quinta-feira, junho 25, 2026

Os maus alertas via SMS - 3ª parte

A estratégia de comunicação das entidades oficiais, quando uma situação com impacto na segurança e na saúde das populações se aproxima, tende a pecar por defeito, sendo demasiadamente generalista, com os habituais SMS a terem um impacto escasso nos comportamentos, perdendo-se na infinitude de mensagens padronizadas que todos estamos habituados a receber e às quais tendemos a dispensar pouca atenção.

Acreditamos que a forma de alertar para situações de risco necessita de ser rapidamente revista e que, independentemente das responsabilidades individuais, cabe às autoridades desempenhar um papel mais activo e incisivo na antecipação de perigos que irão afectar as populações, recorrendo a uma intervenção mais visível, envolvendo protagonistas políticos e com uma mensagem mais específica e adequada a cada situação, com instruções práticas e informação das medidas adoptadas e do período abrangido.

Exemplos provenientes de outros países, onde, na perspectiva de uma situação de perigo que possa afectar a generalizada das populações, apontam no sentido de uma comunicação mais directa, com um responsável governativo presente num ou vários canais televisivos de acesso livre e a publicação da mensagem nas plataformas mais usadas, incluindo-se redes sociais, que devem participar no esforço de divulgação por obrigação legal, como parte do acordo para operar num dado país, parece-nos essencial.

Possivelmente, será tarde para que a forma como os alertas são enviados seja alterado antes desta onda de calor que se avizinha, mas surgirão outras ondas de calor, bem como novas situações onde um alerta fará todo o sentido, pelo que rever procedimentos será essencial, de modo que em situações futuras, algumas das quais ocorrerão no Verão que se inicia, as populações sejam alertadas de forma mais eficaz, seja na forma, seja no conteúdo.

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