sábado, novembro 16, 2013

Redes de carga - 2ª parte

Image Hosted by Google Uma rede de carga no interior de um Defender

Estas redes são feitas em elástico com 4 mm de diametro e possuem um total de 12 a 18 ganchos, em plástico, que permitem a sua fixação em pontos de ancoragem, calhas, grades e mesmo no capot de alguns veículos, sendo que, neste caso, se deve ter especial atenção ao tipo de gancho utilizado.

A sua escolha implica sempre alguns cuidados, sabendo-se que quanto mais esticadas, maior a tensão e, consequentemente, maior a rigidez da carga, pelo que a distribuição e volumetria da mesma é determinante, sendo de evitar pesos elevados, e mesmo grandes volumes, quando transportada exteriormente.

Igualmente importante é selecionar adequadamente os pontos de ancoragem, de forma a que os ganchos fiquem bem fixos e que, em caso de uma maior tensão, estes não cedam e venham a permitir uma deslocação da carga, algo extremamente perigoso sobretudo caso tal aconteça no interior do veículo.

Existem redes similares com diferentes formatos, rectangulares ou quadrado, e dimensões, como a de 70 cm, que estica até aos 130 cm, ou a de 100 cm, que chega aos 180 cm, e com preços que variam entre a quinzena e a vintena de Euros, incluindo portes a partir de Inglaterra ou da Ásia.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Coletes como forma de acondicionamento - 1ª parte

Image Hosted by Google Um colete com múltiplos bolsos

Em textos anteriores, fomos abordando a questão de alguns equipamentos ou objectos que consideramos importante ter em permanência dentro de viaturas, sobretudo aquelas que são utilizadas em expedições e se deslocam em locais mais remotos, os quais podem ser essenciais em situações de emergência.

Durante muito tempo, a opção foi a de ir acondionando estes items em caixas, como as "Wolf Box", bolsas ou sacos, que são colocados no interior da viatura, mas com algum acumular de coletes com múltiplos bolsos, em quantidade suficiente para os distribuir pelos veículos que usamos, surge uma nova possibilidade.

Assim, em vez de usar bolsas, sacos ou caixas, sempre que o equipamento seja de pequena dimensão e a sua presença se justifique mesmo fora da viatura, decidimos que o acondicionamento será nos bolsos dos coletes, o que permite um transporte e acesso simples numa deslocação a pé.

Naturalmente, que os coletes a utilizar necessitam de ser suficientemente largos para poder serem vestidos sobre roupa quente, como um "anorak", possuir bolsos em quantidade e dimensão adequada para os items considerados essenciais fora do veículo, que excluem alguns de maior dimensão, como extintor, cintas de reboque, mas que incluam a maioria dos restantes equipamentos considerados essenciais.

quinta-feira, novembro 14, 2013

Baterias externas para telemóveis

Image Hosted by Google Uma bateria externa de 12.000 mAh

As baterias externas para carregamento de pequenos equipamentos electrónicos são uma alternativa a ter em conta por parte de quantos não possuam uma forma alternativa de recarregar a bateria interna ou de a substituir, existindo no mercado numerosas opções para dispositivos com ligação via USB.

Este modelo, com corpo em metal, que oferece uma boa resistência, baseia-se numa bateria interna, de iões de lítio, com 12.000mAh, permite carregar equipamentos tão diversos como um telefone, um leitor de MP3 ou um "tablet", evitando que deixem de ser utilizáveis quando em uso mais intensivo.

Estão disponíveis duas configurações de alimentação, ambas a 5V, o padrão das ligações USB, sendo uma delas de 1.0A e outra de 2.1A, para carregamento rápido, dispondo de uma luz avisadora que informa o utilizador quando está pronto para ser utilizado.

Este modelo está disponível em cinzento, prateado, rosa, azul e dourado, com um preço que ronda os 11 Euros, incluindo portes a partir da Ásia, numa viagem que, infelizmente, tem vindo a demorar cada vez mais tempo, sendo de prever que possa demorar um par de meses.

quarta-feira, novembro 13, 2013

Os estranhos direitos de autor no Youtube

Image Hosted by Google Écran do Youtube

Como alguns dos nossos leitores se terão apercebido, temos recorrido ao Youtube como plataforma para alojar alguns vídeos gravados com a câmara instalada no Defender, e que servem para ilustrar algumas das situações ou ocorrências que habitualmente descrevemos.

Vários desses vídeos incluem trechos musicais, provenientes do rádio instalado no Defender, audíveis conjuntamente com o som ambiente, que inclui o ruído do motor, bem como aqueles que resultam da deslocação do veículo ou que se podem ouvir na via pública.

Recentemente, o Youtube tem vindo a notificar-nos de infracção de legislação respeitante aos direito de autor relativos às músicas que se podem ouvir ao fundo, emitidas por estações emissoras de forma pública e aberta, e que podem ser escutadas por quem disponha de um vulgar rádio e as sintonize.

Para além de lamentar estas acções do Youtube, que nos parece carecer de qualquer fundamento, dado que ninguém que pretenda gravar uma música iria optar por uma emissão radiofónica onde esta surge incompleta e misturada com sons de fundo, lembramos que o Google, que adquiriu o Youtube, inclui nos seus produtos imagens e vídeos de veículos ou imóveis pertencentes a terceiros, sobre os quais nunca pagaram direitos de autor.

terça-feira, novembro 12, 2013

Welcome to the danger zone... - 2ª parte




Podendo-se sempre alegar que existem alternativas em termos de acesso, é inegável que numa deslocação em missão de socorro todos os segundos contam, e a necessidade de selecionar um trajecto alternativo numa zona urbana onde as ruas são, na sua maioria, bastante estreitas, devia ter sido tido em devida conta.

É de notar que num entroncamento, a atenção dos automobilistas centra-se na estreita e estranha passagem e não em veículos com os quais possa colidir, sem sequer ter em atenção regras básicas de prioridade, pelo que, mesmo sem erros de trajectória, são de prever alguns acidentes, tendo já sido visto um destes objectos arrancado do seu local de fixação original.

Igualmente grave é o facto de, com a atenção do automobilista concentrada no obstáculo, aumentar a possibilidade de atropelamento, dado que dificilmente estará atento a movimentações na periferia do campo visual, o que, numa zona que se pretende segura para peões e ciclistas, resulta no aumento do perigo para os utentes da via mais vulneráveis.

Lamentamos a opção da Câmara Municipal de Lisboa, que, tal como, a título de exemplo, sucedeu na zona do Marquês de Pombal, descurou grande parte das vertentes e da envolvência, selecionando uma solução tão dispendiosa como ineficaz, com a agravante, neste caso concreto, de aumentar em muito o perigo para os utentes da via.

segunda-feira, novembro 11, 2013

Land Rover Owners de Dezembro de 2013 já nas bancas

Image Hosted by Google A capa da Land Rover Owners de Dezembro de 2013

Um pouco mais cedo do que o habitual, e talvez para dar lugar a um número especial, já se encontra nas bancas a edição de Dezembro de 2013 da Land Rover Owners International, com o destaque a ir para as 10 melhores compras de modelos da marca, na perspectiva dos editores, e à luz do mercado e tendências britânicas.

Sendo adeptos do Defender 90, damos igual destaque a um destes veículos, com o motor 2.4 Tdci, preparado para enfrentar temperaturas negativas, com os mais diversos equipamentos que permitem viajar de forma autónoma com um modelo que sabemos não ser exemplar em termos do espaço disponível.

Também consideramos interessante o artigo sobre os Defender blindados, usados pela Polícia inglesa, bem como pela descrição de expedições em zonas montanhosas, entre elas os Alpes e as zonas costeiras da Escócia, que obrigam a um planeamento e preparação exigentes.

Este número de Dezembro, tal como a maioria, é composto por 220 páginas, incluindo uma publicidade temática interessante, bem como a apresentação de novos produtos e soluções, onde se podem recolher diversas ideias para novas preparações de veículos desta marca.

domingo, novembro 10, 2013

Redes de carga - 1ª parte

Image Hosted by Google Uma rede de carga

O acondicionamento de carga num veículo tende a ser muitas vezes descurado, colocando o mesmo, nem como os restantes utentes da via em situações de risco, as quais podem derivar da perda de equilíbrio dinâmico, resultante de uma distribuição alterada da massa do mesmo, bem como da modificação do seu centro de gravidade, mas também da queda de objectos na via pública.

Outro perigo existente, é a projecção interior de objectos, que podem ocorrer sobretudo nalguns ligeiros de passageiros onde o banco traseiro é rebatível, deixando um vasto espaço para carga sem que existam elementos de separação que protejam o condutor de uma possível projecção.

O mesmo pode acontecer em veículos onde a carga é transportada exteriormente ou numa caixa aberta, onde são necessários especiais cuidados, sobretudo nos casos em que a perturbação ou turbolência sejam mais sentidos, ou quando o centro de gravidade suba, do que pode resultar um desequilíbrio do veículo.

O recurso a redes de elevada resistência como forma de acondicionar a carga, mantendo-a no local mais adequado, evitanto a sua projecção em caso de alteração da trajectória e da velocidade, ajuda a manter a estabilidade do veículo que a transporta, reduzindo movimentações imprevisíveis.

sábado, novembro 09, 2013

"Talk to me..."

Image Hosted by Google Dominick Misino

Faleceu no dia 06 deste mês de Novembro Dominick Misino, o fundador da Associação Internacional de Negociadores de Reféns, (International Association of Hostage Negotiators - IAHN), e um dos melhores negociadores em cenários de crise, desempenhando a sua difícil missão ao serviço da polícia e da cidade de New York.

Ao longo da sua carreira de 22 anos, Dom participou em mais de 200 incidentes que envolveram reféns ou barricados, contribuindo de forma decisiva para um final negociado, sem recurso a uma intervenção táctica, incluindo-se a intervenção na libertação de 105 passageiros e tripulantes de um avião desviado.

Após deixar a polícia, Dom fundou a IAHN, que conta com milhares de associados, criou programas certificados de negociadores de reféns, treinou mais de 15.000 polícias em todo o Mundo, e escreveu diversos livros onde relata as suas experiências profissionais, bem como inúmeros documentos e estudos.

A frase favorita de Dom, de quem hoje nos despedimos, era "Talk to me, if we would talk to each other, we could save the world, one life at a time" tendo a expressão "Talk to me" ficado para sempre associada à palavra "Negotiador" e ao diálogo que se pretende como a via para resolver mesmo nas situações mais delicadas.

sexta-feira, novembro 08, 2013

Relógios "Ohsen" - 3ª parte

O modelo AD1216-1 é disto exemplo, possuindo um aspecto desportivo e, na nossa opinião, elegante, com mostrador simultaneamente analógico e digital, onde apenas este último sistema é funcional, não obstante a maioria dos vendedores o descreverem como de funcionamento misto, algo para o que contribui o próprio "site" do fabricante, ao incluí-lo numa "digital needle serie".

Naturalmente que a adição de elementos não funcionais, a título decorativo, não sendo a nosso gosto, não é condenável, salvo quando o modelo é anunciado com funcionalidades que não oferece, algo que acontece por parte de alguns vendedores, os quais, admitimos, tenham dificuldades em seguir a extensa variedade dos modelos que vendem, mas do que podem resultar óbvios conflitos de consumo.

Não obstante não serem efectivamente estanques, desaconselhando-se a sua submersão, os modelos da "Ohsen" que testamos não deixam de ser fiáveis, resistindo a um uso normal, mesmo considerando alguns exageros em termos de impactos, chuva, lama, poeira e mesmo alguma água, pecando sobretudo a nível de acabamentos e, nalguns casos, devido a um volume algo exagerado.

A "Ohsen" tem inúmeros modelos de relógio, dos mais diversos tipos, vendidos a preços baixos, que começam em poucos Euros, sendo possível adquirir o modelo apresentado incialmente, que tem a referência 1122-4, no caso da versão com botões em vermelho, por perto de meia dúzia de Euros, incluindo portes a partir da Ásia.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Welcome to the danger zone... - 1ª parte




A adição de alguns elementos de controle de velocidade, que serão, essencialmente, canteiros de grande dimensão, com 1 metro de lado, colocados de forma a estreitar uma via de circulação, por vezes complementada por uma lomba, parece ter-se vindo a popularizar, sendo para nós muito duvidoso que tenham o efeito pretendido.

Estes elementos, misto de decoração urbana e de redutores de tráfego, são extremamente resistentes e inamovíveis, pelo que um choque contra um obstáculo deste tipo terá sempre um efeito devastador para o veículo que contra ele embata a alguma velocidade, mas também caso um peão mais distraído com ele colida, algo que nem nos espantaria numa zona onde se localizam diversos estabelecimentos de ensino.

O espaço disponível entre os elementos delimitadores da via varia entre os 2.9 e os 3.2 metros, o que, sendo suficiente para um veículo ligeiro, cuja largura ronda os 1.70 metros, torna-se estreito para veículos mais largo, e especialmente para pesados de alguma dimensão, entre os quais se incluem alguns veículos adstritos ao socorro, que facilmente chegam aos 2.5 metros de largura e podem enfrentar dificuldades em curvas.

Lembramos que a adição de elementos de decoração urbana fixos na zona do Chiado foi responsável por inúmeras dificuldades de acesso, contribuindo em larga escala para a devastação de uma extensa área urbana no centro de Lisboa, lamentando-se que a lição não tenha sido devidamente aprendida.