O socorro também deve ser devidamente analizado, como forma de apurar se os tempos de resposta após a comunicação de um acidente aumentaram, analizando também quais os meios enviados para o local e a sua adequação ao estado das vítimas, bem como o impacto das alterações no mapa hospitalar, concretamente a nível de serviços de urgência possa ter no aumento da mortalidade.
Obviamente, o número de quilómetros percorridos pode ter impacto, não sendo impossível que, havendo uma diminuição do trânsito, como resultante do aumento do preço dos combustíveis, com vias mais desimpedidas, o que permite velocidades mais elevadas, resulte num maior número de mortes, sendo de esperar, ao invés, que se registem menos acidentes com poucas consequências.
Está, igualmente, em revisão o Código da Estrada, duvidando-se que surjam alterações substanciais, sendo quase certo que é a nivel das penalizações que iremos encontrar novidades, sendo de lembrar que algumas alterações recentes, como o ensino da condução por tutores nos parece especialmente perigoso, quando o passo a seguir seria melhorar o ensino, o que requer profissionais preparados.
O aumento do valor das coimas, e mesmo de sanções acessórias, dificilmente pode contribuir para reduzir o número de acidentes, seguindo o exemplo de aumentos anteriores, mas parece ser este o único argumento do Governo para reduzir a sinistralidade, algo que, manifestamente, não resulta, mas onde se insiste, esperando obter resultados diferentes com uma mesma receita.
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