segunda-feira, julho 06, 2026

Começou o "Verão terrivel" - 2ª parte

É de notar que esta não é uma zona desertificada, parcialmente abandonada, é uma área que inclui povoações importantes, estabelecimentos fabris, uma rede viária relevante e tudo o que estrutura um conjunto de concelhos em termos económicos, sendo que a sua devastação pode ter efeitos similares aos ocorridos nos incêndios de Outubro de 2017.

Tendo conhecimento antecipado de um cenário que, com toda a probabilidade, iria concretizar-se, dando origem a um elevado número de ocorrências, temos que nos interrogar se o Governo adoptou as medidas preventivas adequadas, não apenas em termos de prevenção e de meios disponíveis, mas também na elaboração de uma estratégia mobilizadora, que, com a antecedência possível, minimize o risco de ocorrências, tornando o País e as populações mais resilientes.

Parece-nos que, apesar das dificuldades, o esforço de limpeza ficou aquém das possibilidades, que não houve uma real aposta na resiliência das populações, conferindo-lhes os meios, inclusivé financeiros, para melhore se protegerem, seja pela aquisição de equipamentos, seja pela contratualização de serviços, como as de limpeza dos terrenos circundantes das habitaçõe e povoações, mas também numa maior disponibilidade de meios e de logística.

A própria comunicação com as populações parece-nos ineficaz, com alertas repetitivos, que incluem conselhos vagos, ou incluem ligações para páginas complexas, onde a informação está pouco acessível e, por vezes, em formatos de consulta difícil para dispositivos móveis, do que resulta os avisos enviados serem, em muitos casos, simplesmente ignorados.

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