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quarta-feira, dezembro 14, 2016

Suportes de câmaras de acção para capacetes - 3ª parte

Outras características comuns são as zonas em velcro, que garantem uma excelente fixação, embora com algum tipo de trepidação, pelo que é desaconselhável para câmaras, bem como os esticadores, que também são utilizados como fixações, e o sistema de abertura rápida das correias, facilitando a remoção do capacete em todas as situações.

Como os modelos de suportes mais simples a começar abaixo dos 5 Euros, incluindo portes, que, não obstante o baixo preço, seguram de forma adequada uma câmara de acção, tipicamente leves e de pequenas dimensões, os de melhor qualidade, em alumínio maquinado, de grande resistência, mas com custos de produção bastante mais elevados, e que normalmente estão associados a um vasto conjunto de opções em termos de ajustes, podem atingir valores elevados, apenas justificáveis em utilizações francamente exigentes.

Um acessório pouco utilizado, talvez por desconhecimento, é o contra peso, destinado a ser colocado do lado oposto ao de outros acessórios, como forma de manter o equilíbrio, o que é importante tanto para o conforto, como para o próprio alinhamento, evitando que o capacete descaia no sentido do maior peso, algo que, em actividades onde existam movimentos ou acelerações mais bruscas, facilmente sucede.

Existem vários modelos de contrapesos, mais simples ou mais complexos, incluindo os pesos ou não, mas sobretudo com formas e sistemas de fixação diferentes, o que será determinante em termos do seu posicionamento, havendo diferenças entre os modelos destinados a serem colocados lateralmente e aqueles que são colocados na parte posterior do capacete.

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Suportes de câmaras de acção para capacetes - 2ª parte

Estão disponíveis várias versões deste tipo de capacete, com preços e qualidades distintas, estando igualmente disponíveis os sistemas de fixação, que podem ser aparafusados noutros modelos, pelo que quem possuam um capacete o pode adaptar a este uso, do que pode não apenas resultar alguma poupança, como o continuar a utilizar um modelo de que goste e no qual pode já ter feito um investimento substancial.

Naturalmente, dado que a colocação de "rails" implica furar a superfície do capacete, tal deve ser equacionado com atenção e verificado se a curvatura da superfície e o próprio forro ou outras estruturas permitem este tipo de operação sem comprometer a segurança de uso, o conforto e a própria funcionalidade.

Existem diversos tipos de suporte para câmaras de acção destinadas a este tipo de fixação, desde a mais simples, que encaixa directamente no respectivo suporte, aos que incluem algum tipo de deslocamento lateral, passando pelos que oferecem uma maior variedade de ajustes ou de orientações, sendo patente que a diferença em termos de qualidade varia substancialmente.

Uma característica deste modelo de capacete é a presença de um suporte frontal para uma câmara de visão noturna para o qual também existem suportes para câmaras, um pouco mais dispendiosos, mas que permitem um excelente ângulo de filmagem, talvez o que mais se aproxima da visão do portador.

quinta-feira, dezembro 08, 2016

Suportes de câmaras de acção para capacetes - 1ª parte

Com o advento das câmaras de acção, das quais a "GoPro" será o exemplo mais conhecido, os suportes para este tipo de equipamento tem vindo a aumentar, incluindo-se entre estes aqueles que se destinam a capacetes, um acessório absolutamente essencial em muitas actividades cujos entusiastas demonstram um especial interesse em filmar.

Um tipo de fixação cada vez mais popular é o "weaver" ou "picattiny rail", também designado por RIS, e que é uma calha normalizada com 20 milímetros, destinado a suportar um conjunto de acessórios particularmente variado e que é muito utilizado pelas forças militares, dada a extrema flexibilidade deste sistema.

Os capacetes com este tipo de fixação, normalmente consistindo em "rails" laterais, surgem a preços cada vez mais reduzidos, permitindo instalar uma câmara alinhada com a visão do portador, enquanto oferecem protecção contra impactos, que sempre podem suceder nos desportos designados como radicais ou de aventura.

Um grande número destes capacetes replica o modelo utilizado pelas forças especiais americanas e que, não oferecendo protecção balística, suporta impactos, pelo que é utilizado em saltos de para quedas ou travessias de zonas difíceis, incluindo cursos de água, tendo como características o conforto, a que o escasso peso e boa capacidade de ajustes não é alheia, bem como o facto de permitir a respiração da cabeça.

terça-feira, setembro 27, 2016

Canon apresenta Wi-Fi Adapter W-E1

A Canon apresentou o seu Wi-Fi Adapter W-E1, um adaptador em formato de cartão SD destinado às suas câmaras DSLR Canon EOS 7D Mark II, EOS 5DS1 e EOS 5DS R1, oferecendo um conjunto de funcionalidades novas que permitem ser utilizadas a partir de plataformas "Android" e iOS.

Para além de permitir transferir fotos via "wireless" para dispositivos móveis ou computadores, este adaptador, que tem um alcance de operação de 10 metros, permite efectuar disparo remoto, visualizar o conteúdo do "Live View" remotamente, ou usar o "software" instalado no dispositivo móvel para aceder a funções internas da câmara.

O novo adaptador é compatível com a "Canon Camera Connect", instalada em dispositivos móveis, e com o "EOS Utility", usado em computadores Windows ou Mac, pelo que quem usa este programas tem noção das numerosas possibilidades de controle remoto da câmara, que incluem praticamente todas aquelas que dispensam um contacto físico, como a reorientação do equipamento.

A partir do final do mês de Outubro, o Wi-Fi Adapter W-E1 estará incluído na caixa da Canon EOS 7D Mark II, sendo a memória fornecida por um cartão CF a ser instalado no "slot" que a câmara inclui, o que implica que cartões SD deixam de ter espaço no interior da máquina quando esta opção seja instalada.

quinta-feira, março 17, 2016

DJI apresentou o "Phantom 4" - 4ª parte



Outras características e funcionalidades presentes nas gerações anteriores foram melhoradas, com a introdução de novas tecnologias que funcionam de forma complementar, num todo consistente, muito fiável e que pode ser utilizado por todos, mesmo por aqueles que apenas pretendem uma plataforma de recolha de imagens e, por essa razão, nunca desenvolveram capacidades de operação de "drones".

Indiscutivelmente, este é um sector em rapidíssimo desenvolvimento, onde as novidades tecnológicas se sucedem a uma rapidez impressionante, permitindo implementar um conjunto de funcionalidades que, muito recentemente, pareciam autêntica ficção científica e que hoje se encontram ao alcance de todos.

O "Phantom 4" é um dos expoentes máximos desta evolução, sendo de destacar a inteligência artificial de que vem dotado, a qual permite uma operação extraordinariamente simples e segura, mesmo por parte de quem tenha pouca ou nenhuma experiência com este tipo de dispositivo, permitindo ao operador concentra-se essencialmente nas filmagens, aquilo para o que este "drone" foi realmente concebido.

Para quem necessite de um "drone" para obtenção de imagens, não podemos deixar de recomendar este modelo, que, tal como os seus antecessores, é uma referência para a concorrência e irá, certamente, inspirar muitos fabricantes a replicar as suas características mais marcantes, dando assim origem a uma nova geração de "drones" com características bem mais avançadas do que ainda recentemente era sequer imaginável.

terça-feira, março 15, 2016

DJI apresentou o "Phantom 4" - 3ª parte



Naturalmente, o retorno automático fica muito beneficiado com esta tecnologia, efectuando-se de forma muito mais inteligente, graças aos sensores que permitem estabelecer a melhor rota, sempre evitando obstáculos, e fazendo aterrar o "drone" no local pretendido e em segurança com o simples premir de uma tecla.

A câmara do "Phantom 4" é a melhor de sempre, permitindo obter uma qualidade de filmagens melhorada, incluindo uma câmara com lente com oito elementos separados, aumentando a qualidade e evitando problemas cromáticos e distorções conhecidos, acabando por ser uma peça essencial naquilo que, mais do que um "drone", é uma autêntica "câmara voadora de alta defenição".

Filmando em ultra-alta defenição, a 4K a 24, 25 e 30 imagens ou "frames" por segundo ou no conhecido 1080P, a 60 e 120, a qualidade das filmagens é de uma qualidade profissional, permitindo o seu uso imediato, dado que mesmo os problemas de distorção, para os quais existem filtros em diversos programas, não é aqui sentido.

A bateria foi completamente redesenhada, muito mais compacta e com melhor acesso, permitindo ao "drone" voar durante até 28 minutos, integrando-se na nova fuselagem, com todo o conjunto a primar pelos excelentes acabamentos e pela enorme rigidez e resistência, apenas possível utilizando materiais de última geração.

domingo, março 13, 2016

DJI apresentou o "Phantom 4" - 2ª parte



O sistema, designado por "Point and Cloud Stereoscopic Recognition" tem um alcance de 15 metros na horizontal e 9 na vertical, construindo uma imagem virtual de objectos, tanto de dia como de noite, travando ou desviando o "drone" automaticamente em caso de colisão eminente, sem qualquer intervenção do operador.

Desta forma, basta ir tocando sucessivamente nos destinos pretendidos no écran táctil para que o "drone" se dirija para eles, contornado obstáculos e adaptando-se continuamente às diversas condições de voo, selecionando velocidade e altitude, bem como a trajectória ideal.

No modo "ActiveTrack", a câmara distingue objectos específicos, seguindo-os automaticamente, bastando para tal selecioná-los no écran táctil, resultando num perfíl de voo completamente automático e independente de um controle remoto, permitindo, por exemplo, seguir alguém, ou mesmo um animal ou objecto, de forma autónoma, reconhecendo qualquer angulo do objecto a seguir.

Este "drone" tem capacidade de voar até 5 quilómetros com a bateria de origem, podendo efectuar filmagens circulares em torno de um objecto, mesmo que móvel, de forma automática, sempre recorrendo às funcionalidades que mencionamos, efectuando por sí todo um conjunto de manobras particularmente complexas.

sexta-feira, março 11, 2016

DJI apresentou o "Phantom 4" - 1ª parte



A DJI apresentou o "Phantom 4", o último de uma longa linhagem de "drones" que continuam a ser o "standard" do mercado, quando se trata de câmaras áereas e "first point view" ou FPV, correspondendo à capacidade de visualizar em tempo real num écran as imagens capturadas durante o voo.

Todo o "drone" foi redesenhado, com uma estrutura polida, em materiais compósitos, aliando uma grande resistência ao baixo peso e elevada aerodinâmica, com o suporte para a câmara, ou "gimbal", estruturalmente reforçado e oferecendo uma maior estabilidade face aos seus predecessores.

Os motores são mais potentes e foram reposicionados mais acima, afastando as hélices do alcance da câmara, de modo a que não interfiram com as filmagens, aumentando substancialmente a velocidade e a agilidade do "drone", que agora possui um modo "sport", destinado aos operadores mais experientes e que permite transmitir sensações completamente diferentes nas mais diversas situações de voo.

O novo modelo apresenta uma inteligência artificial muito mais evoluída, com a capacidade de se desviar de obstáculos, bastando apontar para um ponto do écran para que o "drone" se dirija para o seu destino, em modo "TapFly", com os quatro sensores na frente e na zona inferior a efectuar detecções por ultra-sons, evitando colisões de forma automática.

quarta-feira, janeiro 27, 2016

O suporte "Slick" para câmaras de acção - 2ª parte

É de notar que este suporte não é apenas um sistema que recorre a amortecedores ou absorventes de vibração, mas um dispositivo inteligente, com processador e programação interna, que contraria os efeitos externos de que resulta a tremura de imagens, complementando o sistema interno das câmaras o qual é implementado por "software", através de processos físicos.

Esta alternativa, sofisticada, permite amortecer impactos e absorver vibrações, para além de implementar diversas possibilidades de orientação e instalação, sendo compatível com alguns dos modelos de capacete mais comuns, de entre os que são utilizados em desportos radicais, sendo ainda possível usá-lo para substituir os "gimball" usados nos "drones", desde que para montagem de uma câmara externa compatível.

Chamamos a atenção para o facto de diversos capacetes usados por forças especiais, que não se destinam a oferecer protecção balística, mas apenas contra impactos, possuem fixações compatíveis ou "rails" para os quais existem adaptadores que permitem instalar câmaras, abrindo assim novas possibilidades.

Dado que o financiamento ultrapassou os objectivos, este suporte será comercializado, sendo de prever que, com perto de duas centenas de Euros, possa vir a ser adquirido, constituindo um investimento a ter em conta para quem filme durante corrida ou percursos fora de estrada, seja em bicicleta ou moto, seja mesmo num veículo de 4 rodas.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

O suporte "Slick" para câmaras de acção - 1ª parte

Abordamos por diversas vezes questões relacionadas com a captura de imagens estáticas ou vídeo através de uma câmara em movimento sobre uma superfície irregular, do que resulta uma trepidação ou o conhecido efeito "geleia", reduzindo em muito a qualidade das mesmas, que no limite pode resultar na sua completa inutilidade para o fim a que se destinam.

Muitas vezes, mais do que a qualidade da câmara, a sofisticação e características do sistema de suporte tem o papel essencial a nível da qualidade das imagens, sejam estáticas ou dinâmicas recolhidas, pelo que convém equilibrar o investimento, não dispendendo em excesso na câmara e recorrendo a um suporte barato que, para além de pouco seguro, transmita todo o tipo de impactos e vibrações.

Já apresentamos algumas alternativas, tendo surgido recentemente no Indiegogo, uma das mais conhecidas plataformas de angariação de fundos para projectos, um modelo de suporte destinado aos populares modelos GoPro, mas que pode ser usado nalgumas das suas variantes asiáticas, destinada a capturar vídeos em movimento, prevendo, desde logo, a sua instalação num capacete.

Este suporte, designado por "Slick" tem uma autonomia de até 2 horas, graças a uma bateria interna, ficando activa imediatamente após ligada, o "software" pode ser actualizado via porta USB, é à prova de chuva, vento e poeiras, sendo compatível com os esqueletos de protecção de qualquer GoPro ou câmaras compatíveis em termos de dimensão.

sábado, janeiro 23, 2016

Alguns programas para manipulação de fotos - 4ª parte

Aconselha-se a ir verificando se existem versões actualizadas dos programas instalados, os quais, mesmo que incluam poucas novidades, tendem a ser mais estáveis e apresentar um melhor nível de compatibilidade com sistemas operativos mais recentes, pelo que o desempenho e integração facilitam a utilização e reduzem a possibilidade de erros que, tipicamente, resultam na perda do trabalho em curso.

Também sugerimos que, periodicamente, se efectue uma pesquisa ou visitem os "sites" e foruns da especialidade, o que pode permitir descobrir programas novos, eventualmente mais adequados às necessidades, ou mesmo obter cupões para aquisição de programas, sendo que, nalguns casos, existem fabricantes que disponibilizam gratuitamente versões que foram substituidas por outras mais recentes ou estão perto de o ser.

Existem programas muito mais sofisticados, com outro tipo de potencialidades, mas normalmente implicam, para além de um custo, uma aprendizagem mais morosa, sendo um investimento que apenas se justifica para uma utilização mais profissional, incluindo-se aqui quem, mesmo não sendo remunerado, tem uma especial apetência por esta actividade.

Uma boa fotografia, e obviamente não estamos a valorar as que aqui incluimos, é essencial para fazer justiça a um modelo, normalmente o resultado de muitas horas de trabalho, e que, para ser devidamente apreciado, carece de um particular cuidado na forma como é apresentado, para o que o tratamento das fotos é absolutamente essencial.

terça-feira, janeiro 19, 2016

Alguns programas para manipulação de fotos - 3ª parte

Habitualmente o segundo passo é o equilíbrio de cores e luminosiades, e, caso seja necessário efectuar alterações, estas são feitas dentro do "IrfanView", onde o equilíbrio é muito fácil de obter, bastando deslizar um pequeno cursor e vendo-se imediatamente qual o resultado, sendo, naturalmente, aconselhável ganhar alguma prática e ir gravando os passos intermédios para o caso de se optar por revertê-los.

O "FotoCanvas", uma muito antiga versão 2.0, apenas costuma ser usado caso algum dos filtros de "blur" sejam necessários, o que acontece quando se pretende esbater uma zona limitada, como parte do fundo, fundindo alguns elementos, amenizando curvas ou contrastes ou suavizando algunmas formas, sendo de uso pouco frequente face às nossas necessidades.

A fase final, caso seja esta a opção, pode ser a aplicação de um filtro, para o que recorremos ao "Fotor", que possui uma galeria interessante e variada, podendo dar a uma foto um aspecto completamente diferente, dando-lhe uma aparência mais antiga, como que proveniente de uma câmara analógica, ou criando um ambiente completamente diferente, mudando de uma só vez, e na graduação pretendida, todo um conjunto de factores.

Tendemos a utilizar este conjunto de programas, por vezes mais do que uma vez em cada foto, caso seja necessário um maior número de passos e a sequência destes implique o recurso a funcionalidades em programas diferentes, mas estamos certos de que, para quem invista na aprendizagem em profundidade de um único programa com maior potencial, o número de passos diminua substancialmente.

sexta-feira, novembro 06, 2015

Suportes para filmagem em movimento - 7ª parte


Um modelo intermédio, mas de boa qualidade, como o Acinecity UK ACR14C, tem quatro ventosas, uma boa capacidade de estabilização, suportando uma câmara de até 9 quilos, tem um preço que ronda as duas centenas de Euros, sem incluir a cabeça orientável, essencial para a montagem da câmara.

Os preços para este tipo de suporte são elevados, podendo começar nos sessenta Euros para um sistema de dupla ventosa, que passa facilmente para a centena, caso inclua a cabeça orientável, e chegando a ultrapassar os quinhentos a seiscentos Euros no caso dos modelos mais sofisticados, como uma Skier.

Naturalmente que, conforme a utilização a que se destina, assim se justifica optar por uma ou outra solução, mas mantendo como condição que esta ofereça segurança em termos de utilização e para o equipamento suportado, o que elimina imediatamente um conjunto de modelos de baixo custo, ficando a melhor relação entre preço e qualidade no segmento intermédio, onde se podem efectuar as melhores aquisições.

Para uma utilização prática e resultados de bom nível, é de equacionar a possibilidade de dispender entre os 150 e os 200 Euros, adquirindo-se assim um modelo resistente, capaz de absorver a maioria das vibrações, e que fixe solidamente uma câmara, mesmo com um peso razoável, sem o risco de ceder, podendo-se assim gravar em alta defenição sem que a qualidade da gravação fique comprometida.

quarta-feira, novembro 04, 2015

Suportes para filmagem em movimento - 6ª parte

Em consequência, os suportes mais complexos, formados por um maior número de componentes móveis, como aqueles em que duas ventosas estão unidas entre sí por um braço ajustável, e cada conjunto está ligado por outro braço, igualmente regulável, formando um H, com a câmara a ser fixa no centro, absorvem de forma muito mais eficaz as trepidações, que vão sendo sucessivamente absorvidas entre os vários elementos e respectivas ligações.

Num sistema de apenas três pés, esta implementação não é possível, mas cada perna pode ser ajustável em extensão, sendo basicamente um tubo que é fixo por aperto nas extremidades, o que permite que parte das vibrações sejam absorvidas, sendo que neste caso, tal como em suportes de dois pés, a cabeça ganha ainda uma maior importância, que ultrapassa em muito a simples orientação da câmara e a sua fixação da forma pretendida.

Um sistema interessante, e adequado para câmaras de acção leves, é o utilizado nos "drones", que consta de duas placas, uma das quais é aparafusada no suporte e a outra sob a câmara, unidas por quatro parafusos espaçados por borrachas, podendo-se mesmo equacionar recorrer a molas, o que absorve choques e vibrações.

Com duas placas, cada com um furo em cada extremidade, que permita passar parafuso, anilhas e porcas, outro no centro, para o parafuso do tripé, por um lado, e outro que vai suportar a câmara, por outro, e um conjunto de 4 borrachas, eventualmente complementados por molas, algo que se pode improvisar com facilidade, pode-se obter um sistema de amortecimento simples e eficaz, que melhora os resultados de uma filmagem em movimento.

segunda-feira, novembro 02, 2015

Suportes para filmagem em movimento - 5ª parte


Para além do peso suportado, e que deve ser avaliado de acordo com as regras anteriores, esta última característica é essencial, de modo a que, com as oscilações ou trepidação, a câmara deixe de estar orientado de acordo com o pretendido, do que pode resultar a inutilidade das filmagens e mesmo um dano no equipamento, caso venha a colidir com a estrutura do próprio suporte ou do veículo onde este está instalado.

O travamento é feito, normalmente, através de uma simples patilha, que, ao ser accionada, bloqueia qualquer movimento, sendo que este extra, tal como o de um sistema de bolhas de nível, que ajuda a obter uma melhore defenição da orientação, pouco faz acrescer ao preço de uma cabeça de tripé de qualidade aceitável.

A questão seguinte é, naturalmente, a absorção de vibrações, o que implica que o suporte tem que ter alguma complexidade, incluindo um sistema de amortecimento que pode residir na forma como as ventosas e respectivos suportes são concebidos, bem como a nível dos braços ou numa plataforma montada sobre molas, sobre a qual é montada a cabeça de tripé, podendo, inclusivé, resultar da combinação de diversos elementos.

Os suportes mais baratos, pela sua concepção, dificilmente implementam algum sistema de amortecimento dado que a sua resistência se baseia, em grande parte, na rigidez dos componentes, que podem, no limite, incluir uma estrutura de uma só peça, terminada de ambos os lados pelas ventosas e com uma cabeça firmemente fixa no centro, pelo que em vez de absorver vibrações, se limita a transmití-las até à câmara.

sexta-feira, outubro 30, 2015

Suportes para filmagem em movimento - 4ª parte

Como exemplo, se um suporte de duas ventosas pesar um quilo e a câmara, uma máquina fotográfica digital e respectivos acessórios, pesar outro tanto, teriamos que ter um suporte em que cada ventosa suportasse, sózinha, considerando que a outra pode falhar, um mínimo de seis quilos, pelo que, nominalmente, este seria um suporte anunciado como de doze quilos.

Alguns fabricantes adicionam, e nós aconselhamos, uma correia de segurança, que permite evitar uma queda maior caso o conjunto se solte, ficando presa, mesmo que oscilante, num elemento da estrutura do veículo o que, em conjunto com uma caixa de segurança, ou uma capa de protecção no caso das máquinas fotográficas, pode eviar danos de maior monta.

Até aqui, tivemos em atenção, essencialmente, a questão física da fixação, que tem que ser numa superfície plana, e mesmo uma pequena curvatura pode ser muito penalizadora, e bem limpa, dado que mesmo pequenas partículas podem ter influencia na selagem, comprometendo a fixação, mas um suporte deve ser muito mais do que isso, pois necessita de permitir a orientação do equipamento e absorver vibrações.

Para efeitos de orientação, caso o suporte não o inclua, é necessário adquirir uma cabeça de tripé adequada ao fim a que se destina, com uma roscagem compatível, que quase sempre é de 1/4", mas que terá que suportar o peso do equipamento, com tolerância suficiente, e ter um sistema de travamento, que evite que, uma vez ajustado, não se verifique movimento da câmara.

quarta-feira, outubro 28, 2015

Suportes para filmagem em movimento - 3ª parte

É de alertar para os limites de peso que os fabricantes dos suportes indicam, os quais, mesmo sendo verdadeiros, devem ser interpretados, introduzindo factores de correcção resultantes do movimento e das acelerações, positivas ou negativas a que o equipamento, quando solidário com um veículo, é submetido, bem como a pequenos problemas de aderência que resultam de irregularidades ou sujidade das superfícies.

Todos temos a noção da "força G", associada muitas vezes aos rápidos aviões de combate, capazes de manobras complexas, como curvas apertadas, durante as quais os tripulantes são submetidos a grandes acelerações das quais resultam um peso, temporário, muito superior ao que possuem quando imóveis ou sem que se verifique uma aceleração.

No caso dos suportes temos uma situação semelhante, com acelerações, travagens ou curvas a terem como efeito colocar no suporte um peso que pode ser proporcionalmente muito superior ao normal, pelo que, caso este tenha sido selecionado com uma pequena tolerância face ao peso do equipamento transportado, pode soltar-se, com todas as consequências que se podem imaginar.

Assim, o nosso princípio aponta para que o suporte, falhando uma ventosa, possa ter a capacidade, no mínimo, para o triplo do conjunto suportado, que, para além da câmara, naturalmente que inclui o próprio suporte, bem como outros acessórios adicionais.

segunda-feira, outubro 26, 2015

Suportes para filmagem em movimento - 2ª parte

Assim, a selecção de uma câmara para filmagens em movimento, como as que são colocadas num veículo, deve ser efectuada em conjunto com o respectivo suporte, dividindo o orçamento entre ambos e prevendo a possibilidade de algum tipo de custo extra em acessórios.

Para obter uma boa filmagem, não há nada que compense ter a câmara solidamente fixa no exterior, o que implica selecionar um modelo resistente, ou para o qual exista uma protecção exterior adequada, um suporte com múltiplas ventosas e, como um opcional quase inevitável, um sistema de accionamento remoto, que permita controlar a operação, pelo menos nas suas vertentes mais simples, a partir do interior.

Naturalmente que a selecção do suporte tem que ter em conta o tipo de câmara, o seu volume e peso, que podem ir desde as escassas gramas de uma câmara de acção até mais de quilo e meio de uma máquina fotográfica digital, mas para serem colocados num veículo recorrendo a um sistema de ventosas com sucção, é aconselhável um mínimo de duas ventosas, como forma de evitar um desprendimento imediato caso uma falhe.

Um suporte com três ventosas, ou mesmo quatro, resulta mais seguro, mas tem como implicação necessitar de uma maior superfície, como um capot plano ou um tejadilho e ser bem mais dispendiso, tendo, em muitos casos, a vantagem de incorporar algum tipo de sistema de absorção de vibrações colocado nas pernas que unem as extremidades ao corpo central, onde, quase invariavelmente, se encontra uma cabeça ajustável e orientável.

sexta-feira, outubro 23, 2015

Suportes para filmagem em movimento - 1ª parte

Nos testes que efectuamos com as diversas câmaras que temos instalado em viaturas, umas mais sofisticadas do que outras, é mais que evidente que a qualidade de imagem difere muito quando obtida com o veículo em movimento ou imobilizado, sendo francamente superior neste segundo caso, algo que resulta das oscilações e trepidação que resultam da deslocação sobre um terreno irregular.

Mesmo que possuam um sistema de estabilização por "software" interno, que funciona de forma muito semelhante ao que efectua a interpolação, acabando por desfocar a imagem, o que oculta um conjunto de oscilações e tremuras, que muitas vezes é designado por "jelly efect" e se nota de forma muito evidente nas filmagens efectuados por "drones".

É normal, sobretudo por parte de quem adquire um "drone" com uma câmara HD, queixar-se da qualidade de imagem, sendo a trepidação muito evidente quando a câmara se encontra presa através de um suporte rígido, através do qual a totalidade das vibrações resultantes do movimento e do funcionamento do motor, passam na totalidade, afectando a câmara de forma muito negativa.

Um teste simples, que consiste em efectuar a filmagem com o "drone" pousado e o motor desligado, permite aferir da detrioração que decorre das condições de voo, numa situação que se pode extrapolar para as câmaras instaladas em veículos, que sendo submetidos a um tipo diferente de vibração e oscilação, resultam num efeito comparável e que necessita de ser corrigido de forma idêntica.

domingo, março 29, 2015

Concurso para o calendário de 2016 da Land Rover Owner

Tal como em anos anteriores, a Land Rover Owner abriu um concurso de fotografias, obviamente com veículos da marca incluidos, para o seu calendário de 2016, realizado em parceria com a Britpart, com as entradas a serem aceites até ao dia 02 de Setembro.

Os 12 prémios de 200 Libras inglesas, que totaliza o prémio total de 2.400 libras, em "vouchers" para aquisição de material da Britpart serão para os protagonistas dos vários meses do ano, escolhidos entre os esperaos mais de 1.000 participantes, a avaliar por edições anteriores, pelo que, para além de alguma sorte, é essencial uma excelente fotografia.

Destinando-se a uma impressão em grandes dimensões, naturalmente que existem requesitos técnicos em termos de defenição, o que implica o recurso a um equipamento de qualidade, pelo que é de utilizar uma câmara digital e não um simples telemóvel, o qual, não obstante o elevado número de pixels, nem sempre os utiliza da melhor forma e não consegue competir com uma máquina concebida especificamente para tirar fotografias.

A selecção será efectuada por um painel da Britpart, a quem caberá, igualmente, distribuir as fotos pelos vários meses do ano, sendo aconselhável visitar o "site" do concurso, de modo a aferir do tipo de fotos premiadas, bem como daquelas propostas pela concorrência, e onde se encontram todas as informações necessárias.