segunda-feira, junho 08, 2009

Eleições: em vez de motivar, obrigar - 1ª parte


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O desacreditado parlamento português

A sugestão, que tememos um dia poder vir a ser posta em prática, de tornar o voto obrigatório, não deixa de ser preocupante pela manifesta inversão de valores que encerra e mesmo a inevitável diminuição da abstenção pode resultar de forma perversa, com votos de protesto que se traduzirão no apoio a partidos marginais ou em votos brancos e nulos.

Legislação semelhante existe em diversos países, podendo abranger todos ou apenas alguns actos eleitorais, facto que, nitidamente, permite a alguns imaginar que esta será a solução para um problema que mina a democracia, esquecendo ou ignorando os efeitos colaterias que podem resultar desta possível imposição.

Não pomos em causa o dever de votar, como parte essencial da participação cívica na determinação do destino nacional e lamentamos o abstencionismo quando este deriva de motivos fúteis, do comodismo e do desinteresse, mas entedemos que encerra em sí próprio uma mensagem e que muitos o farão de forma consciente e de acordo com uma reflexão aprofundada.

Em vez de motivar o voto através da sua acção, que estimule a participação popular, surge como opção torná-lo meramente obrigatório, ultrapassando a descrença de uma população que manifestamente não confia nos seus dirigentes, através de uma mera medida administrativa que, podendo compor um pouco a imagem internacional do País, revela uma óbvia falta de consideração pelos eleitores e responsabilidade perante os próprios deveres.

6º suicídio na GNR este ano - 3ª parte


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Militar da GNR numa operação-stop

Para além de ser necessário uma sensibilização de todos os elementos ao serviço da Guarda, seja para reconhecer sinais dos camaradas mais próximo, seja a nível de ferramentas de auto-avaliação, é da maior importância que sejam recolhidos os dados adequados de forma a serem devidamente consolidados e estudados por especialistas.

No âmbito de uma instituição com o cariz militar da Guarda, o procedimento terá que ser não apenas reservado, assegurando confidencialidade e garantindo que aqueles que sejam assinalados não serão prejudicados em termos de carreira, sem o que só muito dificilmente haverá a transparência para que não surjam situações de ocultação, perigosas para os próprios e para a população em geral.

Será neste ambito que ferramentas de auto-avaliação e uma formação adequada no sentido de reconhecer sinais de alerta são absolutamente essenciais na detecção, seguindo-se um encaminhamento que, igualmente, deverá observar regras de reserva que só são possíveis com recursos a avaliadores e teraupeutas externos.

Basear um sistema numa estrutura interna, onde haverá sempre suspeitas, mesmo que infundadas que dados confidenciais poderão ser passados aos comandos, irá sempre dificultar os contactos por parte de quem necessita de ajuda ou conhece quem dela careça por temor de que a carreira do militar em causa seja prejudicada.

domingo, junho 07, 2009

Puxadores interiores para Série


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Puxadores interiores para Série

Por algum motivo que desconhecemos, os puxadores interiores dos Land Rover Série não só tendem a faltar nestes veículos, como são vendidos por valores absurdos, sobretudo se nos lembrarmos que são peças simples feitas em alumínio directamente aparafusadas no interior das portas.

Nas pesquisas efectuadas no EBay inglês os valores podem superar a vintena de libras, a que acrescem portes, algo correspondente a uma trintena de Euros, valor que nos parece algo absurdo, sobretudo se, em troca de alguma originalidade, um vulgar puxador adquirido numa qualquer loja de ferragens será funcionalmente equivalente.

Obviamente que alguém que trabalhe em metal poderá, com alguma facilidade, reproduzir esta peças, idênticas para o lado direito e esquerdo, comercializando-as com um lucro apreciável, pelo que deixamos esta sugestão aos mais empreendores.

Apesar de termos conseguido adquirir um par por uma dezena de libras, valor muito inferior aos habitualmente praticados, optamos por disponibilizar futuramente algumas fotos e medidas que permitam a outros proprietários destes excelentes veículos uma alternativa em conta, mesmo que provisória, enquanto esperam pela oportunidade de um bom negócio.

sábado, junho 06, 2009

6º suicídio na GNR este ano - 2ª parte


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Militar da Guarda num jogo

É patente que a vulnerabilidade dos militares da Guarda, sobretudo nas patentes inferiores e perto de meio da carreira, colocados em unidades ou postos com poucos efectivos onde a rotina e a falta de perspectiva imperam, nos parecem particularmente vulneráveis, pelo que deve ser dada uma especial atenção a este grupo.

Dado que os militares da GNR podem ocupar postos inferiores da hierarquia durante toda a carreira, ao contrário do que acontece com os praças das forças armadas, a insatisfação, a frustração ou o completo desencanto, a surgirem, tendem a ser considerados como um beco sem saída e uma tortura que perdurará durante toda a vida profissional.

A ausência de alternativas profissionais e uma cada vez maior frustração, que podem ser complementados por factores externos comuns a todos os cidadãos, como o fim de um relacionamento, perda de familiares próximos ou um súbito problema económico, por exemplo, resultam num nível de risco extremamente alto que, por incluir aspectos não relacionados com o âmbito do serviço, carecem de uma auto-avaliação do próprio, através de um sistema que permita, de forma confidencial o armazenamento destes dados, os quais só poderiam ser utilizados quando um conjunto de factores determinasse o envio de um alerta.

Será precisamente o coligir de dados de várias proveniencias, inacessíveis até que se verifiquem determinados parâmetros, altura em que um alerta seria enviado para um gabinete exterior à Guarda, que pode permitir uma antecipação a actos desesperados, prestando o necessário apoio antes de os mais afectados atingir um ponto de não retorno.

sexta-feira, junho 05, 2009

Disponível nova versão de Skype com partilha de écran


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Um écran da nova versão do Skype

Está disponível desde fins de Maio uma novaversão "beta" do Skype que inclui a funcionalidade de "screen sharing" ou seja, de partilhar um mesmo écran, de modo aque seja possível uma colaboração entre vários utilizadores, que assumem o controle de um espaço partilhado.

Inovador é também o sistema de transparências, que visa uma melhor visualização de conteúdos, acompanhando uma tendência de diversos produtos que implementam esta tecnologia inovadora, mas que pode penalizar o desempenho de equipamentos de menor capacidade de processamento, sobretudo quando se controla outro equipamento remotamente.

Foi também implementada uma tecnolgia melhorada em termos de suporte de voz e vídeo, bem como adicionadas novas opções que, podendo tornar a experiência mais agradável, não deixam de começar a retirar ao Skype a flexibilidade que resultava de um programa compacto e pouco exigente.

Esta nova versão é, manifestamente, inovadora, mas apresenta ainda problemas de estabilidade, pelo que aconselhamos que não seja instalada em equipamentos que recorram com alguma frequência a este "software" ou cujos utilizadores dependem dela para funções críticas ou mesmo a nível profissional.

6º suicídio na GNR este ano - 1ª parte


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Um dos inúmeros postos da Guarda

Durante a tarde de anteontem um cabo da Guarda Nacional Republicana suicidou-se na instalações do posto em que prestava serviço desde há sete anos, em Colares, no concelho de Sintra, elevando para seis o número de militares desta corporação que este ano puseram fim à própria vida.

O militar, de 43 anos de idade, deslocou-se ao posto num dia de folga e, após ter tomado café com os camaradas que aí prestam serviço, escolheu um local fora da vista de testemunhas e suicidou-se com um tiro na cabeça diparado pela arma de serviço, uma pistola Walther P-38 de 9mm.

Em primeiro lugar, apresentamos as nossas condolências à família, amigos e aos camaradas deste militar, e lembramos os restantes militares da GNR que igualmente optaram por pôr termo à vida, sendo evidente que não estamos diante de uma mera coincidência mas de um problema grave cuja existência tem que ser reconhecida pela hierarquia de modo a que sejam implementadas soluções eficazes.

O actual sistema de prevenção do suicídio existente na GNR, independentemente dos sucesso que tenha, continua a permitir que estas situações se repitam com uma frequência mensal, facto que, só por sí, deve levar a que sejam introduzidas alterações que incluam novas formas de alerta e de seguimento dos casos detectados, os quais só poderão ter sucesso se funcionarem de forma completamente independente da hierarquia militar.

quinta-feira, junho 04, 2009

Windows Live no telemóvel


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Um écran da versão móvel do Windows Live

A Microsoft disponibiliza uma versão específica do Windows Live para dispositivos móveis onde, com algumas restrições, é possível ter acesso a um conjunto das funcionalidades disponíveis para quantos usam um computador pessoal para aceder a estes serviços.

Entre as funcionalidades disponíveis através do "browser" do telemóvel encontra-se o popular Messenger, sendo acessível desde o estado até ao envio de mensagens intantâneas, passando pela visualização de actualizações na rede ou pelo acesso às fotos que são disponibilizadas pelos contactos e que podem ser carregadas à medida que vão sendo tiradas pela câmara do telemóvel.

Apesar de algumas restrições, a maioria das funcionalidades dos perfis estão disponíveis, sendo o acesso rápido, com a maior limitação a nível da dimensão do écran do dispositivo de acesso e do teclado do mesmo

Este é um sistema baseado num "browser", portanto substancialmente diferente do que recorre a SMS e entre nós apenas está disponível na rede da Vodafone, resultando mais dinâmico e eficaz e estando acessível a qualquer telemóvel que permita o acesso à Internet.

Regras dificultam utilização do contra-fogo - 2ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

Actualmente, é ministrada pela Escola Nacional de Bombeiros a formação necessária para a utilização de contra-fogos, mas em termos legais não basta esta formação para recorrer a esta técnica, carecendo de uma autorização e supervisão que podem tardar chegar, pondo assim em risco não só quem combate as chamas, mas também as próprias populações e os seus haveres.

Neste ambito, surge como problemática, a presença dos militares do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana que, para além da missão de combater os fogos, como força policial têm a obrigação de actual sempre que a lei não seja cumprida, nomeadamente quando as regras para a utilização do contra-fogo não sejam respeitadas.

A dupla missão do GIPS não deve ser considerada como um problema em sí, como alguns tendem a fazer, mas apenas como uma projecção, com consequências indesejáveis, de uma legislação desadequada, que dificulta o recurso a uma técnica que é muito mais eficaz e menos arriscada se empregada antes de o fogo atingir proporções consideráveis.

Como resultado, surge a opção entre o adiar de uma decisão, que coloca em risco prolongado quem combate as chamas, as populações e seus haveres, e a possibilidade de um processo a nível criminal originado pelos GIPS que se vêm numa situação particularmente complicada e ingrata, entre o cumprimento do dever como militares e agentes das forças de segurança e como camaradas numa mesma luta.

Não é, obviamente, a missão dos GIPS que deve ser alterada, mas a legislação que deve ser rapidamente revista, evitando assim potenciais conflitos não apenas entre estes e os bombeiros, mas no interior dos militares que terão opções difíceis pela frente e a impossiilidade de cumprir em simultâneo deveres em sí contraditórios.

quarta-feira, junho 03, 2009

Conversor de 220 para 12 volts


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Um modelo de conversor de 220 para 12 volts

Não é apenas a conversão de 12 para 220 volts, necessária para operar equipamentos eléctricos comuns a partir da bateria de um veículo, que pode revelar-se útil, dado que uma conversão no sentido contrário pode ser interessante em termos de uso de diversos equipamentos ou mesmo para teste.

Uma das opçõoes é usar um arrancador que tenha as habituais tomadas de isqueiro padronizadas, mas este é um equipamento pesado e complexo que pode ser substituido nesta função por um conversos simples, cujo valor de mercado ronda os quatro a cinco euros e pode, inclusivé, ser desdobrado através de uma ficha dupla ou tripla.

Poder ligar um equipamento para ligação a tomada de isqueiro de 12 volts numa tomada eléctrica normal permite, por exemplo, efectuar com comodidade raparações eléctricas num local adequado, com os equipamentos necessários e sem deslocações inúteis que podem implicar ligar o motor ou o circuito eléctrico do veículo.

O baixo preço deste equipamento é mais do que justificável para quem use equipamentos alimentados por tomadas de isqueiro e sobretudo para quem efectue pequenas reparações ou adaptações, caso em que é mais do que necessário este pequeno investimento.

Regras dificultam utilização do contra-fogo - 1ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

As regras actualmente em vigor estipulam que apenas com autorização superior e na presença, sempre que possível, de um técnico da Autoridade Florestal Nacional se pode recorrer à técnica do contra-fogo para combater os incêndios florestais, sem o que a utilização deste recurso viola a lei.

A prática de contra-fogos caiu em desuso recentemente, mas era prática corrente, usada pelos técnicos dos antigos Serviços Florestais, que ateavam um fogo, normalmente ao longo de uma barreira natural, orientando as chamas de modo a progredirem no sentido do incêndio a combater.

Efectuado com prudência, fazendo o rescaldo do local de origem do conta-fogo e colocando meios adequados em posição, estaremos diante de um risco calculado, mas existe um factor de imprevisibilidade que resulta de súbitas alterações climáticas, sobretudo na direcção do vento, que podem provocar a perda de controle das chamas.

Tendo em conta os riscos e a responsabilidade civil desta opção, é necessário que existam regras claras a serem sempre seguidas, mas estas imposições que agora surgem resultam numa maior dificuldade ou no atraso no recurso a contra-fogos, dificultando assim o combate aos incêndios, a qual beneficia sempre com a rapidez de decisão e de actuação.