O número de acidentes e de vítimas mortais resultantes durante o período da Páscoa, que excede em muito o de anos anteriores, para além de ser de lamentar, é francamente preocupante, sendo necessário apurar a que se deve esta situação, avaliando se estamos diante de um conjunto de factores confluentes e de coincidências ou se este é um problema mais estrutual.
Nesta altura, estamos a falar de uma vintena de mortos, e de mais de dois milhares e meio de acidentes, sendo que, se no primeiro caso bastaria a existência de um par de acidentes graves com múltiplas vítimas para uma alteração muito substancial, no total de acidentes, para números desta ordem, não podemos estar a falar de um conjunto de infelizes coincidências, mas de algo muito sério que é necessário analizar.
Podemos, naturalmente, intuir alguns factores confluentes, que serão, essencialmente conjunturais, mas que dificilmente podem ter um impacto tão substancial, pelo que será sempre de ir mais longe, seja analizando os factores conjunturais, como o clima ou danos em vias resultantes do mau tempo, seja estudando as causas mais profundas e que, consideramos, serem as únicas que podem implicar uma variação tão substancial no número de acidentes.
Tendo em conta o bom tempo, seguindo-se a um Inverno rigoroso, seria de prever que o volume de tráfego seria superior ao normal, mesmo tendo em conta as restrições resultantes do aumento do preço dos combustíveis, mas apenas um maior número de veículos nas vias de circulação, em condições atmosféricas muito favoráveis, não justifica, só por sí, o aumento do número de acidentes.
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