quarta-feira, agosto 05, 2009

GNR revela que os dados sobre fogos de 2007 e 2008 foram alterados - 3ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

Consolidar dados é, obviamente, uma necessidade, mas esta é uma missão que deve caber em exclusividade a quem gere o sistema, neste caso a GNR, e nunca poderá passar por uma entidade cujos responsáveis são de nomeação essencialmente política.

Sabendo-se que os dados referentes aos incêndios florestais, por mais objectivos que sejam, terão sempre uma leitura política de carácter subjectivo, alimentar polémicas através de actos de gestão que, independentemente da sua valia, serão sempre contestados, é manifestamente um erro que descentra a atenção do cerne do problema.

Esta polémica, quase certamente, não existiria caso a consolidação fosse da responsabilidade do GNR, entidade que surge acima de querelas partidárias e de interesses particulares, e à qual cabe, efectivamente, a gestão do sistema e, logicamente, a validação dos dados que este contém.

Num País onde a desconfiança impera, torna-se imprescindível optar pela maior transparência, sabendo-se que quando surgem dúvidas, por mais cabais que sejam as explicações, estas nunca são totalmente dissipadas e continuarão a corroer um sistema político que se fragiliza diariamente.

terça-feira, agosto 04, 2009

Limpar Portugal


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O logo do "Limpar Portugal"

Não é segredo para ninguém a necessidade de limpar muito do lixo que se acumula em muitos locais de Portugal, mas o facto é que muitas destas lixeiras são de localização quase desconhecida e as entidades responsáveis demonstram falta de meios, e de vontade, para proceder à eliminação destas autênticas vergonhas nacionais.

A ideia de "Limpar Portugal" partiu do Nuno Mendes, no Fórum da Landmania e foi imediatamente acolhida pelos membros e pela direcção do clube, dando origem a um "site" e a uma comunidade onde se efectuam as inscrições de acordo com a localização geográfica.

O objectivo é de, de através de uma organização local e de forma voluntária, localizar e limpar estes pontos negros, eliminando estes focos de contaminação ambiental que, em muitos casos, constituem autênticos perigos para quem deles se aproxima.

Convidamos os nossos leitores a visitar os "sites", a aderir e divulgar esta iniciativa que, para além de responder a uma necessidade real, vai proporcionar aos parcitipantes momentos de convívio e partilha inesquecíveis.

Chamas na Madeira atingem habitações


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Helicópteros preparam-se para combater um fogo

Dois incêndios graves na ilha da Madeira aproximaram-se das habitações, tendo na freguesia do Caniço duas casas terem sido atingidas, obrigando a realojar os habitantes, situação que acontece pela primeira vez este ano.

Os incêndios nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, pelas características locais em termos geográficos e pela particularidade resultante de serem ilhas afastadas da plataforma continental onde se encontram a maioria dos meios de reforço, justificam uma breve reflexão.

Se por um lado existem condições que tendem a limitar a extensão dos fogos, o afastamento do Continente e a extrema dificuldade no envio de meios de reforço em tempo útil são motivo de preocupação e suscitam a necessidade não apenas de dispor de um sistema de reserva, como também de implementar medidas de ordenamento que protejam, sobretudo, as zonas urbanas.

Se a solução passa, naturalmente, pela prevenção e pela diminuição de comportamentos de risco, o facto é que este é um processo moroso, pelo que se vai verificar um desfasamento inevitável até que as medidas comecem a surtir algum efeito.

Para além da necessidade de uma base permanente de protecção civil nas ilhas, com a estutura necessária para acolher meios enviados do Continente, proporcionando apoio logistico e meios humanos suplementares, é necessário que existam planos que prevejam formas de envio de meios de reforço, estabelecendo a sua tipologia e efectivos conforme a situação no terreno.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Compegps lança "Roadbook"


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Um écran do novo "Roadbook"

O "Roadbook", um complemento do CompeGgps para o "software" TwoNav está disponível para descarga no "site" do fabricante, requerendo uma versão actualizada do produto base para ser instalado.

O novo "Roadbook" é uma versão electrónica do que esperamos ver em papel, com avisos, anotações, marcações e todo um conjunto de informações intuitivas assinaladas num mapa gerido pelo "software" de base.

A Compegps anunciou que irá disponibilizar diversos "roadbooks" para os utilizadores do TwoNav, actualmente na versão 2.0.1., podendo estes serem utilizados nas várias plataformas que corram as várias versões da aplicação principal.

Este não é um programa autónomo, mas apenas uma extensão de um programa existente que introduz novas visualizações, mais práticas e intuitivas e vem reforçar um programa de navegação que está entre o que de melhor se produz actualmente.

GNR revela que os dados sobre fogos de 2007 e 2008 foram alterados - 2ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

Agrava ainda a descrepância o facto de os 3.194 alertas originários nos postos de vigilância florestal tutelados pela GNR não terem sido devidamente contabilizados no SGIF, que, do ponto de vista legal, serão da responsabilidade da própria instituição manter devidamente actualizados.

A justificação do MADRP para as descrepâncias e eventuais alterações de dados será o facto de, para além da GNR, também a AFN e a Autoridade Nacional de Protecção Civil introduzirem dados, os quais são posteriormente consolidados, do que podem decorrer, presume-se diversos ajustes ou correcções.

Tais consolidações não justificam, obviamente, que haja ocorrências que deixam de ser consideradas como fogos florestais devido a mudança de lugar ou porque a área ardida parece insignificante nem que os dados introduzidos por uma entidade sejam alteradas por outra que não seja aquela que tem a responsabilidade legal de gerir o sistema.

A consolidação, quando existem diversas entidades a introduzir informações, deve, sobretudo, evitar redundâncias ou corrigir pequenos erros ou insuficiência de dados, mas em caso algum pode modificar dados introduzidos por quem esteve no terreno, substituindo-os pelos de quem tem conhecimento indirecto.

domingo, agosto 02, 2009

GNR revela que os dados sobre fogos de 2007 e 2008 foram alterados - 1ª parte


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Um incêndio florestal em Portugal

A Guarda Nacional Republicana (GNR) revelou que os dados referentes à área ardida e número e local de ocorrências constantes dos dados oficiais de 2007 e 2008 constantes no Sistema de Gestão de Informação dos Incêndios Florestais (SGIF) foram alterados.

Esta revelação da GNR, sobra a qual a tutela, o Ministério da Administração Interna, nãos e pronuncia, choca com a resposta do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), que tutela a Autoridade Florestal Nacional (AFN) e para quem os dados desta entidade estarão correctos e são válidos.

Segundo a GNR foram vários os casos em que os elementos de ligação com os Comandos Distritais de Operações de Socorro deram conta que os dados intruduzidos pelas Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF) asurgiram alterados quando passavam a constar do SGIF.

Igualmente grave, por ser uma óbvia distorsão da realidade são as ocorrências constates do SGIF que a AFN converteu em queimadas, tal como alterações quanto à localização original e ocorrências e à área ardida.

sábado, agosto 01, 2009

Estimativa de distâncias - 4ª parte


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Escalas numa bússola e numa régua de milésimos

A vista humana, com dois olhos colocados no mesmo plano permite estimar distâncias de forma algo semelhante à de um telémetro, fazendo coincidir duas imagens distintas e reconhecendo instintivamente um dado angulo de convergência sobre o ponto focal.

Esta operação que fazemos de forma instintiva e permite a curtas distâncias estimar distâncias, algo essencial quando, por exemplo, agarramos um objecto, dificulta-se com o aumentar da distância, dado que a pequena variação de perspectiva tende a esbater-se com o minimizar da diferença angular.

Desta forma, para além de prática, torna-se necessário recorrer a alguns truques que permitam avaliar melhor as distãncias, evitando erros que serão mais complicados quando as condições de visibilidade são deficientes ou caso existam poucos pontos de referência.

Existem alguns truques que podem ser utilizados, como o de multiplicar mentalmente uma distância que possamos identificar de modo a prolongá-la sobre uma linha imaginária até ao ponto cuja distância pretendemos estimar.

sexta-feira, julho 31, 2009

Estimativa de distâncias - 3ª parte


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Uma régua de cálculo e um protactor

No entanto, existe uma outra forma de "calibrar" uma qualquer escala de forma comparativa, visualizando o mesmo objecto, de dimensões conhecidas, à distância com uma régua de milésimos e marcando de forma semelhante o bordo de um mapa, que assim pode ser usado como um quase substituto.

Existe ainda a possibilidade, usada em veículos ou meios militares, de imprimir uma escala devidamente verificada em acetado ou plástico adesivo transparente e colá-lo no bordo do parabrisas, de modo a que o alguém sentado no assento do condutor ou do pasageiro possa efectuar medições a partir do próprio lugar.

Desde que devidamente verificado, é extremamente fácil conceber e improvisar réguas ou escalas em milésimos que possam ser usadas nas mais diversas situações e com a maior facilidade, podendo ainda adicionar-se as dimensões de alguns objectos comuns a ser usados para efeitos de comparação.

Obviamente, a teoria do uso da régua de milésimos ou de qualquer sistema de avaliação de distâncias baseadas em angulos é de fácil entendimento, mas nem sempre a utilização e os resultados correspondem a esta facilidade, pelo que aconselhamos, como complemento, a ter alguma experiência no cálculo de distâncias de forma visual.

Incêndios devastam sul da Europa - 3ª parte


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Um bombeiro no combate aos fogos

Infelizmente, a norma a nível autárquica continua a ser a de não atribuir verbas adequadas às acções de prevenção nem sequer promover um conjunto de incentivos que estimulem proprietários ou mesmo voluntários no sentido de o fazer.

Programas simples como o "Adopt a trail", a oferta de alojamento e alimentação a voluntários, a organização de actividades mistas, onde o componente lúdico esteja envolvido ou mesmo uma sensibilização mais insistente carecem de fundos substanciais e requerem, sobretudo, iniciativa.

Obviamente, é mais fácil lamentar a falta de verbas do que fazer um esforço no sentido de conceber novos projectos, que implicam trabalho e algum mérito, algo que tende a ser secundarizado em prol de um rol de queixas e apelos ao poder central.

Também é mais prático não promover a reflorestação, mantendo assim barreiras naturais, do que optar por projectos de investimento que rentabilizem os espaços rurais e adicionem sustentabilidade ao Interior do País.

quinta-feira, julho 30, 2009

Estimativa de distâncias - 2ª parte


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Detalhes de uma bússola e um protractor americano

Assim, efectuando uma conta rápida, o angulo correspondente a cada quadrícula no mapa militar, se o segurarmos com o braço estendido, terá perto dos 80 milésimos, ou seja um objecto de grandes dimensões, com 80 metros, visto a um quilómetro, ocupará esse espaço visual.

Obviamente, objectos de dimensão conhecida com 80 metros serão raros, mas outros serão mais frequentes e identificáveis, sendo francamente aconselhável recorrer aqueles cujas dimensões podemos estimar, como automóveis de formato reconhecível ou seres humanos quando em grupo.

Por exemplo, para um automóvel comum em Portugal, com perto de 4 metros de comprimento, fórmula será 4/1000 X número de milésimos lidos na escala que construimos, obtendo-se assim a distância estimada.

A consequência óbvia é a necessidade de efectuar operações aritméticas simples, baseadas em proporções, as quais obrigam sobretudo a um certo cuidado em termos de casas decimais, mas cujo resultado pode ser verificado de forma quase intuitiva dado que um erro implica estarmos diante de uma escala de valores diferente.