sexta-feira, agosto 21, 2015

Despiste de auto tanque mata bombeiro - 1ª parte

O bombeiro José Moreira, de 41 anos, pertencente à corporação de Carcavelos e S. Domingos de Rana, foi a primeira vítima do combate aos fogos, tendo falecido em consequência de múltiplos traumatismos na cabeça e tórax, resultantes de um acidente quando o auto tanque em que seguia se dirigia para combater um fogo.

A viatura de combate a incêndios despistou-se na estreita estrada que vai da Abóbada para Talaíde, quando, ao tentar ultrapassar outra viatura, passou sobre a berma, tendo ficado feridos os dois ocupantes, um dos quais só pode ser retirado após a intervenção de uma grua ter levantado o veículo sinistrado.

As causas do acidente, bem como toda a envolvência do mesmo, serão apuradas em sede de inquérito, mas convém, desde já ter em atenção a questão da protecção do habitáculo sobretudo nos auto-tanques, bem como a utilização dos dispositivos de retenção por parte dos vários ocupantes.

As missões de combate aos fogos, tal como todas aquelas que envolvem uma deslocação a ser efectuada tão rapidamente quanto possível, envolvem riscos elevados, que por vezes superam os da própria missão, sendo patente no número de acidentes e de vítimas que ocorrem durante o trajecto, pelo que se justifica sempre uma especial atenção e treino, bem como a preparação adequada das viaturas.

quinta-feira, agosto 20, 2015

"Shemagh" para diferentes situações - 2ª parte

Sobretudo para quem tenha a cabeça maior, ou pretenda usar o "shemagh" mais solto, mas também para quem tenha uma maior dificuldade em fazer o nó com que este costuma ser preso, é aconselhável optar por uma dimensão mais generosa, mas estes centímetros a mais podem, igualmente, ser necessários, se for usado, por exemplo, como ligadura.

Naturalmente, estamos a excluir o recurso ao "kefieh", uma espécie de banda dupla, que pode assumir várias configurações, desde as mais simples até às mais complexas, normalmente associadas a uma elevada posição social, e que colocado em volta da cabeça, prende o "shemagh", que assim pode ser utilizado solto, simplesmente dobrado em triangulo, tal como por ser visto em numerosas fotos de dignitários árabes.

A maioria dos "shemagh" originais, e as cópias de menor preço, são extremamente leves, quase se podendo ver através deles, protegendo bem de variações térmicas por criarem uma camada de ar, à temperatura do corpo, junto deste, o que reduz substancialmente o efeito de uma diferença térmica a partir do exterior.

Este tecido, finamente entrançado, protege eficazmente do vento, mas obviamente não oferece nenhuma protecção face à chuva, mesmo que muito ligeira, tendo, no entanto, a vantagem de secar muito rapidamente quando exposto ao Sol, ficando seco em escassos minutos, mesmo sem temperaturas elevadas.

quarta-feira, agosto 19, 2015

Projecto para tejadilho do Defender - 4ª parte

Esta última opção, sobretudo se as placas de desatascanço ficarem colocadas lateralmente, tem possibilidade de expansão, seja colocando na parte lateral mais placas, seja adicionando plataformas que permitam colocar algumas caixas ou volumes, sendo que neste caso é absolutamente necessário colocar reforços laterais, soldados na estrutura, bem como controlar o peso, evitando alterações substanciais no centro de gravidade ou danos na estrutura do tejadilho.

Naturalmente que têm que ser adicionados alguns elementos de fixação para os "jerry cans", que podem ser simples esticadores de carga, depois de colocar no interior das caixas alguns elementos em borracha que ajudem a acondicionar os "jerry cans" e a reduzir o barulho que a trepidação pode provocar, sendo ainda de considerar uma pintura final de modo a proteger todo o conjunto.

Também convém pensar na forma de proteger os equipamentos, pelo que é de prever o uso de sistemas de cadeados ou corrente com fechadura, como as utilizadas nas bicicletas, que impeçam que os "jerry cans" e as placas de desatascanço sejam removidas com facilidade, já que o pneu, pelo peso, volume e posicionamento, será bem mais difícil de remover, com o que de bom e de mau tal implica.

Um sistema deste tipo implica, naturalmente, colocar uma escada de acesso, podendo mesmo ser aconselhável reposicionar alguns equipamentos, como antena de rádio ou farol de trabalho, e, tendo algum custo em termos de material e mão de obra, fica globalmente muito abaixo do preço pedido pelos fabricantes de grades de tejadilho, podendo ser uma alternativa interessante por estar mais adaptado às necessidades específicas de muitos proprietários de Defender ou mesmo de outros modelos de todo o terreno.

terça-feira, agosto 18, 2015

"Shemagh" para diferentes situações - 1ª parte

Os "shemagh", o típico lenço árabe que todos conhecemos, tem sido adoptado quase universalmente, do que decorrem algumas alterações, sobretudo a nível do tipo de tecido, mas também, embora de forma menos expressiva, nas dimensões, de modo a corresponder a utilizações diversas, razão pela qual vimos complementar um texto antigo onde este assunto foi originalmente abordado.

No texto, vamos assumir que o "shemagh" será utilizado de acordo com os hábitos locais de onde são originários, e não como um simples cachecol, quase sempre associado a uma forma de afirmação política, para o que, naturalmente, qualquer modelo em padrão negro ou vermelho, entrançado com branco, é perfeitamente adequado a fazer passar a mensagem pretendida.

Para quem pretenda uma maior flexibilidade de utilização, é conveniente familiarizar-se com as diversas formas de usar o "shemagh", do que depende, pelo menos em parte, qual o modelo mais adequado, seja em termos de tamanho, seja no respeitante ao tipo de tecido, podendo mesmo influir a nível de cor e padrão.

Parecendo quase insignificante, uma variação da dimensão, que parte de pouco menos de 100 centímetros de lado e pode atingir os 115, acaba por ser mais relevante do que possa parecer numa análise inicial, pois estes poucos centímetros, na altura de enrolar o "shemagh" em torno da cabeça e de o fixar com um nó, fazem-se sentir, podendo fazer toda a diferença.

segunda-feira, agosto 17, 2015

Área queimada já ultrapassou a do Verão passado - 4ª parte

Em ano de eleições, naturalmente a responsabilização ganha uma nova dimensão, sendo comum, e a tal já assistimos este ano, surgirem teorias da conspiração, que ligam o aumento de ignições a factores inerentes à luta político-partidário, como forma de descredibilizar o governo em funções, responsabilizando-o pelo sucedido através da falta de medidas capazes de, antecipadamente, evitar a propagação das chamas.

Cruzando informações, e adicionando a nossa sensibilidade, que vai no sentido de um elevado número de casos de negligência, que não deixa de ser crime, contra um escasso número de actos de incendiarismo, do que resulta um fogo deliberado, não é possível concluir que em anos eleitorais o número de ignições aumente de forma sensível e desgarrado de outros factores, esses sim, que surgem como comuns nos períodos de maior incidência de incêndios florestais.

As teorias da conspiração, independentemente do sentido, acabam por fazer tão pouco sentido como a variante que considera que a maioria dos fogos são intencionais, assumindo-se como mera retórica que pretende desviar responsabilidades, seja como forma de as evitar, seja para as atribuir, pelo que, mantendo-se o mesmo quadro de todos os anos a nível de fogos, toda a argumentação envolvente tende a modificar-se em função de objectivos partidários de muito curto prazo.

Aliás, em termos autárquicos, não podemos estabelecer diferenças, para melhor ou para pior, que sejam associadas às diferenças forças políticas, falhando da mesma forma em termos de prevenção, enquanto a nível de governo central, não apenas a responsabilidade acaba diluida, como tende a resumir-se à alocação de meios de combate, pelo que, sendo o dispositivo muito idêntico ao longo dos últimos anos, não é fácil, salvo em casos verdadeiramente excepcionais, visar quem tutela politicamente o sector.

domingo, agosto 16, 2015

Criação de "pen" para instalação de Windows 10 - 3ª parte

É ainda de ter em conta que o Windows 10, no login, vai poder usar as credenciais da conta Microsoft utilizada, que pode ser um endereço do Hotmail e a respectiva "password", e não a identificação do utilizador, tal como acontecia, por exemplo, no Windows 7, pelo que, não obstante ser fornecido um endereço de recuperação, convém ter apontadas todos os dados que possam vir a ser necessários.

Aliás, a perda de "passwords" nos vários "sites" visitados previamente é mais que previsível, pelo que, havendo dúvidas quanto a estas, deverão ser efectuados testes ou procedimentos de recuperação, anotando as credenciais em local seguro e acessível, sendo certo que, durante a primeira vista recorrendo ao "Edge", que substitui o antigo "Internet Explorer" no Windows 10, estas serão necessárias.

Em contrapartida, num simples "upgrade" para Windows 10 num equipamento que tenha instalado outro navegador, como o "Chrome", os dados, incluindo as "passwords", são mantidos, podendo esta ser uma alternativa a ter em conta como forma de reforçar a segurança, mesmo que tal passe pela instalação de um "browser" alternativo.

Igualmente recomenda-se, para além da segurança relativamente aos dados mais críticos, averiguar se as aplicações mais essenciais em termos de produtividade são compatíveis com o Windows 10, de forma nativa, sem que exista um decréscimo a nível de desempenho que comprometa a sua utilização de acordo com o que se pode e deve esperar, ou se, em alternativa, existem actualizações que melhorem o nível de compatibilidade ou integração.

sábado, agosto 15, 2015

Alerta para a política de "cookies" obrigatória

Em conformidade com a legislação em vigor, e conforme as linhas de orientação do Google, que aloja este "blog", adicionamos um botão de concordância com a utilização de "cookies", os quais dependem do prestador do serviço de alojamento e a cuja política de uso somos, naturalmente, alheios.

Assim, a concordância refere-se sempre ao determinado pelo Google e à política e defenições de privacidade deste prestador de serviço de alojamento, a qual acaba por ser comum a outros serviços que fornece, entre os quais podemos destacar o motor de busca ou o serviço de correio electrónico.

Após ter sido clicado no botão que diz "Percebi!", que corresponde à aceitação de "cookies" esta mensagem deverá deixar de aparecer no equipamento em que o acesso foi efectuado, mas irá surgir de novo caso os "cookies" sejam apagados ou perdidos por outra razão, ou em acessos noutros equipamentos, mesmo que pelo mesmo utilizador.

A partir do final de Setembro, é obrigatório que todos os "sites", incluindo "blogs", cumpram estas normas comunitárias, pelo que aconselhamos os nossos leitores cujos espaços estejam alojados no Blogger a implementar esta pequena modificação que pode ser efectuada incluindo um conjunto de linhas no "template", editando o código HTML e procedendo à inserção mesmo antes do comando que termina o código do cabeçalho.

sexta-feira, agosto 14, 2015

Land Rover Owners de Setembro de 2015 já nas bancas

Já se encontra nas bancas a edição de Setembro de 2015 da Land Rover Owners International, com o protagonismo a recair sobre os Discovery 2, ou Td5, um modelo que tem ganho popularidade e cujo valor entre nós continua muito acima de veículos similares, pelo que esta escolha dos editores, ao incluirem um guia de utilização e manutenção será do interesse de muitos leitores.

Para além do artigo sobre um Freelander cujo motor desenvolve 200 cv, o que corresponde a um aumento muito substancial de potência, o texto que aborda a instalação de um guincho num Defender, detalhando os vários passos, incluindo a montagem de para choques, é de leitura interessante.

As aventuras de um Defender 110 na floresta malaia, o uso dos Range Rover Sport, nas suas diversas vertentes, inclusivé fora de estrada, ou o projecto "Landytown", dedicada à preservação e utilização de Land Rover de modelos mais clássicos numa área que abrange 348 hectares, acrescentam alguma variedade aos habituais artigos sobre viagens e expedições.

Estão igualmente presentes vários artigos técnicos, abordando questões tão diversas como a troca de cambota de um Td5 ou a correcção da falta de desempenho de um Discovery 3 TDV6, bem como a apresentação e mesmo alguma análise de alguns produtos, complementada, como sempre, pela publicidade temática, a qual, mesmo para os não compradores, serve de inspiração a muitos dos que optam pela improvisação.

quinta-feira, agosto 13, 2015

Criação de "pen" para instalação de Windows 10 - 2ª parte

A maioria dos computadores, se durante a fase de arranque tiver numa porta USB uma "pen" com um sistema operativo para instalação, reconhece a unidade e dá, como opção, dar início ao processo, de forma muito semelhante ao que sucedia utilizando um CD ou DVD, mas, caso tal não se verifique, torna-se necessário entrar na configuração interna, ou do "bios" e verificar quais as opções selecionadas, nomeadamente em termos de sequência de arranque.

É de notar que, para quem dispõe de vários computadores, ou simplesmente pretende dispor de um sistema de recuperação que possa ser utilizado em situações de emergência, ou quando não existe ligação à Internet, esta é uma solução aconselhada, sendo prática, rápida e de utilização muito simples.

Obviamente, caso a opção seja a de uma nova instalação, os conteúdos perdem-se, pelo que deve ser efectuada uma cópia de segurança de todos os dados e, caso seja difícil de estar certo de que estejam completos, sugere-se, pura e simplesmente, a troca do disco, instalando-se o sistema operativo num disco novo e guardando o antigo para efeitos de segurança e, caso tal não seja necessário, passado um prazo razoável, como unidade adicional ou sobressalente.

Decorre ainda que a chave de activação existente no sistema operativo é perdida, pelo que esta deve ser devidamente anotada, com o máximo cuidado, dado que será ela o garante do "upgrade" em termos de licenciamento, sendo essencial para cumprir as normas determinadas pela Microsoft para proceder à actualização de um dos sistemas operativos contemplados nesta operação.

quarta-feira, agosto 12, 2015

Área queimada já ultrapassou a do Verão passado - 3ª parte

Com a entrada no mês de Agosto e a subida das temperaturas, verifica-se um aumento do número de ignições, maior dificuldade no combate, com o dispositivo invitavelmente a começar a operar mais perto dos limites, com uma cada vez maior dispersão para controlar o crescente número de ocorrências e o cansaço a limitar a eficácia e aumentar o nível de risco.

Assim, o aumento do número de acidentes verificado seria de esperar, com esta tendência a manter-se, e a agravar-se, até que condições climatéricas mais favoráveis determinem alguma acalmia, essencial para um necessário, e merecido, repouso, mas também para os ajustes e manutenções necessárias para que o dispositivo seja mantido na sua máxima força durante o período crítico, cuja extensão real tem ultrapassado a que é calendarizada.

Com numerosos autarcas a atribuir causas criminosas, leia-se incendiarismo, aos fogos, observando os cenários dos incêndios, é patente a falta de prevenção, os matos encostados a edificações ou a invadir a rede viária, ou a manifesta falta de acessos, pelo que o crime que imediatamente se detecta corresponde ao não cumprimento do disposto na lei no respeitante à prevenção, que parece ignorada pela generalidade, que rapidamente menciona a falta de recursos como justificação para a sua ausência.

Manifestamente, a falta de prevenção, reconhecida por diversos autarcas, sem que qualquer responsabilidade pelo facto seja assumida, mas que envolve outras entidades, nomeadamente quem tem o dever de inspeccionar e verificar de a legislação é cumprida, é um factor que contribui de forma muito substancial para o aumento da área ardida, sem se encontrar entre as suas causas primárias, que resultam de questões estruturais e do ordenamento do território, factores que resultam de decisões tomadas num nível muito superior.