domingo, junho 21, 2026

Silicone e resina para moldes - 1ª parte

Um dos processos que usamos para reproduzir pequenas peças, na sua maioria em plástico ou numa liga de metal leve, que, pela sua raridade, podem ser impossíveis de adquirir, ou atingem preços absurdos, o que acontece com algumas peças de interior de modelos de veículos mais antigos, é recorrer a moldes em silicone para efectuar uma replicação em resina.

Durante muito tempo usamos o silicone da Bluestuf para fazer moldes, mas, infelizmente, o fabricante do que consideramos ser o melhor material da sua classe encerrou a actividade, pelo que tivemos que procurar uma alternativa viável e, tanto quanto possível de baixo custo, sem que daí decorra falhas na reprodução.

Depois de usarmos o silicone da Feroca, que é activado por um agente catalítico, na proporção de 10 para 1, e que, tendo qualidades, nem sempre foi fiável, com moldes que, tendo a mistura sido efectuada correctamente, nunca solidificaram, tentamos uma opção a partir da Amazon, com envios a partir de Espanha, o que garante uma entrega rápida.

O silicone SANAAA mistura-se na proporção de 1 para 1, a nossa solução preferida, e, curiosamente, tem alguma transparência, ou seja, pode-se ver o conteúdo do interior, o que pode revelar-se vantajoso durante o enchimento do molde, sendo facilmente visível caso a resina usada seja escura, podendo, então, corrigir-se pequenas falhas.

sábado, junho 20, 2026

Os maus alertas via SMS - 2ª parte

Face aos alertas, será de esperar uma mobilização que reforce o dispositivo de combate aos fogos, mas também nos serviços de saúde, sabendo-se que estes tendem a ser incapazes de responder a situações de maior afluência, sendo óbvio que as autoridades sectoriais deviam anunciar as medidas adoptadas e aconselhar comportamentos, podendo a Direcção-Geral de Saúde ter aqui uma intervenção na própria comunicação.

Havendo este tipo de alerta para os sistemas ou serviços envolvidos, faria todo o sentido, no sentido de alertar e tranquilizar as populações, disponibilizar uma informação mais completa, com menção às medidas adoptadas, aos reforços previstos e mesmo a planos de contingência e a alternativas, caso a situação se complique e implique recorrer a outro tipo de recursos.

Naturalmente, uma comunicação deste tipo não pode ser enviada num SMS, por ser demasiado extensa e carecer de um tipo de explicação visual, com suporte gráfico e que deve ser reforçada pela intervenção de responsáveis que confiram uma seriedade adequada ao tipo de risco que o País irá, potencialmente, enfrentar, alertando para os possíveis cenários.

Temos a noção de que alertas em excesso, sobretudo quando a situação prevista não se verifica, ou tem um impacto menor do que o previsto, tem como resultado uma menor atenção por parte das populações, que tenderão a ignorar as mensagens, que surgem como repetitivas, muito padronizadas, independentemente das diferenças nas situações, e com um conteúdo com escassa aplicação prática.

sexta-feira, junho 19, 2026

Dependências das redes sociais - 3ª parte

Também se verifica que existe quem aloje fotos, vídeos e outro tipo de informação em redes sociais, em vez de recorrer a "sites" especializados, que disponibilizam armazenamento para o efeito e, em muitos caso, oferecem uma segurança adicional, sendo menos provável que uma conta deste tipo seja penalizada ou extinta, muitas vezes sem qualquer razão racional, vítima dos estranhos algoritmos do Facebook.

É sempre de lembrar que é possível descarregar a informação contida no Facebook, obviamente desde que a conta esteja activa e se possa autenticar, com o ficheiro resultante a poder ser descomprimido localmente, o que permite aceder aos ficheiros de forma similar ao daqueles que já se encontravam previamente alojados no computador, sendo, igualmente, possível, guardar o ficheiro a descarregar na "cloud", desde que num "site" onde se disponha de espaço de alojamento adequado.

Igualmente, aconselhamos a partilhar com os contactos do Facebook uma ou mais formas de contacto externas, que pode ser um simples endereço de correio electrónico a um número telefónico, passando por outra rede social, fora do universo Meta, o que evita situações mais complexas, sobretudo caso se necessite de efectuar um contacto urgente, mas também como forma de diminuir a ansiedade em alturas em que as redes sociais habituais estejam indisponíveis.

Começam a surgir especialistas na prevenção e combate a este tipo de dependência, de forma semelhante à de outros comportamentos aditivos, mas com as devidas especificidades, abordando, sobretudo, a vertente psicológica, mas cada utilizador deve, igualmente, abordar as questões práticas, como salvaguarda de dados e contactos, dado que uma maior segurança a este nível, tem como efeito uma menor dependência e menos stress quando uma rede falha.

quinta-feira, junho 18, 2026

Os maus alertas via SMS - 1ª parte

Os alertas para altas temperaturas, a verificarem-se durante a próxima semana, com possibilidade de os termómetros passarem os 40º em várias zonas do País, devem ser encarados com seriedade, não apenas pelas autoridades, mas pela população em geral, com uma atenção especial para os mais vulneráveis, como os muito jovens, os mais idosos ou aqueles que sofrem de condições que fragilizam a respectiva saúde.

A perspectiva de um Verão particularmente quente, resultante da confluência de diversos fenómenos meteorológicos, como o "El Niño" já faziam prever um aumento de temperatura face a anos anteriores, com um conjunto de vagas de calor a resultarem em valores anómalos, sendo que alguns modelos apontam para a possibilidade de se atingir os 45º em casos muito pontuais.

Mesmo que estas previsões não se verifiquem na sua totalidade, e esperamos que as temperaturas não subam tanto quanto o previsto, o País vai enfrentar um calor que terá consequências, seja a nível de incêndios florestais, seja na saúde dos mais vulneráveis, sendo de prever uma maior afluência a hospitais e serviços de saúde e, infelizmente, uma maior mortalidade.

Era de esperar um alerta sério por parte das autoridades, indo para além do habitual SMS que prevemos vir a ser enviado e que por se tornar algo rotineiro, tende, cada vez mais, a ser ignorado ou a sua relevância minimizada, fazendo todo o sentido que um governante, com responsabilidade nas áreas mais relevantes, como a Administração Interna ou a Saúde, ou o próprio Primeiro-Ministro fizesse uma comunicação.

quarta-feira, junho 17, 2026

Dependências das redes sociais - 2ª parte

A dependência psicológica é, indiscutivelmente, o problema principal das redes sociais, tornando-se num autêntico vício, que, nalguns casos, quase certamente em número crescente, implica tratamento especializado, mas o recurso a outras funcionalidades para manter contactos ou armazenar dados e informação agrava esta situação, acrescendo uma vertente prática que pode ter, igualmente, efeitos graves.

Podemos equiparar a dependência das redes sociais a outras, no respeitante às consequências de uma privação, embora com vertentes distintas, sem nunca esquecer que os comportamentos aditivos afectam cada ser humano na sua totalidade, sendo impossível comparimentizar comportamentos e atitudes dentro de uma única vertente, passando das redes sociais para o mundo real e, tantas vezes, confundindo e misturando os dois.

Para além de ser uma rede social, unindo conjuntos de utilizadores em pequenas redes de contactos, que podem ser familiares, profissionais ou outras, nestes servidores reside um manancial de informação, por vezes insubstituível, que inclui dados e informação pessoal, recordações de toda uma vida e contactos, eventualmente substituindo sistemas mais convencionais ou concebidos para este efeito.

O hábito, que consideramos perigoso, de recorrer a este tipo de rede, que disponibiliza plataformas de comunicação privada, como mensagens directas, e que muitos usam com substituição de outras plataformas, mais específicas, pode determinar a impossibilidade de comunicar, sendo manifesto que, em muitos casos, não foram previstas alternativas tão simples como o disponibilizar um endereço de correio electrónico ou mesmo um número de telefone.

terça-feira, junho 16, 2026

Mortes na estrada aumentam mais de 30% - 5ª parte

Dentro de 4 anos, certamente muito terá mudado, e em 2050 a tecnologia será completamente diferente, com a autonomização dos veículos, a implementação de novos sistemas de segurança e uma assistência via Inteligência Artificial muito mais substancial, pelo que as medidas hoje anunciadas, mais do que provavelmente, terão uma aplicabilidade muito limitada no médio prazo.

Por outro lado, é agora, numa altura em que os acidentes rodoviário aumentam e as consequências são mais gravosas que se impõe medidas, e estas não podem passar apenas pelo aumento do valor das coimas e penas acessórias ou por deixar de anunciar as operações de controle rodoviário, que passarão a ser de surpresa, sendo esta mais uma medida inútil dado que é o tipo de informação partilhada de forma eléctronica assim que este tipo de operação se inicia.

Estamos convictos de que existe um conjunto de factores, entre estes os que mencionamos nestes textos, que confluem para um tão substancial aumento da mortalidade rodoviária, parecendo que as entidades oficiais continuam a não investir adequadamente na análise que permite um melhor entendimento desta evolução negativa e, menos ainda, e como consequência, em medidas que possam, efectivamente, minorar estes números que a todos deviam envergonhar.

Novas medidas, uma nova estratégia para combater a sinistralidade, será bem vinda, desde que em tempo útil e baseada em dados rigorosos, sendo pouco razoável recorrer mais uma vez às medidas já testadas, sem resultados, ou a uma implementação no longo prazo, que, não resolvendo os problemas actuais, dificilmente estará actualizada quando chegar ao terreno, sendo quase certo que, antes disso, já obsoleta, será esquecida em prol de uma nova iniciativa.

segunda-feira, junho 15, 2026

Dependências das redes sociais - 1ª parte

Quando o Facebook e o Instagram ficaram fora de serviço, na passada sexta-feira, a dependência de um conjunto de plataformas electrónicas baseadas noutro país, mas que servem de base a diversos tipos de comunicação, desde as mais informais às mais institucionais, deve servir de alerta.

Durante um período relativamente curto, perto de uma hora, o conjunto de redes sociais mais utilizadas do Mundo ficaram indisponíveis, seja totalmente, seja parcialmente, com funcionalidades indisponíveis, um facto que foi imediatamente noticiado como se fosse o que de mais importante aconteceu durante o dia.

A recuperação nunca é imediata e, quase sempre, existem funcionalidades que demoram mais a recuperar, levando a alguma inconsistência, impedindo de recorrer a algumas funcionalidades ou a repetir operações até que estas se concretizem, e, durante estes minutos, que para alguns parecem uma eternidade, facilmente nos apercebemos da dependência que muitos têm deste tipo de rede social.

Imediatamente nos apercebemos de uma dependência psicológica da qual resultam atitudes ou comentários que revelam o pânico de quem concentra a vida numa rede social, nalguns casos existe quem pense que a conta pessoal foi afectada, suspensa ou cancelada, sem tentar efectuar uma averiguação básica, seja consultando as notícias, seja acedendo a "sites" especializados em informar se existem problemas com "sites" específicos.

domingo, junho 14, 2026

"Hoodie" táctico - 1ª parte

Um dos blusões mais confortáveis e versáveis que encontramos na gama da vintena de Euros tem uma configuração que se aproxima da de um "hoodie", sendo, essencialmente, um "pullover" com fecho éclair e capuz, a que acrescem bolsos com fecho éclair.

A descrição com que é muitas vezes anunciado, como um "blusão táctico" parece-nos francamente deslocada, sendo bastante improvável que, apesar do aspecto, tenha como propósito algum tipo de utilização militar, não obstante alguns detalhes, como os bolsos nas mangas, perto dos ombros, cobertos por uma aba com uma estranha insígnia, que presumimos corresponder ao logotipo do fabricante, poderem apontar nesse sentido.

Este é, essencialmente, um blusão ou "hoodie" construido num tecido de poliéster espesso e resistente, que se usa solto, como última camada de vestuário, destinado a oferecer protecção contra o frio e o vento, algo que cumpre adequadamente, sendo uma peça de vestuário quente e confortável, compatível com os períodos mais frios do Outono e da Primavera, podendo ser usado no Inverno com roupa interior mais espessa e, por exemplo, sobre uma camisola de gola alta.

O capuz é de boas dimensões, ajustável através de um cordão com sistema de travamento, protegendo bem do frio e do vento, com os pulsos a terem um tecido elástico, que evita passagem de ar, mas com a cintura solta, sem fecho ou ajuste, o que não contribui para um melhor isolamento do blusão, sendo óbvio que um sistema de aperto nesta zona seria benvindo.

sábado, junho 13, 2026

Caneta multi-funcional - 2ª parte

É incluída uma lanterna "led" potente, que proporciona uma boa luminosidade direcional, com um alcance bastante razoável e um consumo baixo, o que substitui bem uma lanterna de pequenas dimensões, tendo como limitações alguma falta de flexibilidade a nível de ajustes.

A ponta em tungusténio é extremamente resistente e permite partir um vidro em situações de emergência, mas pode, igualmente, ser utilizada para efeitos de auto-defesa, sendo que, nesta vertente, se deve sempre verificar qual a legislação em vigor e as circunstâncias de utilização, que deve ser sempre ponderada e proporcional.

Estão incluídas diversas pontas, que podem alternar entre sí, incluindo várias destinadas a diversos tipos de parafusos, mas também uma ponta multi-funcional, que inclui abre latas, chaves de fenda e chave sextavada, o que permite alguma flexibiliade de uso sem que seja universal, pelo que nem todos os parafusos dos modelos contemplados são compatíveis, excluindo-se os de maiores dimensões ou que estejam particularmente bem apertados.

O preço varia substancialmente de acordo com o fornecedor, e mesmo com pequenas diferenças, mas parte dos 7 a 8 Euros, incluindo IVA e portes, sendo um item interessante e útil não apenas como parte de um "kit" de emergência, mas também no dia a dia, sobretudo quando em locais mais remotos ou menos seguros.

sexta-feira, junho 12, 2026

Mortes na estrada aumentam mais de 30% - 4ª parte

Com mais de 64.000 acidentes, com todos os indicadores a aumentar desde o ano passado, exceptuando os feridos ligeiros, o que aponta para acidentes de maior gravidade, com todas as consequências que daí decorrem, é absolutamente necessário introduzir medidas rápidas, mesmo que não perfeitas, enquanto se prepara um plano mais elaborado e que, naturalmente, irá demorar mais a ser estabelecido e implementado.

Entrou em consulta pública, depois de aprovado pelo Governo, a nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, com o objectivo de reduzir substancialmente o número de vítimas, estabelecendo metas para 2030 e 2050, com redução para metade do número de mortes e feridos graves na estrada para dentro de 4 anos e chegar a zero em 2050, sendo que este ainda é um documendo passível de alterações e que pode demorar a ficar concluído, sendo de esperar que nenhum dos objectivos seja alcançado nas datas previstas.

Obviamente, por muito elaborado que seja esta nova Estratégia, o facto é que dificilmente terá um impacto na redução da sinistralidade nos próximos anos, duvidando-se que no ano da primeira meta, em 2030, já se sintam os efeitos das medidas preconizadas, sendo que, com a evolução negativa que hoje se verifica, uma eventual redução pode apenas aproximar os números daqueles que se verificam actualmente.

Sendo necessárias medidas estruturais, de médio e longo prazo, desconfiamos sempre quando as promessas se destinam a ser cumpridas numa altura em que os autores já não podem ser responsabilizados ou, por alterações conjunturais, que inevitavelmente ocorrem num período longo, a aplicabilidade do plano dificilmente terá o efeito anunciado, podendo, no limite, resultar inviável.