sábado, abril 25, 2026

Brigada de Trânsito vai ser reactivada - 4ª parte

Se tivermos em conta o actual efectivo da GNR, que se aproximam dos 23.000, entre os quais muitos de encontram em unidades especiais ou especializadas, atribuir novas funções a um milhar de militares, quase certamente provenientes de unidades menos diferenciadas, representaria um golpe duro na disponibilidade a nível territorial, já hoje carente de efectivos.

Assim, e nesta vertente, temos que nos interrogar como pretende a tutela e o comando da Guarda operacionalizar uma intenção que, parecendo louvável, implica dispor de mais efectivos, que terão que ser recrutados, o que, nos dias de hoje, não parece fácil, após o que terão que ser treinados e, finalmente, especializados nas suas novas funções de âmbito rodoviário.

Este é o País onde se querem fazer omeletas sem ovos, em que alguns acreditam que mudanças na legislação, alguma reorganização de meios e o recurso a novas tecnologias substitui os pesados investimentos estruturais necessários, começando no ensino da condução e terminando na revisão da rede viária, o que implica pensar a longo prazo, planeando para anos o que terá que ser uma completa mudança de paradigma.

Admitimos que o plano final seja mais coerente do que o somatório das medidas anunciadas, mas receamos que, mais uma vez, estejamos diante de boas intenções cuja implementação se prolonga, condicionada por meios escassos, inferiores aos anunciados, e com resultados que não correspondem as expectativas, sobretudo quando, daqui a anos, chegarem ao terreno e encontrarem uma realidade diferente, como a disseminação de veículos autónomos, mudando completamente o cenário actual.

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