sexta-feira, maio 01, 2026

O blusão táctico G3 - 2ª parte

Estão presentes bolsos no peito, perto da cintura, e nos braços, junto aos ombros, estes fechados com velcro e com divisões internas, o que permite acomodar diversos objectos de forma separada, e sobre os quais se encontra fitas de velcro, destinadas a suportar insígnias, replicando uma configuração antiga, hoje substituida por paineis únicos de maiores dimensões.

A gola pode ser ajustada com velcro de modo a proteger o pescoço, mas não está presente um capuz, com ajustes igualmente em velcro nos punhos, cosidos em tecido, uma solução que é mais eficaz e durável do que o sistema em borracha usado nos TAD V4.0, e que vem confirmar a resistência deste blusão.

O fecho éclair está protegido por uma aba, que tem um botão de ajuste no topo, perto do pescoço, e a zona dos cotovelos, sempre uma das mais expostas, tem uma protecção adicional bastante espessa, uma característica importante em vestuário com especificações militares.

Este é um modelo que foi concebido há vários anos para uso militar, faltando a sofisticação dos modelos mais recentes, e mesmo algumas carateristicas hoje comuns, como um ajuste no bordo inferior ou na cintura, sendo ligeiramente mais comprido do que o habitual, numa tendência que, nos dias de hoje, é menos seguida, mas que continua a agradar a muitos, razão pela qual este G3 continua em fabrico anos após a sua concepção.

quinta-feira, abril 30, 2026

Ainda não há compensações um ano sobre o apagão de 2025 - 1ª parte

Um ano após o apagão de Abril de 2025, não obstante existirem dados consistentes que permitiram determinar a sequência de eventos na origem desta falha que afectou a Península Ibérica e parte de França, faltam detalhes e, sobretudo, a responsabilização dos causadores deste enorme prejuízo, que afectou empresas e particupares.

A Entidade Reguladora do Sector Eléctrico ainda não se pronunciou sobre o apagão, estabelecendo se esta foi uma situação excepcional, o que permitiria a quem esteve na origem do incidente escapar a responsabilidades, evitando o pagamento de compensações, colocando, também, sérios entraves aos pedidos de indemnizações que, de acordo com a legislação em vigor, terão de ser através da via judicial.

Sabendo-se as origens do apagão, que, segundo todos os dados, resultam de uma má gestão da rede e não de um fenómeno ou situação excepcional, apenas razões políticas podem estar a travar este processo que, facilmente, pode representar entre mil e dois mil milhões de Euros, entre compensações e indemnizações que, em última instância, teria de vir de Espanha, onde esteve a origem do incidente.

Sabendo-se que a rede eléctrica espanhola é gerida de forma política, subalternizando o componente técnico, e o que diria o próprio bom senso, um pedido de compensações e indemnizações desta monta a entidades do País vizinho é diplomaticamente complexo, podendo resultar numa série de incidentes que todos querem evitar, mesmo que sacrificando quem foi prejudicado pelo sucedido.

quarta-feira, abril 29, 2026

O blusão táctico G3 - 1ª parte

Temos acompanhado a evolução de alguns modelos de blusão, com múltiplos bolsos e ajustes, destinados a utilizações distintas, que podem ser civis ou militares, sendo óbvio que têm sido introduzidas diversas melhorias, sobretudo a nível dos tecidos utilizados e da subtituição de componentes, como, por exemplo, a troca de botões por velcro.

No entanto, modelos mais antigos continuam a ser vendidos, respondendo ao gosto de alguns interessados, mas também porque tendem a ser mais baratos e, muitas vezes, serem fabricados com tecidos mais simples, testados ao longo de décadas, e que, em muitos caso, são particularmente resistentes, com o blusão a ter uma longevidade conhecida e que pode superar modelos mais recentes.

O modelo G3 tem alguns anos, mantendo algumas características menos vistas em desenhos mais recentes, mas continua a ser o favorito de muitos utilizadores, sendo prático, muito resistente ao uso, confortável e podendo ser obtido por perto de uma trintena de Euros, incluindo IVA e portes, estando disponível nos tamanhos mais habituais, desde o S ao XXXL europeus, e em padrões camuflados e lisos.

Fabricado num tecido com 65% poliéster e 35% de algodão, bastante espesso, com boas costuras e um acabamento de qualidade bastante razoável, a primeira impressão que fica deste blusão é que foi feito para durar, resistindo a actividades mais exigentes e facilitando a respiração e transpiração, pelo que se torna razoavelmente confortável de vestir.

terça-feira, abril 28, 2026

Um "Verão terrível" - 3ª parte

Também temos conhecimento de comunicações fixas que apenas foram restauradas há poucos dias, concretamente na zona de Vila Nova de Foz Côa, havendo ainda diversas infraestruturas por reparar, o que significa que muitas vulnerabilidades subsistem, desconhecendo-se se as reparações efectuadas foram efectuadas de modo a prevenir, tanto quanto possível, falhas semelhantes às ocorridas em Março ou se, pela pressa, existem riscos acrescidos de falha.

Enquanto se fala de novas medidas regulatórias, seja em termos gerais, seja específicas para áreas atingidas por catástrofes, o facto é que muito continua por fazer e, não obstante as dificuldades perante as dimensões da tarefa de reconstrução, foi feito menos do que era possível e, sobretudo, foram descuradas vertentes essenciais, algumas das quais podem potenciar novas tragédias ou comprometer o socorro.

Será de esperar que nem tudo fique reparado até aos meses com maior calor, incluindo-se aqui vias rodoviárias e sistemas de comunicação, entre estes o SIRESP, que continua a apresentar falhas e condicionamentos, sendo certo que uma solução só será eficaz com aposta séria na prevenção, não havendo meios de combate que possam suprir as falhas estruturais que se verificam.

Nesta conjuntura, será de fazer um esforço antes que o tempo quente, que tipicamente surge em Junho e com maior incidência nos meses seguintes, incidindo na transitabilidade e em faixas de contenção, eventualmente promovendo a queima de algum combustível, de modo a antecipar o que sabemos poder ser um Verão realmente terrível e que pode acrescentar uma nova tragédia a todas as que já se registaram no presente ano.

segunda-feira, abril 27, 2026

Buy Me a Coffee


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Blusão G8 - 3ª parte

Em termos de cores lisas, está apena presente o negro, com opções camufladas que incluem o comum CP, Python verde e cinzento e ACU, com os tamanhos a serem os habituais, desde o S ao XXXL, com dimensões muito semelhantes aos ocidentais, sendo fornecida, igualmente, uma tabela de dimensões que deve ser consultada antes de qualquer escolha.

Apesar de algo volumoso, este blusão não dificulta os movimentos, sendo leve e confortável, com ajustes fáceis, protegendo bem contra o frio, o vento e a chuva, com o forro interior, muito macio, a revelar-se agradável ao toque, proporcionando um bom nível de conforto, mesmo durante uma utilização prolongada, desde que, naturalmente, com as temperaturas para as quais o blusão foi concebido.

Como contras, temos um número de bolsos inferior ao habitual, e ao que consideramos adequado, um formato dos punhos que em nada beneficia a praticabilidade, o capuz com um sistema de ajuste algo complexo, a falta de superfícies de velcro e a sua substituição no peito por um sistema anacrónico, que duvidamos alguém venha a utilizar.

O preço, incluindo IVA e portes, com perto de uma semana de paazo de entrega, fica pouco acima dos 40 Euros, um valor que parece ser padrão nos dias de hoje para este tipo de vestuário, sendo certo que, excluindo testes de longevidade, que só podem ser efectuados no longo prazo, nos parece um preço justo para uma peça de vestuário de boa qualidade, bastante versátil, mas que não é a melhor opção da sua classe.

domingo, abril 26, 2026

Um "Verão terrível" - 2ª parte

Temos que reconhecer que seria impossível proceder à limpeza de áreas tão extensas, mas teria sido possível proceder à remoção do combustível que jaz no solo em faixas que ajudassem a conter as chamas, fazendo uma espécie de quadriculado que limitasse a propagação dos incêndios, confinando-o a uma área onde, uma vez consumido o combustível existente, se extinguisse.

Mesmo com limitação de meios, e face ao pouco tempo para implementar medidas mais abrangentes, a possibilidade de haver uma concentração de recursos num conjunto de acções com maior impacto teria um efeito positivo, podendo controlar a propagação das chamas, facilitando assim o combate aos fogos no Verão que se aproxima.

Por outro lado, é incompreensível que ainda existam vias cortadas ou condicionadas, sabendo-se que sem vias adequadas é impossível aceder atempadamente aos locais onde sejam detectadas ocorrências, para além de colocar em risco os operacionais, com menos possibilidades de escolher uma via alternativa em caso de necessidade.

É inaceitável que algumas estradas nacionais, para além das municipais, estejam cortadas, sabendo-se que estas vias são essenciais para uma intervenção rápida, isto para além dos prejuizos resultantes para as populações e para a actividade económica, fortemente penalizada nos concelhos mais atingidos pelo mau tempo e, em muitos casos, ainda à espera dos prometidos apoios

sábado, abril 25, 2026

Brigada de Trânsito vai ser reactivada - 4ª parte

Se tivermos em conta o actual efectivo da GNR, que se aproximam dos 23.000, entre os quais muitos de encontram em unidades especiais ou especializadas, atribuir novas funções a um milhar de militares, quase certamente provenientes de unidades menos diferenciadas, representaria um golpe duro na disponibilidade a nível territorial, já hoje carente de efectivos.

Assim, e nesta vertente, temos que nos interrogar como pretende a tutela e o comando da Guarda operacionalizar uma intenção que, parecendo louvável, implica dispor de mais efectivos, que terão que ser recrutados, o que, nos dias de hoje, não parece fácil, após o que terão que ser treinados e, finalmente, especializados nas suas novas funções de âmbito rodoviário.

Este é o País onde se querem fazer omeletas sem ovos, em que alguns acreditam que mudanças na legislação, alguma reorganização de meios e o recurso a novas tecnologias substitui os pesados investimentos estruturais necessários, começando no ensino da condução e terminando na revisão da rede viária, o que implica pensar a longo prazo, planeando para anos o que terá que ser uma completa mudança de paradigma.

Admitimos que o plano final seja mais coerente do que o somatório das medidas anunciadas, mas receamos que, mais uma vez, estejamos diante de boas intenções cuja implementação se prolonga, condicionada por meios escassos, inferiores aos anunciados, e com resultados que não correspondem as expectativas, sobretudo quando, daqui a anos, chegarem ao terreno e encontrarem uma realidade diferente, como a disseminação de veículos autónomos, mudando completamente o cenário actual.

sexta-feira, abril 24, 2026

Um "Verão terrível" - 1ª parte

O Governo, através do Ministério da Administação Interna, alertou para a possibilidade de um "Verão terrivel" a nível de fogos florestais, como consequência da grande massa de matéria combustível que jaz no solo, em grande parte como consequência do mau tempo, concretamente, como resultado dos ventos fortes que devastaram parte do Centro do País.

Foram inúmeras as árvores arrancadas pelos ventos fortes que, ainda hoje, permanecem nos solos, onde a madeira tem vindo a secar, e estará muito mais seca no Verão, pelo que existem extensas áreas cobertas de combustível, onde as chamas se podem propagar com enorme intensidade, tornando o seu controle quase impossível.

A legislação em vigor impõe prazos para limpezas dos terrenos rurais, mas, objectivamente, esta é uma situação de excepção, sendo óbvio que nem sequer existem os recursos, em termos de equipamentos, mão de obra e forma de escoamento de combustíveis que permitam concluir esta tarefa nas zonas onde a devastação resultante do mau tempo mais se fez sentir.

O apelo que é feito aos particulares, e a insistência no cumprimento da legislação em vigor, confronta-se com a escassez de meios e de mão de obra, contrastando com a falta de imposição do mesmo para os terrenos públicos, onde combustíveis se acumulam em enormes quantidades, sem que o Estado cumpra o legalmente disposto enquanto ameaça com coimas os particulares.

quinta-feira, abril 23, 2026

Brigada de Trânsito vai ser reactivada - 3ª parte

Estão em estudo algumas medidas novas, como a redução da velocidade dentro de localidades, falando-se de 30 quilómetros por hora, como forma de Portugal deixar a triste liderança de acidentes dentro de localidades, mas, mais uma vez, estamos diante de uma opção simplista, que não ataca causas estruturais, podendo, no limite, aumentar as receitas do Estado, sabendo-se que o número de incumprimentos será elevado.

Também desconhecemos se algumas medidas recentemente anunciadas, como o ensino da condução através de um tutor, e não de um sistema formal, que possa ser auditado, vão ser revertidas, já que um dos factores que mais contribui para a sinistralidade é o factor humano, seja por razões técnicas, seja pela própria atitude de muitos condutores, que demonstram não terem a responsabilidade para conduzir uma viatura.

Perante o conhecido, e admitimos que possam ser adoptadas novas medidas, não temos, realmente, nada de novo, sendo intuitivo que este retorno ao passado, com algumas diferenças resultantes da evolução tecnológica, não trará resultados melhores do que os verificados quando estavam em vigor, com a diferença a resultar da maior segurança dos veículos actuais e de melhorias na estrutura viária, o que é insuficiente para que se verifique uma redução substancial nos números da sinistralidade rodoviária.

No entando, algumas das medidas parecem inexequíveis no curto e médio prazo, não apenas pela complexidade técnica de algumas mudanças e implementações, como o recurso a inteligência artificial para agilizar processos de contra-ordenação, combatendo as prescrições, como a adequação penal, mantendo princípios de proporcionalidade previstos na lei, ou, sobretudo no aumento da fiscalização.