A estratégia de comunicação das entidades oficiais, quando uma situação com impacto na segurança e na saúde das populações se aproxima, tende a pecar por defeito, sendo demasiadamente generalista, com os habituais SMS a terem um impacto escasso nos comportamentos, perdendo-se na infinitude de mensagens padronizadas que todos estamos habituados a receber e às quais tendemos a dispensar pouca atenção.
Acreditamos que a forma de alertar para situações de risco necessita de ser rapidamente revista e que, independentemente das responsabilidades individuais, cabe às autoridades desempenhar um papel mais activo e incisivo na antecipação de perigos que irão afectar as populações, recorrendo a uma intervenção mais visível, envolvendo protagonistas políticos e com uma mensagem mais específica e adequada a cada situação, com instruções práticas e informação das medidas adoptadas e do período abrangido.
Exemplos provenientes de outros países, onde, na perspectiva de uma situação de perigo que possa afectar a generalizada das populações, apontam no sentido de uma comunicação mais directa, com um responsável governativo presente num ou vários canais televisivos de acesso livre e a publicação da mensagem nas plataformas mais usadas, incluindo-se redes sociais, que devem participar no esforço de divulgação por obrigação legal, como parte do acordo para operar num dado país, parece-nos essencial.
Possivelmente, será tarde para que a forma como os alertas são enviados seja alterado antes desta onda de calor que se avizinha, mas surgirão outras ondas de calor, bem como novas situações onde um alerta fará todo o sentido, pelo que rever procedimentos será essencial, de modo que em situações futuras, algumas das quais ocorrerão no Verão que se inicia, as populações sejam alertadas de forma mais eficaz, seja na forma, seja no conteúdo.
quinta-feira, junho 25, 2026
quarta-feira, junho 24, 2026
Câmara de vigilância para locais remotos - 1ª parte
Um equipamento de vigilância que consideramos interessante e de utilização flexível é o conjunto composto por uma câmara, com bateria interna e cartão SIM para comunicações móveis, e que é fornecida com um painel solar que, devidamente posicionado e orientado, permite manter a bateria da câmara carregada, pelo que o período em que esta pode dispensar intervenção é virtualmente ilimitado.
Este tipo de câmara destina-se, concepturalmente, a efeitos de vigilância em zonas rurais, onde não existe corrente eléctrica da rede, tendo um exterior resistente, capaz de suportar chuva, vento e mesmo alguns impactos, e com sistemas de fixação que permitem instalá-la, bem como ao painel solar que a acompanha, no tronco de uma árvore, recorrendo a cintas ajustáveis.
A câmara tem uma resolução de 2.7K, com um ângulo de 120º. com capacidade para operar em baixa visibilidade, mantendo nitidez de noite até 20 metros, com um sistema de visão noturna avançada de 940nm, transmitindo vídeo em formato HD, com som bidirecional, via rede 4G, o que implica que esta tenha que estar disponível no local da instalação.
É de notar que existem variantes neste tipo de câmara que podem ter um impacto substancial nos custos de operação, dado que algums têm cartão SIM integrado, e nesse caso o preço é determinado pelo operador desse cartão, e temos valores que podem ser de 12.9 Euros por mês ou 99.9 Euros por ano, ou com cartão do utilizador, e com as condições contratuais por este negociadas.
Este tipo de câmara destina-se, concepturalmente, a efeitos de vigilância em zonas rurais, onde não existe corrente eléctrica da rede, tendo um exterior resistente, capaz de suportar chuva, vento e mesmo alguns impactos, e com sistemas de fixação que permitem instalá-la, bem como ao painel solar que a acompanha, no tronco de uma árvore, recorrendo a cintas ajustáveis.
A câmara tem uma resolução de 2.7K, com um ângulo de 120º. com capacidade para operar em baixa visibilidade, mantendo nitidez de noite até 20 metros, com um sistema de visão noturna avançada de 940nm, transmitindo vídeo em formato HD, com som bidirecional, via rede 4G, o que implica que esta tenha que estar disponível no local da instalação.
É de notar que existem variantes neste tipo de câmara que podem ter um impacto substancial nos custos de operação, dado que algums têm cartão SIM integrado, e nesse caso o preço é determinado pelo operador desse cartão, e temos valores que podem ser de 12.9 Euros por mês ou 99.9 Euros por ano, ou com cartão do utilizador, e com as condições contratuais por este negociadas.
terça-feira, junho 23, 2026
Silicone e resina para moldes - 2ª parte
Como desvantagem, temos o tempo de secagem longo, aconselhando-se a deixar durante a noite, e a possibilidade de reagir com algumas plasticinas, do que resulta um tempo de secagem muito mais longo, que pode ser acelerado humedecendo um pouco o silicone e deixando-o secar ao Sol, podendo ser necessário repetir esta operação algumas vezes.
Se para moldes simples, de uma única peça, tal pode ser pouco relevante, para moldes mais complexos, de duas peças, nos quais a peça a replicar repousa sobre uma cama de plasticina isolada com vaselina, sobre a qual é vertido o silicone, contido por paredes que podem ser feitas de peças tipo Lego, a espera será mais longa do que é expectável, atrasando todo o processo.
Uma vez seca, esta silicone tem a rigidez habitual, permitindo reproduzir muito bem os detalhes mais pequenos, como os presentes numa pequena moeda ou numa miniatura, sendo que os 1.100 mililitros permitem fabricar um conjunto razoável de pequenos moldes nos quais é possível reproduzir um número de peças em resina quase infindável.
No entanto, e apesar da qualidade na reprodução, o tempo de cura, sobretudo para moldes mais complexos, torna este silicone funcionalmente pouco competitivo face a outras alternativas, pelo que, certamente, iremos equacionar outras soluções numa próxima aquisição que ocorrerá, naturalmente, quando o silicone agora adquirido se esgotar.
Se para moldes simples, de uma única peça, tal pode ser pouco relevante, para moldes mais complexos, de duas peças, nos quais a peça a replicar repousa sobre uma cama de plasticina isolada com vaselina, sobre a qual é vertido o silicone, contido por paredes que podem ser feitas de peças tipo Lego, a espera será mais longa do que é expectável, atrasando todo o processo.
Uma vez seca, esta silicone tem a rigidez habitual, permitindo reproduzir muito bem os detalhes mais pequenos, como os presentes numa pequena moeda ou numa miniatura, sendo que os 1.100 mililitros permitem fabricar um conjunto razoável de pequenos moldes nos quais é possível reproduzir um número de peças em resina quase infindável.
No entanto, e apesar da qualidade na reprodução, o tempo de cura, sobretudo para moldes mais complexos, torna este silicone funcionalmente pouco competitivo face a outras alternativas, pelo que, certamente, iremos equacionar outras soluções numa próxima aquisição que ocorrerá, naturalmente, quando o silicone agora adquirido se esgotar.
segunda-feira, junho 22, 2026
"Hoodie" táctico - 2ª parte
Os bolsos, dois perto da cintura e três nas mangas, perto dos ombros, em negro, independentemente da cor do blusão, permitem acomodar os objectos mais comuns, como luvas, telemóvel e documentos, mas estranhamos a opção do bolso exterior da manga esquerda, fechado com uma aba feita num tecido completamente diferente, mais reflectivo e com a impressão de uma insígnia em branco, o que, para nós, faz muito pouco sentido.
Uma melhor configuração seria ter os bolsos do ombros internos, sem diferenças exteriores no tecido, eventualmente com um painel de velcro, do que resultaria uma redução do número de bolsos mas a manutenção da mesma capacidade de carga e, quase certamente, uma maior resistência e uniformidadade do conjunto, admitindo que a ideia do fabricante fosse a de incluir um bolso de abertura mais fácil, que pode transportar apenas objectos pequenos e planos, como cartões ou notas.
Estão disponíveis os tamanhos habituais, desde o S ao 3XL, em cores discretas, que incluem o negro, amarelo escuro, verde e cinzento, tendo preços que começam perto dos 22 Euros, incluindo o IVA e portes, com pequenas variações que dependem da cor e do tamanho, sem nunca passar dos 25 Euros nas variantes mais dispendiosas.
Este blusão revela-se confortável e prático, de uso bastante flexível, fácil de complementar com outras peças de vestuário, sendo uma boa opção para quem pretenda um "hoodie" destinado a ser utilizado em actividades ao ar livre, com a resistência e espessura que proteja de pequenos impactos e o isolamento térmico para temperaturas relativamente baixas, que se aproximem dos 10º.
Uma melhor configuração seria ter os bolsos do ombros internos, sem diferenças exteriores no tecido, eventualmente com um painel de velcro, do que resultaria uma redução do número de bolsos mas a manutenção da mesma capacidade de carga e, quase certamente, uma maior resistência e uniformidadade do conjunto, admitindo que a ideia do fabricante fosse a de incluir um bolso de abertura mais fácil, que pode transportar apenas objectos pequenos e planos, como cartões ou notas.
Estão disponíveis os tamanhos habituais, desde o S ao 3XL, em cores discretas, que incluem o negro, amarelo escuro, verde e cinzento, tendo preços que começam perto dos 22 Euros, incluindo o IVA e portes, com pequenas variações que dependem da cor e do tamanho, sem nunca passar dos 25 Euros nas variantes mais dispendiosas.
Este blusão revela-se confortável e prático, de uso bastante flexível, fácil de complementar com outras peças de vestuário, sendo uma boa opção para quem pretenda um "hoodie" destinado a ser utilizado em actividades ao ar livre, com a resistência e espessura que proteja de pequenos impactos e o isolamento térmico para temperaturas relativamente baixas, que se aproximem dos 10º.
domingo, junho 21, 2026
Silicone e resina para moldes - 1ª parte
Um dos processos que usamos para reproduzir pequenas peças, na sua maioria em plástico ou numa liga de metal leve, que, pela sua raridade, podem ser impossíveis de adquirir, ou atingem preços absurdos, o que acontece com algumas peças de interior de modelos de veículos mais antigos, é recorrer a moldes em silicone para efectuar uma replicação em resina.
Durante muito tempo usamos o silicone da Bluestuf para fazer moldes, mas, infelizmente, o fabricante do que consideramos ser o melhor material da sua classe encerrou a actividade, pelo que tivemos que procurar uma alternativa viável e, tanto quanto possível de baixo custo, sem que daí decorra falhas na reprodução.
Depois de usarmos o silicone da Feroca, que é activado por um agente catalítico, na proporção de 10 para 1, e que, tendo qualidades, nem sempre foi fiável, com moldes que, tendo a mistura sido efectuada correctamente, nunca solidificaram, tentamos uma opção a partir da Amazon, com envios a partir de Espanha, o que garante uma entrega rápida.
O silicone SANAAA mistura-se na proporção de 1 para 1, a nossa solução preferida, e, curiosamente, tem alguma transparência, ou seja, pode-se ver o conteúdo do interior, o que pode revelar-se vantajoso durante o enchimento do molde, sendo facilmente visível caso a resina usada seja escura, podendo, então, corrigir-se pequenas falhas.
Durante muito tempo usamos o silicone da Bluestuf para fazer moldes, mas, infelizmente, o fabricante do que consideramos ser o melhor material da sua classe encerrou a actividade, pelo que tivemos que procurar uma alternativa viável e, tanto quanto possível de baixo custo, sem que daí decorra falhas na reprodução.
Depois de usarmos o silicone da Feroca, que é activado por um agente catalítico, na proporção de 10 para 1, e que, tendo qualidades, nem sempre foi fiável, com moldes que, tendo a mistura sido efectuada correctamente, nunca solidificaram, tentamos uma opção a partir da Amazon, com envios a partir de Espanha, o que garante uma entrega rápida.
O silicone SANAAA mistura-se na proporção de 1 para 1, a nossa solução preferida, e, curiosamente, tem alguma transparência, ou seja, pode-se ver o conteúdo do interior, o que pode revelar-se vantajoso durante o enchimento do molde, sendo facilmente visível caso a resina usada seja escura, podendo, então, corrigir-se pequenas falhas.
sábado, junho 20, 2026
Os maus alertas via SMS - 2ª parte
Face aos alertas, será de esperar uma mobilização que reforce o dispositivo de combate aos fogos, mas também nos serviços de saúde, sabendo-se que estes tendem a ser incapazes de responder a situações de maior afluência, sendo óbvio que as autoridades sectoriais deviam anunciar as medidas adoptadas e aconselhar comportamentos, podendo a Direcção-Geral de Saúde ter aqui uma intervenção na própria comunicação.
Havendo este tipo de alerta para os sistemas ou serviços envolvidos, faria todo o sentido, no sentido de alertar e tranquilizar as populações, disponibilizar uma informação mais completa, com menção às medidas adoptadas, aos reforços previstos e mesmo a planos de contingência e a alternativas, caso a situação se complique e implique recorrer a outro tipo de recursos.
Naturalmente, uma comunicação deste tipo não pode ser enviada num SMS, por ser demasiado extensa e carecer de um tipo de explicação visual, com suporte gráfico e que deve ser reforçada pela intervenção de responsáveis que confiram uma seriedade adequada ao tipo de risco que o País irá, potencialmente, enfrentar, alertando para os possíveis cenários.
Temos a noção de que alertas em excesso, sobretudo quando a situação prevista não se verifica, ou tem um impacto menor do que o previsto, tem como resultado uma menor atenção por parte das populações, que tenderão a ignorar as mensagens, que surgem como repetitivas, muito padronizadas, independentemente das diferenças nas situações, e com um conteúdo com escassa aplicação prática.
Havendo este tipo de alerta para os sistemas ou serviços envolvidos, faria todo o sentido, no sentido de alertar e tranquilizar as populações, disponibilizar uma informação mais completa, com menção às medidas adoptadas, aos reforços previstos e mesmo a planos de contingência e a alternativas, caso a situação se complique e implique recorrer a outro tipo de recursos.
Naturalmente, uma comunicação deste tipo não pode ser enviada num SMS, por ser demasiado extensa e carecer de um tipo de explicação visual, com suporte gráfico e que deve ser reforçada pela intervenção de responsáveis que confiram uma seriedade adequada ao tipo de risco que o País irá, potencialmente, enfrentar, alertando para os possíveis cenários.
Temos a noção de que alertas em excesso, sobretudo quando a situação prevista não se verifica, ou tem um impacto menor do que o previsto, tem como resultado uma menor atenção por parte das populações, que tenderão a ignorar as mensagens, que surgem como repetitivas, muito padronizadas, independentemente das diferenças nas situações, e com um conteúdo com escassa aplicação prática.
sexta-feira, junho 19, 2026
Dependências das redes sociais - 3ª parte
Também se verifica que existe quem aloje fotos, vídeos e outro tipo de informação em redes sociais, em vez de recorrer a "sites" especializados, que disponibilizam armazenamento para o efeito e, em muitos caso, oferecem uma segurança adicional, sendo menos provável que uma conta deste tipo seja penalizada ou extinta, muitas vezes sem qualquer razão racional, vítima dos estranhos algoritmos do Facebook.
É sempre de lembrar que é possível descarregar a informação contida no Facebook, obviamente desde que a conta esteja activa e se possa autenticar, com o ficheiro resultante a poder ser descomprimido localmente, o que permite aceder aos ficheiros de forma similar ao daqueles que já se encontravam previamente alojados no computador, sendo, igualmente, possível, guardar o ficheiro a descarregar na "cloud", desde que num "site" onde se disponha de espaço de alojamento adequado.
Igualmente, aconselhamos a partilhar com os contactos do Facebook uma ou mais formas de contacto externas, que pode ser um simples endereço de correio electrónico a um número telefónico, passando por outra rede social, fora do universo Meta, o que evita situações mais complexas, sobretudo caso se necessite de efectuar um contacto urgente, mas também como forma de diminuir a ansiedade em alturas em que as redes sociais habituais estejam indisponíveis.
Começam a surgir especialistas na prevenção e combate a este tipo de dependência, de forma semelhante à de outros comportamentos aditivos, mas com as devidas especificidades, abordando, sobretudo, a vertente psicológica, mas cada utilizador deve, igualmente, abordar as questões práticas, como salvaguarda de dados e contactos, dado que uma maior segurança a este nível, tem como efeito uma menor dependência e menos stress quando uma rede falha.
É sempre de lembrar que é possível descarregar a informação contida no Facebook, obviamente desde que a conta esteja activa e se possa autenticar, com o ficheiro resultante a poder ser descomprimido localmente, o que permite aceder aos ficheiros de forma similar ao daqueles que já se encontravam previamente alojados no computador, sendo, igualmente, possível, guardar o ficheiro a descarregar na "cloud", desde que num "site" onde se disponha de espaço de alojamento adequado.
Igualmente, aconselhamos a partilhar com os contactos do Facebook uma ou mais formas de contacto externas, que pode ser um simples endereço de correio electrónico a um número telefónico, passando por outra rede social, fora do universo Meta, o que evita situações mais complexas, sobretudo caso se necessite de efectuar um contacto urgente, mas também como forma de diminuir a ansiedade em alturas em que as redes sociais habituais estejam indisponíveis.
Começam a surgir especialistas na prevenção e combate a este tipo de dependência, de forma semelhante à de outros comportamentos aditivos, mas com as devidas especificidades, abordando, sobretudo, a vertente psicológica, mas cada utilizador deve, igualmente, abordar as questões práticas, como salvaguarda de dados e contactos, dado que uma maior segurança a este nível, tem como efeito uma menor dependência e menos stress quando uma rede falha.
quinta-feira, junho 18, 2026
Os maus alertas via SMS - 1ª parte
Os alertas para altas temperaturas, a verificarem-se durante a próxima semana, com possibilidade de os termómetros passarem os 40º em várias zonas do País, devem ser encarados com seriedade, não apenas pelas autoridades, mas pela população em geral, com uma atenção especial para os mais vulneráveis, como os muito jovens, os mais idosos ou aqueles que sofrem de condições que fragilizam a respectiva saúde.
A perspectiva de um Verão particularmente quente, resultante da confluência de diversos fenómenos meteorológicos, como o "El Niño" já faziam prever um aumento de temperatura face a anos anteriores, com um conjunto de vagas de calor a resultarem em valores anómalos, sendo que alguns modelos apontam para a possibilidade de se atingir os 45º em casos muito pontuais.
Mesmo que estas previsões não se verifiquem na sua totalidade, e esperamos que as temperaturas não subam tanto quanto o previsto, o País vai enfrentar um calor que terá consequências, seja a nível de incêndios florestais, seja na saúde dos mais vulneráveis, sendo de prever uma maior afluência a hospitais e serviços de saúde e, infelizmente, uma maior mortalidade.
Era de esperar um alerta sério por parte das autoridades, indo para além do habitual SMS que prevemos vir a ser enviado e que por se tornar algo rotineiro, tende, cada vez mais, a ser ignorado ou a sua relevância minimizada, fazendo todo o sentido que um governante, com responsabilidade nas áreas mais relevantes, como a Administração Interna ou a Saúde, ou o próprio Primeiro-Ministro fizesse uma comunicação.
A perspectiva de um Verão particularmente quente, resultante da confluência de diversos fenómenos meteorológicos, como o "El Niño" já faziam prever um aumento de temperatura face a anos anteriores, com um conjunto de vagas de calor a resultarem em valores anómalos, sendo que alguns modelos apontam para a possibilidade de se atingir os 45º em casos muito pontuais.
Mesmo que estas previsões não se verifiquem na sua totalidade, e esperamos que as temperaturas não subam tanto quanto o previsto, o País vai enfrentar um calor que terá consequências, seja a nível de incêndios florestais, seja na saúde dos mais vulneráveis, sendo de prever uma maior afluência a hospitais e serviços de saúde e, infelizmente, uma maior mortalidade.
Era de esperar um alerta sério por parte das autoridades, indo para além do habitual SMS que prevemos vir a ser enviado e que por se tornar algo rotineiro, tende, cada vez mais, a ser ignorado ou a sua relevância minimizada, fazendo todo o sentido que um governante, com responsabilidade nas áreas mais relevantes, como a Administração Interna ou a Saúde, ou o próprio Primeiro-Ministro fizesse uma comunicação.
quarta-feira, junho 17, 2026
Dependências das redes sociais - 2ª parte
A dependência psicológica é, indiscutivelmente, o problema principal das redes sociais, tornando-se num autêntico vício, que, nalguns casos, quase certamente em número crescente, implica tratamento especializado, mas o recurso a outras funcionalidades para manter contactos ou armazenar dados e informação agrava esta situação, acrescendo uma vertente prática que pode ter, igualmente, efeitos graves.
Podemos equiparar a dependência das redes sociais a outras, no respeitante às consequências de uma privação, embora com vertentes distintas, sem nunca esquecer que os comportamentos aditivos afectam cada ser humano na sua totalidade, sendo impossível comparimentizar comportamentos e atitudes dentro de uma única vertente, passando das redes sociais para o mundo real e, tantas vezes, confundindo e misturando os dois.
Para além de ser uma rede social, unindo conjuntos de utilizadores em pequenas redes de contactos, que podem ser familiares, profissionais ou outras, nestes servidores reside um manancial de informação, por vezes insubstituível, que inclui dados e informação pessoal, recordações de toda uma vida e contactos, eventualmente substituindo sistemas mais convencionais ou concebidos para este efeito.
O hábito, que consideramos perigoso, de recorrer a este tipo de rede, que disponibiliza plataformas de comunicação privada, como mensagens directas, e que muitos usam com substituição de outras plataformas, mais específicas, pode determinar a impossibilidade de comunicar, sendo manifesto que, em muitos casos, não foram previstas alternativas tão simples como o disponibilizar um endereço de correio electrónico ou mesmo um número de telefone.
Podemos equiparar a dependência das redes sociais a outras, no respeitante às consequências de uma privação, embora com vertentes distintas, sem nunca esquecer que os comportamentos aditivos afectam cada ser humano na sua totalidade, sendo impossível comparimentizar comportamentos e atitudes dentro de uma única vertente, passando das redes sociais para o mundo real e, tantas vezes, confundindo e misturando os dois.
Para além de ser uma rede social, unindo conjuntos de utilizadores em pequenas redes de contactos, que podem ser familiares, profissionais ou outras, nestes servidores reside um manancial de informação, por vezes insubstituível, que inclui dados e informação pessoal, recordações de toda uma vida e contactos, eventualmente substituindo sistemas mais convencionais ou concebidos para este efeito.
O hábito, que consideramos perigoso, de recorrer a este tipo de rede, que disponibiliza plataformas de comunicação privada, como mensagens directas, e que muitos usam com substituição de outras plataformas, mais específicas, pode determinar a impossibilidade de comunicar, sendo manifesto que, em muitos casos, não foram previstas alternativas tão simples como o disponibilizar um endereço de correio electrónico ou mesmo um número de telefone.
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