Segundo os dados disponíveis, este tem sido um Maio com dias particularmente quentes, acima do habitual, o que cria condições mais favoráveis ao propagar das chamas, sendo quase certo que a última semana do mês e o início de Junho podem determinar, em boa parte, o que se passará no Verão, bastando para tal que se verifiquem incêndios graves nas zonas atingidas pelas tempestades do início do ano.
Estes dias, dependendo do tipo e local das ocorrências, vão permitir uma primeira análise real da situação existente nas áreas mais afectadas pelo mau tempo e, apesar de tardiamente, contribuir para estabelecer novos planos que permitam minorar o risco de uma tragédia, que pode ocorrer se uma das vástas áreas cobertas de árvores derrubadas se incendiar e o fogo encontrar as condições mais propícias para uma rápida propagação.
Existem outros obstáculos que dificultam o combate às chamas, que vão desde os danos ocorridos nas instalações de várias corporações, passando pelas vias danificadas, algumas delas ainda por recuperar, total ou parcialmente, e terminando no impacto que as tempestades tiveram nas populações e na própria economia.
A situação das estradas e outras vias é particularmente crítica, não apenas por dificultarem a acessibilidade, ou, pelo menos, uma deslocação rápida, mas, sobretudo, porque podem comprometer uma retirada durante uma sitaução crítica, colocando em risco a integridade física dos operacionais, pelo que esta será uma vertente que devia ser revista imediatamente.
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