sexta-feira, maio 29, 2026

Um primeiro teste em vésperas de um "Verão terrível" - 3ª parte

Temos que admitir, e aceitar, que onde as tempestades provocaram mais destruição, a resiliência das populações, e dos próprios operacionais, tenha sido afectada, sendo de esperar que quem viu os seus bens destruidos ou seriamente danificados não tenha o mesmo ânimo e, consequentemente, consiga enfrentar novas situações críticas com a mesma energia.

Não obstante o escasso tempo restante até ao Verão, caso sejam tiradas conclusões, o que implicaria que o fogo atingisse as áreas afectadas pelas tempestades de Inverno, ainda existe uma janela de oportunidade para um reposicionamento de meios ou mesmo para algumas intervenções a nível de fogo controlado, reduzindo o nível de risco existente nestas zonas.

No entanto, e mesmo que não se verifiquem ocorrências que contribuam para melhor aferir a situação existente nas zonas afectadas pelo mau tempo, tal não quer dizer que este espaço de tempo que decorre até ao período de maior incidência de fogos não deva ser activamente utilizado para reduzir o impacto dos incêndios em áreas mais vulneráveis e onde as populações foram particularmente sacrificadas.

Com base nas actuais condições, numa conjugação de factores particularmente complexa e face ao que as previsões meteorológicas antecipam, não temos dúvidas que este será um Verão onde o combate aos fogos será extremamente difícil, sendo de recear que as medidas adoptadas nos últimos meses, sobretudo após as tempestades do início do ano, sejam insuficientes para mitigar um problema que regressa todos os anos durante o tempo quente.

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