sábado, julho 11, 2026

A maioria dos mortos nos fogos em Espanha são estrangeiros - 1ª parte

O elevado número de mortes causadas pelos incêndios em Espanha, que muito lamentamos, têm como factor dominante o facto de, na sua maioria, serem estrangeiros, em férias nesse país, e que, muito possivelmente, não terão recebido ou entendido os alertas enviados pelas entidades oficiais, nem conhecerão o local onde se encontravem, o que dificulta o entendimento da situação.

Para as populações locais, ou nacionais, uma mensagem enviada pelas entidades oficiais responsáveis pelas operações de socorro, caso da Protecção Civil nacional ou do próprio Governo, enquanto tutela política, reveste-se de uma importância que, em princípio, deve levar a uma reacção ou, pelo menos, a uma adopção de medidas preventivas e a um estado de alerta, antecipando o agravar da situação.

Mesmo sabendo que são muitos os que não observam adequadamente o conteúdo destas mensagens, nem agem em conformidade, o facto de receberem o alerta, e entenderem as razões do seu envio, à luza de uma realidade local que conhecem, permite manter um estado de vigilância que antecipa um possível agravamento da situação e a necessidade de adoptar medidas de protecção.

A percepção do perigo de incêndio varia enormemente de acordo com o conhecimento do local, sendo que os residentes, sobretudo se tiveram contacto com fogos nas proximidade, têm uma abordagem mais objectiva, entendendo de forma mais correcta quais os perigos presentes, e planeando, mesmo que instintivamente, os passos seguintes, com base numa análise mais precisa da realidade.

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