sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Milhões de árvores arrancadas pelo vento são um risco para os fogos - 2ª parte

Soluções de emergência, como o recurso a faixas de contenção, removendo as árvores derrubadas a intervalos, de modo a que o fogo não passe de uma área para outras, eventualmente promovendo a queima antecipada e controlada de algumas zonas, podem ser equacionado de forma preventiva, assumindo-se que existe uma impossibilidade de corrigir este problema em toda a sua extensão.

Também não podemos esquecer que, face à destruição de um número tão elevado de árvores, o risco de derrocadas e aluimentos aumenta, constituindo um risco acrescido durante trajectos a efectuar nas zonas mais afectadas, onde muitos dos combates aos fogos se poderão vir a realizar, o que adiciona um perigo extra a missões já de sí arriscadas e complexas.

Temos consciência de que, actualmente, o foco da antenção não recai sobre os fogos, havendo problemas sérios que decorrem dos ventos fortes e inundações recentes, mas tal não pode impedir de antecipar uma situação potencialmente explosiva e que pode, a seguir a uma série de calamidades naturais, acrescentar outra, essa antecipável e que pode, pelo menos, ser mitigada.

Com a nomeação de um novo ministro da Administração Interna, cujo desempenho como director da Polícia Judiciária demonstra possuir qualidades operacionais relevantes, apesar fora do âmbito da Protecção Civil, esperamos que sejam adoptadas medidas que possam evitar uma nova tragédia no Verão, esta completamente antecipavel face ao cenário existente nas vastas áreas onde permanencem milhares de árvores no solo, cuja madeira, cada vez mais seca, é facilmente pasto de chamas no tempo quente.

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