sexta-feira, junho 12, 2026

Mortes na estrada aumentam mais de 30% - 4ª parte

Com mais de 64.000 acidentes, com todos os indicadores a aumentar desde o ano passado, exceptuando os feridos ligeiros, o que aponta para acidentes de maior gravidade, com todas as consequências que daí decorrem, é absolutamente necessário introduzir medidas rápidas, mesmo que não perfeitas, enquanto se prepara um plano mais elaborado e que, naturalmente, irá demorar mais a ser estabelecido e implementado.

Entrou em consulta pública, depois de aprovado pelo Governo, a nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, com o objectivo de reduzir substancialmente o número de vítimas, estabelecendo metas para 2030 e 2050, com redução para metade do número de mortes e feridos graves na estrada para dentro de 4 anos e chegar a zero em 2050, sendo que este ainda é um documendo passível de alterações e que pode demorar a ficar concluído, sendo de esperar que nenhum dos objectivos seja alcançado nas datas previstas.

Obviamente, por muito elaborado que seja esta nova Estratégia, o facto é que dificilmente terá um impacto na redução da sinistralidade nos próximos anos, duvidando-se que no ano da primeira meta, em 2030, já se sintam os efeitos das medidas preconizadas, sendo que, com a evolução negativa que hoje se verifica, uma eventual redução pode apenas aproximar os números daqueles que se verificam actualmente.

Sendo necessárias medidas estruturais, de médio e longo prazo, desconfiamos sempre quando as promessas se destinam a ser cumpridas numa altura em que os autores já não podem ser responsabilizados ou, por alterações conjunturais, que inevitavelmente ocorrem num período longo, a aplicabilidade do plano dificilmente terá o efeito anunciado, podendo, no limite, resultar inviável.

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