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terça-feira, maio 06, 2008

Petição contra o "Acordo Ortográfico" da língua portuguesa


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Antigo vocabulário português

Com o apoio de vários políticos, escritores, entre outros, está a decorrer uma petição contra a implementação do "Acordo Ortográfico" da língua portuguesa, no qual é revista parte da ortografia utilizada em Portugal.

Este acordo vem, basicamente, institucionalizar a ortografia tal como é usada no Brasil como a forma correcta de escrita para todos os países que usam a língua portuguesa, acabando com um conjunto de particularidades que, em muitos casos, correspondem à própria pronúncia das palavras em Portugal e em diversos países africanos.

Para além dos erros que constam do documento, contrariando a prática e a pronúncia, é a própria herança cultural que está em causa, não contribuindo esta revisão para qualquer propósito válido, como a diminuição do analfabetismo.

Em termos económicos, este acordo vem, essencialmente, permitir aos editores brasileiros colocar os seus livros no mercado nacional sem alterações, enquanto que caberá aos portugueses promover as necessárias alterações, suportar os encargos decorrentes e bater-se contra uma invasão que já se anuncia.

Convidamos os nossos leitores a ler o texto constante desta petição e, caso concordem com o conteúdo, a assiná-lo de modo a que este acordo seja, numa primeira fase, suspenso e, numa segunda revisto ou, pura e simplesmente, anulado.

domingo, janeiro 21, 2007

Mais uma morte à espera de socorro


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VMER com o equipamento transportado

Pela segunda vez em menos de 15 dias, um paciente morreu em Odemira após uma longa espera por uma intervenção do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O homem, de 57 anos, teve ataque cardíaco na praia e foi transportado para o centro de saúde de Odemira onde esperou mais de quatro horas pela chegada do INEM, acabando por falecer

Segundo os bombeiros de Odemira, a emergência foi accionada pelas 09:15, tendo os meios de socorro chegado 30 minutos depois à praia da Atalainha, na Zambujeira do Mar, onde a vítima se tinha deslocado para pescar.

Uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), a única do distrito, estacionada em Beja, foi chamado às 11:01, tendo chegado pelas 11:50, mas o médico não conseguiu estabilizar o paciente.

Foi seguidamente chamado o helicóptero do INEM que chegou pelas 13:00 a Odemira, mas não chegou a ser utilizado dado que não foi possível estabilizar a vítima de modo a poder ser transportada.

Segundo a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, o óbito foi declarado no centro de saúde de Odemira às 13:40, quase quatro horas e meia após o alerta.

Recordamos que a 08 de Janeiro, uma vítima de um atropelamento ocorrido também na zona de Odemira, demorou mais de seus horas a dar entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde viria a falecer dias depois.

Neste primeiro acidente, o Ministro da Saúde declarou "estar orgulhoso" por não ter cedido a pressões e ordenado um inquérito, algo que, obviamente, lamentamos e condenamos, dado que os inquéritos, para além do apuramento dos factos, se destinam também a propor correcções para os erros ocorridos.

Consideramos, no entanto, que existem diferenças substanciais nos dois casos, as quais não foram destacadas por muitos orgãos de informação, muito embora o resultado final tenha sido o mesmo.

Neste caso concreto, não se pode por em causa a rapidez de intervenção dos meios do INEM, dado que mesmo os 50 minutos que a VMER demorou a chegar deriva da distância a percorrer e não de uma falta de prontidão dos meios.

De igual modo, o helicóptero descolou e chegou a Odemira com rapidez, pelo que as falhas não serão dos profissionais do INEM mas da disposição geográfica, resultante de um número insuficiente de unidades, e do escalonamento de meios, que pode determinar uma activação tardia dos mesmos.

Pode-se, obviamente, questionar se os meios enviados numa primeira intervenção foram os mais adequados ou se a VMER não deveria ter sido activada antes, tal como se podem colocar em causa inúmeros factores em termos de organização, mas a forma como este caso foi tratado por parte da comunicação social, de forma pouco objectiva e menos ainda esclarecedora, apenas aumenta a confusão e impede uma discussão séria do problema.

É certo que, infelizmente, se continua a morrer por falta de socorro num País europeu, membro da União Europeia, onde as prioridades políticas não são, manifestamente, aquelas que mais interessam ao cidadão comum, que se vê abandonado à sua sorte ou à falta dela, mas também não é menos verdadeiro que só uma análise correcta de cada situação pode contribuir para uma melhoria do socorro em Portugal.

sábado, dezembro 09, 2006

Picasa multilíngua


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Écran de Picasa

Para os nossos leitores que usam o Picasa, o sistema de albuns fotográficos do Google, ou que ainda não o usam por uma questão de linguagem, informamos que existe agora suporte para o português.

A nossa língua foi introduzida incluida num vasto conjunto onde se podem encontrar desde o chinês ao polaco, passando pelo turco ou coreano, dando ao Picasa uma maior facilidade de utilização por parte de quem tem maiores dificuldades com o inglês.

Para os que ainda não conhecem esta plataforma, convidamo-los a visitar o "site" onde é possível colocar fotografias dispostas em albuns, editando-as ou organizando-as da forma que julgarmos mais conveniente, num serviço gratuito e que tem demonstrado uma grande fiabilidade e disponibilidade.