Para os estrangeiros, e um pouco para os visitantes, mesmo que nacionais, um alerta tem um efeito distinto, em primeiro lugar porque pode, pura e simplesmente, não ser recebido, tendo em conta o uso de telemóveis com um cartão SIM de um operador estrangeiro, mas também devido à barreira linguística, caso aplicável, e a um menor entendimento da situação real.
Um estrangeiro, que pode nem ter recebido ou entendido um alerta, e um não residente, assumindo que desconhece o terreno, sem um entendimento real da situação, tanto pode refugiar-se num local ou espaço não seguro, como pode fugir, de forma precipitada e sem um plano concreto, deslocando-se de acordo com a percepção dos riscos, tentando evitar locais que parecem mais perigosos, com a possibilidade de ir para onde o risco é maior.
Enquanto as populações locais conhecem rotas de fuga e locais seguros, os visitantes dificilmente se conseguem orientar num ambiente complexo, com fumo, calor extremo, vento e, obviamente, com um muito menor discernimento face ao óbvio risco que correm e à gravidade das consequências de um erro.
Todos nos lembramos das consequências de fugas pela rota errada, sendo a tragédia de Pedrogão exemplo de um erro na escolha de um caminho de fuga, ou de este ser apontado por uma entidade credível, sendo este um cenário que, com toda a probabilidade, pode ocorrer durante um fogo de grande intensidade, mesmo que não ocorrendo fenómenenos meteorológicos excepcionais.
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