domingo, fevereiro 15, 2026

Land Rover Serie 3 radio-controlado na escala 1/10 - 1ª parte

Para quem gosta de modelos de Land Rover, a proposta da Pinecone Forest pode ser interessante, com reproduções dos Serie 3, em diversas configurações e decorações, que podem ser adquiridos por um preço que fica um pouco abaixo dos 80 Euros, inluindo IVA e portes.

Do ponto de vista estético, consideramos o modelo bem conseguido, reproduzindo bem o Serie 3, com portas que podem abrir, incluindo a porta traseira, jantes que não se afastam em demasia das originais e um motor e interior que, tendo óbvias falhas, se inspiram no modelo real.

Estes modelos, com referências SG1009/1010, são produzidos na escala 1/10, tem uma velocidade entre os 8 e os 15 km/h, com um motor eléctrico e comando com e 3 servos, tendo no seu interior uma bateria de 7.4V 1300mAH, que necessita de entre 3 a 5 horas para ficar completamente carregada, permitindo perto de 25 minutos de autonomia.

O transmissor necessita de duas baterias AA e funciona na frequência dos 2.4 GHz, permitindo controlar o modelo, dependendo do terreno, até perto de 100 metros, com as funções básicas de acelerar, desacelerar, virar para a esquerda e para a direita, avançar ou recuar.

sábado, fevereiro 14, 2026

Reclamações e devoluções no Aliexpress - 3ª parte

Assim, ao propor uma solução alternativa ou no caso de se aceitar a proposta de devolução, convém ser bem explicito quanto ao valor dos portes da devolução, anexando imagem da tabela de preços e a ligação para onde esta pode ser consultada ou descarregada, como forma de evitar surpresas desagradáveis, como a recusa na devolução da totalidade dos portes, do que resulta um prejuízo adicional para o comprador.

Fazer uma proposta alternativa, explicando os custos de devolução, com dados que o sustentem, e sugerindo uma compensação superior é, na nossa opinião, a resposta mais sensata e mais segura, salientando que o valor dos portes é elevado e sugerindo que a plataforma os pague antecipadamente, como forma de evitar surpresas futuras, já que um valor elevado pode ser interpretado como um serviço expresso que, neste caso, está explicitamente proíbido.

Naturalmente, nem sempre as soluções irão corresponder às pretensões do comprador, que se irá sentir injustiçado, sendo-lhe oferecido uma compensação inferior ao prejuizo, mas qualquer opção que passe por uma devolução é arriscado, sendo, portanto, de pressionar, tanto quanto possível, no sentido de fazer subir o montante devolvido, mesmo sabendo que pode ser inferior ao pretendido.

Não obstante os problemas que possam surgir quando se compra "online" a um fornecedor que se encontra do outro lado do Mundo, a diferença de preços face aos praticados entre nós continua a compensar eventuais problemas, que, pela nossa experiência são diminutos face ao total, e justificar este risco, sendo que, feitas as contas à totalidades das compras feitas, o saldo é francamente positivo e a poupança é muito significativa.

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Um País paralisado - 1ª parte

Quando abordamos a questão das cheias, há alguns dias atrás, estavamos certos de que o impacto iria ter consequências graves, mas estavamos longe de prever todos os efeitos resultantes de um fenómeno que se prolongou para além do esperado e veio expor um conjunto de fragilidades estruturais no País.

Não obstante a gestão das barragens ter sido cuidadosa, tanto quanto é possível, tendo em conta que os principais rios nascem em Espanha e que a gestão dos caudais acaba por ser conjunta e condicionada pelo interesse e necessidades que as autoridades espanholas priorizam, a quantidade de chuva que caiu nos últimos dias teve consequências graves, sendo óbvio que os prejuízos serão elevadíssimos e se irão adicionar aos causados pelos ventos fortes que ocorreram pouco antes.

Também devemos elogiar a prudência das entidades oficiais, que adoptaram as medidas necessárias para proteger as populações, procedendo aos avisos prévios e evacuando as populações das zonas expostas, onde o risco de inundação poderia colocar em risco a vida dos residentes, sendo óbvio que a salvaguarda da vida tem que ser a prioridade em caso de catástrofe.

No entanto, e apesar do grau de imprevisibilidade dos níveis de pluviosidade, e de, manifestamente, as entidades oficiais estarem mais bem preparadas do que na altura em que os ventos fortes devastaram a região Centro do País, existe todo um conjunto de causas estruturais que determinaram a gravidade dos prejuízos, sendo patente a existência de graves vulnerabilidades.

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Reclamações e devoluções no Aliexpress - 2ª parte

Na análise feita pela plataforma consta, nitidamente, uma avaliação do valor do objecto, com as falhas, danos ou defeitos reportados, o preço de uma eventual reparação e, finalmente, o custo de uma devolução, que, por terem como base os valores praticados na China, condicionam de forma muito substancial a decisão final, sendo sempre de o comprador ter o maior cuidado ao escolher uma opção.

Talvez a opção que condiciona mais a possibilidade de devolução sejam os custos que esta implica, e que podem ser ultrapassar o valor pago pelo objecto a devolver, sendo superiores a uma vintena de Euros, podendo-se aproximar da trintena de Euros, para devolver um item que tenha um peso abaixo ou acima de um quilo, naturalmente incluindo a embalagem.

Manifestamente, a plataforma usa estimativas muito distintas da realidade praticada entre nós, pelo que o custo de uma eventual devolução pode ser completamente díspar, podendo resultar em problemas complexos, caso se opte pela devolução e esta tenha um custo incomportável, muito superior ao pago na altura da encomenda, e que pode resultar em dificuldades em receber um reembolso cujo valor será absurdo.

Exemplificando, um objecto, como um "power bank" que custe perto de 25 Euros e pese, com embalagem, pouco mais de um quilo, paga de portes para a China quase 30 Euros, o que significa que a plataforma teria que reembolsar o comprador em 55 Euros, recebendo em troca um equipamento avariado ou com defeito, cujo valor comercial é virtualmente nulo.

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Velhas soluções para um novo normal climático - 3ª parte

Gera-se, assim, um autêntico dominó, onde a queda de uma peça facilmente afecta a seguinte, gerando uma cadeia de eventos que só terminam no final da cadeia, sendo óbvio que não foram colocados entre as peças nem protecções, nem o espaço suficiente para que a sequência seja antecipadamente interrompida, não havendo outra alternativa, uma vez iniciado o movimento, do que deixá-lo extinguir-se por sí próprio.

Naturalmente, a introdução destes mecanismos de controle e mitigação tem custos, nalguns casos bastante elevados, mas os prejuízos e consequentes perdas de valor podem exceder, em muito, o investimento realizado, sendo que, no caso concreto, como resultado dos ventos e das inundações, o total de perdas pode ter ultrapassado os 4.000 milhões de Euros, uma quantia que, previamente investida, teria tido um rápido retorno.

Infelizmente, só depois de acontecimentos devastadores se fala em investimentos na resiliência de um conjunto de serviços essenciais, como a distribuição de electricidade, fornecimento de água e manutenção das redes de comunicações, sendo de temer que, depois de anunciados planos e elaborados projectos, o assunto caia num quase esquecimento e os investimentos sejam substancialmente reduzidos, podendo, no limite, oferecer resultados quase nulos.

Tal como sucedeu com outros eventos trágicos, após o choque inicial e um primeiro conjunto de medidas que visam, sobretudo, compensar alguns danos e prejuízos, se inicie o processo de luto e esquecimento, para o que contribui o inevitável surgimento de novas situações, num âmbito completamente diferente, com o foco da atenção a mudar e a ocultar os desastres do passado.

terça-feira, fevereiro 10, 2026

Reclamações e devoluções no Aliexpress - 1ª parte

Para aqueles que fazem compras nas grandes plataformas comerciais baseadas na China, caso do Aliexpress, Temu ou Banggood, para citar três das mais conhecidas, a forma de reclamar de produtos com baixa qualidade, que deixam de estar funcionais pouco tempo após a entrega, mas depois de expirado o prazo de devolução, pode revelar-se complexa e pouco intuitiva, pelo que convém partilhar a nossa própria experiência.

O prazo para devolução tende a ser de duas semanas após a entrega, o que é suficiente caso se receba o produto errado, avariado ou que, de alguma forma, não corresponda ao descrito, mas, expirado esse prazo, o proceso muda, sendo menos linear e tendo diversos constrangimentos.

Em todas as plataformas, na página da compra, existe uma opção de devolução ou reembolso, que deve ser justificada, seja por avaria, falta de qualidade ou a existência de danos ou defeitos que não sejam evidentes numa primeira análise, e ilustrada por fotos explicativas, um factor de relevo face a dúvidas que possam surgir e que podem, inlusivé, resultar da própria tradução.

As opções propostas pela plataforma tendem a ser um valor, que, salvo para uma avaria completa, será sempre inferior ao preço pago, podendo rondar um terço, dependendo do tipo de dano ou defeito, a possibilidade de uma devolução, com a plataforma a suportar o custo, e uma proposta por parte do comprador, que, caso o valor de compensasão proposto seja insuficiente, será a melhor opção.

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Velhas soluções para um novo normal climático - 2ª parte

A falta de ordenamento do território, sendo patente a inexistência de uma visão estratégica, de conjunto, que tem vindo a transformar um País, já de sí algo estreito, numa muito mais estreita faixa junto do Litoral, onde se acumulam residentes e respectivas habitações, bem como as instalações necessárias às várias actividades, aumenta exponencialmente a vulnerabilidade estas zonas, desprotegidas contra eventos extremos.

Durante anos, temos comentado esta questão, sobretudo na perspectiva dos incêndios florestais, que assolam o País a cada Verão, sendo objectivo que a desestruturação do território nacional, com a desertificação do Interior, a fuga contínua de residentes para o Litoral e sua ocupação cada vez mais intensiva, tem consequências graves em toda a extensão do território.

Se no Interior, onde a população envelhece e escasseia, os problemas são óbvios, e a incapacidade para responder a situações extremas resulta da incapacidade dos residentes para os enfrentar, facto patente quando ocorrem incêndios, no Litoral, cada vez maios populoso e ocupado, surgem outro tipo de vulnerabilidades, em parte como resultado desta ocupação excessiva.

A necessidade de novos espaços residenciais, e de todas as restantes estruturas urbanas, implica a destruição de áreas rurais e a sucessiva impermeabilização dos solos, perdendo-se barreiras naturais de contenção contra fenómenos naturais e aumentando a vulnerabilidade do edificado, sobretudo quando construído em zonas baixas ou, no limite, em leitos de cheias, situação cada vez mais comum quando o espaço escasseia.

domingo, fevereiro 08, 2026

Opera 127 final já disponível

A versão 127 final do Opera, o navegador que temos utilizado durante os últimos anos, já pode ser descarregada, reportando a compilação 127.0.5778.14, baseada no Chromium 143.0.7499.194 ou posterior, vindo consolidar as várias mudanças intermédias, resultantes da actualização para a versão R3.

É de notar que ainda dentro da versão 126 foi efectuada uma actualização muito substancial, passando o Opera para a R3, com a inclusão de numerosas novas funcionalidades e de uma muito maior implementação de recursos de inteligência artificial, baseados no Aria, pelo que a passagem para uma nova numeração, típica quando as alterações são de monta, era expectável.

A versão 127 vem, essencialmente, solidificar as funcionalidades presentes no R3, e que foram descritas em detalhes em textos anteriores, com ênfase para o "écran dividido" agora melhorado, para a inteligência artificial, para uma maior integração dos serviços do Google e para novos écrans, estando presentes diversas correcções e melhoramentos funcionais.

Do "changelog" consta a lista das correcções e melhoramentos introduzidos, que tendem a ser mais relevantes quando as modificações introduzidas são de maior monta, e que permite aos utilizadores verificar se algum problema com que, eventualmente, se tenham deparado, terá sido corrigido, sendo, naturalmente, de proceder a esta actualização assim que possível.

sábado, fevereiro 07, 2026

Velhas soluções para um novo normal climático - 1ª parte

Ao longo destes dias, o País deparou-se com uma situação inédita, surpreendido por uma sequência de eventos naturais de grande intensidade, começando pelos ventos fortes, com rajadas a ultrapassar os 200 km/h, destruindo muito à sua passsagem, e passando às chuvas persistentes das quais resultaram cheias em boa parte do território nacional.

Apesar os avisos meteorológicos, e quase todos recebemos um alerta, via SMS, por parte da Protecção Civil, parece que a gravidade da situação que se anunciava foi minimizada, seja pelo conteúdo da mensagem, muito idêntica à de previsões de menor gravidade, seja porque, à posteriori, a devastação causada era quase inacreditável, com as próprias autoridades a demorar a perceber a extensão dos danos.

Se a resposta local foi rápida, através das corporações de bombeiros, entidades policiais e de um vasto conjunto de voluntários, o Estado agiu com maior lentidão, inicialmente incapaz de assimilar a gravidade do sucedido, e, seguidamente, aparentando não existirem planos de resposta para uma devastação desta dimensão, dando a entender que, de início, reinou o improviso, sem uma coordenação centralizada efectiva.

Infelizmente, este tipo de fenómeno natural não é evitável, é impossível lutar contra este tipo situação extrema, mas pode-se preparar o cenário, de modo a minimizar os impactos e desenvolver planos adequados, a nível de prevenção e das acções mitigadoras, corrigindo muitos dos erros que potenciam as consequências e colocam em perigo as populações e os seus bens.

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Restrições em vez de meros alertas - 3ª parte

Quando se pede para evitar "deslocações desnecessárias", continua-se a pemitir, e, no fundo, a exigir, que a grande maioria das deslocações, efectuadas para os locais das actividades habituais, como as laborais ou escolares, sejam obrigatoriamente efectuadas, já que não existe um justificativo que permita uma falta da qual não possa decorrer uma sanção.

Naturalmente, este tipo de limitações tem um impacto económico, sendo certo que vai have prejuízos para a economia, mas a qualidade da informação actualmente disponível permite estabelecer, antecipadamente, onde as restrições devem ser aplicadas e em que extensão, evitando que abarquem, de forma uniforme e indiferenciada, todo o território nacional, onde se vivem distintas realidades.

No entanto, tendo em conta o impacto do mau tempo e o período necessário a recuperar todos os serviços interrompidos, em muitos casos a arriscada deslocação para os locais de trabalho terá sido inútil, por não existirem condições para desenvolver qualquer actividade, do que decorre que foram corridos riscos, nalguns casos particularmente graves, sem que disso pudesse resultar qualquer efeito positivo.

Centramo-nos, sobretudo, nos efeitos do vento forte, mas existem danos resultantes de inundações ou da agitação marítima, sendo de prever que, sobretudo no respeitante às inundações, o problema possa agravar-se, face à previsão de chuva para os próximos dias, o que devia implicar, desde já, a adopção de medidas preventivas e uma gestão muito rigorosa de barragens e albufeiras.