sábado, fevereiro 28, 2026

Lupas com armação - 1ª parte

Um tipo de equipamento a que temos recorrido para pequenas reparações e mesmo para alguns hobbies é a lupa em armação de óculos com iluminação, sendo o modelo que hoje descrevemos o segundo que adquirimos, e o mais sofisticado, algo quase inevitável tendo em conta a evolução tecnológica dos últimos anos e a redução de preço que tal tem provocado.

Tal como acontece com uma boa parte deste tipo de lupa, a construção é em plástico, de alta resistência, com a armação a ser acompanhada por um conjunto de 5 lentes, acrescendo uma banda elástica que pode substituir as hastes e um pano de limpeza para as lentes, cabendo ao comprador adquirir as três baterias AAA necessárias para operar o sistema de iluminação.

Estão incluidas 5 lentes intercambiáveis, 1.0X, 1.5X, 2.0X, 2.5X, e 3.5X, abrangendo um bom número de utilização e proporcionado a ampliação necessária para realizar a maioria dos trabalhos de precisão, que vão desde reparações electrónicas a um uso mais lúdico, passando por várias actividades profissionais.

Um par de luzes "led" incorporadas proporcionam iluminação direcional de alta intensidade, permitindo visualizar detalhes de forma clara, mesmo em ambientes com menor luminosidade, tornado este sistema autónomo, capaz de ser utilizado mesmo quando não existem outras fontes de luz presentes.

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Milhões de árvores arrancadas pelo vento são um risco para os fogos - 2ª parte

Soluções de emergência, como o recurso a faixas de contenção, removendo as árvores derrubadas a intervalos, de modo a que o fogo não passe de uma área para outras, eventualmente promovendo a queima antecipada e controlada de algumas zonas, podem ser equacionado de forma preventiva, assumindo-se que existe uma impossibilidade de corrigir este problema em toda a sua extensão.

Também não podemos esquecer que, face à destruição de um número tão elevado de árvores, o risco de derrocadas e aluimentos aumenta, constituindo um risco acrescido durante trajectos a efectuar nas zonas mais afectadas, onde muitos dos combates aos fogos se poderão vir a realizar, o que adiciona um perigo extra a missões já de sí arriscadas e complexas.

Temos consciência de que, actualmente, o foco da antenção não recai sobre os fogos, havendo problemas sérios que decorrem dos ventos fortes e inundações recentes, mas tal não pode impedir de antecipar uma situação potencialmente explosiva e que pode, a seguir a uma série de calamidades naturais, acrescentar outra, essa antecipável e que pode, pelo menos, ser mitigada.

Com a nomeação de um novo ministro da Administração Interna, cujo desempenho como director da Polícia Judiciária demonstra possuir qualidades operacionais relevantes, apesar fora do âmbito da Protecção Civil, esperamos que sejam adoptadas medidas que possam evitar uma nova tragédia no Verão, esta completamente antecipavel face ao cenário existente nas vastas áreas onde permanencem milhares de árvores no solo, cuja madeira, cada vez mais seca, é facilmente pasto de chamas no tempo quente.

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

As calças G5 em uso - 1ª parte

Tal como fizemos com outras peças de vestuário, voltamos a analizar as calças G5 após perto de oito meses de utilização, naturalmente ocasional, mas que tornou possível uma avaliação mais concreta, baseada na experiência e não apenas numa primeira impressão que, inevitavelmente, exclui questões relativas a durabilidade ou mesmo resistência.

Nestes textos, em que analisamos vestuário ou equipamento durante um período de tempo mais longo, também nos concentramos mais nos detalhes e não apenas nem aspectos mais gerais, como qualidade, conforto ou praticabilidade, já que são os pormenores que acabam por fazer grande parte da diferença.

Pela experiência que recolhemos, estas calças são realmente resistentes, construidas com tecidos espessos e de boa qualidade, com costuras sólidas e razoavelmente perfeitas, tendo um fecho éclair adequado, igualmente bem cosido, pelo que, no essencial, a perspectiva é a de uma durabilidade extensa, obviamente dependendo da intensidade de utilização e da ocorrência ou não de pequenos incidentes.

Estão presentes reforços nas áreas mais expostas, onde se possa esperar um maior desgaste, com tecido duplo, acrescendo a possibilidade de adicionar as joelheiras incluídas, amovíveis, que ficam bem acomodadas nas bolsas destinadas para o efeito, protegendo bem os joelhos, sem se tornarem incómodas, nem condicionarem a mobilidade, pelo que este adicional representa um valor acrescentado para todos quantos equacionem a sua utilização.

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

O blusão de nível 7 em uso - 3ª parte

Como contrapartida, existem espaços ou bolsos internos, em rede, que permitem acomodar objectos com alguma dimensão, mas que não são fechados, pelo que será sempre de equacionar qual o tipo de objecto que aqui pode ser transportado, sobretudo por ficarem muito perto da cintura, o que torna estes bolsos mais adequados para peças de roupa ou outros objectos flexíveis e que, em caso de impacto, não magoem o utilizador.

Apesar de ser da forma de construção adoptada, com diversas camadas e forro, este blusão é menos volumoso do que vestuário similar, sendo suficientemente leve de modo a permitir uma liberdade de movimentos apreciável, permitindo uma mobilidade natural, sem constrangimentos, admitindo-se que possa ser apenas um pouco limitativo em espaços mais apertados.

Estão disponíveis os tamanhos mais comuns, desde pequeno aos maiores, embora seja sempre de confirmar pelas medidas fornecidas a equivalência dos tamanhos aos padrões ocidentais, e em diversos padrões de camuflagem, bem como em negro, verde, cinzento e amarelo escuro, o que permite escolher uma opção mais discreta que se afigure mais compatível com um uso civil no dia a dia.

Por um preço que ronda a meia centena de Euros, incluindo IVA e porte, correspondentes a uma entrega em perto de uma semana, este é um dos blusões mais eficazes na protecção contra o frio que testamos, sendo confortável e, tanto quanto podemos constatar durável, pelo que a relação entre o preço e a qualidade é bastante convidativa, sendo uma opção a ter em conta para quem necessitar de uma peça de vestuário deste tipo.

terça-feira, fevereiro 24, 2026

Milhões de árvores arrancadas pelo vento são um risco para os fogos - 1ª parte

Os ventos fortes que devastaram parte do País derrubaram vários milhões de árvores, estimando-se que só na zona de Leiria este número possa ficar entre os cinco a sete milhões, sendo certo que, a nível nacional, podemos estar a falar de várias dezenas de milhões, concentrando-se, sobretudo, na região centro.

Estes milhões de árvores que actualmente jazem no chão e vão secando, sendo de prever que estejam completamente secas dentro de poucos meses, na altura do tempo quente, representam um enorme perigo, constituindo uma enorme fonte de combustível, nalgumas zonas, com uma grande acumulação e continuidade, do que podem resultar fogos particularmente intensos.

Acresce a existência de combustíveis finos e, naturalmente, uma impossibilidade de limpar as zonas afectadas da forma habitual, removendo apenas excedentes que se encontram nos solos, pelo que nestas zonas, para além das dificuldades de acesso, o acumular de combustíveis representa um enorme perigo, que se vai acentuar à medida que a madeira vai secando e a temperatura vai subindo.

Sendo difícil, mas actuais circunstâncias e com a brevidade necessária, remover todas estas árvores, tal não deve resultar no alheamento face a um problema que necessita de ser abordado e, se não resolvido, pelo menos mitigado, prevenindo fogos que podem atingir graves proporções e afectar zonas já de sí devastadas.

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

O blusão de nível 7 em uso - 2ª parte

A leveza do blusão não deixou de nos surpreender, sendo raro encontrar uma peça de vestuário que ofereça o mesmo nível de protecção contra baixas temperaturas ou ventos tão leve, o que contribui para o conforto, também proporcionado pelos tecidos suaves, agradáveis ao toque, mas que, sobretudo na sua camada exterior, deveriam ser mais espessos, do que resultaria uma maior resistência, um aspecto que necessita de uma utilização mais extensa para que possam surgir conclusões mais defenitivas.

Os ajustes são os adequados, com o sistema de tecido e velcro nos pulsos a ser francamente melhor do que o plástico dos TAD V4.0, com o capuz, que fica completamente recolhido dentro da gola, fechado por um fecho éclair, a ser bastante eficaz, embora um pouco moroso e complexo na altura de o recolher, obrigando a algum cuidado de modo a que fique uniformemente enrolado.

Apreciamos também a capacidade dos bolsos, bem como a sua acessibilidade, sendo possível transportar todos os objectos de uso habitual, mas também alguns extra, ficando perto dos TAD V4.0 neste aspecto, faltando, essencialmente o grande bolso nas costas, o que, para muitos, será raramente utilizado, sobretudo por não facilitar alguns movimentos.

Aliás, a qualidade geral parece-nos bastante satisfatória, sobretudo tendo em conta o preço, com detalhes bem conseguidos, aliando conforto e praticabilidade, com as várias camadas de tecido a proporcionarem uma boa base para correias de suporte, permitindo transportar mochilas, sacos ou outros volumes com o conforto possível, sem que seja exercida uma excessiva pressão localizada.

domingo, fevereiro 22, 2026

Reparação de tejadilho em Discovery 1 - 3ª parte

Sabendo, de antemão, que uma finalização perfeita é impossível de obter seguindo este método, encomendamos um autocolante destinado ao para-brisas, mas que será colocado sobre este, o que implica cortá-lo de forma a seguir os contornos da parte superior do para-brisas, o que pode ser feito recorrendo a um molde em papel, evitando danificar o autocolante.

Depois de cortar o autocolante, de acordo com o molde, este deve ser colado de modo a cobrir a união entre o tejadilho e a borracha do para-brisas, podendo-se dar um ligeiro aquecimento, muito suave, e pressionar o autocolante com uma esponja, de modo a que adira da melhor forma possível, contribuindo para proteger a zona reparada e fazer deslizar a água da chuva directamente para o para-brisas.

Dependendo das características do autocolante, pode ser possível usar um secador de cabelo para que este siga melhor os contornos da zona da ligação entre o tejadilho e a borracha, podendo-se aplicar mais um pouco de resina epoxi nas extremidades, junto da borracha, de modo a prevenir possíveis infiltrações.

Caso as dimensões do autocolante sejam insuficientes para abranger toda a zona reparada, será de considerar adicionar um pouco mais de autocolante, do mesmo tipo, mesmo que inteiramente transparente, aplicado da mesma forma, entre o autocolante central e as calhas de água laterais, o que contribui para um maior isolamento, após o que se pode dar início a alguns testes, deitanto água sobre a zona reparada, de modo a verificar se ainda surgem infiltrações que seja necessário corrigir.