segunda-feira, julho 17, 2006

Beriev entra finalmente em acção


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Beriev Be 200 sobre a pista

O Beriev Be-200 estreou-se sábado a operar no combate a fogos, tendo ajudado a circunscrever o incêndio que desde a véspera lavrava no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Terras de Bouro.

Depois de testes de abastecimento e de uma paragem forçada devido ao acidente que ocorreu na Barragem da Aguieira, o Be-200 foi utilizado pela primeira vez numa missão de combate real, integrando o dispositivo de combate aos incêndios florestais.

A estreia ocorreu num dia complicado, com os bombeiros a chegar a combater oito fogos em simultâneo, no Norte e Centro do País, no que foram auxiliados por meios aéreos e por dois pelotões de militares que actuaram em Terras de Bouro em acções de apoio e rescaldo.

Não foram, no entanto, fornecidas informações adicionais, nomeadamente em termos de número de descargas, locais e formas de abastecimento, tempos de voo, consumos e outras que seriam da maior importância para tirar algumas conclusões perliminares relativamente à capacidade operacional desta aeronave.

Foi também o dia onde, pela primeira vez este ano, foram ultrapassadas as três centenas de fogos, batendo os 280 que se tinham verificado a 4 de Junho e dando início a um fim de semana de grandes temperaturas de que resultou uma extensa vaga de incêndios.

"Roll-Bar" - 1ª parte


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Um exemplo de "roll-bar" interno simples

Como mencionamos num texto anterior, a ocorrência de acidentes com viaturas pesadamente carregadas de que resultou a perda de vidas humanas tem-se revelado um dos factores que mais contribui para o número de mortes de bombeiros no nosso País.

Assim, torna-se necessário reforçar os habitáculos dos veículos, evitando uma deformação que provoque o esmagamento dos ocupantes, pelo que temos investigado alguns equipamentos, quer a nível de fabricantes, quer de peças que permitam construir este tipo de equipamentos por um valor inferior ao praticado no mercado.

Basicamente, um "roll-bar", consiste numa estrutura metálica indeformável que é aparafusada ou soldada em pontos estruturais de um veículo, dando origem a uma espécie de "gaiola" que protege quem se encontrar no interior.

Logicamente, este equipamento tem que ser concebido e executado com rigor, sob pena de da sua instalação resultar o efeito contrário ao pretendido, dado que aumenta o peso do veículo e, em caso de falha, origina um sem número de pontos de impacto adicionais que podem ferir os ocupantes.

Nesta pesquisa, começamos por analisar qual o material escolhido por fabricantes conceituados, como a OMP, a Sparco ou a Safety Devices e a forma como estas empresas sugerem que os "roll bar" sejam presos ao veículo.

De importância essencial, é a escolha do material que, tipicamente será aço do tipo Cold Drawn Seamless Carbon, também conhecido por CDS, Chrome Molybdenum ou Fe45.

Este último será o mais habitual, mas existe uma maior dificuldade de obter uma qualidade constante do que no caso do CDS, continuando, no entanto a ser a escolha de muitos fabricantes.

Também o aço Fe45 continua a ser utilizado por casas como a OMP Racing para os modelos não homologados, oferecendo uma boa relação qualidade preço e sendo usado com diametros exteriores da ordem dos 60 mm, com um interior que rondará os 50 mm.

Por uma questão de facilidade e de uniformização, esta será a medida que decidimos adoptar para as barras que constituiram o essencial da estrutura e que, naturalmente, condicionam as restantes peças a desenvolver.

domingo, julho 16, 2006

Site dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim


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Land Rover Defender de Comando dos BV Canas

Agradecemos aos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim a honra de terem colocado uma ligação no seu "site" para este espaço de reflexão.

No "site" dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, para além de contactos e informações úteis, pode-se consultar a longa história da corporação, apreciar o equipamento de que dispõe e ver fotografias das suas actividades.


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Capela do Solar Abreu Madeira ao fundo

Mas por ser uma vila histórica, com múltiplas razões que justificam uma visita, não queremos deixar de colocar uma imagem desta localidade beirã onde as construções em granito ainda são a tónica dominante, e cujs vestígios remontam à Pré-História.

Ocupada desde a época romana, a história de Canas de Senhorim, identificada como tal, abranje praticamente toda a existência do nosso País, existindo numerosos vestígios e achados de interesse arqueológico que o confirmam.


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Imagem 3D gerada a partir de carta militar

Para quem desejar conhecer melhor esta vila do distrito de Viseu e os arredores usando uma viatura todo o terreno, aconselhamos a aquisição da carta militar nº 200 da Série 888 à escala 1/25.000 e dispor de alguns dias para a exploração.

Situada entre as Serras da Estrela e do Caramulo, numa das mais belas zonas do País, esta é uma visita que aconselhamos a quem tenha a possibilidade de se deslocar a esta Vila que recebeu a sua primeira Carta de Foral em 1196.

Um sexto das saidas dos GIPS devem-se a falsos alarmes


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Helicóptero em missão de combate a fogos

Das 66 saídas que as brigadas helitransportadas do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana tiveram no primeiro mês e meio de intervenção, 10 deveram-se a falsos alarmes.

Esta elevada percentagem, que corresponde a perto de 15%, levou o comandante da unidade, major Paixão, a apelar ao sentido de responsabilidade das populações, lembrando que "enquanto uma brigada está a responder a um falso alarme, pode estar uma casa ou outro local a arder".

Esta elevada percentagem, quando comparada com as estatísticas anuais registadas pelo sistema automatizado de controlo de ocorrências do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), que estimam em pouco mais de 5% o número de falsos alarmes de incêndio, corresponde ao triplo do normal.

Por isso, fonte do SNBPC mostra-se surpreendida com os dados de intervenção do GIPS, ontem apresentados numa sessão de balanço a que presidiu o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa.

Operacionalmente, entende-se ser imprescindível perceber as causas do elevado valor e uniformizar conceitos dado que, segundo a mesma fonte, "em anos anteriores, não há memória de brigadas helitransportadas saírem para falsos alarmes".

Para Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), a estranheza é outra, porque "não há razão para serem relevados dados estatísticos de uma parte do todo com um número irrelevante de participações, esquecendo-se os milhares de situações a que os bombeiros acorreram durante o mesmo período".

O dirigente da LBP considerou "curioso" que, no dia em que foi publicada em Diário da República a Lei de Bases da Protecção Civil, "onde se valorizam todas as partes de um sistema integrado", tenha sido feito "enfoque numa parte, desvalorizando o todo".

Para já, considera que a taxa de sucesso do GIPS, com 47 fogos extintos na primeira intervenção que lhe está cometida, contra apenas 9 que exigiram a intervenção de outros meios é positiva.

Desde o início do mês, dia em que se entrou na chamada "Fase Charlie", com o maior dispositivo no terreno, estão activas brigadas do GIPS em 12 centros de meios aéreos, enquanto na "Fase Bravo" a acção em sete desses locais esteve limitada a patrulhamento e primeira intervenção terrestre.

No respeitante ao elevado número de falsos alarmes para os GIPS, o facto de serem uma novidade, de possuirem novos equipamentos e deslocarem-se de helicóptero, pode justificar em parte esta percentagem anormal de chamadas indevidas, facto que é tanto mais agravado com a extrema necessidade de uma rapidez de intervenção que dificulta uma confirmação da ocorrência.

sábado, julho 15, 2006

Telemóveis vão receber SMS do Governo


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Alerta do MAI chega via SMS

Os utilizadores de telemóveis das três redes nacionais vão receber, durante os próximos dias, uma mensagem pedindo-lhes que liguem para os números nacional de emergência, "112", ou de incêndios florestais, "117", caso avistem um incêndio, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).

"Em caso de incêndio ligue 112 ou 117 - Portugal sem fogos depende de todos" é o conteúdo da mensagem que vai ser enviada via SMS para os telemóveis das operadoras nacionais, com o objectivo de "sensibilizar a população a utilizar esses números para alerta de incêndios", informa o MAI em comunicado, que acrecenta que esta acção permitirá "uma mais rápida e eficaz gestão do dispositivo de combate".

A iniciativa conta com o apoio das três operadoras de telemóveis em Portugal, TMN, Optimus e Vodafone, que suportarão os custos deste envio, facto que o MAI agradece, salientando o "relevante contributo" das operadoras ao disponibilizarem-se para, sem custos para o Estado, fazer chegar a mensagem "a um maior número de portugueses".

Depois das campanhas nos canais televisivos, chega a vez dos telemóveis e um dia, quem sabe, será também utilizado o correio electrónico na sensibilização de todos para o problema dos incêndios florestais, algo que deverá ser feito durante todo o ano e muito especialmente quando ainda é possível organizar acções de prevenção e limpeza das matas.

Neste momento, sendo bem vinda, esta iniciativa peca por tardia e dificilmente terá um impacto significativo na actuação dos portugueses que deverão ser mobilizados para agir antes e não depois de os fogos começarem.

Beriev em terra e fumo negro no ar


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O antigo Be 12 opera bem em áreas mais restritas

Mesmo após terem sido concluidas as reparações e numa altura em que numerosos incêndios continuam activos, o Be-200 continua imobilizado na Base Aérea de Monte Real enquanto se espera pela conclusão de um inquérito que, provavelmente, apontará para erro humano.

Será esta a forma de perservar a excelência que se pretende para a aeronave selecionada por razões políticas e económicas, leia-se o pagamento da já mítica dívida russa para com Portugal, que parece não haver possibilidade de recuperar.

O acidente ocorrido na barragem da Aguieira verificou-se quando uma segunda trajectória foi tentada, para que o Beriev enchesse os tanques em mais de 40%, valor que se verificou na primeira tentativa e que é insuficiente.

Assim, porque não é prático fazer abastecimentos de água de apenas 40% em cada passagem, o que limita a operacionalidade do avião, dada a necessidade de repetição de que resulta tempo perdido e combustível gasto, a tripulação optou por uma nova rota tendo abastecido os tanques em 60% mas, como se verificou pelo resultado, sem margem de manobra para descolar em segurança.

Para além do apuramento de responsabilidades que prossegue, seria também de rever a lista de pontos de abastecimento de água, que foi nitidamente empolada, através da inclusão de locais como o da barragem da Aguieira, onde não é possível abastecer o Be-200 numa única passagem e com os níveis de água que se verificam no Verão.

Sem ter acesso ao estudo efectuado, torna-se difícil verificar onde residem os erros, mas o facto de este ter sido realizado durante os meses de Inverno, com um nível de água nas albufeiras muito superior ao actual, pode contribuir para explicar o desfasamento que agora se verifica e que tem penalizado fortemente esta aeronave.

Independentemente do resultado, com um início de testes tão problemático, começamos a acreditar que só razões de ordem política e económica poderão levar a adoptar este modelo que, repetimos, tem provado ser excelente nas condições para as quais foi concebido.

sexta-feira, julho 14, 2006

Óculos de protecção solar


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Óculos de protecção em celuloide

Feitos a pensar no deserto ou em zonas de alta luminosidade, onde o vento possa projectar areia contra os olhos, estes óculos em celuloide e tecido, com uma simples banda elástica para prender, foram utilizados no Norte de África e no Sul da Europa.

Este modelo, designado por M-42, é fornecido dobrado, dentro de um pequeno estojo em plástico flexível e ainda hoje se pode encontrar à venda no Ebay, por preços a partir dos dois euros, a que acrescem despesas de envio.

Sem a sofisticação de outros modelos, acabam por ser uma alternativa barata que pode ser facilmente transportada no bolso e usada em casos de emergência, preferencialmente onde o seu estranho aspecto não atrair demasiadas atenções.

Numa época de altas temperaturas, com uma grande intensidade de raios solares e a necessidade de protefer a vista, aqui fica a sugestão de um presente original que não deverá levar ninguém à falência.

Bombeiro perde a vida a caminho de um fogo


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O autotanque após o acidente de que resultou um morto

Dois elementos dos Bombeiros Voluntários de Arrifana, únicos ocupantes de um autotanque, sofreram anteontem um grave acidente quando seguiam para um fogo em Lobão, tendo falecido um deles e o outro ficado ferido com gravidade.

O autotanque, carregado com 8.000 litros de água, despistou-se num cruzamento com inclinação, em Caldas de S. Jorge, nos arredores de Santa Maria da Feira, e precipitou-se por uma ravina de quatro metros de que resultou o esmagamento da cabina.

No acidente, morreu Michael Pinto, solteiro, de 25 anos e residia em S. João da Madeira, enquanto o condutordo autotanque, Pedro Miguel Lopes, de 29 anos, ficou ferido com gravidade e foi transportado para o Hospital de S. Sebastião, na Feira, onde permanece internado livre de perigo.

Segundo disse ao Correio da Manhã o comandante dos Voluntários de Arrifana, Joaquim Teixeira, "a causa do acidente está a ser investigada, mas o mais provável será uma falha mecânica dos travões, isto apesar de o carro ter as revisões em ordem".

O comandante da Corporação não coloca a hipótese de erro humano porque, garante, "o condutor é muito experiente".

O autotanque, que iria servir de retaguarda a uma equipa rápida que se deslocava à frente para o incêndio, ficou destruído, tendo a equipa voltado para trás em socorro dos bombeiros acidentados.

Tem havido diversos acidentes com autotanques, normalmente devido a falhas mecânicas ou resultantes de fadiga de material, nomeadamente a nível das jantes, com consequências particularmente graves e de que têm resultadas diversas mortes, pelo que urge tomar as medidas possíveis para evitar que provoquem mais vítimas.

Dado que a utilização de autotanques é absolutamente necessária e que estes derivam, normalmente, de veículos de série que são adaptados às novas funções, resta proteger os ocupantes através da instalação de uma estrutura apropriada e, eventualmente, reforçar o sistema de travagem susbtituindo alguns dos componentes mais acessíveis.

Idealmente, a cabine destes veículos deveria ser protegida por uma estrutura em ferro, que sabemos ser dispendiosa, mas que poderia salvar as vidas dos ocupantes e cuja instalação deverá, um dia, ser obrigatória.

Por ser um equipamento de segurança que consideramos essencial, iremos pesquisar os materiais existentes de modo a poder imaginar a forma de conceber e instalar um "roll bar" que ofereça a necessária segurança sem os preços proibitivos que se praticam no mercado, publicando em textos futuros os resultados dessa investigação.

quinta-feira, julho 13, 2006

CD-ROM de peças na Land Rover Owners


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Novo Freelander 2 em análise na Land Rover Owner

Para além de uma análise do novo Freelander 2, a Land Rover Owner International de Julho, já disponível nas bancas, inclui um CD-ROM com peças do Range Rover Classic e do Discovery em formato pesquisável.

Este CD-ROM, da Land Rover Classic Parts (LRCP), possui ainda versões PDF com imagens das peças, fundos de écran da vários modelos, acessórios da linha "Land Rover Gear", lista de revendedores em Inglaterra e publicações técnicas.

A título de experiência, pesquisamos por "rear bumper" e surgiram-nos quatro peças possíveis, destinadas aos Range Rover e Discovery e identificadas pelo ano de fabrico.

Dado que é raro uma revista de origem inglesa incluir em Portugal as ofertas que são oferecidas no país de origem, e tendo em conta a utilidade do conteúdo deste CD, aconselhamos sinceramente a aquisição de um número que deve esgotar rapidamente.

Fogos de Norte a Sul


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Auto-tanque prestes a entrar em acção

Seis incêndios florestais deflagraram durante a tarde de ontem, de Norte a Sul do país, estão a ser combatidos por 186 bombeiros e apenas um está dominado, segundo informou o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

Em Santa Vitória do Ameixial, no concelho de Estremoz, distrito de Évora, deflagrou um incêndio às 12:00, encontrando-se no local 27 bombeiros e oito veículos.

No mesmo distrito, outro incêndio, este em Ribeira do Loureiro, concelho de Portel, teve início às 14:50 e está a ser combatido por 22 bombeiros, apoiados por cinco veículos.

Às 12:34 teve início um fogo em Souto Novo, no concelho de Vila Verde, distrito de Braga, que está a ser combatido por 46 bombeiros e 12 viaturas.

Pelas 14:26, começou um em Monteiras, concelho de Castro Daire, no distrito de Viseu, estando no local 32 bombeiros, apoiados por sete veículos, um helicóptero e dois aviões.

No distrito de Aveiro, deflagrou às 14:45 um fogo em Junqueira, concelho de Vale de Cambra, que está a ser combatido por 30 bombeiros, com sete viaturas, e o apoio de um helicóptero.

Lembramos que, ainda há uma semana, com o tempo encoberto e uma temperatura baixa para a época do ano, o ministro da Administração Interna referiu o facto de estarem a ocorrer menos incêndios do que no ano anterior, facto que, aparentemente, constituiria uma vitória para o Governo que apostou no actual dispositivo como solução para o problema dos incêndios florestais.

Tentando comparar o incomparável, pois não há dois anos iguais e, mesmo escolhendo dias com condições meteorológicas idênticas, um sem número de factores que podem ir desde o desgaste do dispositivo após dias de maior trabalho até aos mais diversos imponderáveis, prejudica a comparação, foram efectuadas afirmações perigosas que em nada contribuem para o sucesso nesta luta.

Apenas dois dias após esta intervenção, o Beriev Be 200 sofreu um acidente e passados três dias, ocorreu a morte de seis bombeiros, demonstrando que a súbida de temperatura e a alteração das condições atmosféricas facilmente desmentem o ministro.

Na verdade, mesmo com alguns reforços, a falta de trabalho de fundo durante o resto do ano, quando as prioridades são dadas a outros problemas, acaba por comprometer sucessivamente o esforço que os bombeiros fazem durante o verão, única altura em que o País desperta para uma realidade que, deliberadamente, esquece durante longos meses, como se assim evitasse um triste acordar.