sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Gravação de percursos via telemóvel na prática - 5ª parte

Obviamente, surge a interrogação sobre a necessidade de manter ou não uma câmara no veículo, e, na nossa opinião, a resposta é afirmativa, dado que são mais fiáveis, estabilizam melhor a imagem, possuem um sistema de suporte concebido para o equipamento em questão, capaz de diminuir ou absorver vibrações e, nas versões mais recentes, incorporam diversos tipos de sensor, podem incluir GPS e permitem uma melhor qualidade de imagem.

Mais grave ainda, é o facto de, estando a ser utilizado como câmara, o telemóvel não permitir a flexibilidade de uso necessária para o desempenho da sua função original, algo que consideramos desaconselhável, pelo que, mesmo sendo uma solução mais dispendiosa, uma câmara com GPS integrado e o "software" adequado, que permita visualizar imagens com informação posicional e exportar dados para um mapa digital, será o mais adequado para uma utilização mais contínua.

Por preços que começam nos 60 a 80 Euros, incluindo portes, mas a que podem acrescer direitos alfandegários, é possível adquirir uma destas câmaras, como a Ambarella A7LA50D, que tem uma resolução de 1296P, sensor G, que bloqueia sequência gravadas em momentos de aceleração ou desaceleração superior ao normal, como acontece em caso de acidente, e possui GPS integrado, georeferenciando as imagens recolhidas e podendo apresentar o resultado noutra plataforma após transferência.

Não obstante a evolução verificada ao longo dos últimos anos, e com excepção de modelos extremamente dispendiosos e com um conjunto de "software" devidamente escolhido e testado individualmente, os telemóveis continuam a não substituir um modelo de câmara recente, com alta resolução, estabilização de imagem, sensor de aceleração e GPS, agora disponíveis por preços competitivos que as colocam ao alcance da maioria dos potenciais interessados.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Os descodificadores do "K-Lite Codec Pack"

Muitos de nós temos a experiência de gravar pequenos filmes, como simples trajectos, em equipamentos "Android" que, ao serem visualizados num computador pessoal deixam de ter som em diversas aplicações, como o "Windows Media Player" e outras que dependam dos recursos deste para a sua execução.

Esta situação deriva da diversidade de formatos de gravação de vídeos, que codifica a imagem e o som de forma distinta, recorrendo aos codificadores existentes no equipamento de origem e que podem não estar instalados naquele em que são posteriormente utilizados, resultando na impossibilidade de ver o vídeo ou apenas deixar de ouvir o som.

Para obviar este problema sem instalar sucessivos programas, alguns dos quais não serão posteriormente utilizados, podem ser instalados apenas os descodificadores, ou "codecs", que se podem encontrar em versão gratuita na Internet e irão aumentar o número de formatos suportados pelo "software" já instalado no computador, conferindo assim ao "Windows Media Player", universal nos equipamentos que usam sistemas operativos da família Windows, novas possibilidades.

Por ser de instalação simples, tendo apenas que se ter o cuidado de, perto do final, recusar supostas ofertas que são alterações a nível da configuração do "browser", sugerimos instalar o "K-Lite Codec Pack", na sua versão mais simples ou "Light", e usando os parâmetros pré configurados, após o que vídeos gravados em "Android" passam a ser executados no "Windows Media Player" com as características e funcionalidades pretendidas.

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Gravação de percursos via telemóvel na prática - 4ª parte

Tal como acontece com outros programas semelhantes, a gestão do armazenamento do equipamento é fundamental, pelo que, para quem usa as versões mais recentes de Android, é necessário ter acesso à "root", recorrendo a um dos métodos que mencionamos previamente, e dispor de um explorador de ficheiros que revele as pastas que dessa formam ficam visíveis, sem o que existirão demasiadas limitações ao uso deste tipo de solução.

Um explorador que aconselhamos para equipamentos Android, por ser gratuito, de uso fácil e implementar as funcionalidades de que necessitamos, incluindo navegar pela "root" e partilhar facilmente ficheiros em diversas plataformas, é o "ES File Explorer Manager", que, no caso do "Road Recorder", caso este não tenha sido configurado para usar uma área de armazenamento mais acessível, mas igualmente mais necessária para outras funções, é essencial para enviar os ficheiros exportados pelo programa.

É igualmente aconselhável dispor de um bom suporte, adaptado à viatura utilizada, de forma a que possa ser fixo num local que permita uma boa estabilidade e tenha o campo de visão adequado, bem como uma forma de alimentar o equipamento, eventualmente com um adaptador USB com a amperagem adequada colocado na tomada de isqueiro.

Existem muitos outros programas destinados ao mesmo fim, mas, pelo que temos verificado, obedecem ao mesmo conceito, recorrendo a rotinas nativas para a gravação de imagem e vídeo, podendo ou não incluir som, e adicionando a informação proveniente do GPS do equipamento que irá ser visualizada via Google Earth ou Google Maps, podendo compor um ambiente onde este conjunto de informação seja integrada.

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Instalação da sonda de temperatura - 2ª parte

Obviamente, um sistema semelhante é possível apenas com a sonda e porca, mas neste caso remover a sonda implica remover a junta onde esta está fixa, de modo a que seja colocado um parafuso que tape o orifício, vedando a saida de gases, o que, não sendo complexo, implica mais algum trabalho, sendo apenas possível numa peça removível.

Por uma questão de facilidade, e por ser uma peça de baixo preço, optamos por encomendar uma nova tampa ao Paulo Costa, já com o orifício adequado, tendo enviado a rosca para que fosse soldada, recebendo assim a peça completa que consta da foto, pronta a instalar, de forma a substituir a actual, para o que basta remover um par de parafusos e seguidamente recolocá-los.

Caso a sonda não seja instalada, o parafuso é colocado, evitando a saida de gases, o que pode ser uma opção dado que apena se justifica instalar a sonda na altura em que o mostrador, com a indicação de temperatura, for igualmente colocado no local e efectuadas as respectivas ligações eléctricas.

É necessário fazer passar o cabo que parte da sonda para o interior do habitáculo, concretamente para o local onde se pretende instalar o mostrador, sendo igualmente preciso ir buscar uma ligação positiva e outra negativa, que irão proporcionar a corrente para que o mostrador funcione, podendo-se fazer uma ligação, por exemplo, a partir da caixa de fusíveis.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Gravação de percursos via telemóvel na prática - 3ª parte

Para efeitos de comparação com o "DailyRoads Voyager" decidimos instalar o "Road Recorder", igualmente disponível em versão livre e paga, e que tem características semelhantes, nomeadamente em termos de operação, mas que implementa funcionalidades complementares de forma díspar, nomeadamente a nível da partilha e exportação.

Uma das alterações, a nível da imagem, deve-se ao facto de termos recorrido a um suporte diferente, fixo na janela lateral, mas um dos factores diferenciadores é a exportação do trajecto em formato GPX, um "standard" para troca de informação entre GPS, e que pode ser importado directamente para diversos equipamentos, ou através do Google Earth, onde o trajecto fica visível, tal como recorrendo ao KML, específico deste programa e que usamos na imagem que consta deste texto.

É de salientar que o "Road Recorder" existe em versão livre e paga para Android, mas também tem um complemento para ambientes Windows, nas versões 7 e superior, o que permite visualizar os dados recolhidos em computadores portáteis, onde a capacidade de apresentação tende a ser francamente superior do que nos écrans dos telemóveis, obtendo-se um conjunto gráfico mais interessante e explicito.

No menú de visualização, para além de seguir o trajecto em termos visuais e sobre o mapa, é possível partilhar, enviando o ficheiro para o Google Drive, o Youtube ou via correio electrónico, sendo a exportação em XML ou GPX efectuada durante o processo de visualização, altura em que o Google Maps está activo e suporta a aplicação.

domingo, fevereiro 22, 2015

Lanterna Ring RIL50 em promoção na Galp

A lanterna Ring RIL50, um modelo que já descrevemos num texto anterior, na altura em que foi considerada a melhor compra no segmento por uma revista da especialidade, e tem um valor médio no mercado de perto de 6 a 8 Euros, está disponível nos postos da Galp, podendo ser obtida através da troca de 625 pontos do cartão Fastgalp.

Esta lanterna de 8 "leds", em forma de uma caneta algo volumosa, com perto de 16 centímetros, proporciona uma iluminação excelente, de grande intensidade, equivalente a 40 lúmens, tem "clip" magnético, que facilita a aderência a superfícies ferrosas, sendo alimentada por 3 baterias AAA.

Este é o modelo que temos utilizado nos nossos veículos ao longo dos últimos anos, obtidos também na promoção de uma gasolineira, tendo um desempenho sem falhas, suportando bem longos periodos de armazenamento sem utilização, sem que com isso as baterias descarreguem ou surjam marcas de humidade ou detrioração.

Por ser de pequenas dimensões, fácil de transportar, armazenar e utilizar, poder operar mesmo sob chuva, proporcionar até 7 horas de iluminação, esta é uma opção a ter em conta para quem dispuser dos pontos necessários no cartão Fastgalp e queira uma lanterna que possa ser guardada no interior de uma viatura, pronta a ser usada em caso de necessidade.

sábado, fevereiro 21, 2015

Evoque "cabriolet" no Salão de Genebra

Já era prevista uma versão aberta do Range Rover Evoque de duas portas, um modelo desportivo, cuja configuração facilita em muito a conversão para "cabriolet" sem comprometer a rigidez do conjunto, o que permite à Land Rover entrar num novo segmento, estando agora disponíveis fotos deste novo modelo.

A apresentação oficial desta versão do Evoque está prevista para o próximo Salão Automóvel de Genebra, na Suiça, onde também estarão presentes os últimos modelos do Discovery Sport, recém lançado e já disponível entre nós, e as versões mais recentes dos Range Rover, num ano em que a linha da Land Rover promete muitas mudanças.

Pela proximidade do certame, é de prever que as características exactas deste modelo, incluindo as várias motorizações, versões e níveis de equipamento sejam conhecidas muito em breve, não sendo difícil de adivinhar que este "cabriolet" será um sucesso em diversos mercados, com dimensão e poder de compra superior ao mercado nacional.

Com esta apresentação, conclui-se mais um passo da Land Rover no sentido de completar a sua oferta para os próximos anos, ficando em aberto, e envolto em discussão e polémica, a sucessão do Defender, cujo termo da produção continua aprazado para o final de 2015, ainda sem sucessor à vista, o que deixa a marca fora de um importante segmento de mercado na área do todo o terreno e das aquisições de um conjunto de instituições que operam na área da defesa e do socorro.

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Land Rover Owners de Abril de 2015 já nas bancas

Mantendo uma antecedência de calendário superior ao habitual, já se encontra nas bancas a edição de Abril de 2015 da Land Rover Owners International, com o destaque para um Defender 110, com motor Cummins de 5.9 litros, que duplica a potência de origem dos Td5, bem como o meio centenário dos modelos Ninety.

O guia para escolher uma melhor suspensão, que ocupa 7 páginas, bem como o sistema de armazenamento lateral para os Defender, e os opcionais montados num 110, que incluem tenda, toldo e os extras necessários a uma utilização em expedição mais cómoda, que incluem suspensão e o conjunto de modificações requeridos para lidar com o aumento de peso, são de leitura essencial.

Na mesma linha, um artigo sobre modificações que permitem a um Discovery 300 Tdi reconstruído em apenas 16 dias com a intenção de ser transformado numa "casa de fim de semana", tal como um conjunto de passeios, incluindo detalhes de itinerários inerentes à concepção e planeamento, será de interesse para quem utilize os Land Rover para este fim.

Também os vários artigos técnicos sobre a reconstrução de modelos mais antigos e o seu uso, incluindo os "lightweight", e o potente Range Rover Sport SVR fora de estrada, bem como a habitual apresentação de alguns novos produtos, complementada por uma extensa publicidade temática, justificam a leitura deste número da LRO.

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Gravação de percursos via telemóvel na prática - 2ª parte

O vídeo obtido via "DailyRoads Voyager" é um misto do resultado em bruto da câmara com o dos dados adicionados pelo programa, razão pela qual, quando visualizado de forma independente deste, estamos diante de um simples vídeo, sem qualquer informação adicional, tal como gravado pelo sistema nativo do equipamento utilizado.

Para obter o maior partido do programa, é necessário recorrer ao seu visualizador, instalado no equipamento que procedeu à gravação, sendo aí que surgem os dados adicionados, tendo, como alternativa, realizar a inscrição no "site" e no programa usar o mesmo nome de utilizador e respectiva "password", de modo a fazer o envio automático, obtendo uma informação semelhante à que consta da imagem que acompanha este texto.

No entanto, mesmo aqui se perde informação, pelo que quem pretender algo mais pode recorrer a um dos diversos programas, de qualidade muito variável e nem sempre compatíveis com todos os dispositivos, que se disponíveis para Android e que permitem gravar um vídeo que passe no écran, após o que o resultado pode ser descarregado, partilhado e visualizado de forma independente da plataforma e programa utilizado na visualização.

Portanto, estes são pequenos vídeos, cuja realização penaliza em muito a bateria do telemóvel, apenas com o objectivo de apresentar o resultado de alguns testes, num percurso citadino com iluminação diurna, após o que o foram descarregados directamente para o "Google Drive", onde o resultado em bruto foi partilhado e será comparado com aquele que é obtido por um progama similar.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Instalação da sonda de temperatura - 1ª parte

Tal como previsto no planeamento para o ano de 2015, um dos primeiros projectos é o de instalar uma sonda capaz de avaliar a temperatura no interior do motor do Discovery, algo que consideramos essencial sempre que se efectuem alterações que possam implicar a sua subida, controlando-a de forma a evitar danos no motor.

Uma dos processo mais simples de instalar um sensor de temperatura num veículo ao qual tenha sido removido o sistema de recirculação de gases de escape, habitualmente conhecido como EGR, é aproveitar a chapa em metal ou junta cega que tapa o local de onde foi retirada a válvula para proceder à instalação, evitando assim opções mais complexas, como o furar um colector de escape e soldar uma rosca.

Dependendo do material fornecido com a sonda, podem ser feitas opções diferentes, mas ambas implicam furar a placa no centro, com o diametro adequado, que pode ser o da própria sonda, que será fixa com uma porca do lado oposto, ou, caso esteja incluído uma peça feita para a respectiva fixação, com o diametro desta, a qual deve ser soldada.

Neste último caso, dado que o suporte é basicamente um cilindro roscado no interior, basta enroscar a sonda para que esta fique solidamente fixa no local correcto, sendo fácil de remover para o que nalguns conjuntos é fornecido um parafuso, que permite tapar o orifício de onde a sonda foi removida.