segunda-feira, agosto 10, 2026

O que conhece quem relata os fogos? - 2ª parte

Também o local onde as reportagens decorriam, entre a necrópole de Vila Ruiva e a Carrapichana, tem sobretudo vegetação rasteira, ervas, giestas, algumas poucas árvores e bastantes pedras, algo muito comum nesta zona e que pode ser visto nas imagens com menos de um ano publicadas no Google Maps, observando a zona da necrópole de Vila Ruiva e da capela do Anjo, onde foi feita parte da reportagem.

Aliás, estamos a falar de uma ocorrência que começou da parte da tarde e entrou em fase de resolução por volta das 17:20, depois de consumir mato, combustíveis finos e algum terreno agrícola, desconhecendo-se quais os prejuízos que, pela zona atingida, serão de pouca monta, não tendo sido atingidas edificações ou equipamentos que, tanto quanto sabemos, não existem nas zonas atingidas.

Passadas horas, após anoitecer, outro incêndio, igualmente dado como resolvido, reacendeu, perto da estrada que segue para Aguiar da Beira, perto de Figueiró da Granja, onde existem algumas casas dispersas, mas, mais uma vez, o fogo consome só mato, vegetação rasteira, podendo atingir alguns terrenos agrícolas que, naquela zona do País, muitas vezes estão desaproveitados, do que decorre a ausência de prejuizos reais.

Toda a peça parece destinar-se, sobretudo, a preencher a emissão, com um tempo desproporcionado face ao sucedido, isto sem por em causa os danos causados, que parecem residuais, as preocupações geradas nas populações e, naturalmente, o eforço dos operacionais, alongando-se em considerações e pequenos apontamentos que, no fundo, apenas confirmam o pouco que havia a dizer.

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