quarta-feira, outubro 21, 2026

Blusão de cabedal artificial envelhecido - 1ª parte

Quando, há uma quinzena de anos, adquirimos um blusão em cabedal artificial, que custou perto de 25 Euros, esperavamos ter uma peça de vestuário para tempo frio por um período de tempo limitado, mas a resistência e praticabilidade desta peça de vestuário levou-nos a fazer algumas experiências que melhorassem o aspecto visual sem que disso resultassem danos.

Numa primeira fase, usamos uma escova e lixa fina para ir polindo a superfície, do que resulta, imediatamente, uma diminuição visível do brilho exagerado e pouco natural do couro falso, sendo de incidir, sobretudo, nos locais mais expostos e onde as dobras tendam a refletir mais a luz.

Também utilizamos produtos ligeiramente abrasivos, o que requer algum tipo de teste numa zona que fique invisível, podendo-se tentar desde massa de polimento a álcool, passando por vinagre, aplicados recorrendo a papel de cozinha ou lenços de papel, esfregando até nos apercebermos do efeito, que complementa o da lixa.

Usar tinta acrílica destinada a couro pode, igualmente ajudar, sendo de começar por um tom tão aproximado quando possível com o do blusão e, depois de esta bem seca, aplicar uma tonalidade mais clara nos locais mais expostos, do que resulta um aspecto mais natural e com maior profundidade.

terça-feira, outubro 20, 2026

Esteira de aquecimento para veículos - 2ª parte

O cabo de ligação, padronizado para tomadas de isqueiro, tem um conector com fusível, oferecendo protecções contra excessos de carga e curto-circuito, podendo, naturalmente, ser usado fora de um veículo, usando, por exemplo, um adaptador com o conector e potência adequados ligados a uma vulgar tomada de rede, o que permite colocá-lo sobre uma cadeira, sofá ou mesmo numa cama.

O modelo que apresentamos é de boa qualidade, com um sistema de comando sofisticado e com paineis de aquecimento bem distribuídos, proporcionando um bom nível de aquecimento, com uma capacidade de variação de temperatura bastante ampla e uma textura muito agradável ao toque e que é confortável, mesmo em uso mais prolongado.

A possibilidade de ser usado durante um período de tempo mais longo, vem colocar este tipo de esteira entre os vários produtos que aconselhamos em textos anteriores como forma de manter aquecidos os residentes em habitações onde manter uma temperatura confortável seja difícil, ou demasiadamente dispendioso, complementando outras pequenas modificações e equipamentos que, por um valor módico, possam proporcionar melhores condições de conforto e de saúde para os mais vulneráveis.

O preço deste tipo de esteira varia substancialmente, com este modelo, na versão mais sofisticada, a ficar perto dos 60 Euros, incluindo todas as taxas e impostos, bem como os portes, sendo uma boa solução para muitas situações, sobretudo havendo limitações no veículo, mas também para quem pretenda usá-lo noutros locais ou circunstâncias, incluindo no interior de uma habitação.

segunda-feira, outubro 19, 2026

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"O SIRESP não serve para nada" - 3ª parte

A ideia peregrina de que o Estado deve ter uma rede em ver de contratualizar o serviço com redes de satélites existentes enquanto promove investimento no sentido de dispor da sua própria rede de satélites, eventualmente aberta a exploração comercial, complementando as comunicações assim proporcionadas com uma segurança adicional e serviços próprios, apenas pode encontrar justificação na manutenção de um conjunto de pequenos poderes e previlégios, onde alguns podem encontrar vantagens substanciais à custa do interesse colectivo.

Continuar a investir neste modelo, inerente ao actual SIRESP, desde há muito que nos parece absurdo, tendo em conta a concepção da rede, antiquada face a propostas actuais, e à incapacidade de proporcionar as funcionalidades que todos exigimos dos nossos telemóveis ou demonstrar a necessária resiliência, algo que é demonstrado pelos receptores de Starlink instalados em autarquias e quarteis de bombeiros como redundância do próprio SIRESP.

As falhas do SIRESP têm um impacto directo nas operações de socorro e na segurança dos operacionais e das populações, algo que vai muito para além do dinheiro gasto na sua manutenção, podendo as suas falhas terem um custo incalculável, sobretudo quando este incluir a perda de vidas humanas e um sofrimento que será sempre impossível de contabilizar.

No entanto, e ao contrário do que afirmou o Secretário-Geral agora demitido, é manifesto que o SIRESP serve para algo, mas infelizmente não para os fins a que se destina, e, tanto quanto se pode concluir pelas afirmações recentemente escutadas, serve um conjunto de interesses pessoais, que esperamos sejam devidamente revelados, com as consequências que se impõe.

domingo, outubro 18, 2026

Óculos de protecção fotocromáticos - 1ª parte

Os óculos Vegueros P58 são exemplo de um modelo muito barato, capaz de oferecer um nível de protecção adequado contra a intensidade da luz solar e contra pequenos impactos, como projecção de pequenas pedras ou gravilha, representando uma alternativa de muito baixo custo, quase descartável, que possa estar presente em situações onde este tipo de protecção seja requerido.

O componente essencial destes óculos são as lentes fotocromáticas em polímero de policarbonato, que fazem um ajuste dinâmico à intensidade da luz, escurecendo quando esta aumenta, de modo a que bloqueiem excesso de luz, oferecendo, ainda, uma proteção eficaz contra raios UV.

Com umas lentes que, sem luz forte, são virtualmente transparentes, nota-se facilmente que estas escurecem de forma dinâmica à medida que a intensidade da luz aumenta, ficando bastante escuras, mais do que muitos óculos de Sol comuns, quanto a luminosidade é forte e se torna necessário proceder a uma maior redução da intensidade para proporcionar uma boa visão.

A armação, igualmente em policarbonato, garante leveza, durabilidade e é resistência a impactos, sendo confortável, salvo para quem tenha o nariz algo espesso, porque a abertura central é algo estreita, e, apesar de protegida, pode apertar um pouco, algo que terá efeito em utilização mais prolongada.

sábado, outubro 17, 2026

Capacete obrigatório para utilizadores de bicicletas e trotinetes eléctricas - 3ª parte

Com as bicicletas e trotinetes, sobretudo quando modificadas, a atingirem velocidades muito elevadas, e recordamos que já foram detectadas a 120 km/hora, uma equiparação à de outros veículos motorizados de duas rodas parece fazer todo o sentido, tal com a existência de fiscalizações que afiram a conformidade de cada veículo com as especificações dos fabricantes, evitando alterações perigosas e que, objectivamente, são proíbidas pelo Código da Estrada.

O uso de vestuário refletor, que é obrigatório por parte dos condutores de veículos motorizados em diversas circunstâncias, parece mais simples de implementar, dado que um colete homologado, devidamente acondicionado, representa um volume insignificante, com o uso a ser apenas obrigatório em situações ou condições específicas, algo que será de estranhar, já que se entra num clima de subjectividade que levanta dúvidas na aplicação da lei.

Uma simples alteração no estado do tempo, como o escurecer devido ao aparecimento de núvens ou o entardecer, com diminuição da luminosidade natural, mas também passagem em locais específicos, como túneis, resultam numa muito menor visibilidade, tornando difícil estabelecer qual o limite a partir do qual alguém está a infringir a lei, do que vai resultar conflitualidade e dificuldade na aplicação em muitas situações.

Esta imposição, que consideramos tardia, há muito devia ter sido adoptada, sendo manifesto que o risco para os mais jovens, ainda em crescimento e com estrutura óssea em desenvolvimento, deviam usar este tipo de protecção desde o início e independentemente de qualquer tipo de obrigatoriedade, obedecendo apenas ao bom senso e ao conhecimento científico.

sexta-feira, outubro 16, 2026

"O SIRESP não serve para nada" - 2ª parte

Um problema amplamente relatado pelo dirigente demitido será o desperdício de verbas, com gastos sumptuosos em sede, viaturas topo de gama, serviços jurídicos e de consultadoria, para além de vencimentos para pessoal dirigente que vai muito para além do razoável, restando pouco mais de metade para a área de operações, do que resulta escassez de meios e fraco investimento. Sem sequer um contrato-programa, num clima de completa opacidade, com uma estrutura hierárquica e dependências funcionais pouco claras, sem que os responsáveis do SIRESP respondam às questões da secretaria-geral do MAI, tornando um escrutínio e fiscalização virtualmente impossíveis, com responsabilidades a recairem não apenas sobrea a direcção do SIRESP, mas também sobre os dirigentes do próprio ministério.

Temos vindo a abordar diversas questões relacionadas com o SIRESP desde há muito, sendo óbvio que esta rede, baseada em tecnologias obsoletas, incapaz de oferecer as funcionalidades exigíveis nos dias de hoje, sem as redundâncias que permitam manter comunicações em caso de falhas ou de excesso de tráfego, há muito devia ter sido substituída, sendo virtualmente inútil investir na modernização de uma estrutura conceptualmente ultrapassada.

Mesmo que a frase do demitido Secretário-Geral possa ser enquadrada na conflitualidade das relações pessoais ou da luta política, ela traduz uma realidade impossível de negar, a de que o SIRESP é uma inutilidade, um sorvedouro de dinheiro que dedia ser investido numa solução moderna, capaz de oferecer as funcionalidades necessárias e manter as comunicações mesmo sob pressão ou quando parte da rede é danificada, e que, com uma menor verba, ofereceria inegáveis vantagens.

quinta-feira, outubro 15, 2026

Novela em vez de notícias - 3ª parte

Insistir desta forma num tema que parece esgotado, alimentado sobretudo por especulações e comentários, tantas vezes sem fundamentos, é uma falta de respeito para com a maioria dos residentes em território nacional, e aqui podemos incluir os restantes jogadores da selecção, que, não obstante o seu desempenho recente, são virtualmente ignorados, remetidos para um plano secundário que o seu comportamento enquanto desportistas não pode ser merecido, dando prioridade a algo de secundário face ao que realmente determina a realidade nacional.

É impossível prever quanto tempo pode demorar esta autêntica novela, e por quanto irá prender a atenção das audiência de modo a justificar a actual distribuição do espaço noticioso, mas estamos convictos que quem promove esta forma de divulgar notícias não serve os interesses da generalidade da população, guiando-se por critérios que podem satisfazer minorias e, eventualmente, os próprios, por garantirem audiências razoáveis sem custos de produção elevados.

A expressão "Fátima, futebol e fado", os célebres 3F do antigo regime, sob diferentes formas, continua a proteger sucessivos governos, e mesmo a própria oposição, que, sem necessidade de qualquer esforço, vêm a atenção focar-se em questões secundárias, irrelevantes para o futuro do País, enquanto podem errar ou adoptar medidas penalizadores sem que sejam escrutinados, gerando um clima de irresponsabilização que permite gerir um País sem a necessária competência.

Com a cumplicidade de uma comunicação social conivente, cúmplice destes desmandos, que critica redes sociais e bloggers por não serem jornalistas, mas que, quando lhe convém, vai buscar o que há de pior naqueles que critica e condena, a comunicação social alimenta uma novela sem sentido, e com ela lucra, enquanto remete para segundo plano o que realmente interessa para o futuro do País, demonstrando, ainda hoje, que "bem prega S. Tomás".

quarta-feira, outubro 14, 2026

"O SIRESP não serve para nada" - 1ª parte

"O SIRESP não serve para nada", frase dita por Ricardo Carrilho, demitido recentemente do cargo de Secretário-Geral do Ministério de Administração Interna, ilustra a realidade do sistema de comunicações de emergência do Estado Português, uma estrutura que sorve, de forma ininterrupta, dinheiros públicos, sem que proporcione as funcionalidades que lhe são atribuidas.

Acresce à disfuncionalidade operacional, ainda segundo Ricardo Carrilho, uma falta de controle interno, gastos inexplicáveis, incluindo com os seus orgão dirigentes, que, aparentemente, nem estarão devidamente constituídos, do que resultam dúvidas fundadas quanto a uma rede de comunicações que tende a falhar quando mais é necessária.

Foram mencionadas as nomeações para cargos dirigentes, os ajustes directos, métodos de gestão, a relação com a NOS e a Motorola, e um sem número de situações, com graus de gravidade distintos, que podem ir desde a simples irregularidade ao crime, e que necessitam ser devidamente esclarecidos através de uma investigação efectuada por um orgão de polícia criminal, não podendo o Ministério Público deixar de ouvir quem fez denúncias tão graves e agir de acordo com o relatado.

Terá sido um pedido de pagamento de 26.000.000 de Euros por parte do SIRESP, sem justificação considerada válida, nem enquadramento orçamental, do que resultariam consequências para os envolvidos, entre estes para o Secretário-Geral do Ministério, mesmo que agindo por ordem directa do próprio Ministro, a ser a gota de água, fazendo transbordar um copo que se estaria a encher rapidamente.

terça-feira, outubro 13, 2026

Esteira de aquecimento para veículos - 1ª parte

Apesar de o Inverno em Portugal ser moderado, com temperaturas que, na maioria do território, não atingem valores negativos, as características do sistema de climatização de alguns veículos, seja pela idade, seja pela configuração ou exigências na condução, podem requerer equipamentos adicionais para que os ocupantes tenham um maior conforto.

As esteiras ou forros para os assentos com aquecimento são uma solução para este tipo de problema, existindo um bom número de modelos universais, alimentados a 12V, recorrendo à tomada de isqueiro presente na maioria do veículos, e que pode ser ajustada recorrendo a elásticos ou faixas de aperto, tornando a instalação e remoção muito simples e sem afectar o veículo nem impor alterações defenitivas.

O modelo que serve de exemplo tem dimensões de 1200 x 450 x 10 milímetros, é fabricado num tecido que imita a caxemira, disponível em negro, cinzento e castanho, e com uma versão base uma melhorada, que inclui suporte lombar e é compatível com veículos com Start-Stop, evitando consumos quando o motor está desligado.

Com uma potência entre os 30W e os 45W, e um aquecimento entre 30º e 45º, controlado por um comando remoto, muito prático, onde surge a temperatura da esteira, que após ligada, fica em pleno funcionamento, com a temperatura pretendida a ser atingida em perto de 2 minutos.