No mesmo dia, um transeunte foi atropelado por um veículo dos bombeiros, que se dirigia para uma ocorrência, tendo dois dos ocupantes ficado feridos, enquanto outra viatura, pertencente à corporação de Vinhais, ardeu, num incidente do qual resultaram ferimentos em cinco bombeiros, um dos quais continua internado em estado considerado grave.
Quer os dois incidentes, ambos particularmente graves, quer os incêndios que obrigaram a estas deslocações e intervenções, foram essencialmente ignorados, sobretudo no respeitante às ocorrências, cuja evolução foi, essencialmente, ignorada pela comunicação social, a exemplo de tantas outras que continuam activas no território nacional.
As poucas reportagens a que assistimos foram de curta duração, sem grandes detalhes e, muito frequentemente, interrompidas por questões técnicas, perdendo-se a comunicação, em muitos casos não reatada durante o mesmo serviço noticioso, que nem sequer volta a abordar, mesmo que de outra forma, a ocorrência descrita.
Temos consciência de que efectuar uma transmissão vídeo em directo a partir de uma zona remota enfrenta dificuldades, mesmo quando se escolhe um local mais favorável, mas a frequência das interrupções demonstra que não existe um investimento nos recursos técnicos para esse tipo de emissão, que pode requerer um sistema de comunicações via satélite, de maior disponibilidade em qualquer local, mas que implica dispor de um tipo de equipamento que, manifestamente, não é disponibilizado aos repórteres.
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