sábado, fevereiro 23, 2008

Capacetes com camaras - 2ª parte


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Sistema integrado e versão com GPS

Outra variação será a de efectuar uma transmissão sem fios para o veículo usado na intervenção, onde seria instalado um computador portátil, e daí seria feito o encaminhamento para um sistema central.

Com as câmaras e sistemas de áudio sem fios a atingir preços cada vez mais baixos, mesmo para os modelos mais sofisticados e miniaturizados, esta também é uma opção a ter em conta, sobretudo porque a existência de um computador portátil a bordo, que para além de comunicações suporta ainda sistemas de orientação, cartografia digital, acesso a bases de dados, entre outras possibilidades, deverá ser no futuro algo de comum.

Um sistema mais sofisticado pode permitir ser acoplado a um capacete, integrando áudio, vídeo e, eventualmente, um sistema de iluminação autónomo, com a capacidade de efectuar gravações locais, caso não haja possibilidade de transmissão, de modo a que, posteriormente, a informação possa ser descarregada para um computador e a intervenção venha a ser analisada e usada para fins pedagógicos.

Não estamos, como é óbvio, a propor a substituição de pessoal qualificado ou a proporcionar meios que permita o recurso a quem tenha uma menor preparação, mas tão somente a propor um sistema que auxilie quem se encontra no terreno e permita trabalhar em estreita colaboração com um serviço de rectaguarda que aumente a segurança e a qualidade da intervenção.

As novas tecnologias, cada vez mais acessíveis, permitem melhorar a eficácia do socorro, dar uma maior segurança às populações e aos próprios intervenientes nas missões, e ajudar na coordenação do esforço e na mais do que necessária avaliação dos resultados.

GrandCentral: chamadas e voicemail no Blogger


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Écran de recepção do GrandCentral

O GrandCentral é um serviço gratuito do Google, que permite receber chamadas telefónicas e colocar mensagens gravadas directamente num "blog".

Este serviço ainda se encontra em fase de Beta privada, mas os residentes nos Estados Unidos podem, desde já, inscrever-se, e será alargado a outros países, pelo que outros eventuais interessados podem, entretanto, pedir que sejam notificados quando tal acontecer.

Após adicionar o botão de chamada via Internet do GrandCentral no "blog", os leitores podem facilmente fazer ligações para o telefone da equipa responsável ou deixar comentários de voz na caixa de correio, sem que para tal tenham que conhecer qualquer número de telefone.

O sistema permite aceitar chamadas, enviá-las para o "voicemail" ou bloquear utilizadores e armazena as chamadas que se pretender pelo periodo desejado num dos servidores do Google, permitindo ainda colocá-las directamente no "blog".

Lembramos que o Google Talk permite conversação via Internet, pelo que a infraestrutura de voz está há muito montada, faltando, sobretudo, uma forma de integração transparente e aliciante no Blogger de modo a popularizar esta plataforma e a suplantar algumas alternativas cujo sucesso é bem conhecido.

Pensamos que será sobretudo a falta de popularidade do Google Talk quando comparado com outros sistema que terá estado na origem desta nova implementação que tem mais inovações a nível de "interface" com o utilizador do que no seu mecanismo interno.

Esta inovação é simples de implementar e de utilizar e as instrucções necessárias estão já disponíveis no "site" do Blogger, mas para os utilizadores portugueses, ainda será necessário esperar pela disponibilização do serviço.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Recordamos os detectores térmicos portáteis


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Detector térmico Life Saver

As dificuldades verificadas para encontrar os corpos de vítimas das últimas cheias na área de Lisboa, leva-nos a lembrar dois textos em que abordamos algumas características de detectores térmicos portáteis.

Sabemos que um detector térmico não substitui os meios de busca e salvamento utilizados, mas são uma ajuda preciosa, sobretudo em zonas de difícil acesso ou onde cursos de água, deslocamentos de terra ou outros obstáculos dificultem as buscas.

A existência de equipamentos que diminuam os riscos de missões de busca deve ser uma prioridade, com a sua existência a nível distrital, de forma a que sejam cedidos a quem deles necessita, sem que haja a necessidade de haver múltiplas aquisições destes detectores que, pela sua especificidade, têm um uso esporádico.

Recomendamos a leitura ou releitura dos textos que publicamos e que avaliem da possibilidade de obter um destes equipamentos ou de recomendar a sua aquisição por parte de um comando distrital ou nacional, de modo a que estes possam ser cedidos a quem deles necessite para missões de busca.

Perseverança: a história das duas formigas


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Uma formiga persistente e corajosa

Duas formigas, à procura de alimento, cairam numa chávena cujo fundo estava coberto de natas e imediatamente sentem que se estão a afogar.

Ambas tentaram nadar, mas, apesar do esforço, continuavam a ser arrastadas para o fundo, até que uma delas diz para a outra:

É impossível nadar aqui. Nem vale a pena tentar porque continuamos a afundar-nos.

Logo após, deixa de se debater e começa a afundar-se lentamente nas natas, mas a outra formiga decide continuar a lutar e esforça-se por agitar as patas de modo a voltar à superficie e poder continuar a respirar.

Várias vezes se começa sente-se a afundar, mas redobra os esforços e lá volta a recuperar, apesar de as forças começam a faltar e a tentação de se resignar e desistir aumentar a cada momento.

Mas, subitamente, a formiga apercebe-se de que já não se está a afundar e que flutua sobre uma substancia suficientemente consistente para aguentar o seu peso e conseguir caminhar sobre ela.

Com todo o esforço que fizera para se manter à tona, a formiga lutadora engrossara as natas o suficiente para que esta suportasse o seu peso e agora ambas podiam, com algum esforço, caminhar até à beira da chávena e libertar-se desta armadilha.


Este texto é baseado numa antiga história de perseverança e de coragem, cuja origem e autor desconhecemos, mas que, pela sua mensagem, não quisemos deixar de publicar, com uma pequena alteração porque gostamos de finais felizes, esperando que a todos dê um pouco de força e de ânimo para enfrentar as dificuldades da vida.

Mesmo nos momentos mais difíceis, quando tudo já parece perdido, há sempre que fazer mais um esforço, dar mais um passo, nunca virar as costa à luta e, sobretudo, continuar a acreditar que depois da tempestade vem a bonança, a paz e a felicidade.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Intel vai investir no WiMax


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Esquema de funcionamento do WiMax

A Intel vai investir dois biliões de dólares, perto de 1.400.000.000 de euros, na tecnologia sem fios WiMax em conjunto com as operadoras móveis norte-americanas Sprint e Clearwire.

Esta parceria tem, por um lado, o objectivo de cobrir todo o território americano, sendo que a Intel quer ter um papel preponderante na nova infraestructura de rede que será, previsivelmente, a tecnologia de futuro da banda larga móvel.

Há muito que a Intel aposta na investigação a nível do WiMax, não apenas como forma de substituir os actuais acessos móveis, mas também para substituir os sistemas fixos baseados em sistemas de cablagem.

O apoio da Sprint, a maior operadora americana a apoiar o WiMax, é essencial para obter a massa crítica necessária para que esta tecnlogia seja disponibilizada a um número de utilizadores que permita criar um novo standard, em oposição a outras empresas que são adeptas do Long-Term Evolution (LTE).

Conforme já mencionamos em textos anteriores, parece-nos que o WiMax, será a tecnologia mais interessante e a que permitirá, no futuro, um acesso mais universal, não apenas em centros urbanos, mas também em espaços rurais, onde o alcance deste protocolo permite uma cobertura mais eficaz.

Muitos dos projectos e soluções que temos vindo a propor baseiam-se em comunicações móveis de alta velocidade baseadas em IP, essenciais para sistemas de orientação interactivos, como o Google Earth instalado em viaturas ou sistemas móveis de video-conferência, pelo que a evolução do WiMax continuará a ser seguida com a maior atenção.

Capacetes com camaras - 1ª parte


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Câmara montada num capacete tipo Protec

O projecto de usar uma câmara de vídeo montada num capacete, com capacidade de transmitir imagem e de efectuar comunicações áudio não é novo e já foi desenvolvido para aplicações militares, como o "Land Warrior" de origem americana e que integra um conjunto de facilidades que o tornam economicamente incompatível com o uso civil.

Este sistema permite a um responsável numa sala de operações obter uma visão semelhante à de cada elemento no campo, enquanto pode receber informação áudio e dar instruções, contribuindo assim para que exista uma visão de conjunto e uma maior capacidade de coordenação.

Com os actuais meios informáticos, a que se adicionam comunicações móveis cada vez mais rápidas, com a cobertura de telemóveis de 3ª geração a abranger grande parte do País, torna-se cada vez mais fácil conceber sistemas capazes de serem utilizados no apoio a diversas missões, como, por exemplo no socorro ou na emergência pré-hospitalar.

Um dos processos mais simples é, pura e simplesmente, adaptar um telemóvel de 3ª geração a um suporte adequado, de modo a estar virado na mesma direcção do portador e adicionar um simples sistema de audio "bluetooth", capaz de proporcionar uma certa liberdade, mas terá o inconveniente da fragilidade inerente a este tipo de equipamento.

Do outro lado, um "software" como o Web Videochamada da Vodafone permite receber e transmitir as imagens e o som num computador, com um écran que proporcione uma imagem visível impossível de obter no écran de um telemóvel, pelo que um operador qualificado pode ir dando instruções e auxiliando remotamente quem se encontra no terreno.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Placa PCI de 5 portas USB de alta velocidade


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Placa PCI de 5 portas USB de alta velocidade

Com o número de periféricos com ligação USB de alta velocidade, muitos computadores vêm os conectores rapidamente ocupados, a que acresce o problema de, nos modelos mais antigos, não suportarem o protocolo USB 2.0.

Se atentarmos ao facto de as ligações de alta velocidade atingirem os 480 Mbps, contra apenas 12 de uma ligação "standard", percebe-se a vantagem de usar uma placa com portas USB 2.0 como substituição de outras mais lentas, sendo que estas placas são automaticamente reconhecidas por sistemas operativos da família Windows como o XP ou o Vista e mesmo os mais antigos Windows 2000, ME ou 98 SE.

Como solução, existe a possibilidade de instalar ou um "hub" ou uma placa PCI com portas USB de alta velocidade, na qual se podem ligar desde "webcams" até "scanners", passando por impressoras ou outros periféricos que usam elevados débitos de informação ou de fluxo de dados.

A placa PCI de 5 portas USB de alta velocidade, das quais 4 são externas e a outra interna, que hoje apresentamos custa menos de 8 euros, sendo de instalação extremamente fácil, dado que é reconhecida pelo equipamento e pelo próprio sistema operativo, não necessitando de intervenção por parte do utilizador.

Não há avaliação da actuação do INEM


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Ambulância do INEM num acidente

Apesar de haver melhorias na assitência pré-hospitalar, quando avaliada isoladamente e sem ter em conta o encerremento de unidades de saúde e o subsquente tempo de intervenção, continua a não haver critérios de avaliação objectivos que permitam a recolha de um conjunto de dados essenciais ao planeamento.

Mesmo em termos de legislação, não existe a imposição de um tempo máximo para que seja prestado socorro às vítimas, nem critérios que orientem o planeamento e a localização dos meios de acordo com uma avaliação em termos qualitativos que devia ser realizado por uma entidade de supervisão externa.

Efectivamente, nem o ministério da Saúde, nem o próprio Instituto Nacional de Emergência Médica têm dados estatísticos relativos aos tempos de intervenção por meio activado, velocidades médias, e tantos outros necessários a um planeamento que aumenta de complexidade à medida que as distâncias aumentam em consequência do encerramento de urgências sem que existam alternativas.

Mesmo o processo decisional a nível do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) pode ser comprometido pela falta de informação actualmente disponível, que dificulta a determinação do meio adequado melhor posicionado de acordo com um conjunto de variáveis que podem incluir desde as condições climáticas ao estado das vias, passando pela necessidade de manter uma visão de conjunto que não crie novas vulnerabilidades caso surja outro pedido urgente.

A instalação de um sistema de referenciação geográfica, capaz de efectuar o seguimento dos veículos em movimento bem como de dar informação relativamente aos meios accionáveis, seria um contributo importante e, com as tecnlogias actuais, relativamente fácil de implementar, permitindo a visualização dos meios sobre um mapa digital disponibilizado, por exemplo, pelo Google Earth.

É essencial dotar o INEM dos meios de coordenação e controle, bem como das ferramentas informáticas, que permitam uma melhor capacidade de planeamento e de resposta e estabelecer um conjunto de critérios de avaliação capazes de aferir da evolução do serviço prestado, assinalar eventuais erros e apontar para soluções.

Sem uma avaliação objectiva, é impossível melhorar de forma racional e planeada o serviço prestado, caindo-se em medidas casuísticas, em experimentações perigosas e, sobretudo, em falhas graves, que tendem a ser pagas com a perda de vidas humanas.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Lanterna de xenon com baterias CR123


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Lanterna de xenon com baterias CR123

A selecção de uma lanterna de bolso obedece a diferentes critérios, conforme as necessidades específicas de cada utilizador, pelo que convirá examinar e testar diversos modelos antes de tomar uma decisão.

Este lanterna de xenon fornece um foco de grande visibilidade, podendo, em condições ideais, ser vista a uma distância superior a um quilómetro e pode ser operada sem problemas em dias de chuva.

Com construção em alumínio e dimensões de perto de 12.5 cm de comprimento e quase 3 de diametro, aloja no seu interior duas pilhas CR123, incluidas, que lhe dão uma autonomia aproximada de duas horas e meia de uso contínuo.

A lanterna é operada rodando a sua base, ficando assim a luz fixa, ou premindo a base, de modo a que fique temporariamente ligada enquanto seja exercida pressão.

Um dos atractivos foi a dimensão reduzida, que permite ser transportada num bolso, que consideramos mais prático do que o coldre incluido, sendo adequada aos blusões de alta visibilidade da Yoko, que possuem um bolso externo com 12 cm.

Este modelo pode ser obtido através do EBay ou da loja do vendedor na Internet, onde o preço é mais baixo e se cifra nos 6 euros, já com portes para Portugal, sendo uma alternativa interessante e económica face a muitas lanternas à venda entre nós.

Lisboa e Vale do Tejo: cheias num país sem ordenamento


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Cheias no Vale do Tejo há quarenta anos

Não é todos os anos que se verificam cheias com a gravidade da situação ontem vivida em Lisboa e no Vale do Tejo, mas o facto de estas se repetirem, por vezes com perda de vidas humanas, merecia que as autoridades competentes adoptassem um conjunto de medidas que tarda.

O conceito de protecção civil evoluiu nos últimos anos, por força das circunstâncias e de um certo laxismo, para o combate aos incêndios florestais que, dada a sua periodicidade anual, assumiram contornos de tragédia nacional, do que resultou o esquecimento de um conjunto de perigos que derivam da combinação de causas naturais com a acção humana.

As cheias e inundações, que se repetem anualmente mas têm um efeito destruidor e psicológico muito inferior ao dos incêndios, são potenciadas por factores climáticos, como a combinação de chuvas fortes e marés, mas também são o resultado de um mau planeamento e de um ordenamento do territótrio que deixa muito a desejar.

Poucas são as câmaras municipais que, podendo lucrar com a atribuição de licenças de construção, se recusem a concedê-las com base em estudos que indicam ser o local pretendido um leito de cheia ou uma linha de água, do que resultará, inevitavelmente, uma inundação e um perigo para os habitantes.


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As cheias em Lisboa e Vale do Tejo (foto Lusa)

Também será difícil de recordar planos devidamente elaborados, que tenham em conta as cartas de risco, e que vedem a possibilidade de construção em locais onde passem linhas de água ou lençois friáticos, que ao serem desviados irão provocar danos de consequências imprevisíveis e locais cuja determinação é extremamente difícil.

Em diversas áreas, a erosão potenciada pelos incêndios florestais e pela ausência de reflorestação, tem agravado uma situação para a qual as alterações climáticas, cada vez mais evidentes, têm contribuido, resultando em inundações onde tal nunca se verificara no passado.

Provavelmente que não voltaremos a assistir a situações semelhantes às ocorridas há quarenta anos, mas tal não será devido a um melhor planeamento e ordenamento do território, mas porque os meios de socorro melhoraram e os sistemas de alerta são infinitamente mais eficazes, podendo prevenir populações inteiras de forma quase imediata, mas, no que diz respeito a medidas de fundo, pouco ou nada se evoluiu nestes anos.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Vodafone testa Internet móvel mais rápida


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Um Samsung SGHI 560 com suporte para HSPA

A Vodafone vai iniciar testes de HSPA+ ou High-Speed Packet Access Evolution, uma evolução do protocolo actual que visa alcançar uma uma maior velocidade na transmissão de dados via rede de telemóvel.

Este processo é dispendioso, pois envolve a multiplexagem de transmissões paralelas efectuadas através de diversos canais, mas tem a vantagem de recorrer a muitos dos equipamentos de rede instalados, dado que os sistemas de transmissão individual podem ser aproveitados.

Desta forma, será aproveitada a maioria da infraestrutura, com melhoramentos sobretudo a nível de encaminhamento da informação, sendo que as principais alterações serão a nível dos equipamentos receptores, que necessitam de receber dados através de diversos canais e de a consolidar.

Empresas com a Ericsson, Huawei e Qualcomm estão a desenvolver telemóveis com múltiplas antenas, capazes de receber diversos fluxos simultâneos usando HSPA, que darão origem a um único canal, de velocidade muito mais elevada.

Estamos ainda distantes de ver o novo HSPA+ em uso, mas este é um dos caminhos possíveis no aumento de velocidade em dispositivos móveis e aquele que melhor aproveita tecnologia existente, mas a nossa preferência vai no sentido do WiMax e de comunicações baseadas em IP.

Alternativa para reforço de médicos no INEM


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Ambulância do INEM ainda sem médico

Temos relatado diversas questões que se prendem com a falta de meios de socorro com médicos a bordo e as consequências que esta condicionante tem na intervenção do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Para além de uma solução óbvia que consiste em contratar o número de médicos necessário para o reforço das equipas, dotando as ambulâncias e os futuros helicópteros de suporte imediato de vida (SIV) com pessoal médico, convém explorar alternativas que permitam uma contenção de custos inerentes ao aumento do número de clínicos ao serviço do INEM.

A possibilidade de estabelecer acordos com médicos residentes nesses locais que, no horário acordado, de forma a poder conciliar a actividade de socorro com a prática clínica, permitiria reforçar os meios de intervenção.

Este tipo de acordo, que pode assumir diversas formas contratuais, desde uma simple avença a um contrato de prestação de serviços, permitiria a existência de alternativas em locais remotos e de difícil acesso, onde uma viatura médica de emergência e reanimação demoraria a chegar, permitindo um socorro medicalizado com maior rapidez.

Caberia ao INEM fornecer os "kits" necessários aos médicos com os quais fosse estabelecido um acordo, podendo, inclusivé, ser feito depósito num quartel de bombeiros ou num posto policial local de equipamentos que, pelo seu custo ou características, não pudessem ser entregues a nível individual, cabendo ao depositante entregá-lo no local onde este fosse necessário sempre que solicitado e acordo com o protocolo estabelecido.

Pode-se, inclusivé, incluir na contratualização processos de formação, factores de progressão na carreira ou outros atractivos não pecuniários que, desta forma, permitam uma contenção de custos enquanto reforçam a capacidade de socorro em situações onde a presença de um médico é necessária.

A ideia que defendemos para o INEM é a de uma estrutura flexível e bem coordenada, com o recurso a elementos externos que, ao abrigo de contratos ou acordos de prestação de serviço, reforcem os meios actuais, dotando-as de uma mais valia técnica capaz de socorrer vítimas em locais remotos e onde meios mais convencionais tenham dificuldade em aceder em tempo útil.

domingo, fevereiro 17, 2008

Portugal está "preparado para combater" os fogos


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Um incêndio em fase de extinção

O ministro da Administração Interna (MAI), Rui Pereira, garantiu que Portugal está "preparado para combater" os fogos florestais que ocorram durante este ano

Para o titular do MAI a coordenação de meios na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) tem melhorado, existindo "uma boa cooperação entre todos os agentes de Protecção Civil".

Segundo o ministro, a disponibilidade de 56 aeronaves, entre helicópteros e aviões, e de 9.500 efectivos é garantia de uma adequada preparação para combater os incêndios florestais.

Rui Pereira fez estas delarações no termo de uma visita ao Centro de Estudos e ao Laboratório sobre Incêndios Florestais, sedeado na Lousã, dirigido pelo professor Domingos Xavier Viegas da Universidade de Coimbra (UC), que lembrou a existência de mais de uma vintena de aviões pesados na Grécia os quais não conseguiram evitar a tragédia que se viveu no Verão passado.

Na altura, foi assinado um protocolo de colaboração entre a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), uma unidade de investigação com autonomia no seio da UC presidida pelo professor Xavier Viegas, e a ANPC, representada pelo seu presidente, general Arnaldo Cruz.

É, efectivamente, uma realidade e uma evidência que perante um conjunto de circunstâncias e de factores, como os que se verificaram na Grécia, o número de meios e de efectivos é sempre insuficiente quando não houve um trabalho prévio em termos de prevenção e de ordenamento do território.

Sabemos que a coordenação e a primeira intervenção tem vindo a melhorar, mas será ainda mais decisivo o facto de muitas das áreas devastadas pelas chamas em anos anteriores constituirem barreiras naturais, capazes de, em conjunto com outros obstáculos, conter o avanço das chamas, compartimentando-as e evitando muitos incêndios de grandes dimensões.

Considerar que um conjunto de recursos, mesmo que aparentemente adequados, podem compensar a falta de investimento no planeamento e no ordenamento do território, a cada vez maior desertificação do Interior ou as cada vez mais evidentes alterações climáticas, corresponde a assumir um risco que vai depender de um conjunto de factores que, efectivamente, ninguém controla, pelo que tanto podemos ter a sorte do ano passado, como passar por uma situação semelhante à que os gregos experimentaram na mesma altura.

A problemática dos incêndios florestais não pode continuar a ser encarada de forma sectorial ou parelar, mas numa perspectiva integrada e abarangente, que não se restrinja a um mero esforço de combate, mas, sobretudo, a criar condições para que uma luta desigual onde há sempre perdas e prejuizos não venha sequer a ocorrer.