terça-feira, setembro 24, 2013

O "conto do vigário" dos nossos tempos - 1ª parte

Image Hosted by Google Uma mensagem de correio electrónico fraudulenta

A grande maioria dos nossos leitores já terá recebido mensagens de correio electrónico com propostas no mínimo duvidosas, que podem incluir desde formas de enriquecimento aparentemente simples, baseadas em transações financeiras, a ligações amorosas, passando por empréstimos, podendo ser um misto de várias, que evoluem num sentido ou noutro de acordo com o fluir da conversa.

Este tipo de fraude, não obstante os avisos e alertas, continua a fazer inúmeras vítimas, havendo autênticos profissionais, a maioria dos quais baseados em África, mas com um número razoável, e crescente, na Ásia, em países de Leste e mesmo nos Estados Unidos, que vivem deste tipo de expediente, que, obviamente, é um crime.

Se bem que nada compense o bom senso e a prudência, existem alguma formas objectivas de determinar com bastante precisão se estamos diante de alguém genuino ou perante um personagem inventado com o propósito específico de protagonizar uma actividade criminosa.

Apesar de alguns pontos comuns com o "phishing", este é um esquema completamente diferente, que não recorre à personificação de um personagem ou entidade com o intuito de obter informação que possa ser utilizada de forma ilegítima, tendo como objectivo manipular a vítima de modo a que esta proporcione uma vantagem ou lucro ao burlão.

segunda-feira, setembro 23, 2013

Demoras nas alfândegas já atingem os três meses - 4ª parte

Image Hosted by Google Página do EBay como substituto da factura

Deve-se, no entanto, ter em conta que será necessário demonstrar que os valores declarados são correctos, seja através de factura comercial, seja de uma ligação para o "site" onde foi efectuada a aquisição, sem o que poderá ser imputado um valor superior, baseado em médias, o que tende a ser penalizador para quem comprou em condições particularmente favoráveis e espera, justamente, ser taxado pelo montante pago.

Outra vertente a ter em conta é que mesmo os presentes entre particulares são taxados, caso sejam avaliados acima de um dado montante, nomeadamente 40 Euros, e que convém não esquecer que o valor dos portes conta na altura de obter o total, sendo os direitos devidos sobre o total pago.

No entanto, dado que os valores variam enormemente, será sempre de comparar com todo o cuidado, procurando diversos fornecedores, tendo em atenção que no mesmo mercado e proveniência os preços podem variar enormemente, e fazendo contas, no caso das importações, de acordo com o cenário mais desfavorável, seja em termos fiscais, seja perante a possibilidade de atrasos e extravios, e apenas depois tomar uma decisão.

Logicamente, e salvo raras excepções, não será por 10 a 20 Euros, em termos médios para um bem que custa perto de uma centena de Euros, que a maioria dos compradores irá adquirir directamente na Ásia, optando pela solução mais rápida e prática, que evita toda a burocracia alfandegária, mas que irá privar o País de receitas fiscais que, na verdade, se esforça para não receber.

domingo, setembro 22, 2013

Demoras nas alfândegas já atingem os três meses - 3ª parte

Image Hosted by Google Exemplo de impresso de desalfandegamento

Para além da vantagem fiscal, em parte por causa desta, acresce a escala, com um volume de vendas que permite aquisições em condições francamente mais favoráveis, que é possível, mantendo uma margem comercial aceitável, vender por um preço bastante competitivo.

Finalmente, não podemos deixar de considerar os custos de contexto, onde se incluem desde o preço dos combustíveis a taxas portuárias e aeroportuárias, passando pelo custo das infraestruturas, uma menor burocracia, decisões mais rápidas por parte das entidades públicas e uma justiça mais eficaz, os quais penalizam fortemente o nosso País.

Assim, e para equipamentos cujo preço de compra na Ásia ultrapassa os 40 Euros, e escolhemos este montante por ser aquele a partir do qual mesmo transações entre particulares são taxadas, o comprador irá escolher entre poupar entre 10 e 20% no valor total, e esperar por um período que pode chegar aos três meses a contar do pagamento e envio.

Para valores inferiores a 20 Euros, que estão isento do pagamento de direitos por parte de particulares, e caso não haja urgência, temos verificado que os preços na Ásia na área dos equipamentos electrónicos podem ser entre 30 e 50% inferiores, pelo que serão sempre de ter em conta.

sábado, setembro 21, 2013

Demoras nas alfândegas já atingem os três meses - 2ª parte

Image Hosted by Google Oferta de envio a partir de Espanha

Estas situações, que decorrem dos atrasos devido aos processo alfandegários, e torna-se quase impossível apurar se a responsabilidade se deve aos CTT ou à Autoridade Tributária e Aduaneira, mas tal, neste caso, também será irrelevante num País onde a Justiça não funciona, nem as entidades em falta são punidas, têm consequências graves para o Estado, nomeadamente a nível de perda de receitas fiscais.

Ao adquirir noutro país comunitário, as receitas fiscais ficam nesse mesmo país, e não em Portugal, verificando-se que surgem cada vez mais empresas baseadas nesses países que têm como objectivo a venda noutros mercados, nomeadamente no mercado português, oferecendo produtos provenientes da Ásia a preços muito competitivos.

Quando falamos deste tipo de preços, não nos referimos a promoções típicas daqueles que vendem cupões de desconto, que, por exemplos que temos, anunciam reduções de preço na ordem dos 60% em produtos que continuam a custar o triplo do que nos é pedido na Ásia, mas a vendas directas com envio a partir, por exemplo, de Espanha, e com portes de correio incluidos.

É óbvio que a menor carga fiscal noutros países comunitários, que vão obter francos benefícios desta opção que lhes permite ficar com receitas destinadas a outros países, bem como uma muito maior facilidade nas importações, aliado a uma centralidade que facilita os envios para vários países, tem consequências, sendo a base de empresas que podem abafar aquelas que optam por ter sede em Portugal.

sexta-feira, setembro 20, 2013

Land Rover Owners de Outubro de 2013 já nas bancas

Image Hosted by Google A capa da Land Rover Owners de Outubro de 2013

Já se encontra nas bancas a edição de Outubro de 2013 da Land Rover Owners International, com o nosso destaque a ir para o artigo evocativo dos 30 anos do Defender 110, onde se comparam as várias versões deste modelo cuja produção, tal como da restante linha de Defender, parece aproximar-se do seu fim.

Para além deste artigo, que inclui dicas, análises e comparações, também o que aborda os Defender eléctricos, a troca de motores num 90, a forma de diminuir alguns dos ruidos que os utilizadores de Land Rover bem conhecem, ou como evitar entradas de água nos tectos de abrir dos Discovery são bastante interessantes.

Também não deixam de ser de leitura interessante os artigos sobre expedições, muitas vezes não tanto pelos locais escolhidos, mas pelas técnicas ou preparações, bem como o que descreve um Range Rover Classic com motor BMW de 5 litros, ou mesmo um conjunto de artigos técnicos.

Vários outros artigos, como a reconstrução de um velho Serie 3, com um excelente resultado, a apresentação de diversos novos produtos e a publicidade temática, onde surgem diversas novidades, merecem a nossa atenção, num número que, tal como tem sido hábito, ultrapassa as 250 páginas e oferece muitas horas de leitura aos adeptos da marca.

quinta-feira, setembro 19, 2013

Chaves "flip" para Discovery I e Freelander - 2ª parte

Image Hosted by Google As modificações devidamente assinaladas

Também é necessário efectuar outra pequena alteração no interior, dado que os 3TXB dos Discovery e Defender diferem do 3TXD dos Freelander ao possuirem um componente a mais, pelo que se torna necessário desbastar um pouco do suporte interior de modo a que o circuito integrado encaixe devidamente.

A finalização é extremamente simples, bastando mandar cortar a chave de acordo com a existente, após o que se procede à transferência do circuito integrado, aconselhando-se nessa altura a proceder à troca da bateria, dado que, infelizmente, caso não tenha sido modificado, este comando necessita de ser colado, o que dificulta a substituição da pilha.

Image Hosted by Google A "flip" para Discovery I finalizada

Por um preço que ronda a dúzia de Euros, os proprietários de Discovery I e dos Freelander com o comando de 2 botões 3TXB podem assim dispor de um comando com aspecto bem mais recente, mais prático de transportar, sugerindo-se que sejam efectuadas as modificações sugeridas, de forma a ser possível abrir sem partir.

Brevemente, e dependendo da disponibilidade do nosso fornecedor em Inglaterra para obter uma lâmina adequada, iremos efectuar uma conversão semelhante para o Defender, o que será bem mais rápido e prático graças à experiência e aos testes efectuados com o comando destinado ao Discovery.

quarta-feira, setembro 18, 2013

Morreu devido queimaduras o presidente da junta da Queirã

Image Hosted by Google Joaquim Mendes

Morreu esta 3ª feira no Hospital da Prelada, no Porto, o Presidente da Junta de Freguesia da Queirã, Joaquim Mendes, que ficou gravemente queimado no dia 23 de Agosto, quando tentava transportar água para os bombeiros que combatiam um incêndio perto dessa localidade.

Joaquim Mendes foi um dos dois feridos nesse fogo, que destruiu duas viaturas, uma dos bombeiros e outra da própria junta, quando, juntamente com alguns bombeiros ficou encurralado, como resultado de uma súbita mudança da direcção do vento, tendo ficado com queimaduras em perto de 60% do corpo.

Image Hosted by Google Os veículos queimados no incidente

Com esta morte, que resulta directamente do combate aos fogos, sobre para nove o número de vítimas mortais dos incêndios de Agosto, sendo Joaquim Mendes a primeira e até agora única vítima que não era bombeiro, mas que participava activamente nas operações, apoiando o combate aos fogos.

Para além de homenagear o presidente da junta da Queirã, queremos lembrar todos aqueles que, por vezes com grande risco e tantas vezes defendendo bens alheios, combateram os incêndios directamente ou auxiliaram os bombeiros, fornecendo o apoio de que tanto necessitaram e nem sempre chegou pelas vias oficiais.

terça-feira, setembro 17, 2013

Morattab Pazhan - 3ª parte

Image Hosted by Google O interior do Morattab Pazhan

Está disponível um para-choques composto por um sistema tubular duplo, com suporte de guincho, e mesmo com um guincho da Warn, que pode ter como extras uma protecção tipo "bull bar" ou "A-bar", e que também pode incluir luzes adicionais, bem como diversas opções, que vão desde o fecho centralizado a vidros eléctricos, passando pelo mais que necessário no Irão, ar condicionado.

O preço da versão 130 "double cab" no Irão, a que se mantém actualmente em produção, segundo as informações de que dispomos, ronda os 15.000 Euros para a configuração base, um valor que se pode considerar como extraordinariamente competitivo, mas que, caso fosse importado, facilmente seria proibitivo, em virtude de uma carga fiscal absurda.

Por outro lado, os consumos de um motor de 3 litros, independentemente do seu desempenho, são sempre bastante elevados, e, se no Irão, onde a gasolina é barata e os veículos a gasóleo são proibidos, tal é irrelevante, entre nós pode limitar em muito o uso deste tipo de veículo equipado com um depósito de 85 litros que rapidamente se esvazia.

Admitindo que os consumos sejam algo limitadores, caso não fosse a absurda carga fiscal, o Pazhan seria uma alternativa interessante relativamente aos Defender 130, sobretudo quando destinados a fins específicos, como a transformação em veículos ligeiros de combate a incêndios, dado que a sua excelente resistência e baixo preço os tornam bastante competitivos e adequados para este tipo de função.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Morattab Pazhan - 2ª parte

Image Hosted by Google O Morattab Pazhan num declive

A direcção deste GLD 3000 é assistida hidraulicamente, a caixa de velocidades manual, também da Hyundai, é de 5 velocidades, mas, ao contrário dos Defender, pode-se optar por tracção apenas às rodas traseiras, ou integral, com distribuição de 75% da potência no eixo traseiro e 25% no dianteiro, ou uma distribuição de 50% para cada eixo.

Os pneus são P245/75R16, com a suspensão a ser mais sofisticada que o habitual, nomeadamente a nível dos amortecedores, complementadas por eixos extremamente resistentes, que lembram os Dana, pelo que o comportamento e capacidade de sobrevivência fora de estrada, mesmo em terrenos difíceis é excelente.

O arranjo das luzes é diferente, com excepção dos faróis principais, surgindo as restantes unidades, que nos Defender estão separados em pequenas luzes circulares, agora agrupadas em unidades rectangulares, de maior dimensão, e reposicionadas, sendo este, par além do para-choques, grelha e "roll bar", particularmente espesso, os elementos que imediatamente o diferenciam do modelo inglês.

O interior é simples e funcional, mas bem mais sofisticado do que o dos Defender originais, com aplicações em madeira, estofos de melhor qualidade, inclinómetro embutido numa consola central, porta-luvas fechado, um sistema de ventilação que exclui os antigos "flaps" que provinham do tempo dos Serie, entre outras diferenças que os iranianos consideram como melhoramentos.

domingo, setembro 15, 2013

Chaves "flip" para Discovery I e Freelander - 1ª parte

Image Hosted by Google Uma chave "flip" para Discovery I e Freelander

Vários modelos de Land Rover, sobretudo os construidos na última metade da década de 90, usam um comando de dois botões, o 3TXB, e a chave em separado, algo que pode não ser muito prático, pelo que procuramos uma solução de baixo custo, do tipo "flip", onde a chave dobra e fica alojada embutida no comando.

Deve-se ter especial atenção quanto ao formato exacto da lâmina da chave, que tem que possuir uma configuração idêntica, sem o que esta não pode ser cortada de acordo com o pretendido, tornando o comando inútil para o fim a que se destina, e que sendo semelhante a outras, como as dos Defender, são incompatíveis.

Image Hosted by Google O interior do comando, tal como vem de fábrica

Este comando tem um problema de concepção, dado que se destina a que as duas partes principais sejam coladas, o que pode ser evitado, mediante uma alteração, que consiste em efectuar dois furos na parte inferior, por onde entram parafusos, colando porcas, devidamente alinhadas, no interior da parte oposto.

Aconselhamos ainda a reforçar um pouco o orifíco de entrada, podendo-se colocar no interior uma anilha metálica, e devendo-se fazer os vários testes antes da colagem defenitiva, que sugerimos seja feito recorrendo a resina de dois componentes, da qual a Araldite é exemplo, e que assegura uma colagem eficaz.