quinta-feira, setembro 24, 2015

Responsáveis por acidentes que fujam têm que pagar danos - 1ª parte

Segundo um acordão do Supremo Tribunal de Justiça, que será aplicado em futuras situações, quem provocar um acidente, ou for considerado responsável pelo mesmo, caso abandone o local, será responsável pelo pagamento dos danos resultantes, tendo a seguradora o direito de regresso.

Para que não haja prejuízo para as vítimas, a seguradora do responsável pelo sinistro assegurará, tal como até agora, os pagamentos devidos, encerrando assim o processo de indemnização, mas passa a ter o direito a exigir ao respectivo segurado ser ressarcida pelas despesas efectuadas em consequência do acidente.

Desta forma, para as vítimas, tudo se mantém na mesma, pelo menos em teoria, já que a possibilidade de fazer transitar os encargos pode resultar numa abordagem diferente, enquanto quem abandonar o local do acidente, para além de enfrentar uma acção a nível criminal, algo que já sucede, responde pelos custos que, naturalmente, podem ser extremamente elevados, sobretudo se houver vítimas.

Para além de abandonar do local do acidente implicar não prestar auxílio às vítimas, caso as haja, também impossibilita, quase sempre, que o responsável averigue da sua existência e do estado em que se encontram, sendo quase certo de que não alertará as autoridades e os meios de socorro para a eventualidade de existirem danos pessoais, os quais se poderão agravar como resultado da demora na prestação de cuidados.

quarta-feira, setembro 23, 2015

Auxiliares de flutuação - 3ª parte

Recorrer a um colete não insuflável evita que, por simples comodidade ou preguiça, o equipamento não seja devidamente insuflado, ou que, pura e simplesmente, ou não seja utilizado, ou apenas o seja em caso de necessidade, podendo não ser possível proceder ao seu enchimento com a rapidez necessária para que cumpra o seu objectivo.

Um auxiliar de flutuação, tal como o próprio nome indica, não garante, só por sí, a flutuabilidade, destinando-se a complementar uma posição adequada por parte do utilizador, mantendo-o à superfície apenas se este optar por boiar, mas podendo não ser capaz de evitar o afundamento caso, por exemplo, mergulhe ou esteja na vertical.

Um modelo como o da imagem, feito em tecido poliester Oxford 240 D, representa uma ajuda de até 7.5 quilos, que podemos, para melhor compreensão, imaginar que impede um bloco de ferro com o mesmo peso de afundar, o que pode ser o suficiente para manter uma pessoa à superfície, tendo em conta a densidade e a forma do corpo humano, dependendo da posição em que se encontra.

Como complemento, é incluído um pequeno apito, com cordão, que pode ser transportado no pequeno bolso, tendo três fechos de abertura rápida, que fixam correias em torno do tronco, e duas de fixação inferior, o que evita que o colete saia da sua posição, mas também acrescenta diversos pontos pelos quais o utilizador pode ser agarrado por um eventual salvador.

terça-feira, setembro 22, 2015

Exploride, inteligência para veículos - 3ª parte

O controle também pode ser efectuado via telemóvel, essencial para a apresentação de dados, nomeadamente aqueles que são referentes a diagnósticos do veículo, com a maioria das ligações a ser efectuadas via "bluetooth", mas com o acesso ao sistema de som do veículo a poder ser realizado por cabo, com as comunicações remotas a basearem-se na rede móvel.

A conectividade inclui ainda, para além do conector para ligar à tomada de isqueiro do veículo, que alimenta o dispositivo, uma porta múltipla em formato USB bem como conexão áudio, o que, para além do "bluetooth" na versão 4, permite uma integração de dispositivos sem perda de desempenho, ficando esta sobretudo dependente da ligação via rede móvel em tudo o que depende desta, como o sistema de navegação via Google Maps.

É manifesto que o Exploride implementa um conjunto de funcionalidades notável, com integração de diversos dispositivos, simplificando em muito a vida no interior de uma viatura, mas depende em muito da rede móvel, apresentando um elevado tráfego de dados, o que pode ser oneroso, e da compatibilidade do veículo com as normas OBD2 suportadas, sem o que esta funcionalidade deixa de funcionar.

Para obter este equipamento, num dos seu modelos e de acordo com as modalidades disponíveis, basta aceder à plataforma Indiegogo, inscrever-se e selecionar a opção pretendida, contribuindo para apoiar este projecto e adquirindo um dispositivo inovador, cujo preço, com portes, ronda as três centenas de Euros, acrescendo, obviamente, direitos alfandegários.

segunda-feira, setembro 21, 2015

Auxiliares de flutuação - 2ª parte

Exceptuando os coletes que se usam em volta do pescoço, quase todos são ajustáveis em redor do corpo recorrendo a correias, com os modelos mais baratos a obrigar o utilizador a atar as correias, processo que consideramos completamente inadequado, pelo que devem ser excluidos, enquanto os restantes possuem fechos de abertura rápido e correias ajustáveis que ajustam o colete ao corpo e o fixam com correias adicionais nas pernas.

Para garantir flutuabilidade, excluindo equipamentos destinados sobretudo a crianças e que devem ser usados apenas em ambientes controlados, o formato mais comum é o de um colete, sendo os mais comuns os modelos insufláveis, na sua maioria de forma manual, e os que possuem espuma dentro de um conjunto de bolsas, que mantém assim e de forma permanente o ar no seu interior.

Ao contrário de um colete de salvamento insuflável, que pode ter diversos compartimentos internos, por exemplo três, dos quais dois serão o mínimo para manter a flutuabilidade, mas que não asseguram, nestas condições, que o utilizador fique correctamente posicionado, ou seja, pode ficar de lado e semi submerso, os auxiliares de flutuação com interior em espuma só em caso de dano grave deixam de cumprir a sua função, sendo esta uma probabilidade insignificante.

Um colete com espuma, para além de dificilmente perder a eficácia, oferece um tipo de protecção física diferente, protegendo o corpo, nomeadamente o tronco, contra alguns impactos, facto que pode ser essencial para assegurar a sobrevivencia do utilizador, sendo quase certo de que, mesmo enfraquecido, caso a posição permita respirar, não se irá afogar.

domingo, setembro 20, 2015

LRO lança guia dos Serie 1

Depois do número especial sobre os Land Rover Defender, a que se seguiu um guia sobre os Discovery, a Land Rover Owners International (LRO) publicou um novo guia, desta vez sobre os Serie 1, os primeiros veículos da marca, que estão na origem da longa linhagem que veio dar origem aos Defender.

Tal como a anterior, esta edição, tem uma centena de páginas, incluindo a história dos Serie 1, nos seus vários modelos, conselhos sobre a escolha do modelo mais adequado a cada futuro proprietário, bem como técnicas e processos de restauro, um guia de compra, pensado sobretudo para a realidade inglesa, bem como locais onde podem ser adquiridas peças para este clássico.

Esta edição destina-se sobretudo aos nostálgicos e a todos os que sempre quiserem um Serie 1, mas que não têm possibilidade de o adquirir, revelando-se numa autêntica viagem pelo passado da marca, essencial para entender a sua evolução e o conceito de muitos dos seus sucessores.

Em número limitado a 300 exemplares, numerados individualmente, está disponível uma edição especial autografada por Tim Slessor, da "First Overland", que inclui um poster em formato A2, impresso de ambos os lados, e uma capa diferente, a qual tem um preço de 20 libras e, tal como os outros, não estará disponível fora do Reino Unido, pelo que a opção, para os interessados, será adquirir um exemplar via Internet.

sábado, setembro 19, 2015

Auxiliares de flutuação - 1ª parte

Apesar do para a maioria as férias estarem a terminar, e o tempo permitir cada vez menos actividades náuticas, estas continuam mesmo quando as temperaturas baixam, sobretudo quando integradas num programa diversificado, onde esta vertente pode ser encontrada com alguma frequência.

Dependendo da sua natureza exacta, um ou mais equipamentos de segurança podem ser requeridos, sendo os mais frequentes aqueles que se destinam a prevenir o afogamento, acrescendo, em casos específicos, os que protegem de impactos, essenciais quando a actividade decorre em locais mais acidentados, como rios nos quais existam zonas pedregosas.

Para reduzir o perigo de afogamento, os coletes de salvação e os auxílios de flutuação são, sem dúvida, os mais habituais, mas só se revelam eficazes de forem selecionados de forma adequada, de acordo com os fins a que se destinam, com o local onde serão utilizador, e conforme a própria morfologia do utilizador, já que a capacidade do equipamento e o seu correcto ajuste é essencial para que cumpra a sua função.

A maioria dos fornecedores incluem coletes de diferentes dimensões, a que corresponde igualmente uma flutuabilidade diferente, sendo essencial que o seja escolhido um número que, para além de ser ajustável ao corpo, permita que este flutue, podendo ser necessário um compromisso que respeite ambas as condições.

sexta-feira, setembro 18, 2015

Exploride, inteligência para veículos - 2ª parte

Com base nestas comunicações, acesso a serviços de partilha de dados, alojamento em "cloud" para armazenamento em local seguro, uso de "streams" de música ou vídeo, recurso a aplicações, nomeadamente as do universo Google acessíveis "on line", mas também à transferência para dispositivos locais.

A câmara integrada, que pode estar disponível nas resoluções 3 e 5 Megapixels, funciona como uma comum "dashcam", gravando o percurso e bloqueando sequências em caso de acidente, tendo disponível uma memória de 16 Gb para o efeito, a qual é partilhada com outros dados armazenados.

Para além de alimentar este periférico, a ligação via porta OBD2 fornece todo um conjunto de informações provenientes do sistema de gestão electrónico do veículo, a qual é consolidada com dados do GPS, com a informação a ser transmitida via "Bluetooth", após o que é registada e disponibilizada de forma gráfica, com alertas sempre que necessário.

Graças a uma apresentação dos dados num painel transparente, posicionado em frente do condutor, tal como acontece com os sistemas "head up display" presentes nos aviões de combate, bem como aos comandos de voz, a opração é simples e não implica o contacto directo com o equipamento, podendo ser operado por outros ocupantes, para além do condutor.

quinta-feira, setembro 17, 2015

6.7% dos militares da GNR já tentaram suicidar-se - 2ª parte

A implementação de sistemas de apoio, como a linha existente, é da maior importância, mas a dificuldade de referenciar quem necessita de ajuda, para o que, para além da formação e de uma grande atenção de todos, são necessários mecanismos de alerta adequados, sabendo-se que, em muitos casos, serão baseados num conjunto de indícios e não na admissão pelo próprio de que precisa de ajuda.

Este tipo de mecanismo, que envolve preparação, atenção e sensibilidade, necessita de ser reforçado através da implementação de um sistema de alerta, baseado num conjunto de sinais que, conjuntamente, deverão avisar para a necessidade de seguir com maior atenção um dado elemento, por este ter adoptado um conjunto de comportamentos ou atitudes que podem ser associados a um estado de maior fragilidade a nível psicológico.

Tal como presente noutras escalas, a atribuição de pontos a comportamentos anómalos, alguns quantificáveis, como o tempo de serviço, atrasos ou o próprio desempenho, outros que necessitam ser interpretados, como um aumento de conflitualidade ou desinteresse, desleixo, falta de comunicação ou dificuldades na interacção com outros elementos, quando adicionados, podem servir de alerta, caso se atinja um determinado valor, levando a um estudo da situação.

Num clima de desmotivação generalizada, por razões que todos conhecemos, uma maior atenção à saúde mental é absolutamente essencial para evitar situações graves, não apenas para os próprios, mas também na relação com os cidadãos e a sociedade em geral, sempre ressalvando que a solução para este tipo de problema implica combatê-los na sua origem, pelo que é necessário rever carreiras, meios e a estrutura da instituição, tentando, na medida do possível, cortar este mal pela sua raiz.

quarta-feira, setembro 16, 2015

Exploride, inteligência para veículos - 1ª parte

Desenvolvido com fundos obtidos no Indiegogo, uma das mais conhecidas plataformas de "crowd funding", o Exploride é um pequeno dispositivo polivalente que visa adicionar um conjunto de funcionalidades a qualquer veículo que permita comunicações via porta OBD2 e suporte os protocolos padronizados.

Este pequeno dispositivo, parece um pequeno "tablet", com processador de quatro núcleos, 2 Gb de memória, um écran transparente de 6", sistema de som, câmara de vídeo com suporte de infra vermelhos, implementando diversos protocolos de comunicações, entre os quais o 4G e o "bluetooth" na versão 4.0.

Este sistema, que para além da unidade central integra um conjunto de periféricos, nativos, como o que se coloca na porta OBD2, ou autónomos, com os telemóveis dos utilizadores, disponibiliza um conjunto de serviços, destacando-se o sistema de navegação por GPS, baseado no Google Maps, com comandos por voz, que funciona independentemente de qualquer telemóvel.

Para ser independente de outros equipamentos, o Exploride implementa o seu próprio sistema de comunicações, recorrendo às redes móveis 3G e 4G, para o que necessita de um cartão SIM e de um contrato com uma operadora, permitindo o acesso a outros dispositivos, implementando um "hotspot", pelo que todos os ocupantes da viatura poderão aceder à Internet.

terça-feira, setembro 15, 2015

6.7% dos militares da GNR já tentaram suicidar-se - 1ª parte

Segundo um estudo do Centro Hospitalar de Leiria, 6.7% dos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) já tentaram por termo à vida, enquanto pouco mais do dobro, 15.2%, consideraram essa possibilidade, embora sem realizar qualquer tipo de tentativa para o concretizar.

Na origem, estarão essencialmente problemas relacionados com a profissão, com destaque para a carga horária, com 20%, seguindo-se a relação com as chefias, correspondente a 16%, e a pressão resultante da actividade profissional, com 12%, tendo a esmagadora maioria, 87.4% declarado ter conhecimento de camaradas que se suicidaram.

Está disponível, 24 horas por dia, uma linha de apoio psicológico, mas o recurso a este apoio da própria instituição não é utilizado por todos quantos precisam de ajuda, não apenas pelo estigma associado a doenças ou problemas de saúde mental, incluindo depressões, mas pelo receio do efeito que admitir a necessidade de ajuda pode ter na carreira.

É de recordar que, ainda poucos anos atrás, o problema dos suicídios nas forças de segurança se tornou alarmante, com um número de suicídios francamente elevado, situação que, com a implementação de novas medidas e uma maior atenção veio a evoluir no sentido positivo, sem que, pela própria natureza da instituição e das missões atribuidas, tal não possa ser descurado, justificando um acompanhamento permanente.