terça-feira, novembro 12, 2013

Welcome to the danger zone... - 2ª parte




Podendo-se sempre alegar que existem alternativas em termos de acesso, é inegável que numa deslocação em missão de socorro todos os segundos contam, e a necessidade de selecionar um trajecto alternativo numa zona urbana onde as ruas são, na sua maioria, bastante estreitas, devia ter sido tido em devida conta.

É de notar que num entroncamento, a atenção dos automobilistas centra-se na estreita e estranha passagem e não em veículos com os quais possa colidir, sem sequer ter em atenção regras básicas de prioridade, pelo que, mesmo sem erros de trajectória, são de prever alguns acidentes, tendo já sido visto um destes objectos arrancado do seu local de fixação original.

Igualmente grave é o facto de, com a atenção do automobilista concentrada no obstáculo, aumentar a possibilidade de atropelamento, dado que dificilmente estará atento a movimentações na periferia do campo visual, o que, numa zona que se pretende segura para peões e ciclistas, resulta no aumento do perigo para os utentes da via mais vulneráveis.

Lamentamos a opção da Câmara Municipal de Lisboa, que, tal como, a título de exemplo, sucedeu na zona do Marquês de Pombal, descurou grande parte das vertentes e da envolvência, selecionando uma solução tão dispendiosa como ineficaz, com a agravante, neste caso concreto, de aumentar em muito o perigo para os utentes da via.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Land Rover Owners de Dezembro de 2013 já nas bancas

Image Hosted by Google A capa da Land Rover Owners de Dezembro de 2013

Um pouco mais cedo do que o habitual, e talvez para dar lugar a um número especial, já se encontra nas bancas a edição de Dezembro de 2013 da Land Rover Owners International, com o destaque a ir para as 10 melhores compras de modelos da marca, na perspectiva dos editores, e à luz do mercado e tendências britânicas.

Sendo adeptos do Defender 90, damos igual destaque a um destes veículos, com o motor 2.4 Tdci, preparado para enfrentar temperaturas negativas, com os mais diversos equipamentos que permitem viajar de forma autónoma com um modelo que sabemos não ser exemplar em termos do espaço disponível.

Também consideramos interessante o artigo sobre os Defender blindados, usados pela Polícia inglesa, bem como pela descrição de expedições em zonas montanhosas, entre elas os Alpes e as zonas costeiras da Escócia, que obrigam a um planeamento e preparação exigentes.

Este número de Dezembro, tal como a maioria, é composto por 220 páginas, incluindo uma publicidade temática interessante, bem como a apresentação de novos produtos e soluções, onde se podem recolher diversas ideias para novas preparações de veículos desta marca.

domingo, novembro 10, 2013

Redes de carga - 1ª parte

Image Hosted by Google Uma rede de carga

O acondicionamento de carga num veículo tende a ser muitas vezes descurado, colocando o mesmo, nem como os restantes utentes da via em situações de risco, as quais podem derivar da perda de equilíbrio dinâmico, resultante de uma distribuição alterada da massa do mesmo, bem como da modificação do seu centro de gravidade, mas também da queda de objectos na via pública.

Outro perigo existente, é a projecção interior de objectos, que podem ocorrer sobretudo nalguns ligeiros de passageiros onde o banco traseiro é rebatível, deixando um vasto espaço para carga sem que existam elementos de separação que protejam o condutor de uma possível projecção.

O mesmo pode acontecer em veículos onde a carga é transportada exteriormente ou numa caixa aberta, onde são necessários especiais cuidados, sobretudo nos casos em que a perturbação ou turbolência sejam mais sentidos, ou quando o centro de gravidade suba, do que pode resultar um desequilíbrio do veículo.

O recurso a redes de elevada resistência como forma de acondicionar a carga, mantendo-a no local mais adequado, evitanto a sua projecção em caso de alteração da trajectória e da velocidade, ajuda a manter a estabilidade do veículo que a transporta, reduzindo movimentações imprevisíveis.

sábado, novembro 09, 2013

"Talk to me..."

Image Hosted by Google Dominick Misino

Faleceu no dia 06 deste mês de Novembro Dominick Misino, o fundador da Associação Internacional de Negociadores de Reféns, (International Association of Hostage Negotiators - IAHN), e um dos melhores negociadores em cenários de crise, desempenhando a sua difícil missão ao serviço da polícia e da cidade de New York.

Ao longo da sua carreira de 22 anos, Dom participou em mais de 200 incidentes que envolveram reféns ou barricados, contribuindo de forma decisiva para um final negociado, sem recurso a uma intervenção táctica, incluindo-se a intervenção na libertação de 105 passageiros e tripulantes de um avião desviado.

Após deixar a polícia, Dom fundou a IAHN, que conta com milhares de associados, criou programas certificados de negociadores de reféns, treinou mais de 15.000 polícias em todo o Mundo, e escreveu diversos livros onde relata as suas experiências profissionais, bem como inúmeros documentos e estudos.

A frase favorita de Dom, de quem hoje nos despedimos, era "Talk to me, if we would talk to each other, we could save the world, one life at a time" tendo a expressão "Talk to me" ficado para sempre associada à palavra "Negotiador" e ao diálogo que se pretende como a via para resolver mesmo nas situações mais delicadas.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Relógios "Ohsen" - 3ª parte

O modelo AD1216-1 é disto exemplo, possuindo um aspecto desportivo e, na nossa opinião, elegante, com mostrador simultaneamente analógico e digital, onde apenas este último sistema é funcional, não obstante a maioria dos vendedores o descreverem como de funcionamento misto, algo para o que contribui o próprio "site" do fabricante, ao incluí-lo numa "digital needle serie".

Naturalmente que a adição de elementos não funcionais, a título decorativo, não sendo a nosso gosto, não é condenável, salvo quando o modelo é anunciado com funcionalidades que não oferece, algo que acontece por parte de alguns vendedores, os quais, admitimos, tenham dificuldades em seguir a extensa variedade dos modelos que vendem, mas do que podem resultar óbvios conflitos de consumo.

Não obstante não serem efectivamente estanques, desaconselhando-se a sua submersão, os modelos da "Ohsen" que testamos não deixam de ser fiáveis, resistindo a um uso normal, mesmo considerando alguns exageros em termos de impactos, chuva, lama, poeira e mesmo alguma água, pecando sobretudo a nível de acabamentos e, nalguns casos, devido a um volume algo exagerado.

A "Ohsen" tem inúmeros modelos de relógio, dos mais diversos tipos, vendidos a preços baixos, que começam em poucos Euros, sendo possível adquirir o modelo apresentado incialmente, que tem a referência 1122-4, no caso da versão com botões em vermelho, por perto de meia dúzia de Euros, incluindo portes a partir da Ásia.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Welcome to the danger zone... - 1ª parte




A adição de alguns elementos de controle de velocidade, que serão, essencialmente, canteiros de grande dimensão, com 1 metro de lado, colocados de forma a estreitar uma via de circulação, por vezes complementada por uma lomba, parece ter-se vindo a popularizar, sendo para nós muito duvidoso que tenham o efeito pretendido.

Estes elementos, misto de decoração urbana e de redutores de tráfego, são extremamente resistentes e inamovíveis, pelo que um choque contra um obstáculo deste tipo terá sempre um efeito devastador para o veículo que contra ele embata a alguma velocidade, mas também caso um peão mais distraído com ele colida, algo que nem nos espantaria numa zona onde se localizam diversos estabelecimentos de ensino.

O espaço disponível entre os elementos delimitadores da via varia entre os 2.9 e os 3.2 metros, o que, sendo suficiente para um veículo ligeiro, cuja largura ronda os 1.70 metros, torna-se estreito para veículos mais largo, e especialmente para pesados de alguma dimensão, entre os quais se incluem alguns veículos adstritos ao socorro, que facilmente chegam aos 2.5 metros de largura e podem enfrentar dificuldades em curvas.

Lembramos que a adição de elementos de decoração urbana fixos na zona do Chiado foi responsável por inúmeras dificuldades de acesso, contribuindo em larga escala para a devastação de uma extensa área urbana no centro de Lisboa, lamentando-se que a lição não tenha sido devidamente aprendida.

quarta-feira, novembro 06, 2013

Relógios "Ohsen" - 2ª parte

Image Hosted by Google Um relógio modelo "Mudman" da Ohsen

O cronógrafo desportivo tem incrementos de 0.01 segundos, o que traduz a confiança do fabricante na precisão do mecanismo, sendo a contagem iniciada e terminada através de um simples botão, com a possibilidade de a contagem ser interrompida e retomada.

Apesar de algumas frases no sentido de ser à prova de água e suportar 3ATM, ou 30 metros de profundidade, tal é francamente desaconselhado, sendo os utilizadores advertidos para não pressionarem qualquer botão debaixo de água, sob pena de esta entrar para o interior da caixa.

Este modelo concreto tem uma caixa em plástico ABS de elevada resistência com 47 mm de diâmetro e a parte inferior em metal e uma altura de 18 mm, uma correia em matéria plástica com 21 mm de largura e 230 de comprimento, ajustável através de uma correia com fecho metálico.

As dimensões e características são padrão dos modelos que a "Ohsen" considera como desportivos, mantendo o mesmo mecanismo interno dos relógios digitais deste fabricante, alguns dos quais são anunciados como de visor duplo, mas onde os ponteiros podem ser apenas decorativos.

terça-feira, novembro 05, 2013

Relógios "Ohsen" - 1ª parte

Image Hosted by Google Um relógio modelo "Mudman" da Ohsen

A "Ohsen" é um fabricante de relógios baseada na China, que produz numerosos modelos, normalmente a baixo preço, a sua maioria relativamente vistosos, com o defeito de exagerar nalgums detalhes estéticos, como indicadores, ponteiros ou descrições, que nem sempre correspondem a funcionalidades reais mas que agradarão em diversos mercados, sobretudo os asiáticos.

O modelo "Mudman", supostamente resistente a lama, tem um visor de boas dimensões, onde a hora, em formato de 12 ou 24 horas, bem como o calendário, que inclui o dia da semana, do mês, mês, bem como alguns avisadores, é bem visível de dia e de noite, recorrendo ao sistema de iluminação.

Este sistema de iluminação é interessante, bastando premir a tecla para que o visor seja iluminado durante 3 segundos, enquanto pressionando o mesmo botão 3 segundos permite mudar a cor da luz, estando disponível o azul claro e escuro, verde, vermelho, roxo, laranja, amarelo e lilás.

A precisão do mecanismo de origem japonesa, ou cópia de um dos muitos desenvolvidos no Japão, é razoavelmente preciso, com um erro quase insignificante, mesmo ao longo de um período de avaliação extenso, que a durabilidade da bateria, acondicionada sob uma tampa metálica, permite avaliar ao longo de meses.

segunda-feira, novembro 04, 2013

Leitor de cartões micro SD com conexão USB

Image Hosted by Google Um leitor de cartões micro SD com conexão USB

Há muito que decidimos padronizar todos os suportes de memória amovíveis que utilizamos no formato micro SD, recorrendo a adaptadores que permitam usar este tipo de cartão nos mais diversos tipos de leitores, que podem ser desde o normal SD ao CF Card, passando pelo mais comum conector USB.

No caso concreto da leitura de cartões micro SD em computadores, concluimos que o recurso a um adaptador que permita ler este tipo de suporte numa vulgar porta USB, como se de uma vulgar "pen" se tratasse, é o que resulta mais prático e universal, pelo que decidimos adquirir conversores deste tipo.

Image Hosted by Google Um leitor de cartões micro SD com conexão USB

Mais uma vez, optamos por padronizar os adaptadores, escolhendo um modelo que suporta o USB 2.0, essencial para uma velocidade de transmissão adequada a um grande volume de dados, e capaz de suportar cartões micro SD com capacidades até aos 64 Gb, de forma a eliminar quaisquer restrições.

O modelo muitas vezes designado em forma de apito, obedece a estes critérios, é de muito pequenas dimensões, medindo 3 cm de comprimento, e possui um sistema para prender a um porta-chaves, de forma a poder ser transportado com grande facilidade e sem esquecimentos, custando o par menos de um Euro e meio, incluindo portes a partir da Ásia.

domingo, novembro 03, 2013

Adeus autárquicas, até sempre obras... - 2ª parte




Mais perigoso do que a circulação de alguns, escassos, veículos no bairro, que podem ver a sua velocidade marginalmente reduzida pela implementação da "Zona 30", é a falta de manutenção das vias, onde a acumulação de danos no pavimento dificulta uma condução segura, provocando significativas alterações de trajectória nos veículos e aumentando substancialmente a distância e estabilidade na travagem.

Se em vez de umas obras algo inúteis, dado que a circulação nesta zona, devido à extensão e largura das vias, bem como à complexidade da malha urbana dificilmente atinge a velocidade que agora se recomenda como limite, a mesma verba tivesse sido investida na repavimentação e substituição de alguma sinalética, o contributo para a segurança dos peões seria francamente superior, podendo mesmo verificar-se uma diminuição do custo das obras.

Esta é uma situação recorrente, abrangendo toda a cidade, verificando-se mesmo em locais de elevada densidade de tráfego, como a Pr. Francisco Sá Carneiro, popularmente conhecida como Areeiro, onde as obras se arrastam desde há anos, desconhecendo-se quando serão efectivamente concluidas, bem como a sua real finalidade, que parece variar conforme o executivo camarário.

Infelizmente, em período pré eleitoral, a opção foi no sentido de um conjunto de alterações absurdas, dispendiosas, morosas e, mesmo quando concluidas, de resultados muito duvidosos, embora bastante vistosas e eleitoralmente vantajosas, mas com as alterações a ser implementadas a ser contraproducentes em termos de ordenamento do tráfego, sem atingir os objectivos de segurança viária inicialmente propostos.