Temos consciência de que a solidariedade do povo português é real, e que o acolhimento temporário de quem necessite de um espaço será efectiva, mas esta é uma solução de emergência, no curto prazo, sendo impensável que se possa prolongar, dado que, mesmo quem esteja solidário e ceda instalações o faz de forma provisória e a pensar num prazo curto.
Surge, então, a questão do proporcionar soluções de maior duração, em condições adequadas, sem esquecer que o tempo passa rapidamente e que o tempo quente irá permanencer até Outubro, sensivelmente, após o que quaisquer soluções habitacionais terão que suportar condições mais adversas, incluindo o frio e a chuva, tornando-se óbvio que os pré-fabricados mais básicos não serão utilizáveis.
Estamos convictos de quem em França algumas pequenas aldeias serão inteiramente reconstruidas, eventualmente num local próximo, o que representa um custo enorme para o erário público, e que, em situações análogas, seria um procedimento adoptável em Portugal, sendo que a experiência aponta no sentido contrário, com a destruição causada pelo mau tempo ainda bem visível, desconhecendo-se quando as reparações ficarão concluídas, o que indicia que, em caso de destruição pelo fogo, ao exemplo do que aconteceu, por exemplo, em Pedrogão, a espera será ainda mais longa.
O País devia dispor de instalações de emergência, não apenas para o acolhimento de emigrantes, mas também para situações de catástrofe, para além de planos de contingência que permitissem ampliar as condições de alojamento temporário com rapidez e contratos, em forma de seguros, que facilitem o alojamento de maior duração nos casos em que o Estado não os possa assegurar.
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