terça-feira, abril 05, 2016

Nós - 3ª parte

Alertamos igualmente para o facto de ser necessária uma atenção especial quando se recorrem a cabos ou cordas com características diferentes, sobretudo quando estas são unidas entre sí através de um nó, o qual deve ser escolhido de acordo com as especificações destas, sendo que o habitual nó direito se destina essencialmente a diâmetros iguais enquanto o de escota é mais adequado a diâmetros diferentes.

A ligação entre cordas, cintas e os próprios cabos dos guinchos instalados nos veículos necessita, obrigatoriamente, de ser estudada e, sempre que possível testada, antes de uma utilização em situações reais, sobretudo se existirem diferenças profundas, como a presença de cabos de plasma que, pela sua elasticidade e algum efeito de chicote, se podem revelar difíceis de compatibilizar.

Ao contrário do que muitos creem, e fazem, enrolar cordas umas nas outras, sobrepondo as pontas, num emaranhado improvisado, não obstante diversas repetições, resulta apenas num caos que, mesmo aparentando alguma segurança, é tudo menos seguro, podendo ceder de forma imprevista a qualquer momento e podendo-se revelar francamente difícil de desfazer, tal a confusão gerada.

A todos quantos pretendem utilizar cabos ou cordas, aconselhamos a aprender e treinar o conjunto de nós que, em princípio, irão utilizar, única forma de realizar em segurança, sempre certos de que a um nó mal dado corresponde um risco e um perigo de acidente, que pode acontecer de forma completamente imprevista e com consequências da maior gravidade.

segunda-feira, abril 04, 2016

Repostas isenções de taxas moderadoras para bombeiros e dadores de sangue - 1ª parte

A reposição da isenção de taxas moderadoras a bombeiros e dadores de sangue tem um valor simbólico que excede em muito o seu impacto na vida da maioria dos beneficiados e nas contas do Estado, representando um tributo a um conjunto de cidadãos que vão muito para além do mero dever cívico.

A suspensão desta isenção, que nem se pode considerar como um benefício, nem como um previlégio, nem sequer como uma compensação, tal a desproporção face ao serviço prestado por este conjunto de voluntários, foi considerada ofensiva e, do ponto de vista prático, profundamente negativa, desmobilizando quem merece sentir-se incentivado e acarinhado pelo Estado.

Nenhuma opção financeira pode justificar a injustiça e o envio de uma mensagem francamente errada, a qual, pelo seu valor simbólico, anula todos os elogios e homenagens com as quais, de alguma forma, se possa tentar mitigar um erro flagrante, que nem a mais absurda noção de redução de custos pode justificar, dado ser intuitivo que as consequências financeiras serão negativas.

Não temos dúvidas de que ninguém conhece o impacto financeiro da suspensão destas isenções, nem das consequências destas, directas ou indirectas, na mobilização de bombeiros ou no volume de dádivas de sangue, essas insubstituíveis e impossíveis de contabilizar nas suas diversas perspectivas e implicações.

domingo, abril 03, 2016

Blusões em cabedal - 4ª parte

Os blusões em cabedal, sobretudo os de camurça, obrigam a alguns cuidados, recorrendo a produtos próprios, e a limpeza deve ser cuidadosa e periódica, como forma de os manter em bom estado, com a flexibilidade e estanquicidade adequadas, dependendo do tipo de material concreto, como o tratamento dado ao próprio couro ou ao pelo do forro interior.

Face aos blusões em materiais sintéticos, mesmo que esteticamente semelhantes em termos de desenho e mesmo no aspecto, o que só sucede com modelos mais dispendiosos, os modelos em cabedal tendem a possuir melhores acabamentos, embora se verifiquem excepções, mas sobretudo revelam-se de uma resistência normalmente superior, mesmo no caso da camurça, e com um forro interior muito mais quente e confortável ao tacto, protegendo muito melhor quem o vista.

Naturalmente que os antigos blusões em cabedal possuem algumas vantagens, nomeadamente uma excelente resistência, protegendo de pequenos impactos, uma longevidade que pode ultrapassar a do respectivo proprietário, e um estilo muito próprio, que se pode considerar algo intemporal, sendo frequente passarem de uma geração para outra, enquanto mantêm uma aparência de quase novos.

Se um modelo novo, de um dos fabricantes mais conhecidos, tem um valor bastante alto, que pode ultrapassar os 500 Euros, em segunda mão, mesmo que em muito bom estado, e de uma marca menos conhecida, eventualmente de um modelo mais simples, pode custar apenas um décimo desse preço, ou seja, o equivalente a um blusão novo de um outro material, que durará francamente menos e poderá cumprir muito menos eficazmente a sua função.

sábado, abril 02, 2016

Comprar fora de época - 2ª parte

Nalguns casos, mesmo alguns bens de uso regular ao longo do ano, tendem a ter variações de preço em alturas de mudança, muitas vezes porque o vendedor pretende algum capital para equipamentos para outra estação do ano, pelo que nestas transições surgem algumas oportunidades, mesmo quando princípio da sazonalidade não é aplicável ao bem a adquirir.

Deve-se estar atento ao facto de a sazonalidade não afectar da mesma forma diferentes países, e que a conjuntura económica dos mesmos também condiciona as transações, sendo exemplo o termo do Inverno, que se sente antecipadamente no Sul da Europa face a países do Norte, devendo-se também ter em atenção que, em países com melhor nível de vida, os hábitos de consumo são substancialmente diferentes, com uma desvalorização de bens mais acelerada.

Este último factor acaba por ser decisivo, resultando numa muito maior rotação de bens, efectuada num período mais curto do que em países com um menor nível de vida, onde esses mesmos bens continuam a ser considerados como perfeitamente utilizáveis e poderão permanecer em uso por um longo período após a sua aquisição, podendo-se exemplificar com o sucedido com veículos antes de medidas fiscais tornarem este negócio menos compensador.

Naturalmente, tal como sempre, os portes são decisivos, podendo ser penalizadores, sobretudo desde que no EBay foi implementado um sistema de envio global para destinos internacionais, que, sendo bastante controlado e seguro, implica um preço mais elevado, afectando sobretudo items mais pequenos, para os quais o valor mínimo parece algo exagerado.

sexta-feira, abril 01, 2016

Nós - 2ª parte

Acresce a necessidade, em muitos casos, de desfazer o nó quando este deixa de ser útil, e, mais uma vez, um nó correctamente executado permite ser desfeito com alguma facilidade, prevendo-se um método para aliviar a tensão e, consequentemente, ir revertendo todo o processo, libertando as cordas para outras funções, havendo nós, como o de evasão, que já pressupoem uma forma simples de recuperação da corda, desfazendo o nó com um simples puxão.

Alguns nós serão essenciais, e muito fáceis de aprender, como os nós direito, de correr ou de salvação, estando as instruções para a aprendizagem disponíveis em livros ou na Internet, devendo ser praticados com a mesma corda com os quais serão executados, de modo a que as características desta sejam devidamente tidas em conta e escolhidos os nós mais adequados.

Outros, mais complexos, serão mais facilmente aprendidos em vídeos ou, caso possível, ensinados presencialmente por quem os saiba fazer e que possa ir alertando para os pequenos detalhes essenciais para que sejam correcta e rapidamente realizados, sendo certo de que, em muitos casos, existem vários caminhos e que, eventualmente, um deles poderá ser mais fácil e prático para uma pessoa específica.

Nestas características, para além do diâmetro, do material, da forma como este é entrançado e mesmo finalizado em cada extremo, decorre, em grande parte, a resistência e flexibilidade da mesma, bem como o atrito ou a resistência aos elementos, tudo factores sempre a ter em conta na altura da selecção e da adequação a um fim específico.

quinta-feira, março 31, 2016

Blusões em cabedal - 3ª parte

Em termos de utilização prática, a falta de bolsos de muitos modelos é a característica mais penalisadora, tornando-se complicado acomodar um pequeno conjunto de objectos, como um par de luvas, essencial no tempo frio, um telemóvel, caneta e um bloco ou carteira, facto que deriva, em grande parte, da maior dificuldade em trabalhar um material tão pesado como o cabedal.

Também os sistemas de fivelas podem revelar-se menos práticos e flexíveis e mais difíceis de ajustar do que o mais actual velcro ou fecho éclair usados em modelos mais recentes, mas revelam-se mais resistentes e, uma vez ajustados, são seguros e duráveis, sem sofrer avarias ou danos mesmo em utilizações mais exigentes.

O forro em pelo de ovelha, o mais comum, permanente revela-se extremamente quente, permitindo suportar temperaturas extremas, muito mais baixas do que as verificadas entre nós, sendo macio e confortável, mas pode revelar-se inadequado e mesmo incómodo em climas mais temperados, podendo impedir a utilização de blusões que recorram a este tipo de revestimento interior.

A gola, normalmente forrada da mesma forma que o interior, protege adequadamente e de forma confortável o pescoço, uma vez ajustada através da respectiva correia, que pode ser simples ou dupla, substituindo bem um cachecol, salvo no caso de este ser enrolado no corpo, mas tem o inconveniente de se sujar com facilidade, pelo que muitos pilotos optavam por usar um lenço ou echarpe em volta do pescoço.

quarta-feira, março 30, 2016

Nós - 1ª parte

Temos visto em diversos veículos de todo o terreno grossos cabos, por vezes enrolados no parachoques, destinados, em princípio, a serem utilizados em situações de atascanço, o que implica ter um conjunto de conhecimentos que os proprietários nem sempre possuem, do que resulta alguma ineficácia e mesmo algum perigo.

Existe um conjunto básico de nós, cuja composição pode ser discutível, que devem ser conhecidos e treinados, única forma de estes serem realizados correctamente, de forma quase automática, sem hesitações nem erros, factores essenciais para que, numa altura de maior pressão, não surjam erros.

Para muitos, um pequeno erro na execução de um nó pode parecer algo de quase insignificante, um pequeno detalhe irrelevante, mas o facto é que a forma quando um cabo ou corda se enterlaça com outra formando um nó, mesmo os mais pequenos pormenores são da maior importância, dado assegurarem tensões e fricções das quais resulta ou não a eficácia dos mesmos e a segurança de pessoas e bens que dependam destes.

Uma pequena falha ou erro na execução, que pode ser apenas um erro de sequência, com, por exemplo, uma corda a passar por baixo de outra, quando devia ser por cima, não resulta apenas numa diferença estética, mas na possibilidade de o nó se desatar, ficar lasso ou, de alguma forma não cumprir o propósito a que se destina, correspondendo sempre a um desgaste acrescido para a corda, que mais rapidamente poderá começar a apresentar danos.

terça-feira, março 29, 2016

Blusões em cabedal - 2ª parte

Existem modelos com cabedal genuíno no exterior, mas com o interior em material sintético, resultando num preço mais acessível, uma resistência semelhante, mas menos confortáveis e incapazes de aquecer o utilizador de forma semelhante aos que utilizam pelo natural, normalmente proveniente de ovelha.

Quando comparado com blusões funcionalmente equivalentes, mas de concepção mais recente e avançado, os antigos blusões são francamente mais pesados, tolhendo mais os movimentos e possuindo muito menos flexibilidade, seja em termos de ajustes, seja na acomodação de pequenos objectos, podendo-se tornar penosos de usar, caso se verifique a temperatura seja mais alta do que o recomendado.

Modelos em camurça, ou pele curtida, tendem a ser mais suaves, leves e flexíveis, resultando mais confortáveis, mas podendo-se danificar e sujar com maior facilidade, pelo que devem ser escolhidos só quando o contacto com substâncias e superfícies mais agressivas seja possível de evitar.

Tipicamente, a camurça, ou "suede leather" em inglês, para quem quiser pesquisar no EBay, é menos impermeável do que o couro, restringindo ou condicionando o seu uso, mas existem tratamentos que podem minimizar este problema, mesmo sem que de alguma forma se aproxime em termos de impermeabilidade de um couro convencional.

segunda-feira, março 28, 2016

Land Rover Owners da Primavera de 2016 já nas bancas

Retomando a data habitual, a partir da terceira semana do mês, já chegou aos locais de venda habituais a edição da Primavera de 2016 da Land Rover Owners International, com a presença na capa de um Discovery 2, ou Td5, chamando a atenção para um extenso artigo no interior, onde este modelo é o protagonista.

Alguns modelos antigos, incluindo os Serie e os "Forward Control", incluindo um dos primeiros modelos de pré produção, datado de 1948, recentemente descoberto e em curso de restauro, são contemplados, tal como os Range Rover L322, onde um conjunto de modificações, algumas através de peças produzidas pelo proprietário, transformam este modelo num todo o terreno muito mais eficaz do que na sua configuração de origem.

Não deixa de ser curioso o artigo sobre o transporte aéreo dos Defender, recorrendo a helicópteros, algo em que a marca tem tradição e levou ao desenvolvimento dos "Lightweight", tal como tem interesse a expedição num Discovery 1 no Líbano, um país onde o perigo ainda espreita e que raramente é visitado fora das zonas consideradas mais seguras.

Como é norma nesta publicação, são apresentados e brevemente analizados diveros produtos novos ou que a redação experimentou, por vezes por largos períodos, complementados por numerosas páginas de publicidade temática, a que acrescem artigos técnicos que incluem reparações no "bulkhead" dos Defender e bomba de combustível do Disco Td5, num conjunto de artigos equilibrado, com muitos motivos de interesse.

domingo, março 27, 2016

Aplicações das gasolineiras para "Android"

Talvez para compensar o aumento do preço dos combustíveis, em grande parte como resultado de uma discutível opção fiscal, diversas gasolineiras disponibilizam cada vez aplicações gratuitas para dispositivos móveis, facilitando o acesso aos respectivos postos de venda e fornecendo diversas informações quanto a promoções e preços.

Naturalmente que a função principal é permitir selecionar um ponto de abastecimento da marca e dirigir o condutor até este, recorrendo a um mapa digital, mas para gasolineiras com sistemas de pontos, o acesso à conta e um catálogo virtual também está disponível, permitindo gerir a conta através do dispositivo móvel.

Nalguns casos, como o da Repsol, a informação é ainda complementada com dados sobre hóteis, restaurantes e outros locais de interesse, ajudando a criar itinerários, mas o núcleo das aplicações gratuitas basicamente visa o mesmo fim, atrair clientes aos respectivos postos, omitindo qualquer tipo de informação relativamente à concorrência.

Quando comparadas com aplicações generalistas, onde a pesquisa abrange os diversos fornecedores, as que são fornecidas pelas próprias gasolineiras apresentam como vantagem disponibilizar informações relativamente a promoções de outros produtos disponíveis nos pontos de venda, bem como a oferta de cupões de desconto em alguns produtos, sobretudo nos combustíveis "premium".