segunda-feira, julho 13, 2026

Buy Me a Coffee


Buy Me a Coffee at ko-fi.com

A maioria dos mortos nos fogos em Espanha são estrangeiros - 2ª parte

Para os estrangeiros, e um pouco para os visitantes, mesmo que nacionais, um alerta tem um efeito distinto, em primeiro lugar porque pode, pura e simplesmente, não ser recebido, tendo em conta o uso de telemóveis com um cartão SIM de um operador estrangeiro, mas também devido à barreira linguística, caso aplicável, e a um menor entendimento da situação real.

Um estrangeiro, que pode nem ter recebido ou entendido um alerta, e um não residente, assumindo que desconhece o terreno, sem um entendimento real da situação, tanto pode refugiar-se num local ou espaço não seguro, como pode fugir, de forma precipitada e sem um plano concreto, deslocando-se de acordo com a percepção dos riscos, tentando evitar locais que parecem mais perigosos, com a possibilidade de ir para onde o risco é maior.

Enquanto as populações locais conhecem rotas de fuga e locais seguros, os visitantes dificilmente se conseguem orientar num ambiente complexo, com fumo, calor extremo, vento e, obviamente, com um muito menor discernimento face ao óbvio risco que correm e à gravidade das consequências de um erro.

Todos nos lembramos das consequências de fugas pela rota errada, sendo a tragédia de Pedrogão exemplo de um erro na escolha de um caminho de fuga, ou de este ser apontado por uma entidade credível, sendo este um cenário que, com toda a probabilidade, pode ocorrer durante um fogo de grande intensidade, mesmo que não ocorrendo fenómenenos meteorológicos excepcionais.

domingo, julho 12, 2026

"Jerry cans" em metal e em plástico - 2ª parte

É de lembrar que existe um acessório, que lembra uma pequena mangueira com um sistema de acoplagem sólido no bocal, destinado a facilitar o uso dos "jerry cans", e que se revela essencial caso se pretenda despejar o conteúdo para outro reservatório ou depósito, incluindo-se aqui os depósitos de combustível de uma viatura.

Também é de ter em conta que os "jerry cans" militares são vendidos em versões distintas, uma para combustível, outra para água, com revestimento interior diferente e um bocal que, para água, tende a ser de maiores dimensões, sendo comum que sejam assinalados com tinta branca, que pode ser em redor do bocal ou uma cruz, não se devendo, em caso algum usar um "jerry can" para transportar um líquido que não o indicado.

O preço destes "jerry cans" varia imenso, podendo ir desde a dezena de Euros a valores bem mais elevados, podendo-se esperar que, com portes e encomendados num conjunto de 4 a 5, o preço fique perto da vintena de Euros, um preço que, por litro, podendo descer a perto de 15, como aconteceu connosco, se aproxima dos "jerry cans" em plástico, sendo que as versões metálicas são francamente superiores em termos de armazenamento e suportam uma utilização muito mais exigente do que os modelos em plástico.

Continuamos a utilizar os "jerry cans" em plástico de 5 e 10 litros para transportar pequenas quantidades de combustível, observando a legislação em vigor que limita a 10 os litros transportados fora do depósito da viatura, enquanto os modelos metálicos servem para um armazenamento mais defenitivo ou em longas distâncias e onde a legislação o permita, sendo certo que existe uma aplicação lógica para ambos os modelos.

sábado, julho 11, 2026

A maioria dos mortos nos fogos em Espanha são estrangeiros - 1ª parte

O elevado número de mortes causadas pelos incêndios em Espanha, que muito lamentamos, têm como factor dominante o facto de, na sua maioria, serem estrangeiros, em férias nesse país, e que, muito possivelmente, não terão recebido ou entendido os alertas enviados pelas entidades oficiais, nem conhecerão o local onde se encontravem, o que dificulta o entendimento da situação.

Para as populações locais, ou nacionais, uma mensagem enviada pelas entidades oficiais responsáveis pelas operações de socorro, caso da Protecção Civil nacional ou do próprio Governo, enquanto tutela política, reveste-se de uma importância que, em princípio, deve levar a uma reacção ou, pelo menos, a uma adopção de medidas preventivas e a um estado de alerta, antecipando o agravar da situação.

Mesmo sabendo que são muitos os que não observam adequadamente o conteúdo destas mensagens, nem agem em conformidade, o facto de receberem o alerta, e entenderem as razões do seu envio, à luza de uma realidade local que conhecem, permite manter um estado de vigilância que antecipa um possível agravamento da situação e a necessidade de adoptar medidas de protecção.

A percepção do perigo de incêndio varia enormemente de acordo com o conhecimento do local, sendo que os residentes, sobretudo se tiveram contacto com fogos nas proximidade, têm uma abordagem mais objectiva, entendendo de forma mais correcta quais os perigos presentes, e planeando, mesmo que instintivamente, os passos seguintes, com base numa análise mais precisa da realidade.

sexta-feira, julho 10, 2026

Ideal para o tempo quente

Durante esta vaga de calor a peça de vestuário que se revelou mais adequada ao tempo quente foi a t-shirt para actividades ao ar livre que descrevemos em diversos textos, com resultados idênticos para os dois modelos apresentados, dado que partilham o mesmo tipo de tecido, diferindo apenas a nível de acabamentos e detalhes.

A principal vantagem destas t-shirts é o facto de serem fabricadas num tecido respirável, que permite a evaporação do suor, o que, mesmo em temperaturas mais extremas, mantém um maior conforto, deixando de se ter a sensação de humidade interior, que cola a roupa ao corpo e resulta numa menor capacidade de a pele respirar.

Tem-se verificado uma rápida evolução a nível de tecidos, e mesmo as novidades nesta área têm, nas sua maioria, um preço acessível, que não penaliza excessivamente os interessados, podendo, nalguns caso, serem vendidos por uma quantia que apenas marginalmente excede uma peça de vestuário semelhante construída num tecido mais convencional, o que justifica plenamente equacionar este tipo de alternativa.

Naturalmente, outros modelos de t-shirt que recorram ao mesmo tipo de tecido oferecerão níveis de conforto semelhantes, podendo ter uma aparência que agrade mais à maioria dos potenciais interessados, sobretudo se tiverem um aspecto mais discreto ou cores mais vivas, sendo de esperar que o preço não se afaste dos 6 a 8 Euros que permitem adquirir as camisolas que usamos.

quinta-feira, julho 09, 2026

"Jerry cans" em metal e em plástico - 1ª parte

Apesar de as restrições no transporte e armazenamento de combustível serem conhecidas, devendo a legislação aplicável e as normas de segurança serem escrupulosamente cumpridas, as situações em que existe necessidade de proceder ao transporte e posterior armazenamento são comuns, requerendo vasilhames próprios e construídos para o efeito.

Sendo mais pesados e mais incómodos de transportar, os "jerry cans" provenientes de excedentes militares, tais omo os que adquirimos há uns anos, encomendando a partir da Alemanha, revelam-se uma boa solução, sobretudo a nível de armazenamento, tendo em conta que a sua capacidade, de 20 litros, é o dobro do que é autorizado em termos de transporte.

Este tipo de "jerry can", inteiramente construídos em metal, é muito mais pesado do que os modelos em plástico, muito para além do que deriva da maior capacidade, sendo extremamente resistentes, podendo ser facilmente empilháveis e, quando a legislação o permita, ser transportados no exterior de um veículo, havendo suportes adequados para o efeito, feitos à medida, que podem ser facilmente aparafusados numa superfície plana.

O sistema de fecho garante uma muito melhor estanquicidade, havendo no mercado borrachas de substituição, devendo-se equacionar a troca caso se note que a borracha está ressequida ou danificada, o que pode ter como consequência a perda, mesmo que ligeira, de combustível, com todos os perigos e inconvenientes que tal implica.

quarta-feira, julho 08, 2026

Começou o "Verão terrivel" - 3ª parte

No entanto, nada pode contrariar as causas mais estruturais, a nível de ordenamento e gestão do território, que resultam de uma falta de visão por parte de quem governa e pela aposta, que consideramos erradas, num conjunto de actividades que pode revelar-se extremamente penalizadoras e fragilizam o País como um todo, colocando em risco extensas áreas de território.

A aposta excessiva no turismo tem um impacto devastador no ordenamento do território, tal como o tem o uso excessivo de energias renováveis, sem segurança de fontes não intermitentes, ou a aceitação de enormes centros de dados, que irão consumir energia e água em quantidades que podem comprometer a segurança e o conforto das populações, sacrificadas em prol da obtenção de lucros rápidos.

As extensas áreas, algumas florestais, onde se pretende implementar paineis solares, em quantidades absurdas, representando um modelo de negócio que sacrifica tudo ao imediatismo, representa um perigo, não apenas pela aposta excessiva em energias intermitentes, mas por compromenter outras actividades económicas, expulsando residentes, empurrados para as grandes cidades, onde viverão em condições miseráveis, e facilitando o avanço das chamas, caso surja um foco de incêndio.

Desde há anos que afirmamos que não existem soluções conjunturais para problemas estruturais, e que a problemática dos fogos floretais, seja na origem, seja nas consequências, passam por uma alteração profunda a nível do ordenamento do território, o que passa por reestruturar um País que cada vez se transforma mais numa estreita faixa no Litoral, onde tudo se concentra, abandonando grande parte do território, e os seus cada vez mais escassos habitantes, à sua sorte, esquecendo que, no final, todos partilharemos o mesmo destino.

terça-feira, julho 07, 2026

Os dados perdidos das ondas de calor - 2ª parte

No caso dos números referentes à onda de calor, seja em termos de atendimentos e internamentos nos serviços de saúde públicos, seja ao nível da mortalidade, deviam estar disponíveis quase de imediato, tendo em conta o nível de informatização actual e a forma como os dados são consolidados, pelo que a sua não revelação atempada terá que ser entendida como uma opção política.

Existe o direito de cada cidadão de interpelar o Estado, requerendo informação que deve ser pública e se encontra inacessível, mas não existe prazos para que essa informação esteja disponível, pelo que, na sua inexistência, existe uma forma de contornar a legislação em vigor sem que exista responsabilização para quem recorre a este tipo de artifício, particularmente comum entre nós.

Diz-se, e é verdade, que informação é poder, tal como o é a a capacidade de a ocultar, manipular ou condicionar, e os dados de ondas de calor passadas, que deviam ser conhecidos, tal como o são noutros países europeus, continuam indisponíveis, eventualmente até ao próximo ano, altura em que todos queremos conhecer os dados de 2026 e pouca atenção daremos aos de 2025, sendo que, quando forem publicados, em vez de merecerem destaque, todos se focarão na ausência dos dados de 2026.

Obviamente, aproveitamos para chamar a atenção dos nossos leitores para os alertas emitidos pelas entidades oficiais e para agirem sempre com o máximo de prudência, sobretudo nas horas de maior calor, evitando uma exposição em excesso e evitando esforço físico, tendo sempre uma especial atenção aos mais vulneráveis, como crianças, idosos e doentes.

segunda-feira, julho 06, 2026

Começou o "Verão terrivel" - 2ª parte

É de notar que esta não é uma zona desertificada, parcialmente abandonada, é uma área que inclui povoações importantes, estabelecimentos fabris, uma rede viária relevante e tudo o que estrutura um conjunto de concelhos em termos económicos, sendo que a sua devastação pode ter efeitos similares aos ocorridos nos incêndios de Outubro de 2017.

Tendo conhecimento antecipado de um cenário que, com toda a probabilidade, iria concretizar-se, dando origem a um elevado número de ocorrências, temos que nos interrogar se o Governo adoptou as medidas preventivas adequadas, não apenas em termos de prevenção e de meios disponíveis, mas também na elaboração de uma estratégia mobilizadora, que, com a antecedência possível, minimize o risco de ocorrências, tornando o País e as populações mais resilientes.

Parece-nos que, apesar das dificuldades, o esforço de limpeza ficou aquém das possibilidades, que não houve uma real aposta na resiliência das populações, conferindo-lhes os meios, inclusivé financeiros, para melhore se protegerem, seja pela aquisição de equipamentos, seja pela contratualização de serviços, como as de limpeza dos terrenos circundantes das habitaçõe e povoações, mas também numa maior disponibilidade de meios e de logística.

A própria comunicação com as populações parece-nos ineficaz, com alertas repetitivos, que incluem conselhos vagos, ou incluem ligações para páginas complexas, onde a informação está pouco acessível e, por vezes, em formatos de consulta difícil para dispositivos móveis, do que resulta os avisos enviados serem, em muitos casos, simplesmente ignorados.

domingo, julho 05, 2026

Dia 01 de Julho começam as taxas de 3 Euros para pequenas encomendas - 2ª parte

No entanto, existe, com toda a probabilidade, um problema que se pode revelar tão ou mais grave do que o pagamento, concretamente o aumento da demora dos processos de desalfandegamento, a ocorrência de erros e um aumento de protestos e de litigância, não se escluindo a possibilidade de uma paralização nas alfândegas face ao caos gerado.

Para algumas pequenas empresas, que importam pequenos componentes para projectos, de baixo valor, mas difíceis de encontrar localmente, um caos nas fronteiras significa a suspensão da actividade, e uma subida de preços, caso tentem comprar localmente, onde, nalguns casos, os preços praticados são muita vezes superiores aos do produto importando, representa a inviabilidade do negócio.

Para os particulares, dependendo do artigo específico, dificilmente a escolha recairá num produto europeu, sendo mais provável suportarem o pagamento extra e continuarem a importar, sendo certo que, mesmo com este pequeno aumento, continuarão a poupar, independentemente da resposta dos fornecedores que, obviamente, irão fazer tudo para mitigar esta situação, mantendo os preços tão próximos quanto possível face aos originais.

Os primeiros tempos serão decisivos para se percebe qual o real impacto de uma medida que, alegadamente, visa proteger a indústria europeia, inexistente ou sem competitividade em muitos sectores, mas que, efectivamente, servirá apenas para angariar receitas, sem contribuir para qualquer tipo de estímulo económico podendo, no limite, comprometer muitos pequenos negócios que dependem da importação de pequenos acessórios e componentes.