segunda-feira, junho 08, 2026

Mortes na estrada aumentam mais de 30% - 2ª parte

Aliás, a questão financeira, que, sem dúvida afecta a manutenção dos veículos, também está patente no numero de viaturas sem inspecção obrigatória, sendo óbvio que tal não se deve ao preço da inspecção, baixo face ao da coima pela sua ausência, mas como resultado da impossibilidade de proceder às reparações necessárias para a sua aprovação, continuando a circular com falta de segurança, o que, num País com uma má rede de transportes públicos pode ser quase inevitável, não obstante os riscos envolvidos.

Sabemos que este ano ocorreram tempestades com efeitos devastadores, que impactaram a rede viária, mas nas estatísticas não consta, tanto quanto podemos ver, se existe uma correlação directa com a sinistralidade, o que implicaria sobrepor mapas das vias afectadas com os pontos que assinalam os acidentes, sendo típico não ver atribuido ao estado da rede viária responsabilidade, mesmo que parcial, nos acidentes.

Também nos temos que interrogar quanto ao desempenho e comportamento de muitos condutores de veículos de aluguer, com cartas de condução provenientes de outros países, onde a realidade viária é completamente diferente, bem como a adaptação destes ao trânsito em território nacional, com todas as suas particularidades, nem sempre positivas, mas às quais quem conduz em Portugal há mais tempo se teve que adaptar.

Quem conduz, não tem dúvidas quanto às alterações no comportamento na estrada que se verificaram nos últimos anos, pelo que temos que nos interrogar se não devia haver a obrigatoriedade de um exame de condução para todos quantos querem conduzir profissionalmente, independentemente do País onde tiverem obtido a carta de condução, não sendo de excluir que tal abrangesse quem tivesse carta portuguesa.

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