quinta-feira, outubro 09, 2008

Inflação e deflação dos números - 3ª parte


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Uma floresta queimada

No entanto, recorrendo a conjuntos de dados que serão verdadeiros, mesmo que parciais, mas desenquadrados, gera-se uma auto-satisfação que tende a considerar como um sucesso a diminuição do número de ocorrências ou da área ardida, sem ter em conta nem a sustentabilidade da floresta, nem a sua valia como factor de desenvolvimento regional, mantendo-se uma perspectiva semelhante à de quem tem um bem que não sabe utilizar, que se degrada e desvaloriza, mas que se obstina em guardar, independentemente do custo, e por muito inútil que este seja.

Mais do que traduzir uma realidade, as estatísticas, nas quais são introduzidas variações no sentido de aumentar ou diminuir as várias parcelas, acabam por ser argumentos que podem ser usados, entre outros, no pedido de apoios comunitários, na desresponsabilização política ou na elaboração de planos de urbanização, podendo, no curto prazo e excluindo considerações morais, satisfazer alguns interesses, inclusivé nacionais, mas constituindo uma base de trabalho não apenas inútil mas perigosa para quem pretender usar os dados para efeitos de planeamento.

Assim, os dados que ficam armazenados como defenitivos e servirão de base para estudos, projectos ou como base de planeamento acabam por não traduzir correctamente a realidade, dando origem a conclusões erradas ou, quando tentem compensar as distorsões introduzidas, especulativas e pouco fiáveis, dando facilmente origem a novos erros.

Manipular dados não é apenas indefensável do ponto de vista político, é um perigo que se projecta no futuro, impossibilitando a reflexão histórica e a fiabilidade das estatísticas, promovendo assim conclusões erradas que poderão ser a base de erros que, usando uma base de rigor, seriam intuitivos e facilmente evitáveis.

Gmail: Se beber não envie mensagens


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Écran de configuração do Gmail

Uma nova ferramenta em implementação no sistema de correio electrónico do Google, o Gmail, tem como objectivo evitar que utilizadores, sob o efeito do álcool, enviem mensagens das quais se venham a arrepender.

O método usado por esta ferramente é o de obrigar o utilizador a efectuar algumas operações matemáticas, com diferentes graus de dificuldade, num dado espaço de tempo, antes de o sistema enviar a mensagem.

É possível parametrizar os dias e as horas em que este filtro estará activo, de modo a que coincida com os períodos de maior risco, estando o processo de implementação em curso, pelo que existem utilizadores que só dentro de alguns dias poderão aceder a esta ferramenta.

Falta, naturalmente, saber qual o efeito desta ferramenta num País onde as capacidades para o cálculo matemático de grande parte da sua população, mesmo quando sóbria, facilmente podem bloquear o envio de correio electrónico sempre que a filtragem esteja activa, razão pela qual considerariamos como mais adequada um teste aos reflexos, perseguindo um ponto no écran, ou efectuando um conjunto de traços unindo diversos pontos do que a solução agora escolhida.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Microsoft prolonga em mais seis meses a vida ao XP


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Embalagem do Windows XP em versão educacional

A Microsoft adiou, mais uma vez, o fim do Windows XP, dando a possibilidade aos fabricantes de vender computadores com este sistema operativo durante mais seis meses do que o previsto.

O fim oficial do XP estava previsto para o próximo dia 31 de Janeiro, mas a Microsoft adiou para 31 de Julho de 2009, indo assim ao encontro da vontade de fabricantes e utilizadores, muitos dos quais não pretendem migrar para o Vista, seja devido a requesitos em termos de "hardware", seja porque possuem aplicações não compatíveis com a nova plataforma.

Desta forma, os equipamentos podem continuar a ser vendidos com o XP pré-instalado ou em CD e com o devido licenciamento, mesmo que em opção relativamente ao Vista, de modo a que seja o cliente ou utilizador a escolher o sistema operativo a utilizar.

Apesar de até à data já terem sido vendidas 180.000.000 de cópias do Vista desde o seu lançamento, o facto é que estas incluem sobretudo equipamentos novos e não migrações ou "upgrades", sendo que a nível de muitas instituições a transição continua a ser adiada, eventualmente na perspectiva de saltar por cima do Vista e instalar directamente o futuro Windows 7.

Ao manter o XP, a Microsoft toma uma opção inevitável face à pressão de fabricantes e clientes institucionais, evitando um potencial conflito e assumindo que o exito do Vista não corresponde às expectativas iniciais, sobretudo a nível do complexo mercado profissional onde o custo de migração das plataformas aplicacionais tem implicações no próprio desempenho das empresas.

Inflação e deflação dos números - 2ª parte


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Bombeiro durante um simulacro

Existe, seguidamente, uma vertente política, que podemos associar essencialmente a propaganda partidária, a qual visa fazer passar uma mensagem que, dependendo de uma envolvência e de circustâncias específicas, pode ver vantagem em diminuir ou aumentar seja a área ardida, seja a distribuição das causas dos fogos, conforme seja mais favorável atribuí-los a actos criminosos, mera negligência ou a causas indeterminadas.

Neste aspecto, o caso do fogo posto, considerado como negligente ou doloso, mas sempre por acção humana, ganha um especial destaque, dado que este é um tipo de situação para o qual a prevenção, pensada essencialmente para incêndios derivados de causas naturais, ou mesmo a eficácia no combate enfrentará maiores dificuldades, ficando na opinião pública uma sensação de imprevisibilidade e de impotência que iliba as entidades responsáveis.

Aliada a dados imprecisos, cujas confirmações via satélite demoram o suficiente para que as notícias tenham perdido actualidade e escapem ao escrutínio da opinião pública e do próprio debate político, onde a falta de objectividade e a responsabilidade repartida comprometem uma análise que resulte na correcta descrição de toda esta problemática e no perspectivar de soluções realistas, devidamente adaptadas à realidade nacional.

Também questões relacionadas com seguros, que não contemplarão, por exemplo, intencionalidade, bem como verbas comunitárias, que poderão variar conforme as causas, as quais tenderão a ir ao encontro dos interesses governamentais, em primeiro lugar, e dos proprietários, quando estes não entrem em conflito com os primeiros, vão ditar a forma como as parcelas serão distribuidas em função de um total que será mais difícil de alterar por ser verificável, mesmo que com alguma margem de erro, através de imagens de satélite.

terça-feira, outubro 07, 2008

Enforcamento é o método de suicídio mais usado na Europa - 2ª parte


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Um suicído por enforcamento

Do estudo pode-se verificar que os homens usam métodos mais violentos e eficazes, como o caso das armas de fogo, as quais representam a última opção para as mulheres é precisamente as armas de fogo, algo que também associamos à disponibilidade de meios e aos conhecimentos para os usar de forma eficaz e com um mínimo de sofrimento.

O enforcamente também é o método mais utilizado pelos jovens da faixa etária dos 15 aos 24 anos, segundo dados revelados por um outro estudo que tinha como objectivo limitar o acesso aos recursos usados para o suicídio, como armas de fogo, venenos, ou outros, mas cujo resultado, consideramos ser apenas o de demonstrar que, querendo, o suicida encontrará sempre os meios para levar a cabo os seus intentos.

Conjugando os dois estudos, pode-se concluir que não será a restrição de meios que irá dissuadir o suicídio, dado que na impossibilidade de recorrer, por exemplo, a uma arma de fogo, o suicida, caso efectivamente disposto a por termo à vida, encontrará uma alternativa viável e que não implique um sofrimento físico prolongado.

A maior violência dos meios usados por homens relativamente às mulheres, mais do que uma questão de eficácia, terá uma origem educacional e cultural, bem como uma maior facilidade de utilização e de acesso a meios como as armas de fogo por parte dos suicidas masculinos, facto que pode ser confirmado pela muito maior percentagem de homens detentores de licença de porte de arma ou registados como caçadores.

Também a exposição pública terá uma influência na escolha de meios, já que o recurso a uma arma de fogo, atropelamento voluntário ou queda em altura resultará numa situação de visibilidade, enquanto o uso de medicamentos, veneno ou mesmo a opção pelo enforcamento pode ser discreta e manter uma privacidade que é associada a um padrão de comportamento socialmente aceite e que parece mais típico do sexo femenino.

Incêndios aumentam em Outubro


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Um incêndio florestal

Sábado passado registaram-se em Portugal perto de 200 incêndios florestais, um valor superior à média diária de 81 ocorrências que se verificou desde o dia 16 de Setembro e que tem vindo a subir nos últimos dias, passando para 111 fogos na quinta-feira e 113 na sexta.

Segundo dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), durante o sábado participaram nas operações de combate aos fogos 1.872 bombeiros e 477 viaturas.

Neste período, designado por "Fase Delta", que se prolonga até 15 de Outubro, considera-se que o risco de incêndio é fraco a moderado, estando integrados no dispositivo um total de de 3.952 elementos, 917 veículos e 26 meios aéreos.

Este foi, de certa forma como aconteceu em 2007, um ano em que o número de ocorrências de de área ardida foi muito inferior à média ds últimos anos, facto que já analisamos mesmo perante números provisórios, mas nota-se que a distribuição dos meses ao longo do ano, mais uma vez, voltou a ser atípica, com maior incidência nos meses que se seguem ao Verão.

Recordamos que o ano passado, o mês com maior número de ocorrências e em que se verifiou uma maior área ardida foi o de Novembro, algo que contraria o que se passou nos anos anteriores e que decorrerá de alterações climáticas, com o prolongar do tempo quente, e da diminuição de efectivos disponíveis, criando assim situações de maior pressão derivada da escassez e dispersão de meios.

Após um primeiro ano, o de 2007, em que se verificou uma distribuição diferente dos fogos ao longo do ano, a calendarização devia ser revista ou flexibilizada, de modo a que os meios estejam distribuidos de forma mais uniforme até Outubro ou mesmo até Novembro, e diminuindo a excessiva concentração numa "Fase Charlie" que parece hoje ter menos impacto do que no passado.

A distribuição mais uniforme dos fogos e, consequentemente, das necessidades de efectivos, eliminando parcialmente os picos do Verão e a época de Inverno, onde o número de ocorrências tem aumentado, permite equacionar uma diminuição da sazonalidade, a qual obrigava a contratações temporárias, as quais devem ser preteridas a favor de laços laborais mais permanentes.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Incêndios continuam em Bragança e Vila Real


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Heli no combate a um fogo florestal


Neste domingo os fogos voltaram ao distrito de Bragança, com um incêndio a consumir uma área na localidade de Aveleda, no interior do Parque Natural de Montesinho, que chegou a ter três frentes activas.

Este incêndio, já circunscrito, foi combatido por 22 bombeiros, apoiados por cinco veículos, dois helicópteros espanhóis e um Kamov Ka-32.

Em Torres de Moncorvo, tambem no distrito de Bragança, outro fogo, que deflagrou pelas 12:00 era combatido por 46 bombeiros apoiados por 10 viaturas e por dois aviões bombardeiros pesados Canadair.

Finalmente, um incêndio que deflagrou cerca das 14:00 na localidade de Chão, concelho de Caminha, no distrito de Vila Real, era combatido por 19 bombeiros, apoiados por cinco veículos e outro helicóptero Kamov.

O recente número de ocorrências, que se verificou desde o início de Outubro, merece uma análise posterior, sobretudo se nos lembrarmos que durante o ano de 2007 foi após o termo da "Fase Charlie" que se verificaram os meses mais complicados, numa altura em que tal não seria de prever.

Este ano, aparentemente, podemos estar diante de uma situação semelhante à do ano passado, pelo que se deve estudar o modelo climático e a sua evolução, no sentido de equacionar alterações de calendarização que adaptem o dispositivo a uma nova realidade que hoje começa a ser evidente.

domingo, outubro 05, 2008

Enforcamento é o método de suicídio mais usado na Europa - 1ª parte


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O enforcamento é o método de suicídio mais usado

Um estudo recente, realizado durante este ano em 16 países europeus, revela que o enforcamento é o método de suicídio mais utilizado, sendo a escolha de quase metade dos suicidas, verificando-se uma maior incidência junto dos homens do que das mulheres.

Esta tendência europeia, que aponta para um total de 54.3% de suicídios por enforcamente entre os homens e de 35.6% entre as mulheres é seguido de perto pela realidade nacional, com 52.3% e 32.5% respectivamente, segundo dados do estudo "Métodos de Suicídio na Europa", que decorreu nos países que compõem a Aliança Europeia contra a Depressão.

Apenas na Suíça o método de suicídio principal é o recurso a armas de fogo, facto compreensível dada a existência destas em grande parte dos lares, como consequência da estrutura militar helvética que implica que cada cidadão, como militar na reserva, tenha à sua guarda o respectivo armamento e uma reserva de munições.

O caso suiço encontra paralelo dentro das forças de segurança, onde só este ano, durante o qual se tem verificado um número particularmente alto de suicídios, com um total de onze até agora, dos quais quatro recebiam acompanhamento psicológico, verificando-se que o método escolhido foi, preferencialmente, o recurso a arma de fogo, dada a eficácia, rapidez, ausência de sofrimento e, por razões profissionais, disponibilidade imediata e facilidade no uso.

Nos outros países europeus o recurso a armas de fogo surge em segundo lugar entre os homens para o suicídio, enquanto as mulheres escolhem, após o enforcamento, a ingestão de medicamentos, sendo excepção Portugal, onde este método é substituido pelo afogamento.

Mais uma vez, a existência de meios, como, no caso nacional, de uma grande orla marítima, acaba por ser determinante na escolha do método de suicídio, que incluem também o envenenamento, o salto a partir de pontos altos ou o atropelamento intencional.

sábado, outubro 04, 2008

Fogos continuam em Outubro: uma abertura à profissionalização


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Um incêndio florestal

Um incêndio no concelho de Monção, distrito de Viana do Castelo, consumiu mais de oito hectares de pinhal e obrigou à mobilização de cinquenta bombeiros apoiados por 12 viaturas.

O incêndio começou pelas 17:56 e ficou circunscrito às 20:15, tendo-se aproximado de três habitações, que chegaram a estar em perigo, tendo a causa sido atribuda a fogo posto.

Outro fogo, este em Bragança, eclodiu às 19:15 e foi dado como circunscrito pelas 20:40, após ter sido combatido por 22 bombeiros apoiados por cinco viaturas, faltando ainda fazer uma estimativa da área ardida e averiguadas as causas do incêndio.

Após o termo da "Fase Charlie", do que decorreu uma substancial redução de meios, nota-se que os fogos continuam a níveis idênticos aos das semanas anteriores, como resultado da manutenção do tempo quente e seco, agravado pela desmobilização de meios que aumenta o esforço de várias corporações.

A menor defenição das estações do ano que se tem verificado durante os últimos anos, com uma diminuição das temperaturas médias durante os Verões, mas um prolongar do tempo quente e seco pelos meses de Outubro e mesmo de Novembro, tem contribuido para controlar os fogos, diminuindo a área ardida e o número de ocorrências, mas obrigará a uma distribuição de meios ao longo do ano.

Assim, será de equacionar uma diminuição de meios durante o Verão, aumentando os que estão disponíveis nas restantes estações do ano, sendo que a um maior nivelamente corresponde uma maior facilidade de gestão e o recurso a um maior número de profissionais, já que o nível de mobilização ao longo do ano justificará contratações de pessoal em regime de permanência que substituirá a actual tendência para a sazonalidade.

As alterações na distribuição do número de ocorrências em termos de incêndios florestais e as novas necessidades resultantes da reestruturação da rede de urgências deve ser aproveitada para repensar o socorro e a protecção civil em Portugal, apontando no sentido de uma maior profissionalização e na criação de estruturas distritais mais sólidas, com recursos próprios geridos e operados por profissionais, apostando numa maior formação e em perspectivas profissionais que tornem convidativa e aliciante uma carreira neste sector essencial para a segurança das populações.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Detecção de proveniência com o E-mail Investigator Lite


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Éran do E-mail Investigator Lite

O E-mail Investigator Lite é uma versão gratuita e aligeirada do E-mail Investigator, um program comercial que se destina a verificar a genuinicidade de endereços de correio eletrónico.

Esta versão apenas investiga um único endereço de correio electrónico de cada vez e não tem possibilidade de gerar relatórios detalhados, informando apenas a origem da mensagem, incluindo o endereço de IP e o nome do servidor de DNS ou Domain Name Server.

O objectivo deste programa, que corre em sistemas operativos Microsoft XP e Vista, é, sobretudo, validar os endereços de origem, algo essencial para evitar algumas das armadilhas que existem na Internet e chegam sob a forma de mensagens de "phishing".

Sugerimos aos nossos leitores, sobretudo aos que tenham menos experiência na detecção da origem de mensagens, a instalação deste ou de outro programa com funcionalidades similares, não esquecendo de reportar situações que configurem crimes junto das entidades que possam dar o devido seguimento à denúncia.