sábado, agosto 26, 2006

Menos horas de voo, menos reforços e menos militares


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Helicóptero sobrevoando um incêndio

Embora os números da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF) apontem para um elevado número de ocorrências, o esforço do dispositivo, nomeadamente em termos de horas de voo, reforços ou militares está longe dos verificados a ano passado.

Em termos de horas de voo, a redução é de quase metade, os grupos de reforço, normalmente enviados de outros distritos, caiu para um terço e o envolvimento dos meios militares e logísticos, muitos dos quais disponibilizados a partir da activação de planos de emergência, também sofreram um corte substancial.

Apenas no respeitante ao uso de equipas de primeira intervenção helitransportada se verificou um aumento, que não chegou para que o número de horas de voo dos helicópteros ultrapassasse os do ano passado, mas demonstrando uma alteração táctica no ataque aos incêndios.

Temos portanto um menor esforço, se considerarmos a diminuição de horas de voo como uma redução dos meios aéreos, num ano em que o número de ocorrências surge como superior à média e com dias em que se bateram records de alertas de incêndios.

Deve-se, no entanto, ter em atenção que nas estatísticas entram fogachos, que correspondem a fogos com menos de um hectare, falsos alarmes, e um sistema algo discutível de base distrital onde o mesmo incêndio pode ser contabilizado várias vezes conforme vá transitando de um comando distrital para outro.

Assim, se considerarmos fogachos, falsos alarmes e dupla contagem, podemos estar diante de dados da DGRF com um aumento de 25-30% relativamente ao número real de ocorrências, que neste momento ultrapassa as 19.000 segundo o sistema de contagem em vigor.

Esta difícil contabilidade, por um lado impede uma comparação correcta com anos anteriores e por outro, limita a possibilidade de uma avaliação efectiva da real eficácia das intervenções, que o comandante nacional de operações de socorro, Gil Martins, considera ter aumentado.

Com um sistema informático que liga o Centro Nacional de Operações de Socorro aos Centros Distritais em ano de estreia, parece ser impossível ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil fornecer dados consistentes a nível nacional relativamente ao ano corrente e menos ainda a anos anteriores dado estarem dispersos por diversos documentos sem suporte informático.

No respeitante às intervenções de equipas helitransportadas, a situação é análoga, com o agravante da alteração de critérios de avaliação, pelo que as comparações com anos anteriores se torna incosistente.

Pode-se, no entanto, concluir que as nove equipas profissionais dos bombeiros e das celuloses efectuaram 557 missões, as 12 do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro da Guarda Nacional Republicana (GNR) um total de 670 e as 13 compostas por voluntários atingiram as 819, com uma eficácia global de 91%, o que pressupõe que consigam dominar o incêndio até ao momento de abandonar o terreno.

O maior número de intervenções dos voluntários deve-se, ainda segundo o SNBPC, ao facto de estarem estacionados nos distritos que têm registado mais ocorrências, como Braga, Porto, Lisboa e Aveiro, algo que significa que o posicionamento dos GIPS poderá não ter sido o mais adequado, dado esperar-se que estes estivessem nas áreas de maior incidência de incêndios.

Neste momento, é ainda difícil tirar conclusões relativamente ao emprego dos meios aéreos, mas a opção por uma primeira intervenção rápida antes de os fogos atingirem dimensões consideráveis tem-se revelado acertada.

Os dados podem, no entanto, comprometer a opção pela criação do GIPS e o seu posicionamento, pois esta unidade apresenta neste momento resultados inferiores aos das equipas de bombeiros, sejam estas profissionais ou de voluntárias, pelo que, sabendo-se que não há dois fogos iguais, se exige uma avaliação mais rigorosa, nomeadamente em termos do tipo de missões e da intervenção a nível qualitativo, de forma a equacionar eventuais alterações.

Na altura da criação do GIPS, era nossa parecer que o investimento feito deveria ter sido efectuado nos bombeiros e não na GNR, pelo que, não obstante o indiscutível empenho e profissionalismo deste excelente conjunto de militares da Guarda, é chegada a hora de analisar, de forma aprofundada e com dados concretos, sobre a validade da opção feita pelo Governo.

Incêndios no distrito de Castelo Branco


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Incêndio florestal em 2005

Nove meios aéreos, incluindo 6 aviões, entre eles o Beriev Be-200, e 3 helicópteros apoiam 188 bombeiros que, auxiliados por 57 viaturas e 3 máquinas de rasto, combatem desde as 12:41 um incêndio florestal numa área de pinhal em Vale de Urso, no concelho de Proença-a-Nova.

Entre os bombeiros incluem-se grupos de reforço de bombeiros oriundos de corporações de Santarém, Portalegre e Leiria, para além de uma coluna nacional, que se deparam com um vento que chega a atingir os 80 Km/h.

Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco, as chamas estão a devastar uma área de pinhal e não ameaçam habitações, remetendo mais informações para a página Internet do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).

Este incêndio, que contou com a presença do secretário de estado da Administração Interna, foi dado como circunscrito às 20:23, segundo anunciou o SNBPC.

Entretanto, um outro incêndio florestal que deflagrou no distrito de Castelo Branco em Toulões, Idanha-a-Nova, pelas 16:17, foi combatido por 20 bombeiros e seis viaturas, auxiliados por um helicóptero e está dado como circunscrito pelas 16:55.

Actualmente, continua activo um incêndio não circunscrito em Soutinho, no concelho de Oliveira de Frades, também no distrito de Castelo Branco, combatido por 55 bombeiros apoiados por 13 veículos, sendo o único fogo activo reportado pelo SNBPC.

sexta-feira, agosto 25, 2006

A verdade a que temos direito?


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Telejornal: a verdade a que temos direito?

O facto de, numa semana particularmente trágica, os incêndios florestais terem sido remetidos na televisão pública para um lugar secundário nos noticiários, onde escassos minutos sem nenhuma intervenção em directo serviram para dar uma pálida imagem da realidade, pode levantar suspeitas quanto aos critérios informativos da televisão pública ou mesmo da relação entre esta e o poder.

Relativamente a este caso, e às acusações feitas contra a RTP, sabe-se hoje que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social irá proceder a audições e avaliará os critérios que presidiram ao alinhamento das notícias, pelo que esperamos pelas conclusões para melhor ajuizar da posição da televisão pública.

Também a possibilidade de um diálogo ou acordo entre as várias estações televisivas, no sentido de limitar ou condicionar as imagens, acabou por se revelar sempre impossível, dadas as imposições resultantes da constante procura de aumento de audiências, não tendo chegado a haver, sequer, reuniões nesse sentido.

Mas igualmente grave, é o facto que tantas vezes mencionamos de não haver qualquer interesse mediático pelos fogos excepto quando estes se verificam, pelo que a falta de prevenção de que hoje nos queixamos pode ser imputado, em larga escala, a critérios que seguem esencialmente as audiências e não o interesse nacional.

No entanto, mas mais grave do que as duvidas relativamente aos critérios noticiosos da RTP, o facto de a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), orgão dependente do Ministério da Agricultura, não ter concluido atempadamente a inventariação das áreas ardidas, muito após as entidades europeias o terem feito, revela algo muito mais perigoso do ponto de vista informativo.

Aliás, nas últimas horas, concretamente desde que tentamos na tarde de quarta-feira e até à madrugada de sexta, foi impossível aceder ao "site" da DGRF de modo a consultar a informação pretendida.

Neste caso, estamos a falar de dados oficiais, os únicos que permitem uma avaliação objectiva a nível nacional, os quais se devem caracterizar pelo rigor, sem nunca omitir os resultados dos grandes fogos que, por alegada dificuldade de avaliação, não foram incluidos nas últimas estatísticas.

Mesmo admitindo a dificuldade de avaliar com rigor uma extensa área ardida, as imagens de satélite disponíveis permitem facilmente incluir uma avaliação perliminar muito aproximada, que poderá ser rectificada após um trabalho de campo cuidadoso, mas a omissão pura e simples dos incêndios que mais influenciam as estatísticas parece não passar de uma manobra que se destina a ocultar a verdadeira área ardida.

Aqui, já não estamos diante de suposições ou de meros critérios jornalísticos, mas de uma postura oficial, devidamente sancionada pela estrutura hierárquica, que pode reduzir, mesmo que temporariamente, a área consumida pelas chamas ou diluir no tempo a sua divulgação, de modo a que a suposta eficácia no combate seja dificilmente avaliada e possa permanecer como um dos mitos deste Verão.

Legiocaching da Legião Land Rover


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Range Rover Sport em acção

Um dos mais antigos clubes ligados aos Land Rover, para além de actividades semelhantes aos dos seus congéneres, a Legião Land Rover promove um interessante jogo, misto de todo o terreno e orientação a que dá o nome de "legiocaching".

Para quem conhece o "geocaching", actividade de orientação por GPS que se tem vindo a popularizar e que já abordamos num texto que publicamos, este desafio adiciona a componente de todo o terreno e decorre ao longo de todo o ano, podendo ser praticado só ou em grupo.

Deixamos aqui o convite aos nossos leitores para que visitem o "site" da Legião e se "alistem", de modo a poder participar nesta interessante actividade que permite descobrir alguns dos pontos mais recondidos no nosso País.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Aumenta a fiscalização junto dos proprietários florestais


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Acção de fiscalização do SEPNA

As forças polícias estão aumentar as acções de fiscalização junto dos proprietários florestais que não limpam os terrenos nas orlas das matas e junto das residências, conforme está estipulado no Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de Junho deste ano.

Num único mês, só a Guarda Nacional Republicana (GNR) já levantou pelo menos 532 autos, que deram origem a coimas num total de 74.480 euros, por violação a disposições do referido diploma legal sobre medidas de prevenção dos fogos florestais, mas também a Polícia de Segurança Pública (PSP) tem vindo a intervir em acções de fiscalização.

De acordo com dados obtidos oficiosamente pelo Jornal de Notícias, os 532 autos foram registados entre os dias 17 de Julho e 13 de Agosto, referindo-se à aplicação do novo diploma e não contando ainda com dados sobre as infracções à anterior legislação, o Decreto-Lei n.º 156/2004, nem com as ocorrências detectadas directamente pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) ou pelo dispositivo territorial da GNR entre 15 de Maio e 16 de Julho.

Uma avaria no sistema informático do SEPNA, já reportada, tem vindo a dificultar quer a quantificação, quer a descrição por tipo de infracções, mas estima-se que a maioria diga respeito a ou queimas de resíduos, falta de limpeza de áreas junto a habitações, utilização indevida de máquinas, trânsito em local proibido ou sem dispositivos de neutralização de chamas e lançamento de foguetes.

No mesmo período, a GNR elaborou 750 autos de notícia por fogo posto e deteve sete indivíduos por suspeita desse tipo de crime, resultantes de um esforço que inclui 29.111 patrulhas, perfazendo um total de 174.666, envolvendo elementos do SEPNA e destacamentos territoriais da GNR, sapadores florestais, voluntários e diversas organizações.

No primeiro semestre deste ano, o SEPNA registara um total de 5.454 infracções, das quais 61 no total, e entre estas 29 só em Junho, relacionadas com incêndios florestais

No mesmo período, verificaram-se 197 infrações com violação de normas sobre flora, reservas, parques e florestas, das quais 81 no mês de Junho.

Para além das acções de fiscalização no terreno, espera-se que as forças de segurança e especialmente o SEPNA sejam dotados de infraestruturas e equipamentos que permitam maximizar a sua capacidade fiscalizadora, sendo que um investimento na área das novas tecnologias nos parece essencial.

Para além da resolução do problema no sistema informático, um acesso a imagens de satélite em tempo real ou, pelo menos, suficientemente actualizadas permitiria verificar situações de maior risco, nomeadamente em termos de falta de limpeza junto de habitações ou outras infracções, de modo a poder redistribuir para acções de fiscalização meios actualmente atribuidos ao patrulhamento.

Incêndios continuam no centro e sul


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Habitante perante um incêndio florestal

Apesar de ter sido uma semana calma, continuam a verificar-se diversas ocorrência de incêndios florestais, sobretudo no centro e sul do País.

Esta quarta-feira a meio da tarde, 28 bombeiros apoiados por sete viaturas e um meio aéreo combatiam um incêndio florestal que deflagrou pelas 15:00 na Serra do Anel, no concelho de Viana do Alentejo, distrito de Évora.

De acordo com informação divulgada pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), um outro incêndio, que deflagrou também pela mesma hora, tinha sido já circunscrito pelos bombeiros na Quinta da Mata, no concelho da Azambuja, distrito de Lisboa.

O combate a este incêndio florestal envolvia um efectivo de 52 bombeiros auxiliados por 18 viaturas e um meio aéreo.

De acordo com o SNBPC, a meio da tarde, estes eram os únicos incêndios que permaneciam activos e ao fim da tarde já não existiam ocorrências com mais de 5 veículos, duração superior a duas horas, em zona de paisagem protegida ou perímetro florestal e com povoações ou infra-estruturas em risco.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Fotonaturis: fotografias da natureza


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Águia por Filipe Silva

Recebemos recentemente uma mensagem de Filipe Silva, editor da revista digital Fotonaturis.org, de que transcrevemos este excerto:

Nasceu a comunidade fotonaturis.org esta comunidade portuguesa é especializada na fotografia de natureza e conservação. Sob o lema "divulgar para preservar" esta comunidade para além das galerias fotográficas normais edita uma revista digital com diversos temas, fotógrafos convidados.

Porque não começar a ver por lá fotos dos meus amigos da
Legião? Porque não ver por lá fotos de passeios onde se desmistifica o mito de que os "Srs do todo terreno destroem tudo por onde passam"?

Do tempo em que mais directamente participei na
Legião e dos poucos passeios que fiz e das pessoas que conheci rapidamente fiquei com a ideia que na Legião LandRover existe uma forte preocupação de não estragar e de conservar o que é de todos. Diversas vezes ouvi manifestações de preocupação e por diversas vezes vi bons exemplos em que o bom senso veio ao de cima.

A natureza é de todos e compete a todos preservá-la.


Deixamos aqui a mensagem, com os desejos de felicidades nesta iniciativa que alia a fotografia à conservação da natureza e o convite aos nossos leitores para que visitem este novo "site", certos de que não se irão arrepender.

PSD elogia António Costa


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António Costa e Gil Martins do CNOS

A coordenadora do PSD para os Fogos Florestais, Maria Ofélia Moleiro, considerou esta segunda-feira os ministros do Ambiente e Agricultura "os dois grandes culpados" pelos incêndios devido às falhas na prevenção, mas salvaguardou a eficácia do titular da Administração Interna.

"O PS teve a sorte de ter um ministro da Administração Interna que está a mexer com as coisas, mas tem o azar, ou teve a ineficácia no "casting", de colocar dois ministros, do Ambiente e da Agricultura, que não fazem o que têm a fazer" em termos de prevenção, adiantou a deputada social-democrata.

Este membro da Comissão Eventual para os Fogos Florestais, acusou o Ministério do Ambiente de "incúria, desleixo ou falta de vontade política" e de deixar ao abandono parques naturais e áreas protegidas, "não fazendo nada nem deixando ninguém fazer o que quer que seja" para evitar a propagação de incêndios.

Relativamente ao Ministério da Agricultura, Maria Ofélia Moleiro criticou o facto de só a meio de Agosto, "vir a correr" apresentar "numa nova estratégia florestal".

Já por diversas vezes a ausência dos ministros da Agricultura e do Ambiente foi aqui lembrada, como contraponto à quase permanente presença do títular da Administração Interna que, independentemente de não concordarmos com algumas opções e declarações deste governante, que muitas vezes criticamos, deu um raro exemplo de dedicação ao cargo.

Mesmo argumentando que nesta época, em que a primazia é do combate e não da prevenção, a presença que se impõe de forma constante é a de António Costa, não nos recordamos de nenhum outro ministro que o tenha feito com o mesmo empenho.

No entanto, a questão da falta prevenção não é exclusivo do Governo, e será bom lembrar, por exemplo, que muitas autarquias são igualmente responsáveis pelo lamentável estado das matas ou que a comunicação social só aborda a problemática dos incêndios quando as chamas invadem o País, pelo que será bom analisar, em consciência, se cada um de nós cumpriu o seu dever cívico.

Assim, lamenta-se que os responsáveis pelas políticas de prevenção não se tenham empenhado de igual forma, condenando assim o que podia ser um combate de sucesso a um simples controle de danos cujos resultados finais não podem satisfazer um observador atento.

terça-feira, agosto 22, 2006

Kit Broadcast do CompeGPS


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Dispositivo emissor Sanav GPRS (G19-B)

Os sistemas de localização remota via GPS ainda estão pouco difundidos, em parte devido ao desconhecimento, mas também pelo preço ainda elevado deste tipo de solução que, felizmente, tem vindo a diminuir.

O "kit" Broadcast do CompeGPS inclui todos os equipamentos e "software" necessário para que um utilizador móvel que disponha de um PDA com um sistema operativo Windows Mobile 2003 ou 5 possa ser seguido a partir de um ponto fixo ou de uma estação base.

Para activar o sistema, basta acionar um interruptor e o emissor, um Sanav GPRS, efectua uma conexão automática e começará a enviar as posições via Internet, que poderão ser visualizadas por um computador pessoal ligado à rede.

O "kit" inclui:

O dispositivo emissor Sanav GPRS G19-B, de elevada fiabilidade e facilidade de uso que tem sido usado com sucesso na monitorização de objectos em situações tão distintas como para efeitos de segurança, controle ou diversão, o qual apresenta as seguintes características:

Chipset GPS SirfStar II
Antena GSM interna
Bateria recarregavel incluida
Tempo operacional: 24 horas en modo espera.
Dimensões (mm): 45 largura x 66 comprimento x 25 altura
Peso (gramas): 87
Temperatura de operacão (°C): - 30 a + 70
Temperatura de armazenamento (°C): - 40 a + 85
Humidade relativa do ar (%): 5 a 95, sem condensação
Botão de Pânico: que envia automaticamente uma mensagem de emergência a todos os números configurados.

Uma licença do CompeGPS Broadcast Open para poder retransmitir durante un ano através do servidor CompeGPS Broadcast.

O kit prevê a modalidade "Open", mas pode, a pedido, incluir o modo "Private", de modo a ser visualizado apenas por um conjunto restrito de utilizadores.

CD CompeGPS Land, com as características já conhecidas e que oferece a retransmissão da posição, com uma licença permanente, incluindo ainda os relevos da Península Ibérica e dos Alpes.

Esperamos que, caso seja aceite a sugestão proposta de poder configurar áreas de risco no CompeGPS para PDA, este "kit" venha a incluir a possibilidade do envio de um alarme automático caso o emissor entre numa destas zonas.

O preço de 700 euros é ainda pouco convidativo, mas as vantagens que apresenta, sobretudo para missões de risco, poderá justificar a aquisição desta solução que permite uma localização precisa e imediata, essencial à segurança em operações ou terrenos perigosos.

Bombeiros querem revisão do modelo de financiamento


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Quartel de bombeiros

"Os bombeiros voluntários portugueses têm que assumir a sua quota-parte de responsabilidade no financiamento dos futuros grupos de intervenção permanente."

O alerta foi ontem lançado, em declarações ao Diário de Notícias, pelo presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, para quem o modelo de financiamento dos grupos de intervenção permanente que o Governo se prepara para criar, deve "ser tripartido" de forma gradual.

Segundo este princípio, a maior parte dos encargos resultantes da profissionalização devem ficar a cargo do Estado, via Ministério da Administração Interna (MAI) e Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), cerca de 30% devem ser suportados pelo respectivo município e o restante pelas próprias associações de bombeiros.

No entanto, para que as associações passem a dispor das verbas necessárias para suportar o novo encargo, o modelo de financiamento das corporações tem que ser redefenido,

"O modelo deve ser alterado tendo em conta a caracterização de cada corpo de bombeiros, porque não há dois territórios iguais e as necessidades de socorro não são iguais em todos os locais", adiantou o presidente da Liga, para quem "o modelo de financiamento não pode ser igual para todos".

Segundo Duarte Caldeira, "não queremos entrar na via da subsidiodependência, mas será necessário um novo modelo de financiamento para que as associações possam assumir a sua quota de responsabilidade" nos grupos de intervenção permanente, cuja criação arranca já em 2007, nos concelhos de maior risco.

Estes grupos incluirão profissionais, que transitarão do quadro de voluntários das várias corporações, e que actuarão durante todo o ano em todas as acções de socorro às populações.

Também Paulo Jesus, presidente da Associação Portuguesa de Bombeiros Voluntários (APBV), entende que nas actuais circunstâncias as associações não têm capacidade para financiar os grupos de intervenção, pelo que "o Governo não deve endividar ainda mais as associações".

Duarte Caldeira admite que o modelo tripartido de financiamento poderá esbarrar na contestação de algumas associações e autarcas, pelo que terá que existir aos dois níveis "uma adequação dos recursos".

Relativamente aos locais aonde deveriam ser constituidas os primeiros Grupos, Duarte Caldeira apontou alguns critérios e considerou prioritários os concelhos "onde há maior concentração urbana, uma mais elevada concentração industrial e um maior risco florestal".

Esta questão do financiamento, que ainda ontem abordamos de forma resumida, é absolutamente essencial, tal como o é a questão da articulação no seio das corporações de voluntários e no próprio ambito autárquico.

Nos últimos tempos, tem-se vindo a verificar a atribuição de novas responsabilidades às autarquias, sem que haja um financiamento apropriado, pelo que houve, em várias áreas, um decréscimo da qualidade dos serviços prestados, após as corporações de voluntários serem sangradas de alguns dos seus melhores elementos.

No caso concreto dos bombeiros, um sub-financiamento terá resultados particularmente gravosos, dado que havendo encargos fixos a nível de honorários, instalações, entre outros, será na parte dos encargos variáveis que se pode esperara eventuais cortes, caso as verbas atribuidas se revelem insuficientes.

Poderemos, então, ter problemas, por exemplo, em termos de equipamentos ou manutenção, mas também na redução de pessoal de turno, com atribuição de missões secundárias aos voluntários de modo a aumentar a disponibilidade de um efectivo insuficiente a nível dos Grupos de Intervenção Permanente.

Os recentes problemas nos Bombeiros Sapadores do Porto, onde questões orçamentais obrigaram a uma diminuição do pessoal de turno e a passagem de serviços para os voluntários, numa óptica meramente economicista, é um exemplo do que o futuro nos pode reservar, sobretudo com o actual nível de endividamento de muitas autarquias.

Por outro lado, a responsabilidade operacional destas equipas irá ter uma influência decisiva na vontade de as financiar, sendo improvável que quem não tenha capacidade decisória directa se sinta inclinado a contribuir fortemente.

Assim, o sistema tripartido proposto pode enfrentar dificuldades práticas e levar diversos municípios a recusar, explicita ou implicitamente, a criação de Grupos de Intervenção Permanente, fazendo-a depender de um financiamento que irá, provavelmente, caber na sua quase totalidade ao Governo central, com participação autárquica reduzida à cedência de instalações e a uma contribuição simbólica que, em termos práticos, não afecte o funcionamento das novas estruturas profissionais.