terça-feira, agosto 11, 2009

50 bombeiros e cinco meios aéreos - 2ª parte


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Bombeiros preparam-se para combater um fogo

O resultado tem implicações locais, sobretudo nas fases do combate em que existe uma maior necessidade de efectivos, tal como a nível de consolidação e de rescaldo, mas também pode comprometer operações noutros locais, onde o apoio de meios aéreos como complemento eficaz de uma acção terrestre teria um efeito muito superior.

Esta opção, que pode ter alguns resultados no combate aos fogos, não o tem, certamente a nível do socorro, onde é impossível substituir na mesma escala a falta de meios humanos pela evacuação aérea de sinistrados ou doentes, algo que é agravado pelo encerreamento de valências nos serviços de saúde.

O recurso à utilização em massa de meios aéreos, como forma de compensar falta de efectivos em terra, vem no seguimento da opção pelo uso de água em substituição de ferramentas manuais e surge como corolário de uma perigosa insuficiência de pessoal, consequência inevitável da evolução demográfica e da mudança de hábitos e comportamentos em diversas regiões do País.

Mais do que discutir opções tácticas, demasiado condicionadas por factores que não dependem directamente de nenhuma decisão operacional, impõe-se analisar as causas profundas que levaram, inevitavelmente, a uma quase substituição de recursos humanos por meios aéreos e que espelham as políticas desajustadas que têm resultado no empobrecimento e desertificação de vastas áreas do território nacional, onde a capacidade de auto-defesa das populações há muito não existe.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Dados de telecomunicações guardados por um ano - 2ª parte


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Um telemóvel vendido sem contrato

Mesmo em termos de Internet, o aumento de acessos móveis que não obrigam a contrato e menos ainda a verificação dos dados do utilizador, o recurso a "cybercafes" onde a identificação não é pedida e a falta de segurança generalizada nas redes sem fios, permite igualmente uma utilização anónima mesmo para quem não possui grandes conhecimentos informáticos.

Efectivamente, quem pretende desenvolver uma actividade criminosa organizada continua a ter uma enorme margem de manobra que permite manobrar fora do alcance destas medidas, sem encargos ou dificuldades minimamente limitativas, pelo que a eficácia desta opção é mais do que duvidosa.

Relembramos que o então comissário António Vitorino sugeriu o fim da venda de cartões de telemóveis não identificáveis, algo que seria menos complexo e mais eficaz do que a directiva agora transposta, mas que nunca chegou a ser adoptada, apesar de ir directamente ao cerne do problema.

Esta directiva, por não ser complementada por algumas medidas simples, pode ser marginalmente útil, mas não terá impacto a nível da grande criminalidade organizada, precisamente aquela que hoje se pretende combater e não é utilizável contra a pequena criminalidade, a qual não é abrangida por esta legislação.

50 bombeiros e cinco meios aéreos - 1ª parte


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Um Canadair no combate a um fogo

Dois aviões Canadair de Espanha juntaram-se a outros tantos nacionais e a um helicóptero no combate a um incêndio que lavrava em Além Rio, no concelho de Mértola, distrito de Beja.

O esforço em terra era da responsabilidade de 56 bombeiros, apoiados por 17 veículos e uma máquina de arrasto, que combatiam uma frente activa que evoluia desde as 16:26 de sábado e cujo avanço obrigou a uma forte mobilização aérea.

Esta aparente desproporção entre os meios terrestres e o apoio aéreo tende a ser mais comum em zonas do Interior do País, onde a falta de recursos humanos é cada vez maior e a dificuldade em enviar reforços por via terrestre em tempo útil surge como praticamente impossível.

Como medida para compensar esta falta de efectivos, surge como solução o recurso a um método de combate que, para além de extremamente dispendiosa, resulta de uma eficácia duvidosa e tem implicações no equilíbrio do dispositivo a nível nacional.

domingo, agosto 09, 2009

Óleos usados ajudam AMI


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Reciclagem de óleos usados

Para aqueles que se preocupam com o futuro do nosso planeta a questão da reciclagem é muito importante. Hoje em dia, felizmente, já é possível reciclar óleos alimentares que de outra forma teriam sido deitados fora, e aproveitá-los como combustível.

A Assistência Médica Internacional (AMI) é uma das instituições que agradecem que os consumidores depositem os seus restos de óleo em qualquer um dos pontos de recolha (oleões) que existem no país.

Do site:
"O projecto de recolha de óleos alimentares usados da AMI conta já com a participação de cinco mil pontos de recolha em todo o país, incluindo restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, juntas de freguesia e câmaras municipais. As autarquias de Sintra e Amadora já instalaram oleões em espaços de acesso aos munícipes. Nos restantes concelhos do país, a entrega é feita em restaurantes e outros pontos de recolha, estando a listagem disponível aqui (PDF). No primeiro ano de funcionamento do projecto, já foram recolhidas 150 toneladas de óleos alimentares usados.

Durante o mês de Julho a AMI terá uma campanha de rua com o objectivo de apelar à participação de todos os cidadãos neste projecto.

Este projecto ambiental da AMI permite evitar, quer a contaminação das águas residuais, quando o óleo é despejado na rede pública de esgotos, quer a deposição dos óleos alimentares usados em aterro, quando colocados nos contentores de resíduos comuns.

Os óleos alimentares usados são transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo ainda para reduzir as emissões de CO2. Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.

São produzidos todos os anos em Portugal 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para produzir biodiesel equivalente a 42 milhões de litros de petróleo, o que corresponde a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar das populações.

As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida."

sábado, agosto 08, 2009

Dados de telecomunicações guardados por um ano - 1ª parte


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Um telemóvel vendido sem contrato

Transpondo uma directiva comunitária, os operadores de comunicações de voz e dados vão guardar durante um ano o registo de tráfego, incluindo os dados que permitam determinar origem e destino, mas não o conteúdo.

Informações como o endereços de origem e destino, duração e tipo de tráfego passarão a ficar disponíveis durante um ano, permitindo às entidades judiciais, mediante mandato, a respectiva consulta, apenas prevista em caso de crimes graves.

O conteúdo das comunicações electrónicas apenas será registado após autorização judicial, dada caso a caso e devidamente fundamentada, tal como acontece com outro tipo de intercepções.

Na verdade, enquanto se venderem telemóveis e outros dispositivos móveis, como os respectivos cartões SIM com créditos, sem contrato e identificação do comprador, a determinação do utilizador é impossível, salvo se este recorre a métodos de carregamento que impliquem o uso de informação pessoal, como através da rede Multbanco.

sexta-feira, agosto 07, 2009

4º aniversário do "blog" "Verão Verde"


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Uma floresta portuguesa

Fez este dia 06 de Agosto quatro anos que demos início ao "blog" do Verão Verde, pelo que nesta data se justifica lembrar o aniversário e alguns dos números que, independentemente do seu valor e da interpretação que lhes quisermos dar, traduzem parte do trabalho realizado.

Ao longo destes quatro anos, publicamos mais de 2.700 textos que abrangem áreas tão diversas como a problemática dos incêndios florestais, técnicas de orientação ou novas tecnologias, para apenas citar três das que tiveram uma maior número de artigos, mas muitos outros assuntos foram sendo analizados.

Neste período, tivemos mais de 430.000 visitas, com médias diárias que, nos tempos mais recentes e conforme a época do ano, variam habitualmente entre as 400 e as 500, e ultrapassamos as 650.000 páginas visualizadas.

Mais do que analizar este já longo percurso, queremos agradecer a todos quantos têm seguido este "blog", aos que comentaram, adicionaram ligações ou de alguma forma nos incentivaram a continuar, esperando que os textos tenham sido úteis e contribuido para divulgar temas que, não obstante a sua importância, tendem a ser secundarizados pela comunicação social.

A todos, o nosso muito obrigado.

Protecção Civil recomenda medidas de protecção aos bombeiros


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Uma ambulância dos bombeiros

A previsível epidemia da gripe A, ou H1N1, e a necessidade de proceder ao transporte de doentes levou a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) a emitir uma lista de recomendações a serem adoptadas pelas corporações de bombeiros.

O uso de máscaras e equipamento de protecção individual, a lavagem e a higienização das ambulâncias estão entre as recomendações, mas também é dado relevo ao número de tripulantes que deve estar presente em cada ambulância.

Segundo a ANPC cada tripulação de ambulâncias que transporte alguém suspeito de ter contraido o H1N1 deve ser composta por três elementos, incluindo o condutor e dois elementos para acompanhar o doente, sempre que tal seja possível.

Falta distribuir equipamentos de protecção pelas corporações, sem os quais é impossível proceder ao transporte de suspeitos de gripe A, mas também elaborar planos de contingência prevendo a diminuição de efectivos disponíveis em caso de epidemia, do que pode resultar uma situação de ruptura em face do aumento do número de transportes e do aumento da facilidade de contágio.

Sendo benvindas, as recomendações necessitam de ser acompanhadas com a distribuição atempada de meios e equipamentos, de formação adequada e de um planeamento rigoroso, capaz de antever os piores cenários e mobilizar os efectivos necessários para suprir o acréscimo de serviços de transporte e a dificuldade expectável em manter o número de elementos que respondam a todas as solicitações.

quinta-feira, agosto 06, 2009

"Vadiar versus viajar"


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Deserto em Marrocos

Mais do que um "blog" de viagens, o Vadiar apresenta uma visão pessoal das experiências vividas por quem parte à descoberta não apenas de um novo país e das suas gentes, mas de quem se quer conhecer a sí próprio, através de uma viagem que ultrapassa o espaço e o tempo.

Vadiar, partir à aventura com espírito de descoberta, aceitar os desafios de novas experiências com o propósito de crescer e ultrapassar as próprias limitações, faz parte do processo de formação de cada ser humano e a partilha constitui uma dádiva pessoal de valor incalculável.

O "blog" inclui também um conjunto de informações úteis e tabelas comparativas que podem auxiliar quem se desloque a Marrocos a encontrar alojamento e refeições a um preço módico e com a necessária qualidade,

Não obstante a beleza das imagens, é nos textos e no seu significado que concentramos a atenção, única forma de absorver e interiorizar a experiência dos seus autores e preparar a nossa própria viagem, seja ela física ou espiritual.

244 voluntários protegem a floresta de Castelo Branco


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Um incêndio florestal em Portugal

Integrados no programa Voluntariado Jovem para as Florestas do Instituto Português da Juventude, a decorrer entre 1 de Junho e 30 de Setembro, decorrem 16 projectos de protecção de áreas florestais promovidos por autarquais e entidades do distrito de Castelo Branco.

No total, a nível distrital, serão 244 voluntários, entre os 18 e os 30 anos, integrados em 16 projectos, que participam em acções de prevenção de incêndios, reflorestação de áreas ardidas e sensibilização de populações, sendo que na região Centro há 1.372 participantes integrados numa centena de iniciativas.

Estes números revelam também que cada projecto terá, em média, 14 a 15 participantes o que, distribuido pelas quase outras tantas semanas que vão do início de Junho ao fim de Setembro, resulta num único elemento por semana ou um par deles, caso cada voluntário cumpra duas semanas.

Desta simples operação resulta, obviamente, que ou o período anunciado não será coberto pela totalidade dos projectos, ou os efectivos serão insuficientes para uma acção eficaz, o que justificaria encurtar prazos e fundir acções de forma a haver um efectivo e enquadramento adequado.

Encurtar prazos, reduzir o número de iniciativas ou concentrar meios seria uma opção a ter em conta de modo a que uma excessiva dispersão não comprometa nem a eficácia, nem a própria segurança dos participantes, factor fundamental quando se organizam programas de voluntariado para jovens cuja preparação é, obviamente, inferior à de profissionais habituados a operar em zonas onde podem ocorrer incêndios.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Juiz coloca incendiário em prisão preventiva


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Um incêndio florestal em Portugal

O indivíduo detido pela Guarda Nacional Republicana e que confessou ter ateado incêndios florestais em Lameira das Lombas, no concelho da Sertã, vai aguardar julgamento em prisão preventiva.

O jovem de 22 anos foi entregue pela GNR à Polícia Judiciária, que lhe atribui a responsabilidade por três incêndios e suspeita que possa ter ateado mais fogos, aparecia seguidamente nos locais para ajudar os bombeiros a combater as chamas.

Sendo um indivíduo sem antecedentes criminais e que, não obstante a confissão e os indícios recolhidos, não foi detido em flagrante, a decisão do juiz, pelo seu carácter excepcional, deve ser salientada, sobretudo quando a legislação em vigor pretende evitar esta medida de coação.

A lei prevê o internamento de incendiários, sendo que este é um flagrante caso em que existe uma patologia grave, mas é raro ver esta medida de coação ser aplicada, mesmo em situações onde existe uma manifesta intenção criminosa e que ultrapassam em termos de gravidade penal situações que são, sobretudo, do foro da saúde mental.

O internamento, ou a prisão preventiva, são essenciais para a protecção de pessoas e bens quando se conclui pela possibilidade de reincidência, pelo que, com a devida pruedência, devem ser encarados como instrumentos de auto-defesa, muito para além de uma simples perspectiva penal ou sancionatória que será decidida pelo poder judicial em processo próprio.