Sobre o número de vítimas mortais, entre 3 e 9, não obstante tal ser percentualmente significativo, a pequena variação real, que pode depender de um único acidente com maior número de fatalidades, poucas conclusões permite, carecendo de uma análise caso a caso que vai para além do simples tratamento estatístico.
A tipificação deste tipo de acidente, em termos de características do local, da hora, condições climatéricas, perfíl do condutor e da vítima, a título de exemplo, e o estudo mais aprofundado dos casos mais graves, seriam necessários para entender as razões deste aumento que, infelizmente, segue a tendência da sinistralidade viária em Portugal, da qual não pode ser isolado ou estudado separadamente.
A questão das fugas após o atropelamento deve, igualmente, ser comparada com as fugas ocorridas noutros tipos de acidente nos quais, aparentemente, não existam testemunhas, factor que, em muitos casos, é determinante para a fuga, e cujas causas devem ser analizadas por, nalguns casos, poderem traduzir realidades, como a ausência de carta, seguro ou inspecção, que podem, igualmente, estar a aumentar.
Adoptar, como é proposto, medidas avulsas, algumas com impactos profundamente negativos, como a redução da velocidade para 30 km/h nas localidades, do que resultaria um aumento da poluição e dificuldades na circulação, sendo de implementação difícil ou impossível, em nada resolve um problema comportamental, tal como não o fez a adopção da carta de condução por pontos a qual, após um impacto inicial, demonstrou não alterar comportamentos.
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domingo, janeiro 21, 2018
sexta-feira, janeiro 12, 2018
Aumenta o número de atropelamentos em Portugal - 1ª parte
O número de atropelamentos em Portugal tem vindo a aumentar, de forma consistente, ainda que irregular, ao longo dos últimos anos, estimando-se que em 2017 ultrapasse as quatro centenas de ocorrências, muitas delas seguidas de fuga, faltando identificar parte substancial dos condutores envolvidos.
Como consequência da fuga, que, independentemente do ocorrido, é sempre um crime, mesmo que, à posteriorí, possa ser considerada como justificável, o número de vítimas não socorridas com a rapidez que se impõe, porque o alerta apenas poderia ser dado pelo automobilista envolvido, tende a aumentar, com consequências difíceis de avaliar, mas sempre muito negativas.
Quando em locais mais remotos, ou caso a vítima fique caída num local pouco visível, sem que o outro interveniente contacte os meios de socorro, existe uma possibilidade real de que uma situação de menor gravidade evolua negativamente, podendo resultar na morte da vítima de atropelamento e, caso o condutor seja identificado, numa pesada pena para que transformou um acidente, com maior ou menor grau de responsabilidade, num crime, onde a culpa está presente.
Apesar de continuarem por identificar boa parte dos condutores envolvidos, este tipo de acidente é investigado e o grau de experiência e treino das entidades policiais envolvidas tem permitido concluir com sucesso, o que passa pela condenação em tribunal, muitos dos condutores que fogem, faltando apenas um maior rigor por parte dos magistrados, valorando mais uma atitude particularmente grave, independentemente das consequências resultantes.
Como consequência da fuga, que, independentemente do ocorrido, é sempre um crime, mesmo que, à posteriorí, possa ser considerada como justificável, o número de vítimas não socorridas com a rapidez que se impõe, porque o alerta apenas poderia ser dado pelo automobilista envolvido, tende a aumentar, com consequências difíceis de avaliar, mas sempre muito negativas.
Quando em locais mais remotos, ou caso a vítima fique caída num local pouco visível, sem que o outro interveniente contacte os meios de socorro, existe uma possibilidade real de que uma situação de menor gravidade evolua negativamente, podendo resultar na morte da vítima de atropelamento e, caso o condutor seja identificado, numa pesada pena para que transformou um acidente, com maior ou menor grau de responsabilidade, num crime, onde a culpa está presente.
Apesar de continuarem por identificar boa parte dos condutores envolvidos, este tipo de acidente é investigado e o grau de experiência e treino das entidades policiais envolvidas tem permitido concluir com sucesso, o que passa pela condenação em tribunal, muitos dos condutores que fogem, faltando apenas um maior rigor por parte dos magistrados, valorando mais uma atitude particularmente grave, independentemente das consequências resultantes.
sexta-feira, janeiro 05, 2018
Equipamentos de Inverno para viaturas - 3ª parte
Com uma instalação muito simples, mas que implica efectuar um furo de 30 milímetros, ou aproveitar um existente, e efectuar uma ligação eléctrica, este tipo de conector inclui uma cobertura em borracha, dispensável em instalações no interior do veículo e um anel de fixação, que o mantém no lugar, podendo ser reforçado com um pouco de cola de contacto para prevenir desapertos.
Com o tempo frio e húmido as baterias são menos eficientes, descarregando com maior facilidade, pelo que a possibilidade de carregar um telemóvel no interior do veículo, para o que, para além do conector USB, é necessário um cabo adequado, é essencial em termos de segurança, evitando impossibilidades de contacto, cujas consequências são sempre imprevisíveis.
Em último caso, e porque pode ser necessário aguardar, um cobertor ou manta térmica de emergência, do modelo utilizado em operações de salvamento, deve ser mantida de reserva, em número suficiente para que cada ocupante tenha um disponível, sendo este um investimento muito baixo, pouco superior a um Euro por unidade, e que pode revelar-se essencial quando as temperaturas sejam muito baixas.
Naturalmente, estes equipamentos não substituem aqueles que devem estar presentes em permanência numa viatura, como uma lanterna ou estojo de primeiros socorros, conforme descrevemos no passado, sendo tão somente um complemento durante o período mais frio, e cuja necessidade irá diminuindo progressivamente com a chegada do bom tempo.
Com o tempo frio e húmido as baterias são menos eficientes, descarregando com maior facilidade, pelo que a possibilidade de carregar um telemóvel no interior do veículo, para o que, para além do conector USB, é necessário um cabo adequado, é essencial em termos de segurança, evitando impossibilidades de contacto, cujas consequências são sempre imprevisíveis.
Em último caso, e porque pode ser necessário aguardar, um cobertor ou manta térmica de emergência, do modelo utilizado em operações de salvamento, deve ser mantida de reserva, em número suficiente para que cada ocupante tenha um disponível, sendo este um investimento muito baixo, pouco superior a um Euro por unidade, e que pode revelar-se essencial quando as temperaturas sejam muito baixas.
Naturalmente, estes equipamentos não substituem aqueles que devem estar presentes em permanência numa viatura, como uma lanterna ou estojo de primeiros socorros, conforme descrevemos no passado, sendo tão somente um complemento durante o período mais frio, e cuja necessidade irá diminuindo progressivamente com a chegada do bom tempo.
quarta-feira, janeiro 03, 2018
Equipamentos de Inverno para viaturas - 2ª parte
Em chapa metálica, com dimensões de 35 x 16.5 x 45.5 centímetros e um peso de 2930 gramas, estes "jerry cans" são mais leves, mas menos resistentes, do que as versões militares, tendo sensivelmente as mesmas dimensões e oferecendo a mesma capacidade interior e um sistema de fecho idêntico, pelo que as juntas de borracha normalizadas são também aqui utilizáveis.
Estão disponíveis versões em verde, numa cor tipicamente militar, mas brilhante, e em vermelho, sendo de prever uma forma de acondicionar os "jerry can", dado que devem ser transportados na vertical, quando possível, e devidamente fixos, o que pode implicar um suporte adequado ou cintas que os prendam a uma estrutura sólida do veículo.
O transporte de combustível em viaturas obriga ao uso de recipientes adequados, existindo limites legais, para evitar fugas ao fisco, e sendo recomendável que esteja presente um extintor, equipamento esse que, independentemente das situações e circunstâncias, devia ser obrigatório em qualquer veículo, podendo evitar danos graves e prejuízos substanciais.
Por pouco mais de um par de Euros, a tomada dupla com conectores USB, que se pode ligar directamente à cablagem de um veículo com instalação eléctrica a 12 volts, é um adicional que consideramos essencial nos dias de hoje, por ser o mais adequado para carregar uma grande variedade de equipamentos, incluindo a maioria dos actuais telemóveis.
Estão disponíveis versões em verde, numa cor tipicamente militar, mas brilhante, e em vermelho, sendo de prever uma forma de acondicionar os "jerry can", dado que devem ser transportados na vertical, quando possível, e devidamente fixos, o que pode implicar um suporte adequado ou cintas que os prendam a uma estrutura sólida do veículo.
O transporte de combustível em viaturas obriga ao uso de recipientes adequados, existindo limites legais, para evitar fugas ao fisco, e sendo recomendável que esteja presente um extintor, equipamento esse que, independentemente das situações e circunstâncias, devia ser obrigatório em qualquer veículo, podendo evitar danos graves e prejuízos substanciais.
Por pouco mais de um par de Euros, a tomada dupla com conectores USB, que se pode ligar directamente à cablagem de um veículo com instalação eléctrica a 12 volts, é um adicional que consideramos essencial nos dias de hoje, por ser o mais adequado para carregar uma grande variedade de equipamentos, incluindo a maioria dos actuais telemóveis.
domingo, dezembro 31, 2017
Equipamentos de Inverno para viaturas - 1ª parte
Apesar de o Inverno português ser menos rigoroso do que nos países do Norte da Europa, existem precauções a tomar, estando disponíveis no mercado alguns equipamentos e dispositivos que reduzam os perigos da condução sob condições climatéricas particularmente adversas.
Destinado a desembaciar rapidamente os parabrisas, e a derreter neve que se tenha acumulado, caso tal se verifique, este modelo de desembaciador de 150W, que opera ligado à tomada de isqueiro, tem uma base orientável, que se fixa facilmente no "tablier", e proporciona um fluxo de ar quente ou à temperatura ambiente.
Assim, é possível desembaciar vidros ou pré-aquecer o interior do veículo, caso se opte pelo ar quente, ou, simplesmente, facilitar a circulação de ar interior, se a função de aquecimento não estiver ligada, proporcionando assim uma maior segurança, sobretudo na fase inicial da condução, quando a visibilidade fica mais obstruída e a temperatura é menos agradável.
Este modelo concreto pode ser adquirido por valores a partir de uma dúzia de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, perto de metade do que custa o "jerry can" de 20 litros com o adaptador ou "spout" para facilitar o seu uso, despejando o combustível no depósito de uma viatura, que também se aconselha a transportar, devidamente atestados, sobretudo em locais mais remotos.
Destinado a desembaciar rapidamente os parabrisas, e a derreter neve que se tenha acumulado, caso tal se verifique, este modelo de desembaciador de 150W, que opera ligado à tomada de isqueiro, tem uma base orientável, que se fixa facilmente no "tablier", e proporciona um fluxo de ar quente ou à temperatura ambiente.
Assim, é possível desembaciar vidros ou pré-aquecer o interior do veículo, caso se opte pelo ar quente, ou, simplesmente, facilitar a circulação de ar interior, se a função de aquecimento não estiver ligada, proporcionando assim uma maior segurança, sobretudo na fase inicial da condução, quando a visibilidade fica mais obstruída e a temperatura é menos agradável.
Este modelo concreto pode ser adquirido por valores a partir de uma dúzia de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, perto de metade do que custa o "jerry can" de 20 litros com o adaptador ou "spout" para facilitar o seu uso, despejando o combustível no depósito de uma viatura, que também se aconselha a transportar, devidamente atestados, sobretudo em locais mais remotos.
terça-feira, dezembro 19, 2017
Mau tempo revela efeitos do fogo - 3ª parte
Convém monitorizar atentamente as consequências do mau tempo como forma de antecipar os efeitos que irão, inevitavelmente, ocorrer ao longo do Inverno, extrapolando e projectando para o futuro os efeitos climatéricos nas zonas mais afectadas pelos fogos, onde, cremos, serão muito mais significativos do que em anos anteriores.
As acções que começaram a ser desenvolvidas, sobretudo em terrenos baldios, são absolutamente essenciais, sendo necessário que abranjam terrenos privados, independentemente da concordância dos proprietário, estabelecendo os mesmos princípios aplicáveis à prevenção de incêndios, onde medidas de precaução são obrigatórias para todos, única solução de manter a segurança de todos.
Espera-se que este Inverno seja chuvoso, embora não tanto como alguns que ocorreram no passado, mas com uma pluviosidade significativa, pelo que aquilo a que assistimos com a primeira chegada do mau tempo apenas sugere o que pode ocorrer durante os próximos meses, com tendência para um agravamento ao longo deste período.
Sendo impossível prever as consequências resultantes das chuvas dos próximos meses nas zonas mais afectadas pelos incêndios, o curto espaço de tempo que medeia entre os incêndios de meados de Outubro e as primeiras chuvadas fortes limita as possibilidades de adoptar medidas, mas pouco ou nada foi feito para minimizar os riscos de aluimentos nas zonas mais vulneráveis, onde, pelo menos, deviam estar presentes avisos.
As acções que começaram a ser desenvolvidas, sobretudo em terrenos baldios, são absolutamente essenciais, sendo necessário que abranjam terrenos privados, independentemente da concordância dos proprietário, estabelecendo os mesmos princípios aplicáveis à prevenção de incêndios, onde medidas de precaução são obrigatórias para todos, única solução de manter a segurança de todos.
Espera-se que este Inverno seja chuvoso, embora não tanto como alguns que ocorreram no passado, mas com uma pluviosidade significativa, pelo que aquilo a que assistimos com a primeira chegada do mau tempo apenas sugere o que pode ocorrer durante os próximos meses, com tendência para um agravamento ao longo deste período.
Sendo impossível prever as consequências resultantes das chuvas dos próximos meses nas zonas mais afectadas pelos incêndios, o curto espaço de tempo que medeia entre os incêndios de meados de Outubro e as primeiras chuvadas fortes limita as possibilidades de adoptar medidas, mas pouco ou nada foi feito para minimizar os riscos de aluimentos nas zonas mais vulneráveis, onde, pelo menos, deviam estar presentes avisos.
quinta-feira, dezembro 14, 2017
Mau tempo revela efeitos do fogo - 2ª parte
Obviamente, nem tudo serão consequências dos incêndios, como o sucedido em S. Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, onde uma enorme derrocada colocou em risco habitações, comprometendo a sua acessibilidade, com viaturas retidas nas garagens, provocando danos em muros e destruindo o pavimento, numa zona onde já se tinham verificados aluimentos, sem ter sido atingida por fogos.
Portanto, torna-se necessário ter o discernimento necessário para não imputar aos incêndios todas as consequências visíveis durante o mau tempo, mas também não se pode deixar de incluir na já longa contabilidade dos fogos tudo quanto os tenha na origem, incluindo o total de vítimas mortais, mesmo que indirectas, sempre que exista, demonstravelmente, uma relação de causalidade.
No entanto, com mais de uma vintena de estradas nacionais cortadas durante o Domingo, devido a desmoronamentos, inundações, queda de árvores ou de neve, e mais de um milhar de ocorrências, das quais quase 800 eram devido a quedas de árvores, será de comparar o impacto resultante destas primeiras horas de mau tempo com os registos para situações e circunstâncias semelhantes, como forma de estabelecer algumas previsões para o futuro.
Incluindo os dados da 2ª feira seguinte, os números praticamente triplicam, incluindo a suspensão da circulação ferroviária na linha da Beira Alta, e aumentaram significativamente as queixas devido à falta de meios de limpeza da neve, começando a contabilizar-se danos de maior monta, incluindo em veículos e habitações, algumas das quais ficaram inabitáveis, obrigando a realojamentos.
Portanto, torna-se necessário ter o discernimento necessário para não imputar aos incêndios todas as consequências visíveis durante o mau tempo, mas também não se pode deixar de incluir na já longa contabilidade dos fogos tudo quanto os tenha na origem, incluindo o total de vítimas mortais, mesmo que indirectas, sempre que exista, demonstravelmente, uma relação de causalidade.
No entanto, com mais de uma vintena de estradas nacionais cortadas durante o Domingo, devido a desmoronamentos, inundações, queda de árvores ou de neve, e mais de um milhar de ocorrências, das quais quase 800 eram devido a quedas de árvores, será de comparar o impacto resultante destas primeiras horas de mau tempo com os registos para situações e circunstâncias semelhantes, como forma de estabelecer algumas previsões para o futuro.
Incluindo os dados da 2ª feira seguinte, os números praticamente triplicam, incluindo a suspensão da circulação ferroviária na linha da Beira Alta, e aumentaram significativamente as queixas devido à falta de meios de limpeza da neve, começando a contabilizar-se danos de maior monta, incluindo em veículos e habitações, algumas das quais ficaram inabitáveis, obrigando a realojamentos.
terça-feira, dezembro 12, 2017
Mau tempo revela efeitos do fogo - 1ª parte
O mau tempo que se iniciou no último fim de semana constituiu um primeiro teste a uma consequência dos incêndios florestais que tende a ser minimizada, e que se traduz, entre outras, pela erosão de terrenos em áreas afectadas, queda de árvores danificadas ou inundações resultantes da menor capacidade de absorsão dos solos.
Com a atenção a centrar-se nos incêndios, concretamente nos danos imediatos, as consequências futuras tendem a ser descuradas, não obstante a sua inevitabilidade face à extensão ardida, do que resulta um número de locais vulneráveis extremanente elevado, sendo óbvio que em vários se verificarão os efeitos resultantes dos fogos.
Atribuídos, normalmente, ao mau tempo, o facto é que este apenas vem revelar e potenciar um conjunto de situações que têm outra origem e que não são prevenidas de acordo com o perigo que representam e a imprevisibilidade da sua evolução, que contrasta com a elevada probabilidade de vir a suceder.
O acidente em Marco de Canavezes, que provocou uma vítima mortal e um ferido ligeiro, quando uma viatura ficou imobilizada por uma pedra, tendo sido atingida por uma árvore que entretanto caiu, é exemplo das consequências do mau tempo, que nos dias de hoje já ninguém lembra que, na sua origem, poderão estar os incêndios que devastaram grande parte do País, pelo que tal pode ocorrer em áreas bastante extensas.
Com a atenção a centrar-se nos incêndios, concretamente nos danos imediatos, as consequências futuras tendem a ser descuradas, não obstante a sua inevitabilidade face à extensão ardida, do que resulta um número de locais vulneráveis extremanente elevado, sendo óbvio que em vários se verificarão os efeitos resultantes dos fogos.
Atribuídos, normalmente, ao mau tempo, o facto é que este apenas vem revelar e potenciar um conjunto de situações que têm outra origem e que não são prevenidas de acordo com o perigo que representam e a imprevisibilidade da sua evolução, que contrasta com a elevada probabilidade de vir a suceder.
O acidente em Marco de Canavezes, que provocou uma vítima mortal e um ferido ligeiro, quando uma viatura ficou imobilizada por uma pedra, tendo sido atingida por uma árvore que entretanto caiu, é exemplo das consequências do mau tempo, que nos dias de hoje já ninguém lembra que, na sua origem, poderão estar os incêndios que devastaram grande parte do País, pelo que tal pode ocorrer em áreas bastante extensas.
domingo, outubro 29, 2017
Aneis de auto-defesa
Surgem cada vez mais equipamentos ou ferramentas desenhadas para serem transportadas em regime de permanência, o que em inglês é designado por "every day carry", abreviado para EDC, sigla muito usada para efectuar pesquisas deste tipo de objectos, os quais por vezes assumem configurações originais e, mantendo a utilidade que os caracteriza, são vendidos a preços muito baixos.
Estes aneis podem ser utilizados para partir o vidro de um veículo ou para efeitos de auto-defesa, podendo aqui colocarem-se algumas questões legais, mas o facto é que, numa emergência, tal será o menor dos problemas e aquilo em que menos se pensará antes de agir.
Este tipo de anel, em liga metálica leve mas resistente, tem dimensões de 32 x 26 x 7 milímetros e um diâmetro interno de 20, estando disponível em negro, dourado e prateado, sendo a cor aleatória quando a encomenda é efectuada em lotes, resultando num conjunto de conteúdo imprevisível.
O preço individual, já incluindo portes, ronda um Euro, mas quando encomendado em conjuntos de 5 ou mais unidades, cai para perto de metade para cada anel, pelo que estamos perante um dos "gadgets" destinados a uso diário mais acessíveis, podendo ser uma parte de um "kit" de emergência adequado para ser transportado no dia a dia, tal o escasso peso e volume que representa.
Estes aneis podem ser utilizados para partir o vidro de um veículo ou para efeitos de auto-defesa, podendo aqui colocarem-se algumas questões legais, mas o facto é que, numa emergência, tal será o menor dos problemas e aquilo em que menos se pensará antes de agir.
Este tipo de anel, em liga metálica leve mas resistente, tem dimensões de 32 x 26 x 7 milímetros e um diâmetro interno de 20, estando disponível em negro, dourado e prateado, sendo a cor aleatória quando a encomenda é efectuada em lotes, resultando num conjunto de conteúdo imprevisível.
O preço individual, já incluindo portes, ronda um Euro, mas quando encomendado em conjuntos de 5 ou mais unidades, cai para perto de metade para cada anel, pelo que estamos perante um dos "gadgets" destinados a uso diário mais acessíveis, podendo ser uma parte de um "kit" de emergência adequado para ser transportado no dia a dia, tal o escasso peso e volume que representa.
domingo, outubro 08, 2017
Lanterna multi-funções com lâmina
Manter um pequeno "kit" de emergência pronto para ser utilizado, seja num veículo, numa residência ou mesmo durante um trajecto em locais mais afastados, onde o socorro possa ser demorado, revela-se uma opção cada vez mais comum, sendo as opções inúmeras o que, tendo um lado positivo, pode dificultar a escolha de um conjunto polivalente capaz de responder às situações mais imprevisíveis.
Esta ferramenta integra num formato cilindrico com 163 milímetros de comprimento por 19 de diâmetro, uma lanterna com lâmpada "led" CREE XP-E de 1.000 lumens e 3 modos, uma lâmina e uma ponta de impacto, destinada a partir vidros numa emergência.
O corpo metálico, de cor negra, é resistente, anti-deslizante e fácil de empunhar, com aneis de borracha isoladores, o que permite a utilização sob a chuva, embora não sendo submersível, e a lâmpada opera através de um interruptor rotativo simples, com a sua intensidade impede que se olhe directamente para a luz, permitindo ser utilizada como defesa.
O preço ronda os 4 Euros, incluindo portes a partir da Ásia, mas acrescendo o custo da bateria AA ou 14500, que permitem operação entre os 0.8 e 1.5 volts, sendo um utensílio a ter em conta num veículo por cumprir diversas funções, incluindo cortar cintos de segurança, partir vidros e proporcionar iluminação de emergência.
Esta ferramenta integra num formato cilindrico com 163 milímetros de comprimento por 19 de diâmetro, uma lanterna com lâmpada "led" CREE XP-E de 1.000 lumens e 3 modos, uma lâmina e uma ponta de impacto, destinada a partir vidros numa emergência.
O corpo metálico, de cor negra, é resistente, anti-deslizante e fácil de empunhar, com aneis de borracha isoladores, o que permite a utilização sob a chuva, embora não sendo submersível, e a lâmpada opera através de um interruptor rotativo simples, com a sua intensidade impede que se olhe directamente para a luz, permitindo ser utilizada como defesa.
O preço ronda os 4 Euros, incluindo portes a partir da Ásia, mas acrescendo o custo da bateria AA ou 14500, que permitem operação entre os 0.8 e 1.5 volts, sendo um utensílio a ter em conta num veículo por cumprir diversas funções, incluindo cortar cintos de segurança, partir vidros e proporcionar iluminação de emergência.
domingo, agosto 27, 2017
Colete de alta visibilidade com bolsos
Posicionado entre os coletes de alta visibilidade mais acessíveis, semelhantes aos que são obrgatórios em viaturas, e os modelos de gama alta, utilizados, por exemplo, pelas forças policiais, uma gama intermédia, que pode ser adquirida por menos de uma dezena de Euros, representa um bom compromisso entre o preço e a qualidade.
Este tipo de colete, leve e resistente, tem um fecho eclair em vez de simples velcro e possui diversos bolsos, entre este um transparente, para identificação, distribuidos frontal e lateralmente, onde é possível acondicionar um conjunto de objectos de forma segura, sem receio de os perder, mantendo a possibilidade de os aceder rapidamente sempre que necessário.
Com faixas refletoras, remates adequados, fechos nos bolsos, de velcro ou pressão, uma argola para prender correias, como as de um rádio, para o qual existe um bolso adequado, este tipo de colete tem características interessantes, mas, em contrapartida, não proporciona nenhum tipo de aquecimento, faltam ajustes, sobretudo na cintura, não inclui encaminhamento para auriculares, para mencionar apenas alguns dos defeitos mais evidentes.
Disponíveis individualmente ou em conjuntos, com tamanhos que variam entre o pequeno e o grande, têm um preço individual que fica abaixo da dezena de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, substituindo com vantagem, apesar de um pequeno acréscimo de preço, aqueles que são obrigatórios nas viaturas, pelo que, em caso de compra futura, esta será uma opção a ter em conta.
Este tipo de colete, leve e resistente, tem um fecho eclair em vez de simples velcro e possui diversos bolsos, entre este um transparente, para identificação, distribuidos frontal e lateralmente, onde é possível acondicionar um conjunto de objectos de forma segura, sem receio de os perder, mantendo a possibilidade de os aceder rapidamente sempre que necessário.
Com faixas refletoras, remates adequados, fechos nos bolsos, de velcro ou pressão, uma argola para prender correias, como as de um rádio, para o qual existe um bolso adequado, este tipo de colete tem características interessantes, mas, em contrapartida, não proporciona nenhum tipo de aquecimento, faltam ajustes, sobretudo na cintura, não inclui encaminhamento para auriculares, para mencionar apenas alguns dos defeitos mais evidentes.
Disponíveis individualmente ou em conjuntos, com tamanhos que variam entre o pequeno e o grande, têm um preço individual que fica abaixo da dezena de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, substituindo com vantagem, apesar de um pequeno acréscimo de preço, aqueles que são obrigatórios nas viaturas, pelo que, em caso de compra futura, esta será uma opção a ter em conta.
sábado, agosto 12, 2017
Lisboa, cidade fechada - 33ª parte
Mas o experimentalismo e a incapacidade de reconhecer e corrigir erros tem sido paga pelos residentes de várias formas, não apenas pelo incómodo gerado, mas também financeiramente, como consequência de uma maior demora nas deslocações no bairro e do aumento de danos nos veículos estacionados, como consequência das estreitas faixas de rodagem resultantes de um projecto absurdo.
A foto que ilustra o texto é disto exemplo, sendo patentes os danos num veículo correctamente estacionado provocados por uma camioneta de caixa aberta da própria Câmara Municipal que procedia à recolha de objectos volumosos e, ao efectuar uma curva apertada, não conseguir realizar a manobra sem provocar danos.
Estamos a falar de uma manobra efectuada com cuidado, a velocidade muito reduzida, por um veículo de dimensões inferiores à da maioria das viaturas de dois eixos são utilizados pelos bombeiros e que, supostamente, poderão circular pelo bairro, pelo que, durante uma missão de socorro, a possibilidade de este tipo de acidente, e mesmo a impossibilidade de passar, será de prever, não obstante as declarações de responsáveis camarários.
É patente que a realidade, que se pode comprovar, desmente as teorias com que os residentes foram confrontados, sendo óbvio para todos que a circulação se efectua com dificuldades, lentidão e com uma elevada probabilidade de acidentes ou de, dependendo do tamanho do veículo, chegar ao seu destino em tempo útil, situação que, numa missão de socorro, terá consequências da maior gravidade e imputáveis aos autores e decisores do projecto.
A foto que ilustra o texto é disto exemplo, sendo patentes os danos num veículo correctamente estacionado provocados por uma camioneta de caixa aberta da própria Câmara Municipal que procedia à recolha de objectos volumosos e, ao efectuar uma curva apertada, não conseguir realizar a manobra sem provocar danos.
Estamos a falar de uma manobra efectuada com cuidado, a velocidade muito reduzida, por um veículo de dimensões inferiores à da maioria das viaturas de dois eixos são utilizados pelos bombeiros e que, supostamente, poderão circular pelo bairro, pelo que, durante uma missão de socorro, a possibilidade de este tipo de acidente, e mesmo a impossibilidade de passar, será de prever, não obstante as declarações de responsáveis camarários.
É patente que a realidade, que se pode comprovar, desmente as teorias com que os residentes foram confrontados, sendo óbvio para todos que a circulação se efectua com dificuldades, lentidão e com uma elevada probabilidade de acidentes ou de, dependendo do tamanho do veículo, chegar ao seu destino em tempo útil, situação que, numa missão de socorro, terá consequências da maior gravidade e imputáveis aos autores e decisores do projecto.
quinta-feira, julho 13, 2017
Os rádio CB como alternativa nas emergências - 3ª parte
Temos encontrado conjuntos de rádio e antena magnética a partir dos 70 Euros, incluindo portes, acrescendo, caso não disponível, alguns Euros para um adaptador que permita a sua operação a partir de uma residência, com modelos de boa qualidade, e maior alcance a ficarem perto do dobro deste valor, subindo caso se pretenda uma instalação com maior desempenho, incluindo uma antena com um muito melhor desempenho.
Assim, uma solução prática e funcional, instalada numa junta de freguesia, casa do povo ou outro local similar, pode ter um custo abaixo das duas centenas de Euros, dependendo sempre dos requisitos e da interdependência com os postos vizinhos com os quais irá comunicar, sendo adequado para, em caso de falha de redes de comunicações, assegurar uma alternativa viável.
Uma solução deste tipo necessita de ser devidamente testada, comunicando com os postos adjacentes, do que pode resultar a necessidade de reposicionamentos ou de alteração de configuração, nomeadamente em termos do tipo de antena a utilizar, bem como uma formação em termos de operação e procedimentos, como forma de constituir uma alternativa independente e pouco vulnerável, capaz de operar em circunstâncias adversas.
Não sendo um substituito de um sistema de comunicações de emergência fiável e com as funcionalidades adequadas, características que faltam ao SIRESP, os rádios CB, pelas suas características, difusão e baixo preço, podem responder a um conjunto de solicitações em caso de emergência, evitando que as populações em locais mais isoladas fiquem sem possibilidades de comunicar sempre que exista falha por parte das operadoras, algo que, infelizmente, sucede num conjunto de circunstâncias conhecidas.
Assim, uma solução prática e funcional, instalada numa junta de freguesia, casa do povo ou outro local similar, pode ter um custo abaixo das duas centenas de Euros, dependendo sempre dos requisitos e da interdependência com os postos vizinhos com os quais irá comunicar, sendo adequado para, em caso de falha de redes de comunicações, assegurar uma alternativa viável.
Uma solução deste tipo necessita de ser devidamente testada, comunicando com os postos adjacentes, do que pode resultar a necessidade de reposicionamentos ou de alteração de configuração, nomeadamente em termos do tipo de antena a utilizar, bem como uma formação em termos de operação e procedimentos, como forma de constituir uma alternativa independente e pouco vulnerável, capaz de operar em circunstâncias adversas.
Não sendo um substituito de um sistema de comunicações de emergência fiável e com as funcionalidades adequadas, características que faltam ao SIRESP, os rádios CB, pelas suas características, difusão e baixo preço, podem responder a um conjunto de solicitações em caso de emergência, evitando que as populações em locais mais isoladas fiquem sem possibilidades de comunicar sempre que exista falha por parte das operadoras, algo que, infelizmente, sucede num conjunto de circunstâncias conhecidas.
segunda-feira, julho 10, 2017
Os rádio CB como alternativa nas emergências - 2ª parte
Mesmo que seja necessário percorrer diversos nós, com a mensagem a passar oralmente de um operador para outro e seguindo distintas vias alternativas, a probabilidade de um pedido de socorro passar e ser transmitido a quem possa acorrer aumenta substancialmente, sendo, obviamente muito superior à de uma arriscada deslocação até um local onde uma rede de comunicações esteja disponível.
Caso se opte por uma antena magnética e ligação a uma tomada de isqueiro, um rádio CB pode ser utilizado a partir de uma residência, bastando dispor de um adaptador que permita efectuar a ligação a uma tomada eléctrica, algo que pode ser adquirido por um preço muito baixo e permite utilizar uma multiplicidade de equipamentos que possuam o mesmo tipo de conector.
Um complemento a ter em conta é uma bateria capaz de proporcionar a alimentação eléctrica, dado que, em muitas situações, em simultâneo com o colapso das comunicações, e mesmo na origem destas, se encontra uma falha da rede eléctrica, do que resultaria a impossibilidade de operar o rádio, tornando-o virtualmente inútil.
Dado que estes rádios CB preparados para viaturas operam a 12 volts, uma simples bateria de automóvel, que necessita de ser periodicamente verificada, será o suficiente para permitir a operação durante o período de algumas horas, o suficiente para, na maior parte das situações, se obter um contacto e receber a assistência solicitada.
Caso se opte por uma antena magnética e ligação a uma tomada de isqueiro, um rádio CB pode ser utilizado a partir de uma residência, bastando dispor de um adaptador que permita efectuar a ligação a uma tomada eléctrica, algo que pode ser adquirido por um preço muito baixo e permite utilizar uma multiplicidade de equipamentos que possuam o mesmo tipo de conector.
Um complemento a ter em conta é uma bateria capaz de proporcionar a alimentação eléctrica, dado que, em muitas situações, em simultâneo com o colapso das comunicações, e mesmo na origem destas, se encontra uma falha da rede eléctrica, do que resultaria a impossibilidade de operar o rádio, tornando-o virtualmente inútil.
Dado que estes rádios CB preparados para viaturas operam a 12 volts, uma simples bateria de automóvel, que necessita de ser periodicamente verificada, será o suficiente para permitir a operação durante o período de algumas horas, o suficiente para, na maior parte das situações, se obter um contacto e receber a assistência solicitada.
quinta-feira, julho 06, 2017
Os rádio CB como alternativa nas emergências - 1ª parte
Face ao recente colapso de sistemas de comunicações durante os fogos florestais na zona de Pedrogão Grande, que abrangeram não apenas os operadores comerciais, mas também a rede de emergência do Estado, a disponibilidade de um sistema alternativo volta a ser equacionado, sendo os rádios CB, que actualmente dispensam licenciamento, a constituirem uma das alternativas possíveis.
Tal como em qualquer sistema de comunicações, a real valia depende não apenas das funcionalidades oferecidas pela rede e equipamentos terminais, mas também da sua disseminação, sem o que, na ausência de um interlocutor disponível na área de cobertura, a sua utilidade prática será, virtualmente nula, o que implica alguma padronização em torno de uma norma tão comum quanto possível.
A popularidade dos CB em diversos meios, incluindo os praticantes do todo o terreno, que os possuem instalados em veículos e funcionam como estações móveis, flexibilizando uma rede que se pretende dinâmica e abrangente, permite apontar no sentido da adopção destes rádios, que se podem adquirir a preços bastante vantajosos e cumprindo as normas europeias, como uma das alternativas a ter em conta, sobretudo quando integrados numa malha que facilite a passagem de informação entre os operadores.
Embora variando enormemente, dependendo do modelo de rádio, da antena, do seu posicionamento e das próprias condições climatéricas, o alcance de um destes equipamentos atinge vários quilómetros, que poderá ser o suficiente para estabelecer ligação de uma povoação, onde não exista, por avaria ou dano, ligação a uma rede de comunicações a outra, onde este tipo de comunicação esteja funcional.
Tal como em qualquer sistema de comunicações, a real valia depende não apenas das funcionalidades oferecidas pela rede e equipamentos terminais, mas também da sua disseminação, sem o que, na ausência de um interlocutor disponível na área de cobertura, a sua utilidade prática será, virtualmente nula, o que implica alguma padronização em torno de uma norma tão comum quanto possível.
A popularidade dos CB em diversos meios, incluindo os praticantes do todo o terreno, que os possuem instalados em veículos e funcionam como estações móveis, flexibilizando uma rede que se pretende dinâmica e abrangente, permite apontar no sentido da adopção destes rádios, que se podem adquirir a preços bastante vantajosos e cumprindo as normas europeias, como uma das alternativas a ter em conta, sobretudo quando integrados numa malha que facilite a passagem de informação entre os operadores.
Embora variando enormemente, dependendo do modelo de rádio, da antena, do seu posicionamento e das próprias condições climatéricas, o alcance de um destes equipamentos atinge vários quilómetros, que poderá ser o suficiente para estabelecer ligação de uma povoação, onde não exista, por avaria ou dano, ligação a uma rede de comunicações a outra, onde este tipo de comunicação esteja funcional.
quarta-feira, junho 28, 2017
Incêndio no túnel do Marão - 4ª parte
Havendo redundância nas comunicações, os riscos são menores, mas a impossibilidade de intervenção física, accionando componentes, como portas que permitam passar de um túnel para outro, bem como as dificuldades de uma análise remota quando os sensores e outros equipamentos são afectados, seja por avaria, seja pela diminuição da performance, necessitam de ser reequacionados, mesmo tendo em conta as sempre presentes questões financeiras.
Adicionar componentes extra de segurança tem, percentualmente, um valor baixo face aos custos de exploração e, mesmo reflectido nos utilizadores, implica um aumento marginal do preço, pelo que será no equilíbrio entre a necessária rentabilidade e o assegurar toda a segurança possível que um compromisso deve ser alcançado, com a participação dos vários intervenientes, entre estes aqueles que têm a responsabilidade de intervir em caso de acidente.
Algo que parece óbvio, mesmo antes da conclusão do inquérito, é que houve procedimentos de segurança que não foram seguidos, nomeadamente interditar ambas as galerias de imediato, tal como previsto no plano de emergência, ou o atraso na activação de meios da GNR, demonstrando que existem procedimentos a rever e que a falta de um simulacro, previsto para o Verão de 2016 e adiado por indisponibilidade de meios, na altura empenhados no combate os fogos, se faz sentir.
Espera-se que o relatório venha lançar luz sobre o que correu menos bem e sobre a polémica localização do centro de controle de tráfego e que as lições decorrentes deste incidente, que felizmente teve poucas consequências, sejam rapidamente aplicadas nos túneis rodoviários existentes em Portugal.
Adicionar componentes extra de segurança tem, percentualmente, um valor baixo face aos custos de exploração e, mesmo reflectido nos utilizadores, implica um aumento marginal do preço, pelo que será no equilíbrio entre a necessária rentabilidade e o assegurar toda a segurança possível que um compromisso deve ser alcançado, com a participação dos vários intervenientes, entre estes aqueles que têm a responsabilidade de intervir em caso de acidente.
Algo que parece óbvio, mesmo antes da conclusão do inquérito, é que houve procedimentos de segurança que não foram seguidos, nomeadamente interditar ambas as galerias de imediato, tal como previsto no plano de emergência, ou o atraso na activação de meios da GNR, demonstrando que existem procedimentos a rever e que a falta de um simulacro, previsto para o Verão de 2016 e adiado por indisponibilidade de meios, na altura empenhados no combate os fogos, se faz sentir.
Espera-se que o relatório venha lançar luz sobre o que correu menos bem e sobre a polémica localização do centro de controle de tráfego e que as lições decorrentes deste incidente, que felizmente teve poucas consequências, sejam rapidamente aplicadas nos túneis rodoviários existentes em Portugal.
terça-feira, junho 20, 2017
Incêndio no túnel do Marão - 3ª parte
No caso desta ocorrência, diversos equipamentos foram destruídos, pelo que a monitorização remota ficou inoperacional na zona atingida, e a falta de presença de operadores no local impossibilita a obtenção de informações que permitam gerir de forma adequada uma situação de emergência que, num local confinado, pode ter consequência particularmente graves.
Por outro lado, as portas que permitem passar de uma galeria para a outra tem que ser accionada manualmente, em coordenação com a gestão de tráfego e, supostamente, com quem está envolvido no socorro, o que implica uma deslocação rápida ao local onde se encontram os locais de passagem entre os túneis, bem como o aviso sonoro que informe quem está no interior dos procedimentos a adoptar.
Naturalmente, quem se deslocar ao interior de um túnel numa situação de incêndio, ou acidente, terá que estar preparado e equipado, não sendo incumbência de um operador de sistemas, mas a presença no local de uma equipa multidisciplinar, com múltiplas valências, com elementos com múltiplas funções atribuídas, tem inegáveis vantagens.
Sem este tipo de acompanhamento, a possibilidade de pânico é real e as acções impensadas, que podem ter consequências graves, são prováveis, adicionando um factor de imprevisibilidade e de perigo, podendo-se imaginar desde inversões de marcha até deslocações a pé em vias enfumaradas, nas quais a visibilidade é diminuta e a desorientação tende a aumentar.
Por outro lado, as portas que permitem passar de uma galeria para a outra tem que ser accionada manualmente, em coordenação com a gestão de tráfego e, supostamente, com quem está envolvido no socorro, o que implica uma deslocação rápida ao local onde se encontram os locais de passagem entre os túneis, bem como o aviso sonoro que informe quem está no interior dos procedimentos a adoptar.
Naturalmente, quem se deslocar ao interior de um túnel numa situação de incêndio, ou acidente, terá que estar preparado e equipado, não sendo incumbência de um operador de sistemas, mas a presença no local de uma equipa multidisciplinar, com múltiplas valências, com elementos com múltiplas funções atribuídas, tem inegáveis vantagens.
Sem este tipo de acompanhamento, a possibilidade de pânico é real e as acções impensadas, que podem ter consequências graves, são prováveis, adicionando um factor de imprevisibilidade e de perigo, podendo-se imaginar desde inversões de marcha até deslocações a pé em vias enfumaradas, nas quais a visibilidade é diminuta e a desorientação tende a aumentar.
quinta-feira, junho 15, 2017
Incêndio no túnel do Marão - 2ª parte
Seja no local, à entrada do túnel, seja noutra localidade, um sistema baseado em videovigilância ou sensores opera sempre remotamente, pelo que a dependência é, essencialmente, do sistema de comunicação de dados, cada vez mais fiáveis mas, naturalmente, nunca infalíveis e que, quanto maior a distância e a complexidade envolvida, maior a vulnerabilidade e a possibilidade de falha.
Se numa situação em que o controle é local a possibilidade de falhas se concentra no sistema interno do túnel, e caso estas ocorram existe a possibilidade de um reconhecimento presencial, a sua gestão remota introduz novos factores de vulnerabilidade e mesmo a impossibilidade de uma deslocação ao local, em tempo útil, por parte de quem opera o sistema caso seja necessário repor as comunicações.
Basta que um dos equipamentos que encaminham os dados ou a própria cablagem sejam danificados, e tal pode acontecer por diversas razões, incluindo climáticas ou por acção de fogos, para citar dois exemplos, para que o sistema de videovigilância colapse, sem que exista uma presença que intervenha prontamente, perdendo-se assim a possibilidade de efectuar pequenas manutenções ou reparações simples, mas que devem ser efectuadas no momento.
Naturalmente, podem ser implementados sistemas redundantes, com encaminhamento de dados via distintos circuitos, mas o facto é que a falha em locais concretos, como um segmento do túnel, que inutilize alguns equipamentos de vigilância, dificilmente pode ser compensado, por muito sofisticado que sejam os meios implementados.
Se numa situação em que o controle é local a possibilidade de falhas se concentra no sistema interno do túnel, e caso estas ocorram existe a possibilidade de um reconhecimento presencial, a sua gestão remota introduz novos factores de vulnerabilidade e mesmo a impossibilidade de uma deslocação ao local, em tempo útil, por parte de quem opera o sistema caso seja necessário repor as comunicações.
Basta que um dos equipamentos que encaminham os dados ou a própria cablagem sejam danificados, e tal pode acontecer por diversas razões, incluindo climáticas ou por acção de fogos, para citar dois exemplos, para que o sistema de videovigilância colapse, sem que exista uma presença que intervenha prontamente, perdendo-se assim a possibilidade de efectuar pequenas manutenções ou reparações simples, mas que devem ser efectuadas no momento.
Naturalmente, podem ser implementados sistemas redundantes, com encaminhamento de dados via distintos circuitos, mas o facto é que a falha em locais concretos, como um segmento do túnel, que inutilize alguns equipamentos de vigilância, dificilmente pode ser compensado, por muito sofisticado que sejam os meios implementados.
terça-feira, junho 13, 2017
Incêndio no túnel do Marão - 1ª parte
O incêndio de um veículo pesado no Túnel do Marão e a forma como a ocorrência foi gerida, desde o seu início até à extinção do fogo e aos subsquentes procedimentos de limpeza e extração de fumos veio relançar algumas polémicas que, embora existentes desde a altura da inauguração, ficaram algo esquecidas durante o período em que não se verificaram incidentes.
Se no caso concreto apenas se verificaram feridos ligeiros, sem outras consequências que a perda do veículo e de alguns equipamentos, sobretudo de segurança e iluminação, a manutenção do funcionamento de uma das vias, a ausência de sinais sonoros de alarme, o atraso no accionamento dos sinais luminosos e no aviso da Guarda Nacional Republicana, foram problemas relatados por testemunhas.
A manutenção do funcionamento de uma galeria, que devia ter sido igualmente interditada, segundo o plano de emergência, como forma de proceder à evacuação de veículos retidos numa galeria intransitável, levanta outros problemas, contrariando o establecido que pressuponha que o túnel apenas funcionaria com as duas galerias disponíveis.
Uma das situações mais polémicas tem a ver com a deslocalização do centro de controle de tráfego do local para Almada, onde ficou integrado numa estrutura maior, resultando assim uma maior integração e racionalização dos serviços e, consequentemente, uma redução dos seus custos.
Se no caso concreto apenas se verificaram feridos ligeiros, sem outras consequências que a perda do veículo e de alguns equipamentos, sobretudo de segurança e iluminação, a manutenção do funcionamento de uma das vias, a ausência de sinais sonoros de alarme, o atraso no accionamento dos sinais luminosos e no aviso da Guarda Nacional Republicana, foram problemas relatados por testemunhas.
A manutenção do funcionamento de uma galeria, que devia ter sido igualmente interditada, segundo o plano de emergência, como forma de proceder à evacuação de veículos retidos numa galeria intransitável, levanta outros problemas, contrariando o establecido que pressuponha que o túnel apenas funcionaria com as duas galerias disponíveis.
Uma das situações mais polémicas tem a ver com a deslocalização do centro de controle de tráfego do local para Almada, onde ficou integrado numa estrutura maior, resultando assim uma maior integração e racionalização dos serviços e, consequentemente, uma redução dos seus custos.
quarta-feira, maio 24, 2017
Artigos para viagem no Lidl
Apesar de muitos produtos serem repetidos, com os meses de férias e de viagens mais longas a aproximar-se, justifica-se voltar a referir alguns produtos que irão estar em promoção nas lojas da cadeia Lidl a partir de 27 de Maio e que termina no domingo seguinte.
O estojo de primeiros socorros, semelhante ao que temos no Defender, que pode ser adquirido por 5.99 Euros, é um dos produtos que aconselhamos, seja para o veículo, seja para uma residência, sendo conveniente que aqueles que já possuam um verificar a data de validade do conteúdo, substituindo os componentes que se encontrem fora de prazo ou, simplesmente, comprando um novo.
O "kit" de mãos livres, que tem um preço de 19.99 Euros, é outro artigo que merece destaque, apesar de não ter um écran onde surjam informações, como a identificação de chamada, enquando o carregador USB para tomada de isqueiro, incluindo 11 adaptadores diferentes que cobrem a maioria das necessidades, custa 3.99 e justifica-se ter dentro de cada veículo para as emergências.
Outros artigos destinam-se essencialmente a arrumar e organizar a bagagem e pequenos volumes transportados dentro de uma viatura, como os "trolleys" e organizadores, outros a aumentar o conforto dos assentos ou a protegr os ocupantes dos raios solares, incluindo-se ainda o colete de sinalização, obrigatório em diversas situações, e que convém ter para os vários ocupantes de cada veículo.
O estojo de primeiros socorros, semelhante ao que temos no Defender, que pode ser adquirido por 5.99 Euros, é um dos produtos que aconselhamos, seja para o veículo, seja para uma residência, sendo conveniente que aqueles que já possuam um verificar a data de validade do conteúdo, substituindo os componentes que se encontrem fora de prazo ou, simplesmente, comprando um novo.
O "kit" de mãos livres, que tem um preço de 19.99 Euros, é outro artigo que merece destaque, apesar de não ter um écran onde surjam informações, como a identificação de chamada, enquando o carregador USB para tomada de isqueiro, incluindo 11 adaptadores diferentes que cobrem a maioria das necessidades, custa 3.99 e justifica-se ter dentro de cada veículo para as emergências.
Outros artigos destinam-se essencialmente a arrumar e organizar a bagagem e pequenos volumes transportados dentro de uma viatura, como os "trolleys" e organizadores, outros a aumentar o conforto dos assentos ou a protegr os ocupantes dos raios solares, incluindo-se ainda o colete de sinalização, obrigatório em diversas situações, e que convém ter para os vários ocupantes de cada veículo.
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