sexta-feira, novembro 25, 2016

Revelada a 2ª parte do relatório sobre os incêndios de 2013 - 4ª parte

Sempre consideramos que a última homenagem aos que perdem a vida por uma causa é que do seu sacrifício possa resultar algo de positivo, como a aprendizagem de uma lição, a mudança de comportamentos ou a revisão de procedimentos, para citar alguns exemplos, e será exactamente nesta perspectiva que este relatório, e outros similares, deve ser estudado e analisado, sempre de forma crítica e com a objectividade possível.

Naturalmente, independentemente do esforço dos autores, será impossível conhecer todos os contornos do sucedido, nomeadamente no que mais directamente diz respeito às vítimas mortais dos incêndios, tendo sempre que se admitir que dos testemunhos que constam possam existir omissões ou inexactidões ou mesmo que a síntese da informação recolhida possa enfermar de falhas, mas tal não compromete o essencial e menos ainda a necessidade de proceder a alterações conforme sugerido.

Sabendo que não existem relatórios perfeitos, na medida em que é impossível ter conhecimento de tudo o que sucedeu, a capacidade técnica dos autores e o trabalho que estes desenvolveram nesta área ao longo de anos, obriga-nos igualmente a discordar de um conjunto de críticas que escutamos e que menorizam este relatório, pondo em causa a própria honorabilidade dos autores, associando-os a interesses que nem sequer foram mencionados mas que, existindo, convém concretizar por parte de quem faz a insinuação.

Numa época de fogos, onde durante a fase mais crítica arderam mais de 120.000 hectares, se perderam nove vidas humanas e a Polícia Judiciária deteve 93 suspeitos de crimes de incendiarismo, e sobre a qual permaneciam muitas dúvidas, esta parte do relatório vem lançar alguma luz, ajudando a esclarecer um conjunto de situações das quais resultaram a tragédia que todos conhecemos pelo que, não obstante a contestação que gerou, tem que ser encarado como algo de positivo.

quinta-feira, novembro 24, 2016

Algumas alternativas para veículos no centro de Lisboa - 6ª parte

Não sendo no centro de Lisboa, mas na margem Sul, perto do Seixal, não podemos deixar de incluir a Área 4x4, do Nuno Mathiotte, dado ser uma das oficinas especializadas em Land Rover mais perto da capital, demorando menos de 30 minutos a alcançá-la, o que pode ser menos do que algumas deslocações no interior da cidade.

Anexamos um pequeno mapa que facilitará o acesso à oficina a partir de Lisboa, bastando atravessar a ponte 25 de Abril, seguindo pela auto-estrada e saindo na 2ª saída, seguindo pela esquerda para entrar na Estrada Nacional 10, de onde se sai na primeira rotunda, virando à direita e, no final da rua, à esquerda, encontrando-se o acesso ao complexo onde se encontra a Área 4x4 do lado direito, a uma curta distância.

Para além de reparações mecânicas, com indiscutível competência, a Área 4x4 fornece diversas peças e acessórios, de algumas das marcas mais conhecidas no mercado, podendo oferecer soluções completas para os mais diversos fins, incluindo a preparação de veículos para expedições de longo curso com tudo o que isso implica em termos de equipamentos e de fiabilidade.

A Área 4x4 tem sido a nossa principal escolha, sobretudo quando o trabalho é de alguma complexidade, requer uma maior precisão ou atenção aos detalhes, e sempre que estão envolvidos sistemas críticos, seja relacionados com o funcionamento do motor, seja com a segurança do veículo, razão pela qual a recomendamos a todos quantos possuam um Land Rover.

quarta-feira, novembro 23, 2016

Revelada a 2ª parte do relatório sobre os incêndios de 2013 - 3ª parte

A questão da formação, não apenas quanto ao comportamento do fogo, sobretudo a propagação, reacendimentos ou evolução nos vários terrenos, mas também em termos de cooperação dentro das equipas, o enquadramento numa estrutura mais alargada, a coordenação entre diversas unidades ou entidades, a capacidade de decisão e a necessidade de obediência, foram temas abordados, por estarem na origem de falhas com consequências graves.

Podemos entender as implicações decorrentes da revelação deste relatório, que, a nosso ver, deverão existir, dada a gravidade das consequências, mas, por outro lado, sem que este seja público, duvidamos que sejam implementadas as medidas necessárias para corrigir os erros mencionados e que se faça justiça, caso tal decorra dos factos agora conhecidos, alguns dos quais aparentam ser de grande gravidade.

Ocultar parte da realidade, como forma de proteger alguns dos envolvidos nas operações, e aqui incluímos das vítimas e respectivas famílias, que devem ser poupadas a alguns detalhes, e na estrutura que as supervisiona ou fornece os meios de combate, de forma alguma pode ser aceite, embora seja sempre de considerar que tudo o que não sendo relevante, possa provocar dor, não conste dos relatórios disponibilizados, sem com isso comprometer a exactidão dos mesmos e a relevância para a correcção de erros.

A ideia de que ocultar dados relevantes, que podem prevenir erros futuros, como forma de respeito para com as vítimas, é, ao contrário do que alguns pensam, uma ofensa para com os que perderam a vida, tornando o seu sacrifício inútil, ao permitir que situações semelhantes se repitam.

terça-feira, novembro 22, 2016

Rebites roscados - 3ª parte

Ao rodar a porca no sentido dos ponteiros do relógio, tendo o parafuso travado, o que evita a rotação do rebite, este vai-se afastando no sentido do exterior, forçando a deformação do rebite, da mesma forma que faz o alicate aplicador, acabando por fixá-lo na posição pretendida.

No final, com os rebordos do rebite pressionando a superfície, e imobilizados pela pressão e pelas estrias externas, que impedem a rotação, basta rodar o parafuso para o desapertar, e removê-lo, após o que se pode proceder à utilização do rebite para o fim pretendido, dando assim por finalizada a instalação.

Existem diversas forma de improvisar esta "ferramenta" de aplicação, podendo haver algumas variações de acordo com especificidades do local de instalação, sendo que, para uma utilização mais intensiva, se justifica dispor de um alicate próprio, que manifestamente facilita muito o trabalho a realizar.

É possível obter este tipo de alicate por preços que começam pouco acima da quinzena de Euros, acrescendo perto de cinco para meia centena de rebites roscados M4 ou M5, pelo que uma solução completa ficará perto dos 20 Euros, sendo este um investimento a ter em conta, tal o tipo de possibilidades que oferece, dando a opção de efectuar diversos trabalhos de forma muito mais profissional.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Revelada a 2ª parte do relatório sobre os incêndios de 2013 - 2ª parte

São apontados diversos factores, começando por falhas na formação, problemas na coesão e comunicação dentro das equipas, a não utilização de equipamento de protecção ou a falta de adequação deste e terminando em situações de desobediência, inaceitáveis num teatro de operações, dadas as consequências que podem daí resultar.

A falta de coordenação entre responsáveis do dispositivo, o excesso de confiança de alguns bombeiros, uma má avaliação das condições de propagação do fogo, problemas logísticos, como a falta de alimentação adequada, o cansaço resultante de muitas horas de combate, com tudo o que isso implica em termos de discernimento, encontram-se entre as causas da perda de vidas e do próprio desenrolar das operações.

Os problemas com a falta de qualidade de algum material, como as botas, cujas solas derreteram e obrigaram os bombeiros a fugir de gatas, já era conhecido e terá sido já ultrapassado, mas a nível de sistemas de comunicações a situação permanece problemática, sem solução à vista.

A opção por equipamento de baixo custo, e com a qualidade correspondente, teve implicações graves, mas a manutenção de um sistema de comunicações que apresenta falhas pode ter consequências no futuro, sendo sabido que esta é uma situação recorrente, com muitos operacionais a optarem por outros meios, como um vulgar telemóvel.

domingo, novembro 20, 2016

Lisboa, cidade fechada - 18ª parte

Dado que nem as obras são concluídas, inclusivé na gestão de estacionamento, da responsabilidade da EMEL, que não exerce a fiscalização, com a chegada do tempo de chuva a ânsia de estacionar ou parar o mais perto possível do local pretendido agrava sucessivamente não apenas o problema do estacionamento, mas degrada os passeios, cuja construção não prevê o peso de uma viatura, muitas vezes um camião carregado com material para uma das inúmeras obras que decorrem no bairro.

A multiplicação de obras em habitações aumenta os problemas, seja pelo ruído e pelas poeiras, seja pelo conjunto de lugares destinados a estacionamento ocupados por contentores de entulho e veículos de transporte de materiais e pessoal, seja mesmo pela interrupção das estreitas vias durante operações de carga e descarga, verificando-se muitas vezes uma completa indiferença pelas mais elementares regras de convivência com os moradores.

Acresce o facto de muitas destas obras de remodelação terem como objectivo a conversão de residências familiares em alojamento local, com a consequente saída de residentes, muitos dos quais se estabeleceram no bairro há largas décadas, e a chegada de turistas ou habitantes temporários, descaracterizando o que sempre foi um espaço residencial com características muito particulares, que se aproximam muito das de uma aldeia no centro da cidade.

A avalanche de obras em residências, sendo possível encontrar meia dúzia em poucas dezenas de metros, que tem tido sempre como consequência a saída de residentes antigos, espelha muito do que se passa em Lisboa, sobretudo em zonas centrais, numa cidade que expulsa os seus habitantes para dar lugar um um conjunto de actividades económicas relacionadas com o turismo que afecta as populações locais, inflacionando o custo de vida, comprometendo o sossego e dificultando a mobilidade, numa evolução que compromete um futuro sustentável.

sábado, novembro 19, 2016

Recordações para o próximo Natal - 3ª parte

Como recordação, a acompanhar um cartão ou aparafusada numa placa de madeira, onde pode ser escrita uma mensagem, as pequenas caixas de música, normalmente com 18 notas, que funcionam quando se roda uma pequena manivela, podem ser adquiridas com diversas melodias por um preço que começa perto do Euro e meio.

Sendo mais baratas e muito mais originais do que a maioria dos cartões de Natal, embora mais complexas e dispendiosas em termos de envio, as caixas de música que encontramos no EBay encontram-se entre as recordações que se encontram ao alcance de todos e permitem enviar uma mensagem sublinhada pela música escolhida.

Para os adeptos do todo o terreno que pretendam ter uma segunda matrícula num local onde fique mais protegida da lama, obviamente não substituindo a original, que deve ser limpa e ficar legível assim que possível, um autocolante, que pode ser de 13 x 2.7, 26 x 5.5 ou 52 x 11 centímetros, pode ser a solução.

Estes autocolantes, de elevada qualidade, mas que não obedecem à legislação actual, dado omitirem a data de matrícula, estão disponíveis para os vários países da União Europeia e nas dimensões que mencionamos, com preços que rondam os 5 Euros, a que acrescem portes de envio, podendo, para além da matrícula, ser preenchido com outros conteúdos, de acordo com o expresso pelo comprador.

sexta-feira, novembro 18, 2016

Rebites roscados - 2ª parte

O processo de aplicação acaba por ser semelhante ao de rebites convencionais, sendo necessário efectuar um furo equivalente à medida exterior, tipicamente com um diâmetro 2 milímetros superior ao da roscagem interior, após o que se coloca no alicate o adaptador com a dimensão correcta e que é introduzido no rebite.

Com o rebite no seu local defenitivo e no adaptador, apertando o punho do alicate, o rebite é deformado, sendo apertado contra as superfícies, com as estrias laterais a evitar que rode após aplicado, bastando no final verificar se a fixação é sólida, sem qualquer tipo de movimento, oscilação ou rotação.

É de notar que se pode improvisar o alicate de aplicação, recorrendo a um parafuso comprido, duas porcas, uma delas de maior dimensão, que serve de apoio, e um par de anilhas, fazendo o aperto recorrendo a uma vulgar conjunto de chaves que bloqueiam o conjunto enquanto rodam a porca de menores dimensões, numa operação um pouco mais complexa, mas que permite poupar o preço do alicate.

A sequência é colocar no parafuso a porca menor, uma anilha, a porca maior, outra anilha e, finalmente o rebite, enroscado até que o parafuso saia um pouco, sendo de colocar um pouco de lubrificante entre os vários componentes, dado que irá haver um encosto e atritos entre eles por apenas uma das porcas se mover.

quinta-feira, novembro 17, 2016

Revelada a 2ª parte do relatório sobre os incêndios de 2013 - 1ª parte

Um relatório elaborado por uma equipa liderada por Xavier Viegas, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra veio a apontar para problemas graves nas situações das quais resultaram vítimas mortais, entre elas duas na serra do Caramulo, onde quatro bombeiros perderam a vida.

O relatório, designado por "Os Grandes Incêndios Florestais e os Acidentes Mortais Ocorridos em 2013", agora público, foi encomendado à Universidade de Coimbra pelo anterior Governo e classificado, do que resultou a divulgação de uma parte onde não se encontram explicitadas as principais falhas encontradas, numa opção do antigo ministro Miguel Macedo.

Já na altura, o ministro admitia que, face às consequência da revelação do conteúdo, equacionava a possibilidade de esta segunda parte do relatório nunca ser tornada pública, por diversas razões, entre elas o respeito para com os familiares, o que justificou que se mantivesse secreto até o "Jornal de Notícias" ter revelado o conteúdo.

O relatório aponta para falhas múltiplas durante o combate aos seis grandes incêndios florestais ocorridos no ano de 2013, ano em que morreram nove bombeiros, com a conjugação de múltiplos factores a ser determinante para o resultado que todos conhecemos e lamentamos, mas relativamente aos quais permaneciam muitas dúvidas para as quais agora surgem possíveis causas.

quarta-feira, novembro 16, 2016

Algumas alternativas para veículos no centro de Lisboa - 5ª parte

Associada sobretudo a uma manutenção rápida, sobretudo a nível de revisões ou troca e alinhamento de pneus, para citar dois exemplos comuns, a Midas tem vindo a alargar os serviços, podendo trocar uma distribuição e efectuar algumas reparações que vão para além das operações de rotina que tipicamente associamos a este tipo de oficina.

Solicitamos um orçamento para troca da junta secundária de um Defender Td5, com a troca do óleo e respectivo filtro, trabalho que foi orçamentado e, após alguns esclarecimentos, adjudicado, tendo-se vindo a efectivar no prazo de três dias úteis, um prazo que consideramos perfeitamente aceitável, sobretudo por envolver a encomenda de peças que este oficina não tem em armazém.

O trabalho, não obstante um ligeiro atraso, resultante de uma falha na detecção dos turnos do técnico escalado, realizou-se de forma rápida e de acordo com o previsto, tendo sido aproveitada a ocasião para proceder ao alinhamento da direcção, algo que, admitimos, devia ser bastante mais frequente do que é efectuado.

Não tendo as capacidades de uma oficina de mecânica vocacionada para reparações, a Midas revelou-se como uma solução adequada para uma multiplicidade de situações e com preços em conta, sobretudo no caso de envolver mudança de óleo, situação em que se revela francamente competitiva face a muitos concorrentes, com o preçoo do óleo Galp 100% sintético a ficar pouco acima da dúzia de Euros por litro.