O Lidl vai vender a partir de hoje, 2ª feira, um ciclocomputador, tão do agrado dos ciclistas, mas que alguns entusiastas do todo o terreno adaptam a outras funções, nomeadamente como substituto do muito mais caro "Tripmaster".
O principal problema de alguns destes ciclocomputadores, em abstracto, é a baixa velocidade máxima que tendem a suportar, o que sendo tolerável fora de estrada, pode ser limitativo quando se pretende continuar a usá-los a mais de 60 Km/h.
Embora com limitações relativamente aos seus "irmãos" mais dispendiosos e sofisticados, não quisemos deixar de mencionar este equipamento, cujas características principais são:
Indicador de temperatura
Velocidade (instântanea, média, tendência, comparação e máxima)
Cronómetro e relógio
Conta km (por viagem e total)
Arranque/paragem automática
Selecção Km/h ou MPh
Scan
LCD automático
O equipamento, de montagem fácil, funciona como uma pilha, que vem incluida, e tem 3 anos de garantia.
Para quem pratique ciclismo ou, simplesmente, queira este equipamento para outros fins, sugerimos que aproveite esta oportunidade, porque a um preço de 4.99 euros, deve ser difícil encontrar algo equivalente.
Quando tivermos ocasião de instalar o nosso, voltaremos a este assunto e, caso haja um novo modelo disponível, tentaremos avisar os nossos leitores com maior antecedência.
segunda-feira, abril 17, 2006
domingo, abril 16, 2006
Bombeiro morreu após rebentamento de bilha de oxigénio
Fotografia tirada após a explosão no Cacém
A explosão ocorreu cerca das 11:00 quando os dois homens dos Bombeiros Voluntários do Cacém estavam a encher uma bilha de oxigénio para a corporação de bombeiros de Belas.
"Parecia uma granada, daquelas que lançávamos na Guerra do Ultramar." Foi assim que Joaquim Nota, um morador de 65 anos, descreveu ao Correio da Manhã o estrondo que ontem de manhã deixou os Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém, Sintra, em estado de choque quando uma garrafa de ar comprimido rebentou quando estava a ser carregada, na parada do quartel, e provocou a morte ao bombeiro Henrique Lopes, de 48 anos, e ferimentos graves a outro, Manuel Antunes, de 57.
Segundo o comandante João Arrenega, nem todas as corporações de bombeiros dispõem de um compressor para carregar as garrafas, pelo que os bombeiros de Belas, em exercício, solicitaram um favor aos colegas de Agualva-Cacém.
Esta tarefa era atribuída, na maior parte das vezes, a Henrique Lopes, mas ontem, pelas 11h10, a garrafa rebentou, provocando a morte do operador e atingido nas pernas com estilhaços outro bombeiro.
Henrique Lopes e Manuel Antunes foram transportados para o Hospital Amadora-Sintra, mas o primeiro morreu minutos depois enquanto o segundo foi submetido a uma cirurgia.
"Um homem de 48 anos foi atingido na zona do abdómen mas, apesar das tenta tivas de reabilitação, acabou por morrer, e outro de 60 anos ficou ferido nas pernas", disse a mesma fonte.
De acordo com a fonte, o bombeiro ferido foi submetido a uma intervenção cirúrgica, encontrando-se livre de perigo, "mas que poderá ser sujeito a uma intervenção de recuperação de tecidos".
Apesar de comandar os bombeiros de Agualva-Cacém há apenas um ano, João Arrenega é bombeiro há 20 e não recorda casos semelhantes, não sendo de excluir uma deficiência na garrafa, tendo a Polícia Judiciária estado no local a recolher vestígios, após o que será aberto um inquérito para apurar as causas do acidente.
Gonçalo Silva, um bombeiro de 25 anos, chegou ao quartel e deparou-se com os colegas feridos no chão. "Não consigo recordar nada. São momentos em que tudo se torna branco e inexplicável", disse.
Ainda incrédulo com a morte do colega que, segundo disse, era "acima de tudo um bom bombeiro", criticou a falta de atenção do Governo para com os bombeiros. "Estamos num país onde se precisa mais de estádios do que equipamentos para as corporações, meios que podiam evitar falhas humanas".
A política de investimentos, nomeadamente em projectos de duvidoso interesse nacional, que determinam a falta de capacidade financeira para implementar um conjunto de medidas urgentes em várias áreas de actuação, resulta, em grande parte, da falta de consciência e de intervenção cívica que se vive em Portugal.
Infelizmente, verifica-se que não existe uma tradição de participação dos cidadãos nas decisões que mais os afectam, deixando aos vários Governos a possibilidade de, sem contestação, tomar decisões gravosas que podem afectar gerações futuras.
Se tomarmos como exemplo, embora mantendo as devidas distâncias, os acontecimentos que em França levaram a um recuo do Governo e ao abandono da controversa "Lei do Primeiro Emprego", facilmente se verifica até que ponto o povo português se alheia das grandes decisões, optando por um constante lamento enquanto vê o fruto das suas contribuições ser desbaratado.
Para além de lamentar este trágico acidente, deixamos aqui este apelo de participação cívica, de modo a que sejam evitadas decisões que a maioria contesta mas aceita.
Caixa de arrumação no Lidl
Caixa de arrumação 5ª feira no Lidl
A caixa é vendida desmontada e inclui rodas, pegas e um sistema que permite fechá-la através de um cadeado, não incluido, conforme se pode observar na foto ao lado.
Esta caixa plástica tem dimensões exteriores de 117 x 45 x 58 cm, sendo o comprimento correspondente a 46", e pode ser transportada na área de carga de um Série ou Defender.
Não queremos deixar de alertar para o facto de esta caixa ser mais larga do que a plataforma inferior devido ao contorno das cavas das rodas, pelo que só pode ser colocada sobre a zona das cavas ou no sentido do comprimento, excepto para quem tenha uma das poucas "High Capacity Pick Up" que existem entre nós.
No entanto, estamos certos de que o tradicional espírito inventivo de quem possui um Land Rover não deixará ficar mal quem opte por este sistema de transporte, que pode ser aparafusado na estrutura do veículo de modo a evitar deslocar-se com o movimento do veículo.
Para quem não tenha uma alternativa mais resistente e necessite de um local onde colocar algum equipamento, preferencialmente de pouco valor, seja no carro ou em casa, esta pode ser uma opção a ter em conta devido à excelente capacidade de armazenamento e ao preço razoável.
Páscoa Feliz
Desejamos aos nossos leitores e amigos, e a todos quantos lhes são queridos, uma Páscoa Feliz.
Queremos, ainda, agradecer as visitas que têm feito a este espaço de reflexão e esperamos continuar a contar com todos neste empreendimento que visa lutar contra um dos maiores flagelos que atormenta o nosso País.
A todos, uma Páscoa Feliz!
Queremos, ainda, agradecer as visitas que têm feito a este espaço de reflexão e esperamos continuar a contar com todos neste empreendimento que visa lutar contra um dos maiores flagelos que atormenta o nosso País.
A todos, uma Páscoa Feliz!
sábado, abril 15, 2006
Museu do Bombeiro abre este ano em Lisboa
O Museu do Bombeiro de Lisboa deverá, segundo responsáveis camarários, abrir ao público este ano, três anos depois de ter sido inaugurado e com várias peças seculares já expostas e à espera de poderem ser admiradas.
A coordenadora do museu, Mónica Duarte de Almeida, gostaria que o espaço abrisse ao público a 19 de Maio, Dia da Unidade do Regimento Sapadores Bombeiros (RSB), algo que parece impossível, uma vez que o projecto de museografia e museologia, necessário para a abertura, ainda não está concluído por falta de verbas.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, adiantou que o Museu tem vindo a funcionar esporadicamente e que deverá abrir este ano.
Mónica Duarte de Almeida contou que a criação de um museu dos bombeiros se formalizou em 1930, aquando da reestruturação do Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa (Corpo de Salvação Pública) em Batalhão de Sapadores Bombeiros.
Até Junho de 2003, altura em que foi inaugurado o museu, o valioso espólio do RSB andou disperso por vários quartéis da capital e dificilmente podia ser admirado pelo público.
O atraso na abertura ao público deve-se à falta de uma dotação orçamental de carácter extraordinário, necessário para avançar com o projecto de museologia e museografia, mas também ao facto de o quadro de pessoal ainda não estar preenchido, explicou a responsável.
"Para expor objectos destes é preciso ter uma estrutura de imobiliário, de iluminação, de painéis, e isso não temos, nem podemos avançar com isso sem haver uma dotação orçamental extraordinária para esse efeito", salientou.
Mónica Duarte de Almeida lembrou que um dos objectivos do museu é "estudar, conservar e divulgar a história do serviço de incêndios da cidade de Lisboa e promover a sensibilização para as questões de segurança citadina e do ambiente".
Do espólio do museu do Regimento Sapadores Bombeiros fazem parte vários objectos seculares e mais de 50 viaturas puxadas a braços ou a cavalo, para além de bombas a vapor do final do século XIX.
Trata-se do objectos que fazem parte da história da corporação, mas também estão presentes peças que foram doadas por particulares ou por outras instituições de bombeiros.
Um desses exemplos é uma bomba de caldeira, dos finais do século XIX que foi oferecida pelo infante D. Afonso e que pertenceu ao imperador do Brasil, D. Pedro II.
"O que temos em património material é provavelmente uma das melhores colecções a nível europeu", adiantou Mónica Duarte de Almeida, que tem dedicado os últimos dez anos da sua vida a estudar a história dos bombeiros e a ajudar na criação do museu.
Situado em Benfica, junto ao Centro Comercial Colombo, o Museu do Bombeiro de Lisboa tem quatro pisos, com espaços para guardar o espólio, para animação infantil e juvenil, para além de um auditório e centro de documentação.
O Museu tem ainda um espaço para exposições semi-permanente e uma galeria para exposições temporárias.
Sabendo que a edilidade lisbonense tem graves problemas financeiros e se encontra limitada em termos de investimento por ter esgotado a capacidade de endividamento, a abertura deste Museu ainda no ano corrente parece-nos uma hipótese remota, facto que obviamente lamentamos.
Apenas com a intervenção e o patrocínio de entidades privadas e com o apoio do Estado, que poderia permitir que professores não colocados aí prestassem serviço, suportando parte dos custos, se afigura possível uma abertura próxima.
Enquanto, esperamos pelo anúncio da abertura, sugerimos aos responsáveis do Museu que organizem um "exposição virtual", como antevisão do recheio e do espaço que um dia poderão visitar.
A coordenadora do museu, Mónica Duarte de Almeida, gostaria que o espaço abrisse ao público a 19 de Maio, Dia da Unidade do Regimento Sapadores Bombeiros (RSB), algo que parece impossível, uma vez que o projecto de museografia e museologia, necessário para a abertura, ainda não está concluído por falta de verbas.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, adiantou que o Museu tem vindo a funcionar esporadicamente e que deverá abrir este ano.
Mónica Duarte de Almeida contou que a criação de um museu dos bombeiros se formalizou em 1930, aquando da reestruturação do Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa (Corpo de Salvação Pública) em Batalhão de Sapadores Bombeiros.
Até Junho de 2003, altura em que foi inaugurado o museu, o valioso espólio do RSB andou disperso por vários quartéis da capital e dificilmente podia ser admirado pelo público.
O atraso na abertura ao público deve-se à falta de uma dotação orçamental de carácter extraordinário, necessário para avançar com o projecto de museologia e museografia, mas também ao facto de o quadro de pessoal ainda não estar preenchido, explicou a responsável.
"Para expor objectos destes é preciso ter uma estrutura de imobiliário, de iluminação, de painéis, e isso não temos, nem podemos avançar com isso sem haver uma dotação orçamental extraordinária para esse efeito", salientou.
Mónica Duarte de Almeida lembrou que um dos objectivos do museu é "estudar, conservar e divulgar a história do serviço de incêndios da cidade de Lisboa e promover a sensibilização para as questões de segurança citadina e do ambiente".
Do espólio do museu do Regimento Sapadores Bombeiros fazem parte vários objectos seculares e mais de 50 viaturas puxadas a braços ou a cavalo, para além de bombas a vapor do final do século XIX.
Trata-se do objectos que fazem parte da história da corporação, mas também estão presentes peças que foram doadas por particulares ou por outras instituições de bombeiros.
Um desses exemplos é uma bomba de caldeira, dos finais do século XIX que foi oferecida pelo infante D. Afonso e que pertenceu ao imperador do Brasil, D. Pedro II.
"O que temos em património material é provavelmente uma das melhores colecções a nível europeu", adiantou Mónica Duarte de Almeida, que tem dedicado os últimos dez anos da sua vida a estudar a história dos bombeiros e a ajudar na criação do museu.
Situado em Benfica, junto ao Centro Comercial Colombo, o Museu do Bombeiro de Lisboa tem quatro pisos, com espaços para guardar o espólio, para animação infantil e juvenil, para além de um auditório e centro de documentação.
O Museu tem ainda um espaço para exposições semi-permanente e uma galeria para exposições temporárias.
Sabendo que a edilidade lisbonense tem graves problemas financeiros e se encontra limitada em termos de investimento por ter esgotado a capacidade de endividamento, a abertura deste Museu ainda no ano corrente parece-nos uma hipótese remota, facto que obviamente lamentamos.
Apenas com a intervenção e o patrocínio de entidades privadas e com o apoio do Estado, que poderia permitir que professores não colocados aí prestassem serviço, suportando parte dos custos, se afigura possível uma abertura próxima.
Enquanto, esperamos pelo anúncio da abertura, sugerimos aos responsáveis do Museu que organizem um "exposição virtual", como antevisão do recheio e do espaço que um dia poderão visitar.
Incêndios chegam mais cedo
Incêndio florestal em Portugal no Verão de 2005
Esta área ardida foi das primeiros a ser incluida na estatística que revelará a área perdida neste ano em consequência de fogos florestais, e ocorre a um mês do arranque da época de combate.
No final deste mês termina o prazo de discussão pública de três documentos fundamentais para a regulamentação as actividades de socorro: a "Directiva Operacional de Combate aos Fogos", o "Plano Nacional de Defesa da Floresta" e o "Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro".
"Os próximos dias são extremamente importantes. Há questões decisivas em fase de discussão", reconhece Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, que mantém um braço de ferro com o Governo em relação ao sistema de combate aos incêndios.
Uma das questões a separar bombeiros e Governo é a principal novidade do dispositivo de combate a incêndios: o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR que integra 315 militares, distribuídos por três companhias, a quem caberá o primeiro ataque aos incêndios.
Ao contrário da GNR, onde a preparação dos grupos está na fase final, a nível autárquico ainda há questões por resolver a nível do planeamento.
Segundo o Ministério da Agricultura, apenas 82 dos 308 concelhos do País têm planos municipais de defesa de floresta e, destes, só 19 em versão final.
Chegou a ser obrigatório os planos municipais estarem prontos até ao final do ano passado, mas, perante os atrasos generalizados, o prazo acabou por ser prorrogado, sinónimo do facilitismo que se vive em Portugal.
Ontem, à mesma hora em que as chamas deflagravam em Urrô, lançando setenta bombeiros no combate ao fogo, o Conselho de Ministros anunciava em Lisboa a adjudicação à Aeronorte do fornecimento, até 2008, de quatro helicópteros médios.
Há um mês, o Governo tinha já aprovado a adjudicação, para este ano, de seis helicópteros ligeiros e dois aviões pesados anfíbios.
O dispositivo de meios aéreos para este ano, apresentado em Dezembro do ano passado, prevê que a 15 de Maio estejam disponíveis seis helicópteros ligeiros e dois helicópteros médios e que na primeira quinzena de Junho, chegue um reforço de oito aviões ligeiros.
Até final do mês será também conhecida a decisão sobre os dez helicópteros ligeiros e médios que Portugal vai adquirir, mas estas aeronaves só deverão estar operacionais no próximo ano.
Estes atrasos, quer a nível da disponibilização dos meios aéreos, quer do planeamento, o que é muito mais grave, para além de causar um enorme mal estar junto dos bombeiros, prejudica a confiança das populações no dispositivo de combate aos incêndios e na capacidade do Estado em garantir a segurança de pessoas e bens.
sexta-feira, abril 14, 2006
Google Calendar
A Google disponibilizou, com integração no Gmail, um sistema de calendário ou agenda electrónica partilhável.
Este sistema, que tem características base semelhantes a tantos outros, apresenta a vantagem de poder ser tornado mais ou menos visível, de modo a que um grupo possa ter acesso a eventos comuns, mas mantendo a privacidade sempre que não se pretenda que estes sejam divulgados.
A integração com o Gmail é outra vantagem adicional, permitindo adicionar eventos incluidos em mensagens de forma automática ou usar o correio electrónico para enviar informações do calendário.
Tem também a flexibilidade suficiente para "webmasters" poderem configurá-lo,de modo a estar de acordo com necessidades específicas de um dado "site".
Para quem tenha uma conta de Gmail, é quase imediato criar uma no Google Calendar e começar a usá-lo de imediato, sempre de forma independente de cada computador pessoal, dado que a informação fica alojada "on-line" num servidor do Google.
Deixamos aqui esta sugestão de um produto que pode ajudar grupos a organizar ou coordenar actividades comuns, partilhando a informação necessária, sem comprometer a privacidade.
Este sistema, que tem características base semelhantes a tantos outros, apresenta a vantagem de poder ser tornado mais ou menos visível, de modo a que um grupo possa ter acesso a eventos comuns, mas mantendo a privacidade sempre que não se pretenda que estes sejam divulgados.
A integração com o Gmail é outra vantagem adicional, permitindo adicionar eventos incluidos em mensagens de forma automática ou usar o correio electrónico para enviar informações do calendário.
Tem também a flexibilidade suficiente para "webmasters" poderem configurá-lo,de modo a estar de acordo com necessidades específicas de um dado "site".
Para quem tenha uma conta de Gmail, é quase imediato criar uma no Google Calendar e começar a usá-lo de imediato, sempre de forma independente de cada computador pessoal, dado que a informação fica alojada "on-line" num servidor do Google.
Deixamos aqui esta sugestão de um produto que pode ajudar grupos a organizar ou coordenar actividades comuns, partilhando a informação necessária, sem comprometer a privacidade.
Publicidade Land Rover: passear o crocodilo
O crocodilo à espera de dar um passeio radical
Para a Land Rover, o radicalismo e o espírito de aventura levaram a que o animal de estimação mais tradicional fosse substituido pelo exotismo de um crocodilo, cuja atitude parece replicar a de um simples cão.
Nesta Páscoa que se avizinha, acabamos por não encontrar um anúncio semelhante com um coelho, pelo que acabamos por optar por um dos raros anúncios em que a primazia não é dada nem ao veículo, nem ao seu proprietário.
Sistema de combate a incêndios vai ser apresentado na Lousã
Sistema de pulverização para montagem em viatura
A apresentação e teste dos equipamentos terá lugar no auditório do Centro de Operações e Técnicas Florestais, às 15:00, seguindo-se um simulacro de incêndio no aeródromo municipal, onde funciona um pólo do Centro de Formação da Escola Nacional de Bombeiros.
Concebida pela empresa alemã AFT (Advanced Firefighting Technology GmbH), a nova tecnologia foi desenvolvida a partir da indústria aeroespacial, tendo sido posteriormente adoptada e aperfeiçoada para o combate aos fogos.
"Os novos equipamentos permitem uma primeira intervenção mais decisiva, mais eficaz e com menos recursos, utilizando aerodinâmica avançada e aplicações da engenharia de fluxos e misturas de água e ar comprimido", explicou a AFT em comunicado.
Segundo a empresa alemã, "esta tecnologia permite criar uma área de superfície de água 50 vezes superior a uma auto bomba convencional, resultando num rápido arrefecimento da zona", explicando que "a névoa gerada expande-se 1640 vezes, tornando inerte a atmosfera em torno do fogo".
"Os equipamentos que vão ser testados são ideais para permitir uma resposta rápida e eficaz dos bombeiros, um dos pilares para solucionar o drama dos incêndios em Portugal", sublinha a AFT.
Segundo o fabricante, a unidade Modular de Ar Comprimido (APM) incorpora um sistema de atomização para água nebulizada e espuma com ar comprimido para combate a incêndio.
O sistema é modular e pode ser ampliado, dependendo das necessidades do cliente. Devido à tecnologia própria utilizada, este sistema combinado é 10 vezes mais potente do que a maioria dos produtos da categoria mais competitiva.
Com um peso de 200 Kg, este sistema de pulverização permite enviar um "spray" de 60º a uma distância de 6-7 metros e um jorro até aos 17-18 metros, com um tempo de operação de até 300 segundos usando o caudal máximo.
Sistema de 400 litros em viatura todo o terreno
Sendo bem vindas, estas novas tecnologias podem deslumbrar alguns, mas não pode fazer esquecer que o problema dos incêndios florestais é estrutural e não depende apenas da sofisticação dos equipamentos disponíveis.
Aliás, em Portugal os gastos com os incêndios são particularmente elevados e os resultados não acompanham estes investimentos, razão pela qual, não esquecendo a importância do progresso tecnológico, se deve olhar mais longe.
quinta-feira, abril 13, 2006
Autarca lança SOS ao Governo
Idoso combatendo um incêndio no Verão de 2005
"Este é um dever de justiça. Os governos não podem ter filhos e enteados", salientou Hermano de Almeida, na intervenção que fez na sessão solene de comemoração do Dia do Município, em que participou o secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita.
Na cerimónia, o autarca pediu a ajuda do Governo para a recuperação deste município do interior do distrito de Coimbra flagelado pelo fogo, lembrando que, em 2003, "houve uma acção concertada do Estado para minimizar os prejuízos dos incêndios em concelhos vizinhos" à Pampilhosa.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra disse que os incêndios do Verão passado causaram prejuízos avaliados em cerca de 3.500.000 de euros e adiantou que o secretário de Estado prometeu que ia estudar o assunto e analisar a hipótese de ser celebrado um contrato-programa com a autarquia.
Os efeitos dos incêndios foram patentes sobretudo nas vias de comunicação e nas redes de abastecimento de água, disse ainda o autarca, observando que, segundo as contas do município, as chamas destruíram uma área de 25.500 hectares.
As comemorações do Dia do Município compreenderam também a inauguração da Rua Paulo Piedade, numa justa homenagem ao bombeiro do concelho que morreu no combate a um incêndio no Verão passado, exemplo que esperamos ver seguida noutros pontos do País, e da sede da Comunidade Intermunicipal do Pinhal.
Foi ainda inaugurado um anfiteatro ao ar livre e assinados vários protocolos com instituições do concelho a quem, a 10 de Abril de 1423, o rei D. João I confirmava à vila de Pampilhosa da Serra, os seus direitos, foros e garantias de vila isenta.
Com as marcas dos incêndios dos últimos anos ainda bem visíveis, o concelho da Pampilhosa da Serra foi um dos mais atingidos e enfrenta agora a difícil tarefa de se preparar para uma nova época de chamas sem que existam novos meios de defesa nem terem sido recuperadas as áreas ardidas, algo que é comum à maioria dos municípios deste País.
Muitos municípios devastados continuam à espera de auxílio do Estado, por vezes durante anos, tendo até hoje recebido apenas promessas e uma mão cheia de nada, facto que contribui para o desespero dos poucos habitantes que se obstinam em ficar nas terras onde nasceram e que já nada têm para oferecer.
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