Em vídeos disponíveis, é possível ver que existe solidariedade e espírito de entre-ajuda, com diversos veículos, equipados com guinchos, a prender o veículo imobilizado no meio do rio, eventualmente para o poder remover, mas, mesmo que tal fosse impossível face às condições existentes, evitando que este fosse arrastado, do que teria resultado um muito maior risco para os ocupantes.
No entanto, o que vai transparecer para o grande público, e é nisso que a informação se foca, é no incidente enquanto atitude de risco, nos perigos envolvidos, no facto de haver crianças em perigo e, em geral, numa falta de cultura de risco que é bem patente na sociedade portuguesa, facilmente verificável nos mais diversas áreas de actividade e que abrange o próprio Estado e organismos públicos.
Esta atitude perante o risco é endémica, atravessa todo a sociedade e necessita de ser combatida, o que implica começar a nível dos mais novos, com programas específicos durante os primeiros anos de ensino, integrados num quadro mais vasto, onde as várias vertentes da cidadania sejam devidamente exploradas, preparando os mais jovens para enfrentar uma série de questões práticas com as quais se irão deparar no futuro.
O nosso apelo é sempre no sentido de que todos os praticantes de todo o terreno cumpram escrupulosamente a legislação em vigor e observem todos os procedimentos de segurança, evitando correr riscos, sabendo que este tipo de incidente, que tende a ser amplamente noticiado, tem impacto na prática do todo o terreno, podendo resultar em novas restrições, que irão afectar também quem age de forma prudente e ponderada.
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