Desde há muito que criticamos a demora na elaboração e disponibilização dos relatórios elaborados na sequência de eventos com impacto na sociedade e na vida do País, incluindo-se aqui os que resultam de acidentes, incidentes diversos ou mesmo decisões políticas ou administrativas com consequências graves, por tal ser um padrão generalizado em todas as áreas de actividade.
É de notar que sempre que surge uma situação considerada grave, e podemos aqui ir desde incêndios de maiores dimensões ao apagão de Abril, passando por acidentes trágicos, como o do elevador da Glória, são prometidos relatórios, essenciais para fins judiciais, indemnizatórios e correcção de erros, que, quase inevitavelmente, demoram vários anos a serem finalizados.
Tipicamente, é entregue uma versão preliminar, que, essencialmente, descreve os factos de forma sumária, mas que não faz a investigação retrospectiva necessária para o apuramento de causas e de responsabilidades, remetidas para a versão final, cujo prazo é estimado, por defeito, nunca sendo efectivamente cumprido, podendo a entrega do documento final ser sucessivamente adiada por diversos anos.
Uma das razões é a falta de meios dos organismos inspectivos, algo que parece ser intecional, destinado a atrasar, tanto quanto possível, a conclusão da entrega de relatórios, podendo, inclusivé, comprometer a qualidade e fiabilidade dos mesmos, sobretudo quando os prazos são de tal forma longos que podem ter impacto nos processos judiciais que envolvem os eventos originários.
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