que é um dispositivo com um ligeiro aumento de efectivos relativamente ao ano anterior, pode não acompanhar devidamente o aumento de risco resultante das condições climáticas destes últimos meses, durante os quais o número de fogos florestais tem sido francamente superior à média dos últimos anos e com tendência para aumentar.

terça-feira, agosto 16, 2011

Dois veículos dos bombeiros destruidos num fogo - 2ª parte

Image Hosted by ImageShack
Bombeiros combatem um incêndio florestal

A questão das acessibilidades, ou concretamente da falta delas, tem vindo a aumentar o risco no combate terrestre aos fogos, obrigando as equipas a embrenhar-se em zonas florestais, percorrendo caminhos estreitos, onde uma manobra de um veículo, como inverter o sentido da marcha, nem sempre é possível.

Também o piso, sobretudo em percursos menos frequentados, tende a degradar-se, surgindo frequentemente obstáculos imprevisíveis, alguns dos quais de transposição complexa, que para além do atraso resultante, pode obrigar a uma imobilização prolongada em zona de risco.

Com menos apoio aéreo, são os meios terrestres a assumir uma maior preponderância no combate aos incêndios florestais, sendo inevitável um maior risco e uma menor capacidade de intervenção, nomeadamente em situações onde os meios aéreos se podem revelar essenciais para evitar desastres, nomeadamente efectuando descargas que protejam as equipas a actuar em terra.

A perda de veículos é um aviso severo, alertanto mais uma vez para os riscos inerentes ao combate aos fogos, sobretudo em zonas onde as acessibilidades são mais difíceis e quando os meios aéreos estão menos disponíveis, do que pode facilmente resultar uma tragédia de maiores proporções que faça vítimas entre quem combate os incêndios.

quarta-feira, julho 06, 2011

Começou a época crítica dos incêndios com menos meios - 3ª parte

Image Hosted by ImageShack
Consequências de um incêndio florestal

A estes prejuizos acresce o efeito que resultam a nível económico, sobretudo por se efectuar em zonas deprimidas, nas quais poucas alternativas existem, podendo facilmente resultar no aumento da insustentabilidade, em migrações e no abandono das terras, factor que em muito contribui para o aumento do risco de incêndio.

Receamos que a suposta poupança tenha o efeito contrário, acabando por equivaler a um prejuizo real, como resultado da confusão entre gastos e investimentos, sendo que neste caso o retorno é não um acréscimo económico, mas um controle de danos, dos quais resulta um menor volume de prejuizos.

É uma evidência que devem ser adoptadas medidas de contenção a todos os níveis, mas com a prudência que evite o aumento de riscos para as populações, para os participantes nas operações de combate aos fogos e na consistência e coerência de um dispositivo que se encontrava estabilizado e que agora necessita de ser repensado, sob pena de perder eficácia.

A decisão de poupar no combate aos fogos, tal como foi efectuada, sem um estudo sério e uma previsão do impacto que terá a nível operacional, é exemplificativo da forma de governar errática e incoerente que tem ocorrido ao longo dos últimos anos, onde as medidas contraditórias resultam na sua inutilidade ou contraproducência.

quarta-feira, abril 06, 2011

ANPC pretende poupar 20% em meios aéreos - 4ª parte

Image Hosted by ImageShack
Sapadores no combate a um fogo florestal

Receia-se, portanto, que não seja apenas a nível de meios aéreos que se verifica uma redução substancial, mas que esta abranja também o restante dispositivo em termos práticos, mesmo que nominalmente o efectivo surja como sensivelmente idêntico, algo que se poderá verificar pelo nível de operacionalidade resultante e pelos próprios resultados no combate.

É óbvio que estabelecer uma relação directa entre área ardida e os meios disponíveis será sempre complexo ou mesmo especulativo, dado que este é um entre múltiplos factores, mas é certo que, havendo um aumento de área ardida, mesmo introduzindo um factor de correcção resultante de outras variáveis, esta será atribuida à diminuição dos meios aéreos disponíveis.

Num ano em que o comando da Protecção Civil mudou de mãos, a receita que permitiu ao longo de anos alcançar uma maior eficácia parece agora comprometida, não se perspectivando uma alternativa credível a uma táctica que, não sendo isenta de erros, tem controlado o problema, pelo que, depois do mau ano de 2010, podemos defrontar-nos com um péssimo 2011.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Mais de 125.000 hectares ardidos até ao fim de Setembro - 3ª parte

Image Hosted by Imageshack
Bombeiro no combate a um fogo em Portugal

Com uma incidência desproporcionada nas áreas protegidas, os números, já de sí elevados, assumem uma maior gravidade dado o tipo de património natural devastado e as consequência a nível ecológico e na própria sustentabilidade da regiões, onde esta riqueza natural podia potenciar o turismo rural, nalguns casos a forma mais imediata de desenvolver áreas mais deprimidas.

Aliás, a questão das acessibilidades, ou da falta delas, foi mais uma vez recentemente demonstrada pela extrema dificuldade em resgatar um grupo de caminhantes que ficou retido no Gerês, na zona da Portela do Homem, onde apenas foi possível chegar de helicóptero passados dois dias após o pedido de socorro.

Esta inacessibilidade, ocorrida num período de chuva forte, mas sem que se verificasse uma conjugação de factores excepcionais, é demonstrativa dos efeitos de um conjunto de opções absurdas, misto de facilitismo e de desleixo, que não só não alcançam os objectivos propostos, como os prejudicam, colocando inclusivé em risco as proprias populações ou quem visita essas áreas.

A área ardida traduz simultaneamente um maior sucesso no combate, fruto de melhor coordenação e maior formação, e de uma manifesta falta de prevenção a nível estrutural, bem como de flagrantes erros na estratégia de desenvolvimento, onde uma visão global do País parece completamente ausente.

sábado, julho 10, 2010

PEC não vai afecta contratação de bombeiros profissionais

Image Hosted by Imageshack
Bombeiros profissionais

O ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, e o secretário de Estado da Protecção Civil garantiram à Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) que as medidas constantes do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) não terão implicações a nível de contratação de novos efectivos.

Como resultado, as câmaras municipais continuam autorizadas a contratar bombeiros e integrá-los nos quadros de pessoal das autarquias, mesmo durante o período de restrições que constam do PEC e que limitam substancialmente novas contratações.

Segundo os cálculos da ANBP faltam milhares de bombeiros profissionais em todo o País, com mais de um milhar em falta só nas cidades de Lisboa e do Porto, e muitos mais nas restantes autarquias portuguesas.

O MAI irá apresentar à ANBP um projecto de decreto-lei com um novo regime jurídico que inclua a progressão na carreira e a avaliação de desempenho, bem como condições e horários de trabalho dos bombeiros profissionais.

terça-feira, maio 18, 2010

Socorro em reestruturação em Lisboa - 2ª parte

Image Hosted by Imageshack
Sapadores bombeiros de Lisboa

A reforma, para além de uma nova plataforma de gestão informática e de uma "Linha Azul" (808 215 215) para emergências, passa também pela substituição dos velhos quarteis pelos futuros postos de socorro avançados (PSA), que serão coordenados a partir de um centro de comando em Monsanto.

Este novo centro, onde estarão perto de 200 efectivos, a ser construido nos terrenos do antigo "restaurante panorâmico", alojará o comando do RSB, uma reserva operacional, um Centro Estratégico de Prevenção e Socorro, bem como a sala de operações e comunicações, num projecto que está orçamentado em 17.000.000 de euros.

A substituição dos quarteis existentes, muitos deles sem condições, pelos PSA, de menores dimensões e que terão apenas componente operacional, permite rapidez de resposta e mantém a proximidade com as populações.

Há muito que uma reestruturação e um reequipamento do RSB eram necessários, bem como um novo sistema coordenador do socorro na cidade de Lisboa, pelo que este investimento, apesar de vultuoso e numa época de crise financeira, é uma opção correcta em termos estratégicos, ao contrário de tantas outras que surgem como autênticos desperdícios de dinheiros públicos, que para além de não terem utilidade, são um custo ao longo da sua existência.

segunda-feira, abril 19, 2010

Governo admite nova taxa municipal para financiar a Protecção Civil - 1ª parte

Image Hosted by Imageshack
Bombeiros municipais de Faro

O secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, admitiu que o Governo poderá viabilizar uma taxa municipal que permita maiores investimentos das autarquias nesta área, nomeadamente a nível de profissionalização do pessoal e da aquisição de novos meios.

Esta ideia não é inédita, mas nunca fora concretizada devido às polémicas que levantou e por, efectivamente, ser um encargo suplementar para os munícipes, os quais já pagam os seus impostos ao Estado, bem como taxas aos respectivos municípios, o quais os redistribuibuem de acordo com as suas políticas.

Esta é uma ideia polémica e que deve ser analisada com alguma cautela, dado que estamos a falar de um efectivo aumento da carga fiscal destinada a suportar algo que deve estar previsto nos elevados e múltiplos impostos e taxas pagos pelos contribuintes portugueses.

A protecção civil, tal como qualquer vertente da segurança, devem enquadrar-se entre os direitos essenciais a serem supridos pelo Estado, directa ou indirectamente, e não depender de pagamentos adicionais através de taxas.

sexta-feira, abril 02, 2010

Bombeiros profissionais têm acordo de trabalho

Image Hosted by ImageShack
Bombeiros Sapadores de Lisboa

Foi assinado entre a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), a Liga de Bombeiros Portugueses e o Ministério do Trabalho um acordo colectivo que regula o trabalho dos bombeiros profissionais.

Este acordo, que entra imediatamente em vigor, foi negociado ao longo de três anos, abrange centenas de profissionais, entre associados da ANBP e do Sindicato dos Bombeiros, que passam assim a ter horários e uma tabela salarial devidamente regulamentada.

Com um cada vez maior número de profissionais, há muito que se impunha alcançar um acordo que estabelecesse princípios de funcionamento comuns e valores padronizados a nível laboral evitando descrepâncias entre profissionais do mesmo sector empregados por entidades distintas.

quinta-feira, março 25, 2010

Bombeiros protestam em Faro

Image Hosted by ImageShack
Um sapador de Leiria

Bombeiros profissionais oriundos de todo o País manifestaram-se hoje em Faro contra a criação Força Operacional Conjunta de Bombeiros, que integra elementos provenientes dos bombeiros municipais e voluntários.

Para a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) a nova força criada pela Câmara Minicipal de Faro (CMF)tem efectivos insuficientes, falhas nos horários e turnos e uma defeciente gestão de recursos, meios e operações, resultando no acréscimo de custos sem que daí se obtenham benefícios reais.

Desde Fevereiro, altura em que a ANBP enviou à CMF um "dossier" alertando para estas situações que considera irregulares e solicitando que a junção das duas corporações seja anulada que a situação se tem mantido, apesar dos protestos.

A manifestação incluiu, após a concentração, um desfile até ao Governo Civil, para entregar um caderno reivindicativo à Governadora Civil de Faro.

segunda-feira, abril 20, 2009

ANBP quer mais bombeiros profissionais


Image Hosted by Imageshack
Bombeiros sapadores durante uma missão

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) alertou para a falta de bombeiros profissionais e para as consequências que este facto tem para o socorro, sobretudo em zonas urbanas onde o número de voluntários é proporcionalmente diminuto.

A proporção de um bombeiro para cada mil habitantes, considerada como mínima para um socorro eficaz, não se verifica na maioria, se não em todo o território nacional, resultando em dificuldades e riscos acrescidos para os participantes em missões de socorro e para as próprias populações.

Estes é um dos temas que a ANBP discutiu no 8.º Congresso Nacional de Bombeiros Profissionais, que decorreu sábado e domingo, em Torres Vedras, a que se juntam questões relacionadas com o estatuto e carreira destes profissionais.

Também os critérios de avaliação destes profissionais, cuja especificidade de funções e a falta de uniformidade de condições de trabalho, dependentes do local e meios disponíveis, foram objecto de debate, considerando-se que deve ser diferente do actual Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP).

A carência de bombeiros profissionais e a falta de profissionalização do socorro é um óbvio problema a nível de segurança interna, mas no actual quadro de crise parece pouco provável que haja um investimento significativo neste sector, optando-se por não alargar os quadros e sustentar o crescente número de desempregados através de subsídios.

terça-feira, setembro 16, 2008

Bombeiros profissionais querem carreira única e regras de avaliação


Image Hosted by ImageShack
Um incêndio durante a noite

Na data em que se comemora pela primeira vez o Dia Nacional do Bombeiro Profissional, a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) reivindica uma carreira única para todos os bombeiros profissionais e a definição de regras de avaliação de acordo com as caraterísticas do serviço prestado.

Actualmente, existem em Portugal perto de 6.000 bombeiros profissionais, integrados em unidades de sapadores, corporações municipais, privativos, dependentes de grandes empresas ou entidades, canarinhos ou com vínculos contratuais com associações de bombeiros voluntários.

Quer as carreiras, quer a progressão ou mesmo as condições laborais acabam por variar enormemente conforme a entidade contratante, com o agravante de o sistema de avaliação de desempenho da administração pública ser inadequado à especificidade do trabalho destes profissionais.

Existe ainda a questão relativa a mais de um milhar de bombeiros que integram equipas de combate aos incêndios no Verão e cujo contrato apenas vigora no período de maior risco de fogos, após o que são dispensados, não obstante a necessidade de efectuar trabalhos de prevenção, manutenção de caminhos florestais, desmatagem ou outros, que deveriam decorrer durante todo o ano.

A data de 11 de Setembro foi escolhido como o Dia Nacional do Bombeiro profissional como homenagem a todos os bombeiros que participaram no resgate das vítimas do atentado contra o World Trade Center, muitos dos quais aí perderam a vida e são assim recordados pelos seus camaradas.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Destacável da ANBP no Expresso


Image Hosted by ImageShack
Um bombeiro durante um incêndio

Vem incluido na edição do semanário "O Expresso" de 09 de Agosto um destacável da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) onde são descritas algumas das acções desta entidade que reune cada vez mais associados à medida que a profissionalização se faz sentir a nível da protecção civil.

Do destacável constam entevistas com o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, com o presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil e uma intervenção do presidente da ANBP, para além de informações sobre a actividade desta Associação.

Este "dossier" inclui um conjunto de dados e informações interessantes e particularmente úteis numa altura em que, com a chegada do calor, os incêndios florestais se sentem com maior intensidade e os bombeiros, muitas vezes esquecidos durante a maior parte do ano, são finalmente lembrados.

Para além de outros e óbvios motivos de interesse, que incluem o livro da série "Train your brain", esta é uma razão adicional para adquirir a edição desta semana do "O Expresso".

segunda-feira, agosto 04, 2008

Bombeiros profissionais custam 18.000.000 em três meses - 2ª parte


Image Hosted by Imageshack
Um incêndio florestal fora de controle

Para a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP) esta é uma forma de profissionalização sazonal, mal paga e que, caso não houvesse este conjunto de isenções, não haveria quem efectuasse este tipo de missão em troca do valor sujeito a descontos, deixando o País extremamente vulnerável.

Para a ANBP só a existência de "uma carreira única que permita pôr cobro a estas desigualdades e dê o mesmo tratamento a todos os bombeiros", algo que o Instituto Superior de Contabilidade e Técnicas Empresariais já a estudar mas que levará tempo a decidir e implementar.

Obviamente, deste sistema resulta uma franca desigualdade entre bombeiros profissionais e aqueles que apenas são remunerados como tal durante o período em que combatem os incêndios, solução que não agrada à ANBP e, efectivamente, não será a mais adequada numa altura em que se aposta na profissionalização do socorro.

Uma carreira uniforme e uma maior profissionalização será uma inevitabilidade, sobretudo em zonas onde o voluntariado, por razões demográficas, culturais ou outras, já não permite dispor de efectivos em número suficiente, mas dificuldades orçamentais e algumas incompatibilidades não facilitam uma transição que se pretende pacífica.

Cremos, no entanto, que o caminho no sentido de uma base profissional virá a acelerar, como resposta à carência de voluntários, à necessidade de uma maior disponibilidade, a uma menor sazonalidade dos incêndios florestais e a uma maior vertente tecnológica que implica uma formação mais prolongada que deverá ser traduzida numa maior contratualização dos bombeiros.

A esta opção corresponde, por um lado, a um aumento de encargos, mas, por outro, a uma expectável maior eficiência que se deverá traduzir em menores prejuizos causados pelos incêndios e outras calamidades, esperando-se que, no final, o balanço seja positivo e que o que se gastou ao apostar na profissionalização seja francamente compensado pela redução de área ardida.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

ANBP defende reformulação da Escola Nacional de Bombeiros


Image Hosted by Imageshack
Logo da Escola Nacional de Bombeiros

O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, considera que a Escola Nacional de Bombeiros (ENB) deve ser reformulada, sofrendo alterações profundas em termos de nível dos destinatários e dos cursos aí ministrados.

No termo de uma reunião com o novo secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, o dirigente da ANBP declarou que todos os bombeiros devem receber formação na ENB e que o quadro pedagógico desta deve ser mais abrangente.

A ENB tem manifestado falta de capacidade em termos formativos, resultanto, por exemplo, na impossibilidade de bombeiros prfissionais ou voluntários renovarem atempadamente as suas qualificações na área da emergência médica e do socorro, mas os reflexos em todas as áreas da formação são manifestos, resultanto em riscos acrescidos para quem participa em missões de socorro.

Para o presidente da ANBP, a ENB deveria ter un novo estatuto, que incluiria uma direcção própria e depender directamentes da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), em vez de se manter como uma associação privada sem fins lucrativos, cujos sócios são a ANPC, como sucessora do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, e a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), a quem compete dirigir a escola.

Um estudo técnico encomendado pela ANPC à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e que mencionamos recentemente aponta exactamente no sentido da necessidade de uma maior formação dos bombeiros, considerando que esta será a principal causa das falhas no combate e na coordenação dos incêndios.

A problemática da formação dos bombeiros e dos quadros, incluindo elementos dos comandos, tem sido abordada em diversos textos, sendo a sua falta um dos factores que mais tem contribuido para o aumento do risco no desempenho das missões e para as deficiências de coordenação e de comunicações que se tendem a verificar quando se verificam operações que envolvem meios substanciais.

Questões organizativas e de logística, novas tecnologias, incluindo gestão e análise da informação, têm igualmente sido descuradas nos currículos, resultando num empirismo que, tipicamente, não permite tirar partido das inovações e das técnicas mais recentes.

Para além de uma melhor e mais contínua formação, que só será possível com a descentralização da ENB, uma mudança de mentalidades e um maior profissionalismo é também essencial para uma maior eficiência do socorro e para proteger tanto as populações como os próprios intervenientes nas missões, sendo que tal implica mais do que a reestruturação do ensino, mas sobretudo uma nova perspectiva sobre todo o sector.