sábado, fevereiro 07, 2026

Velhas soluções para um novo normal climático - 1ª parte

Ao longo destes dias, o País deparou-se com uma situação inédita, surpreendido por uma sequência de eventos naturais de grande intensidade, começando pelos ventos fortes, com rajadas a ultrapassar os 200 km/h, destruindo muito à sua passsagem, e passando às chuvas persistentes das quais resultaram cheias em boa parte do território nacional.

Apesar os avisos meteorológicos, e quase todos recebemos um alerta, via SMS, por parte da Protecção Civil, parece que a gravidade da situação que se anunciava foi minimizada, seja pelo conteúdo da mensagem, muito idêntica à de previsões de menor gravidade, seja porque, à posteriori, a devastação causada era quase inacreditável, com as próprias autoridades a demorar a perceber a extensão dos danos.

Se a resposta local foi rápida, através das corporações de bombeiros, entidades policiais e de um vasto conjunto de voluntários, o Estado agiu com maior lentidão, inicialmente incapaz de assimilar a gravidade do sucedido, e, seguidamente, aparentando não existirem planos de resposta para uma devastação desta dimensão, dando a entender que, de início, reinou o improviso, sem uma coordenação centralizada efectiva.

Infelizmente, este tipo de fenómeno natural não é evitável, é impossível lutar contra este tipo situação extrema, mas pode-se preparar o cenário, de modo a minimizar os impactos e desenvolver planos adequados, a nível de prevenção e das acções mitigadoras, corrigindo muitos dos erros que potenciam as consequências e colocam em perigo as populações e os seus bens.

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