Durante o dia de hoje assistimos a um conjunto de notícias, baseadas em reportagens televisivas, onde eram descritos fogos no distrito da Guarda, concretamente nas zonas limítrofes entre os concelhos de Fornos de Algodres e de Celorico da Beira, um local que conhecemos particularmente bem nos seus mais diversos aspectos.
Durante o período mais crítico, este incêndio chegou a mobilizar 354 operacionais, apoiados por 77 veículos e 15 meios aéreos, com as chamas a progredir no sentido de Vila Ruiva para a Carrapichana, numa zona que identificamos facilmente, correspondendo à antiga estrada romana, a partir da qual se acede à capela do Anjo, onde existe, predominantemente, vegetação rasteira.
Para quem conhece a área, porque aí passou largos meses, durante anos, algumas das indicações geográficas que surgem nas reportagens fazem pouco sentido, por, caso fossem reais, este seria um fogo de grandes proporções e que poria em risco diversas povoações, sobretudo quando mencionadas, simultaneamente, aldeias como Juncais, Vila Ruiva e Carrapichana.
A menção a uma série de aldeias e locais surge como realmente pouco clara, com menções locais, supostamente no caminho do fogo, mas sem mencionar aqueles que, caso o fogo progredisse nesse sentido, seriam atingidos muito antes, tornando-se estranho, para quem conhece a zona, ou, simplesmente, para quem está diante de um mapa, analizar a situação com base na descrição que surge na televisão.
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