sexta-feira, julho 26, 2019

Suporte de placas de desatascanço da "Mudstuff" - 1ª parte

A "Mudstuff", um dos fabricantes de acessórios para veículos todo o terreno mais conhecidos e inovadores, apresentou recentemente um sistema de transporte para placas de desatascamento, também conhecidas por "sand ladders", bastante interessante e que, pela sua originalidade, decidimos apresentar.

O sistema completo implica o recurso a distintos componentes, com a instalação a iniciar-se pela colocação de duas calhas perfuradas horizontais no painel lateral do Defender, as quais proporcionarão os pontos de ancoragem para o suporte das placas, sendo que esta operação implica, obviamente furar os paineis laterais, algo que pode não ser do agrado de todos os proprietários.

É sobre estas duas calhas, cuja posição deve ser estudada, de modo a que a fixação seja tão resistente quanto possível e tenham entre sí a distância adequada à colocação dos suportes, que estes vão assentar, sendo aparafusados, eventualmente recorrendo aos parafusos da Thule, que possuem fechadura com chave, sendo de os posicionar de modo a serem compatíveis com as placas que irão ser neles colocadas.

Dado que possuem inúmeros ajustes, tanto no sendido horizontal, como nas fixações verticais, estes suportes são compatíveis com um grande número de placas, mas será sempre de verificar a sua compatibilidade com modelos específicos, sobretudo se já existentes, dado que não são universais, existindo sempre a possibilidade de não se adequarem a alguns modelos de placas.

quinta-feira, julho 25, 2019

Formandos da GNR interrompem curso para reforçar efectivos - 3ª parte

Está-se, assim, a gerar um cenário extremamente perigoso, não apenas para os formandos, mas para com quem com eles opera, bem como para as populações que estes devem proteger e interagir, com a responsabilidade a recair sobre quem toma esta decisão que consideramos iníqua e ilegal, podendo inclusivé ter uma vertente criminal.

Enviar para um cenário de perigo quem não está devidamente preparado, corresponde a colocar em risco todos os intervenientes, para além daqueles que, supostamente, seriam apoiados, pelo que, caso algo corra mal, espera-se que os decisores sejam processados a nível civil e criminal, de acordo com as consequências reais e potenciais dos seus actos, repondo alguma justiça e evitando que algo semelhante possa ocorrer no futuro.

Depois de diversas polémicas relacionadas com as condições no centro de formação da GNR em Portalegre ou com os métodos de treino nele praticados, impunha-se à tutela um muito maior cuidado, e sensibilidade, na forma como os formando são tratados, incluindo-se aqui as missões que lhes possam ser atribuídas, e que em caso algum podem comprometer a segurança dos próprios e das populações com as quais vão interagir, pelo que esta opção nos parece absurda.

Compensar a falta de efectivos com formandos, sem a preparação adequada, levanta um conjunto de problemas graves, técnicos, operacionais, jurídicos e mesmo éticos, que parece escaparem aos decisores políticos que, perto de um acto eleitoral, não hesitam em repetir uma fórmula errada, esquecendo que, havendo consequências negativas, lhes seram imputadas todas as responsabilidades, incluindo aqui a vertente criminal que, certamente, não será esquecida.

quarta-feira, julho 24, 2019

A surpresa do inevitável - 2ª parte

A conjugação dos factores, que confluindo, podem ser activados por uma simples alteração climática, que podendo parecer inofensiva em sí própria, terá a capacidade para desencadear uma sequência fatal, desde que o cenário esteja criado, com os vários elementos presentes, algo que, infelizmente, acontece um pouco por todo o País, embora com maior incidência nalgumas regiões.

No fundo, face aos cenários existentes, distintos, mas com muitos traços em comum, dificilmente se pode falar em surpresa, nem será de esperar que apenas em circunstâncias muito específicas o pior possa acontecer, do que decorre uma situação de perigo muito prolongada, que tende a permancer, potencialmente, durante muitos meses, o que implica a existência de um dispositivo cuja máxima força não pode ser concentrada num par de meses.

O alargar deste perído, corresponde, portanto, a uma maior dispersão temporal de meios, pelo que, para que o nível de resposta seja equiparado, apenas uma maior disponibilidade de recursos pode compensar a necessidade óbvia de implementar novos princípios e uma calendarização completamente diferente daquela que, apenas uma década atrás, parecia satisfatória e traduzia a realidade de então.

Actualmente, face ao ordenamento do território, bem como à ideia absurda de que, acumulando meios de combate, haverá menos incêndios, é absolutamente inevitável que o País continue a arder, queimado não por incendiários, mas pelas opções que diversos políticos foram implementando, num completo alheamento da realidade, sem perspectiva de médio e longo prazo, numa constante luta pela sua própria sobrevivência, independentemente do preço que outros venham a pagar.

terça-feira, julho 23, 2019

Land Rover Owners de Agosto de 2019 já nas bancas

Já está presente nos locais de venda habituais a edição de Agosto de 2019 da Land Rover Owners International, tendo na capa um Defender com um motor Ford V6, com 3.7 litros e capaz de debitar 300 cavalos, que possui extensas modificações para se adequar ao aumento de potência e binário desta nova e exclusiva motorização.

O restauro de um Serie 1, um 86" a gasolina com as cores da assistência rodoviária, merece igualmente destaque, tal como o de um dos primeiros Range Rover 200Tdi, os conselhos de aquisição dos primeiros Evoque, adaptados ao mercado britânico, onde os valores praticados são completamente diferentes dos nossos.

A instalação de uma grade de tejadilho e um toldo, a reprogramação de um Discovery 2, com motor Td5, são apenas dois temas entre dezenas que estão incluídas em 21 páginas de dicas técnicas, a que acrescem outras 28 com novos produtos, aqui apresentados, e que se adicionam a muitos outros, extensivamente testados ou, simplesmente, presentes na publicidade temática onde muitas novidades são, igualmente, apresentadas.

São, ainda, descritas expedições, em diversos países, bem como actividade de diversos clubes ligados à marca, tal como as habituais secções, entre estas as que têm a participação dos leitores, para além de notícias, dos classificados, essencialmente dedicados ao mercado britânico, e de um vasto conjunto de outros artigos, particularmente adequados à época de férias que se avizinha.

segunda-feira, julho 22, 2019

A surpresa do inevitável - 1ª parte

Não obstante as temperaturas não serem particularmente elevadas, uma vaga de incêndios atingiu o centro do País, trazendo consigo, para além da devastação, a lembrança de tragédias passadas e a periodicidade que parece constante quando se observa quais os anos com maior área ardida.

Tal como aconteceu em 2003 e 2005, ou a evolução entre 2010 e 2013, e com o exemplo mais recente de uma extensa área ardida em 2017, tudo aponta para que este ano seja particularmente complicado, existem padrões que permitem construir modelos, em função de um conjunto de dados que podem indiciar, não exactamente prever, o que se passará num dado ano.

O mesmo tipo de estudo pode, e deve, ser efectuado em termos geográficos, contemplando igualmente os factores que propiciam a propagação das chamas, mas também aqueles que, tendo a possibilidade de as conter, não estão presentes, muitos deles em flagrante violação de disposições legais, podendo-se exemplificar com inexistência de faixas de segurança em vias ou a ausência de acessos a locais mais remotos.

Também a distribuição de ocorrências ao longo do ano, que tem evoluído, merece uma nova análise, sendo certo de que as fases que determinavam a composição do dispositivo de combate, com maior incidência em determinados meses, estão completamente ultrapassadas, facto bem patente durante o ano de 2017, onde Outubro se revelou particularmente devastador.

domingo, julho 21, 2019

O equipamento de diagnóstico Vgate VS890 - 1ª parte

O Vgate VS890 é um equipamento de diagnóstico para veículos automóveis com suporte para múltiplas marcas, num total de 70 fabricantes, implementando diversos protocolos de comunicação, via porta OBD2, como forma de aceder aos dados das unidades de gestão electrónica presentes nos veículos mais recentes.

Este é um equipamento de boa qualidade, bastante resistente, capaz de suportar quedas até 6 metros, que dispõe de um écran LCD de 3 polegadas, de alta visibilidade, com um contraste que permite a utilização mesmo sob luz directa, e com um teclado de 6 teclas tácteis, de fácil uso e que permitem efectuar a navegação pelos diversos menus.

Tal como a maioria dos equipamentos desta classe, o VS890 permite ler os códigos de erro, ou DTC de um veículo, armazenados ou em tempo real, tal como apagá-los, indicar causas prováveis de erros, analizar fluxos de dados ou dados num dado momento, analizar componentes, obter informações do veículo, etc.

São suportados os protocolos SAE J1850 PWM, SAE J1850 VPW, ISO9141, KWP RÁPIDO INIT, KWP 5BAUD INIT, CAN 11BIT 500K, CAN 29BIT 500K, CAN 11BIT 250K, CAN 29BIT 250K, CAN_USER1 11B 125K, CAN_USER1 29B 125K, CAN_USER2 11B 50K e CAN_USER2 29B 50K, suportando os novos CAN de 11 e 29 bits, pelo que será capaz de comunicar com a maioria dos novos sistemas com múltiplas unidades de gestão electrónica.

sábado, julho 20, 2019

Acomodação de pequenos objectos em Defender - 1ª parte

Os Land Rover Defender, sobretudo os que foram construídos até 2003, têm uma flagrante falta de espaços e compartimentos para arrumação de pequenos objectos, pelo que, periodicamente, apresentamos algumas das possíveis soluções, centrando-nos, prioritariamente, naquelas que têm um preço baixo e uma instalação fácil.

O suporte, configurável de forma a suportar dois objectos ou apenas um, com dimensões totais de 125 milímetros de comprimento por 16 de espessura, acomoda facilmente telemóveis ou outros equipamentos electrónicos, sendo de muito fácil instalação, bastando remover os protectores de duas fitas adesivas 3M e pressioná-lo contra a superfície onde ficará.

Este suporte, construído em plástico ABS negro, possui uma peça interior, deslizante e removível, tendo um preço que fica entre os dois e os três Euros, incluindo portes a partir da Ásia, revelando-se uma alternativa a modelos com rede, sendo que cada modelo se adequada a um conjunto de objectos específicos.

Destinado ao mesmo fim, mas com configuração diferente e construído num material flexível, a bolsa dupla, que possui dimensões exteriores de 15 por 8 por 3 centímetros, dividida em bolsas com 2 e 1 centímetro de espessura, é igualmente aplicada através de fitas adesivas, pelo que não é necessário furar o veículo.

sexta-feira, julho 19, 2019

Rede separadora para veículos

Como forma de dividir o interior de um veículo, para além das popular grades metálicas, que podem ser de uso obrigatório no caso dos comerciais, caso que existe legislação rigorosa, é, quando a lei o permita, possível recorrer a alternativas mais práticas e com um custo inferior, como uma rede resistente, composta por espessas faixas de tecido, desde que presa de forma adequada.

Construído em tecido Oxford de grande resistência e alta qualidade, esta rede é leve, pesando apenas 192 gramas, e durável, resistindo bem aos elementos, incluindo água, e possui os laços para prender nas fixações ou numa estrutura existente no veículo, sendo essencial que estas sejam correctamente colocadas para garantir a segurança e funcionalidade do conjunto.

Esta versão tem, aproximadamente, 155 por 53 centímetros, incluindo os laços de fixação, pelo que, em termos práticos, estamos a falar de perto de 106 por 45 centímetros, tendo sido desenvolvida a pensar nos Jeep Wrangler, mas sendo compatível com outras viaturas, desde que possuam pontos de fixação ou ancoragem adequados, do que decorre a necessidade de avaliar a compatibilidade com outros modelos.

O preço unitário ronda a quinzena de Euros, incluindo portes a partir da Ásia, um valor muito abaixo de uma protecção metálica equivalente, mas tem como inconveniente o obstruir a visão para a rectaguarda do veículo, e, eventualmente, escurecer a zona da carga, pelo que a sua aplicção deve ser equacionada com as devidas cautelas, inclusivé do ponto de vista legal, de forma a cumprir a legislação em vigor.

quinta-feira, julho 18, 2019

Formandos da GNR interrompem curso para reforçar efectivos - 2ª parte

Devemo-nos interrogar sobre qual a reacção pública se, por exemplo, a formação de um bombeiro fosse interrompida para que este fosse combater incêndios, ou se um técnico de emergência do INEM, antes de terminar o curso, estivesse presente e a actuar, mesmo que de forma limitada, em missões de socorro, em ambos os casos com perto de um terço da formação concluída e mesmo que sob a supervisão de pessoal experiente.

Presumivelmente, muitos destes profissionais em formação não aceitariam tal incumbência e as organizações representativas das classes profissionais teriam uma acção imediata, mas, tratando-se de militares, a desobediência, mesmo que legitimada pelos regulamentos, têm efeitos que comprometem uma carreira futura, pelo que esta opção, apesar de prevista, efectivamente e do ponto de vista prático, é inexistente.

Com falta de preparação, uma simples intervenção que não corra da melhor forma pode resultar num processo contra o militar, que, sem culpa, pode ser responsabilizado por uma actuação menos feliz, para a qual não foi devidamente preparado, mas cujas consequências recaem sobre o próprio, por ter aceite uma situação contra a qual, efectivamente, pouca ou nenhuma oposição podia interpor, mas que, em termos legais, o responsabiliza.

Igualmente grave, é a possibilidade de um acidente, num combate aos fogos, para usar um exemplo comum, e de que resultem consequências para os formandos, do que podem resultar problemas para outros militares envolvidos, seja quem os comanda, seja quem com eles opera e que pode ficar em risco em resultado da falta de preparação de quem está a seu lado numa situação complexa e de elevado perigo, como acontece face a um incêndio florestal.

quarta-feira, julho 17, 2019

Portugal adquire 5 aviões KC-390 - 2ª parte

Mesmo sem entrar em detalhes, existe uma diferença geracional entre os aviões agora adquiridos e os C-130, mesmo nas suas versões mais modernizadas, as quais se continuam a basear num projecto dos anos cinquenta, que deu origem a um modelo que voou, pela primeira vez, em 1954, numa altura em que a aviação se encontrava num estado de desenvolvimento completamente diferente, não apenas em termos tecnológicos, mas também em muitos dos conceitos que orientavam os projectos.

Trata-se, portanto, de um enorme salto tecnológico, correspondente a largas décadas de evolução a nível aeronáutica, e durante a qual algumas vertentes, como a electrónica, veio permitir soluções inimagináveis na altura do desenvolvimento dos C-130, pelo que os KC-390 permitem o desempenho de missões muito mais complexas ou, simplesmente, de maior duração, trazendo novas possibilidades e capacidades para a Força Aérea Portuguesa.

Apesar da chegada dos KC-390, está prevista a permanência em serviço dos C-130, pelo menos durante esta década, podendo vir a desempenhar missões complementares ou a serem utilizados no combate aos incêndios florestais, reavivando um projecto antigo, para o qual foram adquiridos os "kits" necessários, mas que foi entretanto abandonado.

Apesar desta possibilidade, o investimento necessário para que os C-130 possam combater os fogos parece-nos exagerado, assumindo que os "kits" existentes necessitam de ser substituídos, e tendo em conta a longevidade esperado destes aparelhos, bem como a sua adequação, no presente estágio da sua existência, a missões tão complexas e exigentes como o combate aos incêndios, podendo estas representar um risco acima do aceitável para as respectivas tripulações.