Na análise feita pela plataforma consta, nitidamente, uma avaliação do valor do objecto, com as falhas, danos ou defeitos reportados, o preço de uma eventual reparação e, finalmente, o custo de uma devolução, que, por terem como base os valores praticados na China, condicionam de forma muito substancial a decisão final, sendo sempre de o comprador ter o maior cuidado ao escolher uma opção.
Talvez a opção que condiciona mais a possibilidade de devolução sejam os custos que esta implica, e que podem ser ultrapassar o valor pago pelo objecto a devolver, sendo superiores a uma vintena de Euros, podendo-se aproximar da trintena de Euros, para devolver um item que tenha um peso abaixo ou acima de um quilo, naturalmente incluindo a embalagem.
Manifestamente, a plataforma usa estimativas muito distintas da realidade praticada entre nós, pelo que o custo de uma eventual devolução pode ser completamente díspar, podendo resultar em problemas complexos, caso se opte pela devolução e esta tenha um custo incomportável, muito superior ao pago na altura da encomenda, e que pode resultar em dificuldades em receber um reembolso cujo valor será absurdo.
Exemplificando, um objecto, como um "power bank" que custe perto de 25 Euros e pese, com embalagem, pouco mais de um quilo, paga de portes para a China quase 30 Euros, o que significa que a plataforma teria que reembolsar o comprador em 55 Euros, recebendo em troca um equipamento avariado ou com defeito, cujo valor comercial é virtualmente nulo.
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
quarta-feira, fevereiro 11, 2026
Velhas soluções para um novo normal climático - 3ª parte
Gera-se, assim, um autêntico dominó, onde a queda de uma peça facilmente afecta a seguinte, gerando uma cadeia de eventos que só terminam no final da cadeia, sendo óbvio que não foram colocados entre as peças nem protecções, nem o espaço suficiente para que a sequência seja antecipadamente interrompida, não havendo outra alternativa, uma vez iniciado o movimento, do que deixá-lo extinguir-se por sí próprio.
Naturalmente, a introdução destes mecanismos de controle e mitigação tem custos, nalguns casos bastante elevados, mas os prejuízos e consequentes perdas de valor podem exceder, em muito, o investimento realizado, sendo que, no caso concreto, como resultado dos ventos e das inundações, o total de perdas pode ter ultrapassado os 4.000 milhões de Euros, uma quantia que, previamente investida, teria tido um rápido retorno.
Infelizmente, só depois de acontecimentos devastadores se fala em investimentos na resiliência de um conjunto de serviços essenciais, como a distribuição de electricidade, fornecimento de água e manutenção das redes de comunicações, sendo de temer que, depois de anunciados planos e elaborados projectos, o assunto caia num quase esquecimento e os investimentos sejam substancialmente reduzidos, podendo, no limite, oferecer resultados quase nulos.
Tal como sucedeu com outros eventos trágicos, após o choque inicial e um primeiro conjunto de medidas que visam, sobretudo, compensar alguns danos e prejuízos, se inicie o processo de luto e esquecimento, para o que contribui o inevitável surgimento de novas situações, num âmbito completamente diferente, com o foco da atenção a mudar e a ocultar os desastres do passado.
Naturalmente, a introdução destes mecanismos de controle e mitigação tem custos, nalguns casos bastante elevados, mas os prejuízos e consequentes perdas de valor podem exceder, em muito, o investimento realizado, sendo que, no caso concreto, como resultado dos ventos e das inundações, o total de perdas pode ter ultrapassado os 4.000 milhões de Euros, uma quantia que, previamente investida, teria tido um rápido retorno.
Infelizmente, só depois de acontecimentos devastadores se fala em investimentos na resiliência de um conjunto de serviços essenciais, como a distribuição de electricidade, fornecimento de água e manutenção das redes de comunicações, sendo de temer que, depois de anunciados planos e elaborados projectos, o assunto caia num quase esquecimento e os investimentos sejam substancialmente reduzidos, podendo, no limite, oferecer resultados quase nulos.
Tal como sucedeu com outros eventos trágicos, após o choque inicial e um primeiro conjunto de medidas que visam, sobretudo, compensar alguns danos e prejuízos, se inicie o processo de luto e esquecimento, para o que contribui o inevitável surgimento de novas situações, num âmbito completamente diferente, com o foco da atenção a mudar e a ocultar os desastres do passado.
terça-feira, fevereiro 10, 2026
Reclamações e devoluções no Aliexpress - 1ª parte
Para aqueles que fazem compras nas grandes plataformas comerciais baseadas na China, caso do Aliexpress, Temu ou Banggood, para citar três das mais conhecidas, a forma de reclamar de produtos com baixa qualidade, que deixam de estar funcionais pouco tempo após a entrega, mas depois de expirado o prazo de devolução, pode revelar-se complexa e pouco intuitiva, pelo que convém partilhar a nossa própria experiência.
O prazo para devolução tende a ser de duas semanas após a entrega, o que é suficiente caso se receba o produto errado, avariado ou que, de alguma forma, não corresponda ao descrito, mas, expirado esse prazo, o proceso muda, sendo menos linear e tendo diversos constrangimentos.
Em todas as plataformas, na página da compra, existe uma opção de devolução ou reembolso, que deve ser justificada, seja por avaria, falta de qualidade ou a existência de danos ou defeitos que não sejam evidentes numa primeira análise, e ilustrada por fotos explicativas, um factor de relevo face a dúvidas que possam surgir e que podem, inlusivé, resultar da própria tradução.
As opções propostas pela plataforma tendem a ser um valor, que, salvo para uma avaria completa, será sempre inferior ao preço pago, podendo rondar um terço, dependendo do tipo de dano ou defeito, a possibilidade de uma devolução, com a plataforma a suportar o custo, e uma proposta por parte do comprador, que, caso o valor de compensasão proposto seja insuficiente, será a melhor opção.
O prazo para devolução tende a ser de duas semanas após a entrega, o que é suficiente caso se receba o produto errado, avariado ou que, de alguma forma, não corresponda ao descrito, mas, expirado esse prazo, o proceso muda, sendo menos linear e tendo diversos constrangimentos.
Em todas as plataformas, na página da compra, existe uma opção de devolução ou reembolso, que deve ser justificada, seja por avaria, falta de qualidade ou a existência de danos ou defeitos que não sejam evidentes numa primeira análise, e ilustrada por fotos explicativas, um factor de relevo face a dúvidas que possam surgir e que podem, inlusivé, resultar da própria tradução.
As opções propostas pela plataforma tendem a ser um valor, que, salvo para uma avaria completa, será sempre inferior ao preço pago, podendo rondar um terço, dependendo do tipo de dano ou defeito, a possibilidade de uma devolução, com a plataforma a suportar o custo, e uma proposta por parte do comprador, que, caso o valor de compensasão proposto seja insuficiente, será a melhor opção.
segunda-feira, fevereiro 09, 2026
Velhas soluções para um novo normal climático - 2ª parte
A falta de ordenamento do território, sendo patente a inexistência de uma visão estratégica, de conjunto, que tem vindo a transformar um País, já de sí algo estreito, numa muito mais estreita faixa junto do Litoral, onde se acumulam residentes e respectivas habitações, bem como as instalações necessárias às várias actividades, aumenta exponencialmente a vulnerabilidade estas zonas, desprotegidas contra eventos extremos.
Durante anos, temos comentado esta questão, sobretudo na perspectiva dos incêndios florestais, que assolam o País a cada Verão, sendo objectivo que a desestruturação do território nacional, com a desertificação do Interior, a fuga contínua de residentes para o Litoral e sua ocupação cada vez mais intensiva, tem consequências graves em toda a extensão do território.
Se no Interior, onde a população envelhece e escasseia, os problemas são óbvios, e a incapacidade para responder a situações extremas resulta da incapacidade dos residentes para os enfrentar, facto patente quando ocorrem incêndios, no Litoral, cada vez maios populoso e ocupado, surgem outro tipo de vulnerabilidades, em parte como resultado desta ocupação excessiva.
A necessidade de novos espaços residenciais, e de todas as restantes estruturas urbanas, implica a destruição de áreas rurais e a sucessiva impermeabilização dos solos, perdendo-se barreiras naturais de contenção contra fenómenos naturais e aumentando a vulnerabilidade do edificado, sobretudo quando construído em zonas baixas ou, no limite, em leitos de cheias, situação cada vez mais comum quando o espaço escasseia.
Durante anos, temos comentado esta questão, sobretudo na perspectiva dos incêndios florestais, que assolam o País a cada Verão, sendo objectivo que a desestruturação do território nacional, com a desertificação do Interior, a fuga contínua de residentes para o Litoral e sua ocupação cada vez mais intensiva, tem consequências graves em toda a extensão do território.
Se no Interior, onde a população envelhece e escasseia, os problemas são óbvios, e a incapacidade para responder a situações extremas resulta da incapacidade dos residentes para os enfrentar, facto patente quando ocorrem incêndios, no Litoral, cada vez maios populoso e ocupado, surgem outro tipo de vulnerabilidades, em parte como resultado desta ocupação excessiva.
A necessidade de novos espaços residenciais, e de todas as restantes estruturas urbanas, implica a destruição de áreas rurais e a sucessiva impermeabilização dos solos, perdendo-se barreiras naturais de contenção contra fenómenos naturais e aumentando a vulnerabilidade do edificado, sobretudo quando construído em zonas baixas ou, no limite, em leitos de cheias, situação cada vez mais comum quando o espaço escasseia.
domingo, fevereiro 08, 2026
Opera 127 final já disponível
A versão 127 final do Opera, o navegador que temos utilizado durante os últimos anos, já pode ser descarregada, reportando a compilação 127.0.5778.14, baseada no Chromium 143.0.7499.194 ou posterior, vindo consolidar as várias mudanças intermédias, resultantes da actualização para a versão R3.
É de notar que ainda dentro da versão 126 foi efectuada uma actualização muito substancial, passando o Opera para a R3, com a inclusão de numerosas novas funcionalidades e de uma muito maior implementação de recursos de inteligência artificial, baseados no Aria, pelo que a passagem para uma nova numeração, típica quando as alterações são de monta, era expectável.
A versão 127 vem, essencialmente, solidificar as funcionalidades presentes no R3, e que foram descritas em detalhes em textos anteriores, com ênfase para o "écran dividido" agora melhorado, para a inteligência artificial, para uma maior integração dos serviços do Google e para novos écrans, estando presentes diversas correcções e melhoramentos funcionais.
Do "changelog" consta a lista das correcções e melhoramentos introduzidos, que tendem a ser mais relevantes quando as modificações introduzidas são de maior monta, e que permite aos utilizadores verificar se algum problema com que, eventualmente, se tenham deparado, terá sido corrigido, sendo, naturalmente, de proceder a esta actualização assim que possível.
É de notar que ainda dentro da versão 126 foi efectuada uma actualização muito substancial, passando o Opera para a R3, com a inclusão de numerosas novas funcionalidades e de uma muito maior implementação de recursos de inteligência artificial, baseados no Aria, pelo que a passagem para uma nova numeração, típica quando as alterações são de monta, era expectável.
A versão 127 vem, essencialmente, solidificar as funcionalidades presentes no R3, e que foram descritas em detalhes em textos anteriores, com ênfase para o "écran dividido" agora melhorado, para a inteligência artificial, para uma maior integração dos serviços do Google e para novos écrans, estando presentes diversas correcções e melhoramentos funcionais.
Do "changelog" consta a lista das correcções e melhoramentos introduzidos, que tendem a ser mais relevantes quando as modificações introduzidas são de maior monta, e que permite aos utilizadores verificar se algum problema com que, eventualmente, se tenham deparado, terá sido corrigido, sendo, naturalmente, de proceder a esta actualização assim que possível.
sábado, fevereiro 07, 2026
Velhas soluções para um novo normal climático - 1ª parte
Ao longo destes dias, o País deparou-se com uma situação inédita, surpreendido por uma sequência de eventos naturais de grande intensidade, começando pelos ventos fortes, com rajadas a ultrapassar os 200 km/h, destruindo muito à sua passsagem, e passando às chuvas persistentes das quais resultaram cheias em boa parte do território nacional.
Apesar os avisos meteorológicos, e quase todos recebemos um alerta, via SMS, por parte da Protecção Civil, parece que a gravidade da situação que se anunciava foi minimizada, seja pelo conteúdo da mensagem, muito idêntica à de previsões de menor gravidade, seja porque, à posteriori, a devastação causada era quase inacreditável, com as próprias autoridades a demorar a perceber a extensão dos danos.
Se a resposta local foi rápida, através das corporações de bombeiros, entidades policiais e de um vasto conjunto de voluntários, o Estado agiu com maior lentidão, inicialmente incapaz de assimilar a gravidade do sucedido, e, seguidamente, aparentando não existirem planos de resposta para uma devastação desta dimensão, dando a entender que, de início, reinou o improviso, sem uma coordenação centralizada efectiva.
Infelizmente, este tipo de fenómeno natural não é evitável, é impossível lutar contra este tipo situação extrema, mas pode-se preparar o cenário, de modo a minimizar os impactos e desenvolver planos adequados, a nível de prevenção e das acções mitigadoras, corrigindo muitos dos erros que potenciam as consequências e colocam em perigo as populações e os seus bens.
Apesar os avisos meteorológicos, e quase todos recebemos um alerta, via SMS, por parte da Protecção Civil, parece que a gravidade da situação que se anunciava foi minimizada, seja pelo conteúdo da mensagem, muito idêntica à de previsões de menor gravidade, seja porque, à posteriori, a devastação causada era quase inacreditável, com as próprias autoridades a demorar a perceber a extensão dos danos.
Se a resposta local foi rápida, através das corporações de bombeiros, entidades policiais e de um vasto conjunto de voluntários, o Estado agiu com maior lentidão, inicialmente incapaz de assimilar a gravidade do sucedido, e, seguidamente, aparentando não existirem planos de resposta para uma devastação desta dimensão, dando a entender que, de início, reinou o improviso, sem uma coordenação centralizada efectiva.
Infelizmente, este tipo de fenómeno natural não é evitável, é impossível lutar contra este tipo situação extrema, mas pode-se preparar o cenário, de modo a minimizar os impactos e desenvolver planos adequados, a nível de prevenção e das acções mitigadoras, corrigindo muitos dos erros que potenciam as consequências e colocam em perigo as populações e os seus bens.
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
Restrições em vez de meros alertas - 3ª parte
Quando se pede para evitar "deslocações desnecessárias", continua-se a pemitir, e, no fundo, a exigir, que a grande maioria das deslocações, efectuadas para os locais das actividades habituais, como as laborais ou escolares, sejam obrigatoriamente efectuadas, já que não existe um justificativo que permita uma falta da qual não possa decorrer uma sanção.
Naturalmente, este tipo de limitações tem um impacto económico, sendo certo que vai have prejuízos para a economia, mas a qualidade da informação actualmente disponível permite estabelecer, antecipadamente, onde as restrições devem ser aplicadas e em que extensão, evitando que abarquem, de forma uniforme e indiferenciada, todo o território nacional, onde se vivem distintas realidades.
No entanto, tendo em conta o impacto do mau tempo e o período necessário a recuperar todos os serviços interrompidos, em muitos casos a arriscada deslocação para os locais de trabalho terá sido inútil, por não existirem condições para desenvolver qualquer actividade, do que decorre que foram corridos riscos, nalguns casos particularmente graves, sem que disso pudesse resultar qualquer efeito positivo.
Centramo-nos, sobretudo, nos efeitos do vento forte, mas existem danos resultantes de inundações ou da agitação marítima, sendo de prever que, sobretudo no respeitante às inundações, o problema possa agravar-se, face à previsão de chuva para os próximos dias, o que devia implicar, desde já, a adopção de medidas preventivas e uma gestão muito rigorosa de barragens e albufeiras.
Naturalmente, este tipo de limitações tem um impacto económico, sendo certo que vai have prejuízos para a economia, mas a qualidade da informação actualmente disponível permite estabelecer, antecipadamente, onde as restrições devem ser aplicadas e em que extensão, evitando que abarquem, de forma uniforme e indiferenciada, todo o território nacional, onde se vivem distintas realidades.
No entanto, tendo em conta o impacto do mau tempo e o período necessário a recuperar todos os serviços interrompidos, em muitos casos a arriscada deslocação para os locais de trabalho terá sido inútil, por não existirem condições para desenvolver qualquer actividade, do que decorre que foram corridos riscos, nalguns casos particularmente graves, sem que disso pudesse resultar qualquer efeito positivo.
Centramo-nos, sobretudo, nos efeitos do vento forte, mas existem danos resultantes de inundações ou da agitação marítima, sendo de prever que, sobretudo no respeitante às inundações, o problema possa agravar-se, face à previsão de chuva para os próximos dias, o que devia implicar, desde já, a adopção de medidas preventivas e uma gestão muito rigorosa de barragens e albufeiras.
quinta-feira, fevereiro 05, 2026
A normalização da morte por frio - 3ª parte
Mesmo durante uma campanha eleitoral, com todas as tragédias que ocorrem no Mundo, este número de mortes não pode escapar, entre o minimizar e a quase omissão de uma nota de rodapé, entre as notícias de um qualquer telejornal, como se esta fosse uma inevitabilidade que, como qualquer triste destino, não pode ser combatido, restando, tão somente, chorar brevemente os mortos.
Aliás, até agora, não escutamos da parte de nenhum candidato presidencial, ou de quem mais directamente os apoia, uma palavra quanto à especificidade deste problema, muitas vezes abordado de forma algo dispersa, entre questões gerais de saúde ou de habitação, mas sem ir directamente a um problema conhecido, mas que todos tentam evitar, eventualmente por ter pouco a propor, sabendo que este problema não se resolve com as habituais generalidades, sempre inconsequentes, e que as boas ideias, com aplicação prática, escasseiam.
Em textos anteriores, apontamos para várias possíveis soluções, no sentido de mitigar o problema da pobreza energética, recorrendo a métodos simples, com custos muito acessíveis e que, não proporcionando todo o conforto a que todos têm direito, pode evitar algumas das situações mais graves e reduzir o número de vítimas mortais.
Mesmo durante uma campanha eleitoral, com todas as tragédias que ocorrem no Mundo, este número de mortes não pode escapar, entre o minimizar e a quase omissão de uma nota de rodapé, entre as notícias de um qualquer telejornal, como se esta fosse uma inevitabilidade que, como qualquer triste destino, não pode ser combatido, restando, tão somente, chorar brevemente os mortos.
Aliás, até agora, não escutamos da parte de nenhum candidato presidencial, ou de quem mais directamente os apoia, uma palavra quanto à especificidade deste problema, muitas vezes abordado de forma algo dispersa, entre questões gerais de saúde ou de habitação, mas sem ir directamente a um problema conhecido, mas que todos tentam evitar, eventualmente por ter pouco a propor, sabendo que este problema não se resolve com as habituais generalidades, sempre inconsequentes, e que as boas ideias, com aplicação prática, escasseiam.
Em textos anteriores, apontamos para várias possíveis soluções, no sentido de mitigar o problema da pobreza energética, recorrendo a métodos simples, com custos muito acessíveis e que, não proporcionando todo o conforto a que todos têm direito, pode evitar algumas das situações mais graves e reduzir o número de vítimas mortais.
Mesmo durante uma campanha eleitoral, com todas as tragédias que ocorrem no Mundo, este número de mortes não pode escapar, entre o minimizar e a quase omissão de uma nota de rodapé, entre as notícias de um qualquer telejornal, como se esta fosse uma inevitabilidade que, como qualquer triste destino, não pode ser combatido, restando, tão somente, chorar brevemente os mortos.
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Tutores em vez de instrutores no ensino da condução - 2ª parte
A Associação Nacional de Escolas de Condução também já se pronunciou de forma muito negativa face a esta possível alteração, considerando-o um "retrocesso civilizacional", tal como o fez o Automóvel Clube de Portugal, que também tem a sua própria escola de condução e considerou perigosa esta opção, mesmo faltando ainda a devida regulamentação que, para manter a segurança no ensino, ou altera o essencial da proposta, ou a condiciona de tal forma que, basicamente, a torna inoperacional.
Também as seguradoras deverão ter uma palavra a dizer, sendo complexo descriminar os segurados de acordo com o tipo de ensino de cada um, mas evitando onerar quem terve uma formação convencional, que consideramos a mais adequada, e não deve ser penalizado nesta vertente, sendo certo que irá enfrentar maiores riscos durante a condução.
Obviamente, caso a sinistralidade rodoviária aumente, todos seremos penalizados, não apenas no preço dos seguros, mas também, e sobretudo, na enorme perda humana, no sofrimento dos envolvidos e de todos os que lhe são queridos, podendo surgir uma conflitualidade juridíca complexa na atribuição de responsabilidades e, no limite, no envolvimento do Governo na criação de um cenário potencialmente muito perigoso.
Num País onde a sinistralidade é elevada, em grande parte como resultante do comportamento dos condutores, seja em termos técnicos, seja por uma manifesta falta de cultura de segurança, com um parque automóvel envelhecido e estrada com escassa manutenção, esta decisão do Governo parece-nos incompreensível, completamente desligada da realidade e potencialmente perigosa.
Também as seguradoras deverão ter uma palavra a dizer, sendo complexo descriminar os segurados de acordo com o tipo de ensino de cada um, mas evitando onerar quem terve uma formação convencional, que consideramos a mais adequada, e não deve ser penalizado nesta vertente, sendo certo que irá enfrentar maiores riscos durante a condução.
Obviamente, caso a sinistralidade rodoviária aumente, todos seremos penalizados, não apenas no preço dos seguros, mas também, e sobretudo, na enorme perda humana, no sofrimento dos envolvidos e de todos os que lhe são queridos, podendo surgir uma conflitualidade juridíca complexa na atribuição de responsabilidades e, no limite, no envolvimento do Governo na criação de um cenário potencialmente muito perigoso.
Num País onde a sinistralidade é elevada, em grande parte como resultante do comportamento dos condutores, seja em termos técnicos, seja por uma manifesta falta de cultura de segurança, com um parque automóvel envelhecido e estrada com escassa manutenção, esta decisão do Governo parece-nos incompreensível, completamente desligada da realidade e potencialmente perigosa.
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