Conhecendo esta realidade, não investir as poucas centenas de Euros numa solução que permita usar comunicações via satélite, e que basta ser um receptor, que também tem funções de "router", com a respectiva bateria, instalado numa viatura, com o reporter a conectar-se via WiFi, parece fazer pouco sentido, sobretudo tendo em conta que os encargos mensais são baixos para uma empresa ao nível de uma estação televisiva e que pode ser usado em múltiplas situações.
A prioridade e importância conferida a um dado tipo de notícias, e aqui podemos alargar o âmbito a praticamente tudo o que se passa em locais mais remotos, também se pode aferir pelo tipo de equipamentos disposníveis para proporcionar informação de qualidade do ponto de vista técnico, sem o que mesmo um bom jornalista pode enfrentar dificuldades insuperáveis, no limite, inviabilizando o seu trabalho e mesmo desprezando perigos que possa ter enfrentado no local de reportagem.
Desafiamos, a título de exemplo, os nossos leitores a compararem o tempo dispensado apenas a transferências de jogadores de futebol, com as discussões colaterais habituais, ao que é gasto a noticiar problemas sérios, e podemos aqui cingir-nos apenas aos fogos florestais, dispensando questões mais profundas, como o ordenamento do território e outros problemas estruturais que só por milagre são debatidos, e que tirem as suas próprias conclusões.
Os orgão noticiosos seguem cada vez mais as tendências das redes sociais, dando prioridade a uma conquista fácil de audiências, oferecendo ao público tudo o que pode ser de consumo imediato, apelando a emoções que mantenham os espectadores conectados durante o maior período de tempo possível, mesmo que disto decorra ignorar ou secundarizar temáticas particularmente relevantes para todos.
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