sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Um País paralisado - 1ª parte

Quando abordamos a questão das cheias, há alguns dias atrás, estavamos certos de que o impacto iria ter consequências graves, mas estavamos longe de prever todos os efeitos resultantes de um fenómeno que se prolongou para além do esperado e veio expor um conjunto de fragilidades estruturais no País.

Não obstante a gestão das barragens ter sido cuidadosa, tanto quanto é possível, tendo em conta que os principais rios nascem em Espanha e que a gestão dos caudais acaba por ser conjunta e condicionada pelo interesse e necessidades que as autoridades espanholas priorizam, a quantidade de chuva que caiu nos últimos dias teve consequências graves, sendo óbvio que os prejuízos serão elevadíssimos e se irão adicionar aos causados pelos ventos fortes que ocorreram pouco antes.

Também devemos elogiar a prudência das entidades oficiais, que adoptaram as medidas necessárias para proteger as populações, procedendo aos avisos prévios e evacuando as populações das zonas expostas, onde o risco de inundação poderia colocar em risco a vida dos residentes, sendo óbvio que a salvaguarda da vida tem que ser a prioridade em caso de catástrofe.

No entanto, e apesar do grau de imprevisibilidade dos níveis de pluviosidade, e de, manifestamente, as entidades oficiais estarem mais bem preparadas do que na altura em que os ventos fortes devastaram a região Centro do País, existe todo um conjunto de causas estruturais que determinaram a gravidade dos prejuízos, sendo patente a existência de graves vulnerabilidades.

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