Recorrer a computadores em 2ª mão, reconstruídos ou verificados através de um revendedor certificado pelos respectivos fabricantes tem sido a nossa opção quando se trata de adquirir equipamentos informáticos, podendo desta forma obter-se poupanças substanciais.
A maioria destes computadores são de marcas conhecidas, o que garante uma certa qualidade e estabilidade, mas sobretudo a disponibilidade de peças de substituição e a existência de "software" compatível, devidamente testado, bem como, na maioria dos casos, um sistema operativo da família Windows devidamente licenciado e que pode ser actualizado de acordo com as normas do fabricante.
Obviamente, estamos diante de computadores que terão, em média, três anos, pelo que o seu desempenho poderá não ser o adequado para algumas situações, mas, quase certamente, sê-lo-ão na maioria dos casos e para a quase totalidade dos utilizadores, ficando de fora, sobretudo, aplicações que requeiram cálculos muito intensivos ou gráficos demasiadamente pesados.
No caso dos portáteis, as maiores limitações encontram-se a nível dos protocolos de comunicações, podendo não implementar os mais recentes, como o 802.11ac, e o desgaste das baterias que, aceitando carga, têm uma autonomia inferior às especificações de fábrica, facto que se nota sobretudo nos modelos com écrans de maiores dimensões.
sábado, outubro 28, 2017
sexta-feira, outubro 27, 2017
Apresentado o relatório sobre a tragédia de Pedrogão Grande - 5ª parte
Em consequência, muito do sucedido pode não ter ficado devidamente registado, o que levanta outro tipo de questões, tal com surgem interrogações quanto ao desempenho do comandante operacional nacional, que deveria ter tido "uma presença ativa" durante o incêndio e ter "mantido a avocação" desta operação de socorro.
Naturalmente, que num fogo de grandes dimensões, como o resultante dos de Pedrogão e Góis, que conjuntamente destruiram mais de 50.000 hectares ao longo de uma semana e envolveram mais de um milhar de operacionais, as falhas são mais visíveis, com outros problemas organizacionais e logísticos a revelarem-se com uma muito maior gravidade e impondo uma acrescida urgência na sua resolução que só será possível reestruturando a ANPC.
Com quase 300 páginas, este relatório ainda demorará a ser devidamente analizados e retiradas todas as conclusões, mas o facto de se centrar essencialmente num evento, não obstante todas as extrapolações efectuadas, não lhe permite ir tão longe como seria necessário, nomeadamente a nível de causas estruturais, que vão muito para além da prevenção e combate aos incêndios e implicam toda a realidade nacional, que falta ainda analizar e discutir.
Apesar destas limitações, espera-se que haja consequências a nível operacional, onde são mais do que exigiveís, mas também a nível político, como resultado de um conjunto de opções e atitudes que são avaliadas de forma negativa e diminuem substancialmente a confiança num conjunto de dirigentes cuja substituição já começou com o comandante operacional nacional, mas que necessita de ir mais longe, garantindo independência, competência e segurança nas estruturas e tutela da ANPC.
Naturalmente, que num fogo de grandes dimensões, como o resultante dos de Pedrogão e Góis, que conjuntamente destruiram mais de 50.000 hectares ao longo de uma semana e envolveram mais de um milhar de operacionais, as falhas são mais visíveis, com outros problemas organizacionais e logísticos a revelarem-se com uma muito maior gravidade e impondo uma acrescida urgência na sua resolução que só será possível reestruturando a ANPC.
Com quase 300 páginas, este relatório ainda demorará a ser devidamente analizados e retiradas todas as conclusões, mas o facto de se centrar essencialmente num evento, não obstante todas as extrapolações efectuadas, não lhe permite ir tão longe como seria necessário, nomeadamente a nível de causas estruturais, que vão muito para além da prevenção e combate aos incêndios e implicam toda a realidade nacional, que falta ainda analizar e discutir.
Apesar destas limitações, espera-se que haja consequências a nível operacional, onde são mais do que exigiveís, mas também a nível político, como resultado de um conjunto de opções e atitudes que são avaliadas de forma negativa e diminuem substancialmente a confiança num conjunto de dirigentes cuja substituição já começou com o comandante operacional nacional, mas que necessita de ir mais longe, garantindo independência, competência e segurança nas estruturas e tutela da ANPC.
quinta-feira, outubro 26, 2017
Falta a pro-actividade das populações... - 3ª parte
A evolução climática, com profundas alterações a fazerem-se sentir, resultando num conjunto de condições que propiciam a propagação das chamas, implica rever o planeamento e alterar o dispositivo, melhorando-o sobretudo a nível técnico e científico, de modo a que seja mais rigoroso no planeamento do combate e na previsão da evolução dos incêndios, algo que a ciência permite conhecer com um grau de precisão cada vez maior.
No entanto, apesar de terem decorridos quatro meses sobre a tragédia de Pedrogão Grande, e talvez porque alguns assumam que esta seria irrepetível, muito pouco se evoluiu, parecendo natural que se possa demorar a estudar o relatório e a adoptar medidas nele constantes, sem atender à urgência inerente ao sucedido e para o que não seria necessário esperar pelas conclusões constantes do relatório que analiza esta ocorrência.
Muito embora apenas soluções profundas, a nível estrutural, possam resolver o problema dos incêndios florestais, e tal acontecerá apenas no médio e longo prazo, seria sempre de implementar medidas de contingência, antecipando uma situação que a meteorologia permitia antever, mesmo que com um grau de gravidade difícil de estimar.
A inacção, seja por que razão for, a incapacidade de adoptar medidas de contingência, o não substituir prontamente quem falhou redundamente ou a demora ou incapacidade de admitir responsabilidades são apenas alguns dos muitos factores que consideramos incontestáveis como reforço das condições para uma nova tragédia que se anunciava, sem que nada de efectivo se tenha feito para a evitar.
No entanto, apesar de terem decorridos quatro meses sobre a tragédia de Pedrogão Grande, e talvez porque alguns assumam que esta seria irrepetível, muito pouco se evoluiu, parecendo natural que se possa demorar a estudar o relatório e a adoptar medidas nele constantes, sem atender à urgência inerente ao sucedido e para o que não seria necessário esperar pelas conclusões constantes do relatório que analiza esta ocorrência.
Muito embora apenas soluções profundas, a nível estrutural, possam resolver o problema dos incêndios florestais, e tal acontecerá apenas no médio e longo prazo, seria sempre de implementar medidas de contingência, antecipando uma situação que a meteorologia permitia antever, mesmo que com um grau de gravidade difícil de estimar.
A inacção, seja por que razão for, a incapacidade de adoptar medidas de contingência, o não substituir prontamente quem falhou redundamente ou a demora ou incapacidade de admitir responsabilidades são apenas alguns dos muitos factores que consideramos incontestáveis como reforço das condições para uma nova tragédia que se anunciava, sem que nada de efectivo se tenha feito para a evitar.
quarta-feira, outubro 25, 2017
Apresentado o relatório sobre a tragédia de Pedrogão Grande - 4ª parte
A falta de conhecimentos e a rigidez tem igualmente efeito nos procedimentos e recursos disponíveis para a pré-supressão e supressão a incêndios em Portugal, tal como a nível da percepção do risco e, acrescentamos da avaliação deste, do que resulta uma falta de segurança nas operações e no impedir "uma resposta efetiva à evolução temporal do potencial de incêndios", que neste momento tem impacto ao longo de todo ano.
Do relatório também consta a conclusão algo óbvia de que "Portugal não dispõe de operacionais especializados em meteorologia aplicada a incêndios, com acompanhamento permanente (em tempo real) das condições e dos incêndios ativos", algo inerente ao escasso "know how" disponível, apontado por diversas vezes como uma das causas mais importantes para o sucedido em Pedrogão Grande e que, noutra escala, será aplicável noutros teatros de operações.
Apesar de não ter sido considerado decisivo, é afirmado que o SIRESP, tal como todos sabemos, se baseia numa tecnologia desactualizada, incapaz de responder às actuais necessidades e que não possui sequer a resistência e resiliência que lhe permitam suportar operações, sendo extremamente vulnerável e incapaz de gerir grandes fluxos de comunicações, resultando em interrupções do serviço, cujas consequências dificilmente serão apuradas.
Agrava a dificuldade de apurar a verdade o facto de a "fita do tempo" ter sido desligada por ordem do segundo comandante operacional nacional, hoje comandante nacional, justificando a decisão com "excesso de informação que produzida", o que "contraria o Sistema de Gestão de Operações, bem como toda a doutrina instituída relacionada com o funcionamento do SADO, que impõe que todas as situações críticas devem, até de forma intempestiva, ficar registadas no sistema, independentemente da determinação operacional associada".
Do relatório também consta a conclusão algo óbvia de que "Portugal não dispõe de operacionais especializados em meteorologia aplicada a incêndios, com acompanhamento permanente (em tempo real) das condições e dos incêndios ativos", algo inerente ao escasso "know how" disponível, apontado por diversas vezes como uma das causas mais importantes para o sucedido em Pedrogão Grande e que, noutra escala, será aplicável noutros teatros de operações.
Apesar de não ter sido considerado decisivo, é afirmado que o SIRESP, tal como todos sabemos, se baseia numa tecnologia desactualizada, incapaz de responder às actuais necessidades e que não possui sequer a resistência e resiliência que lhe permitam suportar operações, sendo extremamente vulnerável e incapaz de gerir grandes fluxos de comunicações, resultando em interrupções do serviço, cujas consequências dificilmente serão apuradas.
Agrava a dificuldade de apurar a verdade o facto de a "fita do tempo" ter sido desligada por ordem do segundo comandante operacional nacional, hoje comandante nacional, justificando a decisão com "excesso de informação que produzida", o que "contraria o Sistema de Gestão de Operações, bem como toda a doutrina instituída relacionada com o funcionamento do SADO, que impõe que todas as situações críticas devem, até de forma intempestiva, ficar registadas no sistema, independentemente da determinação operacional associada".
terça-feira, outubro 24, 2017
Falta a pro-actividade das populações... - 2ª parte
Feitas num dia em que houve novamente mortos, para além de dezenas de feridos e numerosas habitações e veículos destruídos, este tipo de afirmações é inaceitável, não sendo admissível que a estrutura política que superintende à Protecção Civil se mantenha, face ao desempenho e às próprias atitudes, que em nada contribuem para tranquilizar operacionais e as próprias populações.
A ausência da ministra da Administração Interna demonstra a sua inexistência em termos práticos, podendo apenas presumir-se que optou por não correr o risco de ser insultada ou agredida pelas populações desesperadas, a quem o Estado falhou clamorosamente e cujas falhas são intuitivamente personificadas na tutela política da protecção civil que surge como incapaz de desempenhar o cargo.
Poucos dias após ter sido revelado o relatório sobre os incêndios em Pedrogão grande e Góis, com responsabilidades a serem atribuídas às estruturas da Autoridade Nacional de Protecção Civil, incluido-se aqui as nomeações por parte do actual Governo e, consequentemente, pela actual ministra da Administração Interna, com meios reduzidos quando comparados com a máxima força do dispositivo e numa situação meteorológica adversa, este cenário era previsível.
Com as temperaturas a manterem-se elevadas, o aumento da secura dos solos implica um risco elevado e o facto de se entrar pelo mês de Outubro, no qual muitas actividades agrícolas recomeçam, e aqui a renovação de pastos deve ser incluída, o prolongar o período crítico dos fogos não resolve, nem sequer mitiga, a essência do problema, pelo que seria sempre de adoptar outras medidas, que passariam sempre pela manutenção do dispositivo num nível mais elevado, mesmo que com os custos inerentes.
A ausência da ministra da Administração Interna demonstra a sua inexistência em termos práticos, podendo apenas presumir-se que optou por não correr o risco de ser insultada ou agredida pelas populações desesperadas, a quem o Estado falhou clamorosamente e cujas falhas são intuitivamente personificadas na tutela política da protecção civil que surge como incapaz de desempenhar o cargo.
Poucos dias após ter sido revelado o relatório sobre os incêndios em Pedrogão grande e Góis, com responsabilidades a serem atribuídas às estruturas da Autoridade Nacional de Protecção Civil, incluido-se aqui as nomeações por parte do actual Governo e, consequentemente, pela actual ministra da Administração Interna, com meios reduzidos quando comparados com a máxima força do dispositivo e numa situação meteorológica adversa, este cenário era previsível.
Com as temperaturas a manterem-se elevadas, o aumento da secura dos solos implica um risco elevado e o facto de se entrar pelo mês de Outubro, no qual muitas actividades agrícolas recomeçam, e aqui a renovação de pastos deve ser incluída, o prolongar o período crítico dos fogos não resolve, nem sequer mitiga, a essência do problema, pelo que seria sempre de adoptar outras medidas, que passariam sempre pela manutenção do dispositivo num nível mais elevado, mesmo que com os custos inerentes.
segunda-feira, outubro 23, 2017
Land Rover Owners de Novembro de 2017 já nas bancas
Já se encontra nos locais de venda habituais a edição de Novembro de 2017 da Land Rover Owners International, com o destaque de capa a ir para os Discovery, incluindo desde a primeira até à última gerações deste popular modelo, cuja evolução, nas suas várias vertentes, incluindo a nível de "design" e posicionamento no mercado, tem acompanhado a da marca.
Para além de uma profunda descrição das cinco gerações de Discovery, com detalhes técnicos e as características mais relevantes, a construção de um Defender 90 sobre um novo chassis, com tudo o que isso implica, e que em Portugal seria uma aventura, e a recuperação de um 110, que se encontra num melhor estado do que quando saiu de fábrica, ou um Serie 3 anteriormente dos correios suiços, adaptado à função, são igualmente interessantes.
São incluídos artigos sobre a construção dos conhecidos pneus Insa Dakar, que ajuda a entender como são produzidos os pneus reconstruídos, a descrição do LRO Show deste ano e algumas dicas para condução "trial", que convém conhecer quando se pratica condução fora de estrada.
Estão ainda incluídos diversos artigos técnicos, sendo de destacar a integração de um bloqueio de diferencial ARB num eixo, como efectuar a manutenção dos Evoque ou a colocação de um para-choques de maior resistência num Discovery 2, para além da habitual apresentação de novos produtos, a que acresce a publicidade temática, e da descrição de passeios e actividades destinadas aos veículos da marca.
Para além de uma profunda descrição das cinco gerações de Discovery, com detalhes técnicos e as características mais relevantes, a construção de um Defender 90 sobre um novo chassis, com tudo o que isso implica, e que em Portugal seria uma aventura, e a recuperação de um 110, que se encontra num melhor estado do que quando saiu de fábrica, ou um Serie 3 anteriormente dos correios suiços, adaptado à função, são igualmente interessantes.
São incluídos artigos sobre a construção dos conhecidos pneus Insa Dakar, que ajuda a entender como são produzidos os pneus reconstruídos, a descrição do LRO Show deste ano e algumas dicas para condução "trial", que convém conhecer quando se pratica condução fora de estrada.
Estão ainda incluídos diversos artigos técnicos, sendo de destacar a integração de um bloqueio de diferencial ARB num eixo, como efectuar a manutenção dos Evoque ou a colocação de um para-choques de maior resistência num Discovery 2, para além da habitual apresentação de novos produtos, a que acresce a publicidade temática, e da descrição de passeios e actividades destinadas aos veículos da marca.
domingo, outubro 22, 2017
Segundo relatório sobre a tragédia de Pedrogão grande disponível
Um segundo relatório, elaborado por uma equipa técnica dirigida pelo professor Xavier Viegas, da Universidade de Coimbra, realizado a pedido do Governo, de forma muito semelhante ao que sucedera em Tavira, anteriormente, já se encontra disponível, numa versão provisória, justificando o seu estudo.
Tendo composições e abordagens distintas, o conteúdo dos relatórios agora disponíveis é substancialmente diferente, sendo patente a abordagem de cariz muito mais científico daquele agora apresentado, como consequência das competências e consequentes métodos de abordagem e análise efectuados por uma equipa integrada numa Universidade e que há muito estuda o comportamento do fogo.
As decisões do Governo efectuadas no Conselho de Ministros extraordinário, realizado no dia 21 de Outubro, portanto, com base no primeiro relatório publicado, pode, excluindo as prementes medidas de apoio às vítimas, não incluir uma visão mais abrangente, resultante da combinação dos dois relatórios existentes, resultanto nalgumas precipitações e em opções erradas, que, naturalmente, se projectarão no futuro.
Tal como fizemos em relação ao primeiro relatório, sugerimos aos nossos leitores a leitura do que foi agora disponibilizado, no qual se encontra uma abordagem técnica e científica que deve ser valorada e cuja não avaliação para eventual inclusão em decisões governamentais será sempre um grave erro que, com toda a probabilidade, se pagará mais tarde.
Tendo composições e abordagens distintas, o conteúdo dos relatórios agora disponíveis é substancialmente diferente, sendo patente a abordagem de cariz muito mais científico daquele agora apresentado, como consequência das competências e consequentes métodos de abordagem e análise efectuados por uma equipa integrada numa Universidade e que há muito estuda o comportamento do fogo.
As decisões do Governo efectuadas no Conselho de Ministros extraordinário, realizado no dia 21 de Outubro, portanto, com base no primeiro relatório publicado, pode, excluindo as prementes medidas de apoio às vítimas, não incluir uma visão mais abrangente, resultante da combinação dos dois relatórios existentes, resultanto nalgumas precipitações e em opções erradas, que, naturalmente, se projectarão no futuro.
Tal como fizemos em relação ao primeiro relatório, sugerimos aos nossos leitores a leitura do que foi agora disponibilizado, no qual se encontra uma abordagem técnica e científica que deve ser valorada e cuja não avaliação para eventual inclusão em decisões governamentais será sempre um grave erro que, com toda a probabilidade, se pagará mais tarde.
sábado, outubro 21, 2017
"Fall Creators Update" chegou aos utilizadores
Já chegou aos primeiros equipamentos o "Fall Creators Update" para o Windows 10, implementando um conjunto de novas funcionalidades, mas, ao contrário do esperado inicialmente, sem o "Timeline", talvez o melhoramento mais esperado e aquele que teria um maior impacto em termos de produtividade e segurança na gestão de dados.
Tal como sucede com este tipo de actualização, que implementa funcionalidades e não se limita apenas a corrigir erros ou melhorar funções ou desempenho, os utilizadores devem esperar uma maior demora na instalação, dependendo o tempo exacto do tipo de conexão, bem como de algumas alterações mesmo em menus ou programas do sistema operativo previamente existentes, o que não deve comprometer a compatibilidade com versões anteriores.
Sendo inevitáveis, estas actualizações devem ser instaladas com especial cuidado, prevendo não apenas o tempo para o processo, mas também para testes e adaptação, devendo ser efectuadas, caso possível, em equipamentos secundários, cujo desempenho não tenha impacto na produtividade ou acesso a dados relevantes, onde se possa aferir melhor o impacto resultante da nova versão de Windows instalada e verificada a sua interacção com outros programas e os dados instalados.
Tal como sucede com actualizações anteriores, esta será o padrão dentro em breve, com o suporte a ser descontinuado para as mais antigas, pelo que, sendo inevitável um dia passar a utilizar esta versão, adiar um pouco até estar devidamente estabilizada pode ser uma opção prudente e que não compromete nem a segurança, nem o desempenho dos equipamentos.
Tal como sucede com este tipo de actualização, que implementa funcionalidades e não se limita apenas a corrigir erros ou melhorar funções ou desempenho, os utilizadores devem esperar uma maior demora na instalação, dependendo o tempo exacto do tipo de conexão, bem como de algumas alterações mesmo em menus ou programas do sistema operativo previamente existentes, o que não deve comprometer a compatibilidade com versões anteriores.
Sendo inevitáveis, estas actualizações devem ser instaladas com especial cuidado, prevendo não apenas o tempo para o processo, mas também para testes e adaptação, devendo ser efectuadas, caso possível, em equipamentos secundários, cujo desempenho não tenha impacto na produtividade ou acesso a dados relevantes, onde se possa aferir melhor o impacto resultante da nova versão de Windows instalada e verificada a sua interacção com outros programas e os dados instalados.
Tal como sucede com actualizações anteriores, esta será o padrão dentro em breve, com o suporte a ser descontinuado para as mais antigas, pelo que, sendo inevitável um dia passar a utilizar esta versão, adiar um pouco até estar devidamente estabilizada pode ser uma opção prudente e que não compromete nem a segurança, nem o desempenho dos equipamentos.
sexta-feira, outubro 20, 2017
Apresentado o relatório sobre a tragédia de Pedrogão Grande - 3ª parte
O relatório minimiza o impacto da falha do SIRESP e retira a responsabilidade da GNR, que encaminhou automobilistas para a estrada onde muitos perderam a vida, dado que os militares não possuiam informações que lhes permitisse decidir de outra forma horas após o início do incêndio, as quais, em consequência da avaliação feita pela estrutura da ANPC, não corresponderiam à realidade.
A comissão aponta também para a necessidade de mudanças, sobretudo a nível de uma maior qualificação dos recursos humanos e de uma "maior incorporação do conhecimento na previsão, na avaliação e na atuação perante as diversas situações", salientando a falta de competências e ausência de especialistas em diversas áreas, condicionando assim a capacidade de decidir de forma rápida e acertada.
Esta falta de conhecimento técnico e científico não permite ter em conta o efeito das alterações climáticas e estabelecer novos procedimentos e tácticas, que incluem uma nova visão de conjunto e a antecipação de situações que seriam consideradas como improváveis, ou mesmo impossíveis, e hoje se revelam comuns, com a possibilidade de acontecerem com alguma frequência.
Considera-se que existe falta de "know how" para combater fogos com esta dimensão, em vez de uma maior proactividade recorre-se ao envio sucessivo de meios, o que tende a suceder com atraso em consequência de uma grande rigidez nos procedimentos e no rápido evoluir da situação no terreno, com os reforços a revelarem-se muitas vezes insuficientes na altura em que chegam ao teatro de operações.
A comissão aponta também para a necessidade de mudanças, sobretudo a nível de uma maior qualificação dos recursos humanos e de uma "maior incorporação do conhecimento na previsão, na avaliação e na atuação perante as diversas situações", salientando a falta de competências e ausência de especialistas em diversas áreas, condicionando assim a capacidade de decidir de forma rápida e acertada.
Esta falta de conhecimento técnico e científico não permite ter em conta o efeito das alterações climáticas e estabelecer novos procedimentos e tácticas, que incluem uma nova visão de conjunto e a antecipação de situações que seriam consideradas como improváveis, ou mesmo impossíveis, e hoje se revelam comuns, com a possibilidade de acontecerem com alguma frequência.
Considera-se que existe falta de "know how" para combater fogos com esta dimensão, em vez de uma maior proactividade recorre-se ao envio sucessivo de meios, o que tende a suceder com atraso em consequência de uma grande rigidez nos procedimentos e no rápido evoluir da situação no terreno, com os reforços a revelarem-se muitas vezes insuficientes na altura em que chegam ao teatro de operações.
quinta-feira, outubro 19, 2017
Quase 216.00 hectares ardidos até ao final de Setembro - 4ª parte
Naturalmente, omitem-se as grandes causas estruturais, aquelas que culpam sucessivos poderes centrais e locais pelo estado a que extensas áreas do Interior se encontram, empobrecidas, desertificadas, desordenadas, num estado de abandono que impossibilita qualquer defesa eficaz contra os incêndios, tornando-as pasto de chamas.
O impacto destas vertentes, para as quais de pouco adianta responsabilizar a protecção civil nos seuus vários níveis, os comandos operacionais ou o SIRESP, acaba por se perder em relatórios sectoriais ou parciais, sendo esquecidos entre culpas difusas que ninguém quer objectivar, sob o risco de lhe serem pedidas contas pelos papeis ou cargos que, quase certamente, terá desempenhado no passado e pelas más opções então tomadas.
Só assim se justifica a constante argumentação contra o SIRESP, que opera de acordo com as especificações aprovada por muitos dos que hoje o responsabilizam por sucessivas falhas, ou a demissão do comandante operacional nacional, esquecendo quem o nomeou, bem como a grande parte da estrutura hierárquica da ANPC, igualmente acusada de graves falhas no terreno.
Aqueles que, ao longo de anos, perseguindo interesses inconfessáveis, criaram os cenários e posicionaram os protagonistas desta triste peça e agora alegam que este não era o enredo que constava do guião, continuam impunes, muitos deles preparando novos enredos, cujo desenrolar, diz-nos a experiência, nada terão a ver com o anunciado por tão lamentáveis autores.
O impacto destas vertentes, para as quais de pouco adianta responsabilizar a protecção civil nos seuus vários níveis, os comandos operacionais ou o SIRESP, acaba por se perder em relatórios sectoriais ou parciais, sendo esquecidos entre culpas difusas que ninguém quer objectivar, sob o risco de lhe serem pedidas contas pelos papeis ou cargos que, quase certamente, terá desempenhado no passado e pelas más opções então tomadas.
Só assim se justifica a constante argumentação contra o SIRESP, que opera de acordo com as especificações aprovada por muitos dos que hoje o responsabilizam por sucessivas falhas, ou a demissão do comandante operacional nacional, esquecendo quem o nomeou, bem como a grande parte da estrutura hierárquica da ANPC, igualmente acusada de graves falhas no terreno.
Aqueles que, ao longo de anos, perseguindo interesses inconfessáveis, criaram os cenários e posicionaram os protagonistas desta triste peça e agora alegam que este não era o enredo que constava do guião, continuam impunes, muitos deles preparando novos enredos, cujo desenrolar, diz-nos a experiência, nada terão a ver com o anunciado por tão lamentáveis autores.
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