terça-feira, janeiro 06, 2015

ANECRA quer que factura de revisão seja obrigatória na IPO - 2ª parte

Pior ainda, seria de esperar a imobilização de numerosos veículos, que deixariam de consumir os serviços das oficinas e, um maior número a circular sem IPO, tendo como resultado uma diminuição da segurança viária, dado que mesmo a manutenção necessária à sua aprovação seria descurada por impossibilidade de os fazer aprovar sem factura de revisão.

Por outro lado, estão-se a misturar conceitos e obrigações, sendo a conservação algo sobretudo patrimonial, cujos reflexos na segurança, o único que pode ser regulado dado estarmos a falar de um bem privado, é aferido de acordo com os critérios de aprovação estabelecidos para aprovação nas IPO, as quais seriam, de alguma forma, postas em causa e desautorizadas perante esta medida, ficando ainda por esclarecer qual a sanção da oficina reparadora responsável pela revisão, caso o veículo reprove na IPO.

É, para nós, óbvio que tal não será aprovado, por falta de fundamento legal e porque obriga à contratualização de um serviço, mas cujo efeito, caso por absurdo se intentasse seguir por este caminho, seria nefasto, com as IPO a serem comprometidas por circuitos de pagamento paralelos, venda de facturas, e todo um conjunto de falsificações que prejudicariam a todos, incluindo os próprios promotores da medida.

Esta proposta, de cujo conteúdo notificamos as entidades competentes, está entre as mais lamentáveis que tivemos conhecimento nos últimos anos, sendo, para além de injusta, manifestamente abusiva e ilegal, violando os direitos dos consumidores, aos quais se pretende impor um serviço obrigatório de conservação cujo propósito é sustentar um conjunto de empresas que se vêm privadas de proveitos que resultavam de uma conhecida evasão fiscal, a qual implicou alterações legislativas recentes.

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Terminou o plano de contingência para o período de frio em Lisboa

E tal como começou, com um "alerta amarelo" emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o ligeiro aumento das temperaturas mínimas, que ultrapassam em 1º o limite de 3º para activação do plano de contingência, ditou o fim do apoio concedido pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) aos sem abrigo da cidade, tendo sido encerrado o pavilhão onde estes eram acolhidos e suspensas as acções que complementavam este esforço.

Após escassos dias, durante os quais foi feito um apelo às populações para que se solidarizassem e contribuissem com agasalhos, fazendo transitar estes encargos para os munícipes, a edilidade, perante a subida das temperaturas mínimas que se registam, e cuja variação é insignificante, sobretudo para quem não dispõe de abrigo, optou por terminar este apoio, mesmo estando prevista uma nova descida de temperatura para a próxima semana.

Naturalmente que usar os alertas e dados do IPMA como base de decisões políticas parece uma forma simplista de proceder, que visa, essencialmente, evitar uma responsabilização directa da CML caso surjam casos de maior gravidade, mas, no fundo, parece ser uma entidade cujo propósito é o estudo e análise das condições meteorológicas a decidir da política social da maior autarquia portuguesa.

Intuitivamente, ocorre que a CML quis reduzir a possibilidade de fatalidades na época festiva e o impacto que tal teria na opinião pública, sobretudo na apreciação que esta faria quanto à acção do presidente da autarquia, cujas ambições políticas são por demais conhecidas, e que nunca conseguiria fazer esquecer a existência de mortos durante uma vaga de frio na cidade que dirige, motivo que, dizem as aparências, terá ditado a acção da câmara nestes dias.

domingo, janeiro 04, 2015

Espátula eléctrica para remoção de neve

Apesar de este não ser, tipicamente, um país conhecido pela neve, no Interior Norte neva com alguma frequência durante os meses mais frios, justificando-se dispor de alguns equipamentos ou acessórios que facilitem o uso de viaturas nestas condições.

A pequena espátula que hoje apresentamos é de construção metálica, com a pega em borracha, capaz de proporcionar algum isolamento térmico, protegendo a mão do utilizador de queimaduras, sendo complementada por um extenso cabo de ligação, terminado numa ficha para ligação a uma tomada de isqueiro de 12 volts.

Esta espátula, após conectada, liga-se através de um simples botão, ficando quente em perto de dois minutos, altura em que facilmente remove a neve de superfícies, como os vidros, capot ou tejadilho, operação que se pode realizar com maior rapidez face a um equipamento não aquecido.

O preço ultrapassa em pouco a meia dúzia de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, e esta espátula pode complementar alguns acessórios que quem se desloca na neve deve possuir, tal como placas de desatascanço, correntes de neve ou uma forma de sinalização e comunicação, essenciais caso tudo o resto falhe.

sábado, janeiro 03, 2015

Projectos para 2015 - 2ª parte

Também no início do ano, será efectuado um conjunto de pequenas reparações e manutenção, essenciais para manter nas condições adequadas os Land Rover de que dispomos, algo que, sendo absolutamente necessário, acaba sempre por pesar no orçamento e implicar alguma disponibilidade.

O projecto de colocar um sistema de armazenamento de carga no porta-bagagens do Discovery, que apresentamos neste "blog" está igualmente previsto para arrancar no primeiro trimestre, tendo-se ao longo destes meses trabalhado no sentido de, sem perder funcionalidades, o simplificar tanto quanto possível, substituindo algumas das peças em madeira por estruturas em metal.

Assim, a maior dificuldade será a de fazer o molde da superfície em madeira, que, com excepção de alguns acabamentos, será a única peça neste material, com toda a estrutura de suporte e acondicionamento para os "jerry cans" a ser em metal, optando-se por usar exclusivamente parafusos, de modo a que exista facilidade em desmontar o sistema em caso de necessidade.

Dependendo dos resultados de candidaturas de projectos, que deverão começar a ser conhecidos no final do primeiro trimestre, será decidido qual o sentido do progresso a nível das alterações nos veículos, mas a ideia de fazer uma maquete funcional do "site" com a descrição de um exemplo de um local abandonado, incluindo informações locais a nível de pontos de interesse, turismo e hotelatia, bem como trajectos e visitas a realizar.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Chegou a vaga de frio...

Alertamos para a presente vaga de frio, que afecta o território continental, durante a semana passada, numa altura em que a tecnologia actual ainda não permitia prever que os valores iriam baixar de 0 na quase totalidade do País, facto raro e que tem, naturalmente, impacto em todos quantos têm que enfrentar temperaturas abaixo do habitual.

Independentemente dos alertas e avisos, a preparação para uma vaga de frio continua a ser defeciente, sobretudo no Litoral Sul, onde as temperaturas tendem a ser mais amenas e, consequentemente, existe uma menor habituação e menos adequação dos recursos, seja a nível individual e dos agregados familiares, seja das entidades oficiais, para enfrentar estas situações.

Em Lisboa, que pela sua localização geográfica perto do mar, tende a ter temperaturas amenas, os perto de 0 graus que se mediram durante a madrugada de ontem, para além de constituirem uma situação relativamente rara, vieram revelar um conjunto de fraquezas e de falta de preparação em diversas vertentes, entre as quais a social, afectando a crescente parte da população que vive em permanente estado de carência, entre os quais o cada vez maior número de sem abrigo.

O plano municipal, em Lisboa, passa, como habitualmente, pela abertura ou disponibilização de espaços onde aqueles que não têm abrigo, se possam refugiar, fornecendo algumas refeições e vestuário, mas falta uma visão mais global, que abranja questões relacionadas com o fornecimento de serviços essenciais ou a circulação em condições anómalas, bem como com a manutenção de vias, essencial quando as temperaturas baixam e se forma geada ou gelo.

quinta-feira, janeiro 01, 2015

Feliz 2015

No início de mais um ano, queremos agradecer a presença dos nossos amigos e leitores e fazemos votos de um 2015 muito feliz, durante o qual os vossos sonhos se tornem realidade.

Não obstante ser quase instintivo fazer nesta altura um balanço do ano, ou fazer algumas previsões ou mesmo planeamento para o ano que agora começa, optamos por nesta época nos concentramos sobretudo naquilo que esta tem de mais positivo em termos de convívio, de solidariedade e de esperança num amanhã melhor.

Agradecemos aos nossos leitores a sua presença e apoio, bem como as sugestões, colaboração e incentivos, que nos ajudam não apenas a continuar, mas a corrigir a trajectória, de modo a melhor corresponder aquilo que melhor serve os propósitos que, desde o início deste "blog", nos propomos atingir.

A todos, desejamos um feliz ano de 2015 com muita alegria e paz

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Projectos para 2015 - 1ª parte

Aproxima-se o final do ano e, tal como em anos anteriores, esta época também se destina a preparar alguns dos projectos que prevemos realizar nos primeiros meses de 2015, os quais dependem da disponibilidade e, nalguns casos, dos limites orçamentais que atribuimos a este tipo de iniciativa.

Existem contingências e limitações, inerentes a questões profissionais e ao próprio período que o País atravessa e que implicam moderação e uma especial atenção a questões orçamentais, sabendo-se que pode surgir imprevistos, algo comum quando os projectos dependem, pelo menos parcialmente, de factores externos, como fornecedores e transportes de longa distância, sobre os quais o controle é mínimo.

Esperamos que durante o mês de Janeiro chegue o conjunto de peças que permitirão ao Discovery passar a ter um melhor desempenho, para o que iremos modificar a bomba de injecção, através da substituição do pino e de uma regulação diferente, com o que se espera obter um acréscimo de potência, essencial em situações de deslocação em terrenos acidentados.

A mesma será antecedida, por questões de precaução, pela adição de um sistema de monitorização da temperatura interna do motor, que inclui a sonda e um mostrador, o qual será instalado na consola central, substituindo a gaveta destinada a pequenos objectos a qual se encontra tapada, não tendo, actualmente, qualquer utilidade prática.

terça-feira, dezembro 30, 2014

ANECRA quer que factura de revisão seja obrigatória na IPO - 1ª parte

A Associação Nacional de Empresas de Comércio e Reparação Automóvel (ANECRA) quer que seja obrigatório apresentar por altura da Inspecção Periódica Obrigatória (IPO) a factura da revisão, feita de acordo com os critérios e periodicidade estabelecidos pelo fabricante, sem o que o veículo não poderia ser aprovado, ficando impedido de circular.

A diminuição de receitas das oficinas, como resultado da crise, que leva muitos automobilistas a reduzir na manutenção dos veículos, resultou no encerramento de numerosos estabelecimentos, facto que se agravou devido às deduções fiscais que podem ser efectuadas recorrendo a facturas de reparação, o que implica que muitos trabalhos não facturados, deixam de o ser, acabando com uma receita isenta de impostos que equilibrava as contas de muitos estabelecimentos.

Esta última vertente é, consideramos, a que está na raiz de uma proposta que consideramos abusiva, tentando esta associação, por via administrativa, compensar a perda de receitas obtidas de forma fraudulenta de alguns associados, que, de acordo com os motivos que motivaram uma alteração legislativa que, entre outros, visou este sector, resultavam da não declaração de proveitos, pretendendo obrigar os proprietários de veículos a recorrer aos seus serviços, mesmo quando os podem realizar autonomamente.

Mesmo do ponto de vista prático, esta medida é praticamente inaplicável, eliminando do circuito pequenas oficinas, que seriam as mais prejudicadas por não disporem nem dos equipamentos necessários para efectuar diagnósticos dos veículos mais sofisticados, nem escala para gerar preços competitivos, sendo óbvio que daria origem, cumulativamente, a novos tipos de fraude.

segunda-feira, dezembro 29, 2014

O capacete Emerson ACH MICH 2000 - 3ª parte

O interior é almofadado, como forma de aumentar o conforto e absorver impactos, e ajustável, sendo o ajuste complementado através do sistema de correias, regulável por fivelas, que, partindo de 4 pontos distintos, se unem sob o queixo do portador, fechado por um sistema de abertura rápido que permite remover facilmente o capacete.

Com um peso de 700 gramas, este capacete tem uma largura interna de 17 centímetros e um comprimento de 22, sendo ajustável para uma cabeça que tenha entre os 56 e os 59 centímetros de diametro, o que corresponde a um tamanho médio, compatível com a maioria dos possíveis utilizadores, mas que convém verificar antes de adquirir.

Existem diversos acessórios para estes capacetes, incluindo câmaras, com o suporte frontal compatível com o sistema de montagem, suportes para os "rails" laterais que permitem montar uma lanterna ou a câmara nesse local, protecções adicionais para a cara, coberturas em diversos padrões ou correias de fixação diferentes, para apenas citar alguns dos mais populares.

A versão mais económica desta réplica do capacete Emerson está disponível em diversas cores, correspondentes a padrões militares, e custa, com óculos de protecção destacáveis transparentes, perto de uma trintena de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, um valor aceitável face à flexibilidade de uso que permite, sobretudo para quem pratique actividades que impliquem o uso de capacete, com os modelos mais sofisticados e dispendiosos a custar sensivelmente o dobro.

domingo, dezembro 28, 2014

Aproxima-se a "fiscalidade verde" - 2ª parte

Se no caso dos combustíveis fósseis, o aumento pode ser de 6 cêntimos por litro, algo extremamente pesado e que não passa de receita fiscal que não podemos associar de forma directa a uma redução noutra área que beneficie o conjunto da população com a mesma abrangência e generalidade, outros aumentos, como resultado indirecto, devem igualmente ser tidos em conta, podendo estes ter um impacto muito superior ao do propagandístico e algo ridículo aumento do preço dos sacos de plástico.

Não sendo contra uma fiscalidade amiga do ambiente e da sustentabilidade, a implementação deste modelo, tal como é efectuado, pode parecer politicamente correcta nos seus princípios, mas na prática apenas aumenta injustiças, transferindo a carga fiscal a ela inerente de uma classe social economicamente mais favorecida para aqueles que têm menos recursos e são incapazes de tirar partido dos avanços tecnológicos.

Assim, ao invés de seguir princípios de proporcionalidade, em que o aumento da carga fiscal resulta de maiores rendimentos e consumo, tal como está legalmente estabelecido na Constituição, a "fiscalidade verde" distorce esta regra, onerando aqueles que, tendo menos rendimentos, deveriam ser isentados do pagamento de impostos sobre os bens que possuem e que vão a custo mantendo, por impossibilidade de os substituir ou deles prescindir.

Por ser dúbio que esta legislação, nas suas vertentes mais injustas, que consideramos francamente ilegais, seja revogada ou alterada, aconselhamos os nossos leitores a, caso possível, se abasteçam de um conjunto de bens que, certamente verão o seu preço a ser aumentado, nalguns casos de forma absurdamente desproporcionada, sem que daí advenham reais vantagens, dado o escasso peso nos valores globais envolvidos.