A falta de ordenamento do território, sendo patente a inexistência de uma visão estratégica, de conjunto, que tem vindo a transformar um País, já de sí algo estreito, numa muito mais estreita faixa junto do Litoral, onde se acumulam residentes e respectivas habitações, bem como as instalações necessárias às várias actividades, aumenta exponencialmente a vulnerabilidade estas zonas, desprotegidas contra eventos extremos.
Durante anos, temos comentado esta questão, sobretudo na perspectiva dos incêndios florestais, que assolam o País a cada Verão, sendo objectivo que a desestruturação do território nacional, com a desertificação do Interior, a fuga contínua de residentes para o Litoral e sua ocupação cada vez mais intensiva, tem consequências graves em toda a extensão do território.
Se no Interior, onde a população envelhece e escasseia, os problemas são óbvios, e a incapacidade para responder a situações extremas resulta da incapacidade dos residentes para os enfrentar, facto patente quando ocorrem incêndios, no Litoral, cada vez maios populoso e ocupado, surgem outro tipo de vulnerabilidades, em parte como resultado desta ocupação excessiva.
A necessidade de novos espaços residenciais, e de todas as restantes estruturas urbanas, implica a destruição de áreas rurais e a sucessiva impermeabilização dos solos, perdendo-se barreiras naturais de contenção contra fenómenos naturais e aumentando a vulnerabilidade do edificado, sobretudo quando construído em zonas baixas ou, no limite, em leitos de cheias, situação cada vez mais comum quando o espaço escasseia.
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