Naturalmente, um prazo de 10 anos é completamente absurdo, tendo em conta os problemas da rede actual e a rápida evolução tecnológica na área das comunicações, do que decorre que, quando terminado o processo, teremos, novamente, um sistema obsoleto e disfuncional face ao que de mais recente existirá então a nível tecnológico, pelo que Portugal continuará com comunicações melhores mas, mais uma vez, ultrapassado.
Existe ainda a questão orçamental, desconhecendo-se qual o valor final desta transição, sem incluir os prejuizos resultantes do mau desempenho do actual SIRESP, mas sabendo-se, quer pelas verbas gastas no actual SIRESP, quer pelo constante derrapar dos orçamentos, do que resulta um aumento muito substancial do preço face ao orçamentado sem, tantas vezes, alcançar o desempenho prometido, o que obriga a novos investimentos.
Há muito que somos favoráveis à instalação de uma infraestrutura diferente, baseada numa solução comercial actualmente disponível e testada, que permita recorrer a constelações de satélites, como complemento e, caso necessário, substituição de redes terrestres, e capazes de suportar implementações de segurança e equipamentos terminais sofisticados, mas de uso comum.
Todos conhecemos a Starlink, que permite comunicações via satélite e tem demonstrado a sua valia na Ucrânia, mas, naturalmente, existem alternativas que devem ser equacionadas, e que podem complementar uma rede terrestre, com receptores de satélite nos vários nós da rede, que serão usados quando a ligação principal falhar, ou como reforço desta, em caso de necessidade.
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