sexta-feira, julho 05, 2019

Informação sobre sinistralidade rodoviária continua por revelar - 2ª parte

Para utilizar dados disponíveis, sabe-se que em 2016, 1 de Janeiro a 15 de Junho, morreram 174 pessoas, número que aumentou para 211 em 2017 e que desceu para 196 no ano seguinte, tendo subido para 222 em 2019, o ano com maior número de mortes nas estradas, sendo que estão apenas incluídos os óbitos verificados no local ou até à entrada em estabelecimento hospitalar, mas não os que decorrem do acidente e se verificam no mês seguinte à ocorrência do mesmo.

Em termos de feridos graves, foram contabilizados 832 no período mencionado, no ano de 2016, 930 em 2017, baixou para 800 no ano passado e subiu para 907 este anos, ficando apenas abaixo do ano de 2017 onde este número aumentou substancialmente, sem que, efectivamente, haja dados que permitam entender esta evolução.

Com 58.092 acidentes já contabilizados até 15 de Junho, 222 vítimas mortais e 907 feridos graves, o que aponta para números que poderão mais que duplicar no final do ano, dado que falta incluir os períodos de férias e do Natal, onde a sinistralidade tende a aumentar, pelo que, a este ritmo, não nos espantaria que o número de mortes se aproximasse do meio milhar.

Sem os dados que permitem estabelecer as causas e circunstâncias que envolvem cada acidente, e pouco mais se sabe do que 24% das autópsias reveleram uma taxa de álcool no sangue superior a 1.2 gramas por litro, considerada como crime, dificilmente se poderá entender o porquê destas flutuações e de algumas subidas que contrariam uma tendência de há muitos anos, ficando por fazer uma análise que é da maior importância.

quinta-feira, julho 04, 2019

Colete de salvação multifunções - 2ª parte

Este tipo de colete não é insuflável, nem recorre a ar, dispensando enchimento, pelo que está sempre pronto para ser usado, não existindo o perigo de ruptura, com a espuma a proteger, igualmente, de alguns impactos, mas não tem a mesma capacidade de flutuabilidade de outros modelos, que garantem que o utilizador, mesmo que inanimado, flutua sem problemas.

Disponível em verde, azul, laranja, vermelho e cinzento, com três tamanhos, que obedecem às tabelas chinesas, pelo que começam no L, ou Large, com dimensões de 55 por 62 centímetros e destinadas a utilizadores com 60 a 70 quilos, seguindo-se um XL, com 57 por 64cm e para quem tenha entre 175 e 180 centímetros de altura e entre 70 e 80 quilos de peso, e terminando num 2XL, com 60 por 66 centimetros para quem tenha entre 180 e 185 centímetros de altura e entre os 80 e os 90 quilos de peso.

Para quem pretenda outras dimensões, ou capacidade de flutuação diferente, estão disponíveis outros modelos, sendo de realçar que se deve sempre usar um colete devidamente ajustado, sem o que existe o risco de este se soltar ou deslizar do corpo do utilizador, colocando a sua vida em perigo.

Este tipo de solução revela-se interessante, simultaneamente prática e segura, desde que se observe um conjunto de princípios de segurança, podendo substituir equipamentos independentes, e, dependendo de cada caso concreto, pode ser facilmente complementado por algumas peças de vestuário adequados às circunstâncias do momento, pelo que é algo que pode ser equacionado pelos praticantes de desportos e actividades onde um colete de salvação seja necessário.

quarta-feira, julho 03, 2019

Informação sobre sinistralidade rodoviária continua por revelar - 1ª parte

Apesar do aumento da mortalidade resultante da sinistralidade rodoviária, com os números de 2018 a representar um aumento de 9% face ao ano anterior, os dados continuam por revelar, pelo que, para além dos números, falta a informação que permita analizar o porquê desta inflexão de uma tendência que se sentia até 2016.

Estes dados, ainda por disponibilizar, permitiriam, por exemplo, tipificar acidentes, estabelecer locais de maior perigo ou determinar perfis de condutores mais propensos a comportamentos de risco, fornecendo informações essenciais para combater um aumento que contraria uma tendência que se manteve muitos anos e que a melhoria das vias de circulação e da segurança dos veículos devia reforçar.

Naturalmente, este é um assunto delicado, com implicações políticas, pelo que a ausência de informação corresponde a uma tentativa de abafar uma evolução muito negativa em termos de números mas que, dependendo da realidade que estes traduzam, e aí toda a informação é necessária e relevante, pode apontar para alguns responsáveis como estando na origem desta situação.

Em abstracto, apenas os números, mesmo que negativos, não implicam necessariamente erros de decisão ou insuficiência de meios, podendo a responsabilidade ser mais facilmente diluída, inclusivé pelas vítimas, mas sobretudo por uma realidade imprecisa e difusa onde as sensações e a tristeza se sobrepoem à racionalidade, a qual, sem dados concretos, fica sem grandes possibilidades de desenvolver um pensamento consistente.

terça-feira, julho 02, 2019

Colete de salvação multifunções - 1ª parte

Não é fácil encontrar uma designação imediata para este tipo de colete que, para além de ser um auxiliar à flutuação, permite transportar variados objectos nos diversos bolsos, protege o corpo contra elementos e facilita a detecção de quem o enverga, dado ser um modelo de alta visibilidade.

O modelo que hoje descrevemos é apenas um de muitos dos que estão disponíveis, com preços que podem ficar, em termos médios, entre os 20 e 30 Euros, e de destinam, originariamente, a pescadores, que, par além de um colete de salvação, permita transportar os acessórios necessários para esta actividade.

Este modelo concreto possui um capuz e gola, destacáveis, e protege razoavelmente contra os elementos, adicionando uma protecção extra contra vento e chuva, podendo ser envergado sobre um impermeável leve, que ajude a proteger melhor o corpo, sem implicar riscos acrescidos de afogamento.

Construido em polyester e EPE, com um conjunto de emblemas e faixas reflectoras, tem um peso que varia entre as 720 e 800 gramas, tem uma flutuabilidade de 9.5 quilos e suporta até 110 quilos, incluindo aqui o utilizador e a carga constante dos bolsos, este colete deve ser considerado como um sistema auxiliar, não como uma bóia, pelo que a sua utilização deve ser equacionada com precauções.

segunda-feira, julho 01, 2019

Reportagem da TVI sobre o SIRESP - 3ª parte

A reportagem não aborda esta última questão, concretamente a opção por uma dada solução tecnológica em detrimento de outra, mais moderna e que oferecia melhor desempenho futuro e maiores perspectivas de evolução, tendo sido escolhida uma empresa como a Portugal Telecom, que sabemos hoje como e em função de quê era gerida, em vez da Vodafone, provavelmente menos permeável a interesses e, sem dúvida, menos pressionavel, sobretudo se pensarmos em muitas das situações menos claras que se verificaram nesses anos.

Aliás, um relatório recente, de um grupo designado pelo próprio Estado, aponta para um conjunto de problemas extensos em termos de operacionalidade, da sua insuficiência e da manifesta obsolescência de um sistema que, para ser actualizado, e nunca ficará ao nível de um sistema novo, carece de um substancial investimento, sendo patente que as correcções propostas por muito nunca foram implementadas.

De resto, todo o processo de adjudicação, realizado pelo actual primeiro-ministro, foi considerado por muitos pouco claro, tendo sido exposto pela TVI, que venceu todos os processos intrepostos por António Costa contra esta estação, tal como o foi a gestão do sistema, a sua operacionalidade e, agora, a venda das participações dos particulares, que por serem donos da rede de dados e da tecnologia continuarão a ter o seu lucro, ao Estado, agora accionista único.

Sem realmente adiantar nada de novo, eventualmente confirmando o que já se sabe, esta reportagem tem, pelo menos, a valia de voltar a lembrar uma realidade que parece só ser recordada quando tem um impacto devastador nas populações, tal como sucedeu há dois anos, e que, entretanto, parece ser esquecida, não obstante os problemas estarem sempre presentes e com consequência gravosas, como as dos incêndios do ano passado no Algarve.

domingo, junho 30, 2019

A impressora de resina ONO 3D - 5ª parte

A T3d, na imagem anexa, que igualmente recorre ao telemóvel como complemento, tem sido comercializada e o respectivo "software" e programação interna tem vindo a evoluir, permitindo impressões de boa qualidade, mas o preço superior a 400 Euros, mesmo incluindo aqui meio litro de resina, parece-nos absurdamente elevado, colocando-a no mesmo nível de preços de uma Anycubic Photon, que, comparativamente, oferece muitas vantagens.

Aliás, este conceito, que implica o recurso a equipamentos do próprio utilizador, apenas faz sentido caso o preço seja francamente mais baixo do que o de uma impressora de resina convencional, autónoma e independente de recursos externos, sem o que parece fazer pouco sentido, já que a facilidade de transporte e a possibilidade de operar com base num telemóvel fica muito longe de justificar pagar mais do que uma centena de Euros.

Obviamente, e porque consideramos que esta ideia é interessante, muito embora preferissemos usar o telemóvel para efeitos de processamento e uma luz no próprio equipamento, algo que faz pouca diferença em termos de preço, mas muita na estabilidade e qualidade do equipamento, vamos continuar a acompanhar este tipo de produto, na perspectiva de que se devem aproveitar os recursos existentes e, se possível, proceder à sua integração, dando origem a uma solução racional e económica.

Concretamente, relativamente à ONO 3D, vamos esperar que esta esteja disponível para encomenda no "site" do fabricante, ultrapassando a fase de reservas, e surjam análises por parte de entidades ou organizações credíveis, após o que voltaremos a pronunciar-nos sobre um equipamento cujo conceito é interessante, suportado por um preço muito favorável, mas a que falta credibilidade depois de sucessivos desaires no processo de angariação de fundos e de lançamento.

sábado, junho 29, 2019

A impressora de resina ONO 3D - 4ª parte



Ao câmbio actual, e porque na Europa pagamentos podem ser feitos directamente em Euros, impressora ONO 3D custa 88.16 Euros, com envio a partir de um centro de distribuição na Itália, enquanto 100 milílitros de resina e uma película de impressão ou um conjunto de 10 películas de impressão têm o preço de 13.36 Euros, pelo que uma solução completa, que permita algumas impressões, vai ficar perto dos 130 Euros, para incluir pelo menos duas garrafas de resina e películas de impressão.

Naturalmente, o preço surge como convidativo, sobretudo tendo em conta o preço elevado as impressoras de resina, que facilmente ficam pelos 400 Euros, mas esta ONO tem um volume de impressão diminuto, de apenas 72 x 124 x 52 milímetros, e é lenta a imprimir, ficando dependente de um equipamento a fornecer pelo utilizador, cujo desempenho e características têm influência nos resultados finais.

Por outro lado, para além dos problemas de financiamento já descritos, a resina é proprietária, não podendo ser utilizada outra que se encontre disponível no mercado, do que resulta uma dependencia perigosa, já que, caso esta deixe de estar disponível, e salvo seja possível obter uma alternativa, a impressora deixa de ser utilizável.

Sabemos que está em desenvolvimento outro modelo de impressora, completamente distinto, que também recorre aos mesmos princípios, usando igualmente um telemóvel como dispositivo de gestão e controle e como fonte de luz, pelo que este é um conceito que pode ter futuro, tal como se tem verificado noutros campos onde se recorre às funcionalidades de um telemóvel, complementando-o com os dispositivos físicos que lhe faltam, como sensores de diversos tipos, evitando assim custos duplicados ao recorrer a algo de que o utilizador já dispõe.

sexta-feira, junho 28, 2019

Land Rover Owners de Julho de 2019 já nas bancas

Já chegou aos locais de venda habituais a edição de Julho de 2019 da Land Rover Owners International, com o protagonismo a ir não para um veículo ou modelo, mas os vários percursos que se podem efectuar em Inglaterra, com numerosas opções, variandas entre sí, e com mapas de suporte.

Merece igualmente destaque o Defender que surge na capa, um modelo 90 equipado com um motor Chevvy V8 com 430 cavalos de potência, mas um P38 transformado para expedições, numa transformação efectuada pelo proprietário, e as expedições em Omã, recorrendo a um Discovery 1 Camel, merecem igualmente uma leitura atenta.

Um Serie 1 109" construído na Austrália, um Discovery 2 híbrido, o restauro de Range Rover Classic são igualmente interessantes, tal como é o recurso aos "kits" da Mud UK para ampliar o espaço disponível nos Defender, conhecidos pela falta de locais para arrumação, sobretudo no caso dos modelos produzidos antes do "facelift" intermédio dos Td5.

Está presente uma interessante secção técnica, com instruções sobre a instalação de um sistema de bateria dupla e a manutenção dos Range Rover L322, bem como as rúbricas e secções habituais, destacando-se a apresentações de novos produtos, bem como diversos testes prolongados, sempre complementadas pela extensa publicidade temática onde tendem a surgir novidades interessantes ou as cartas dos leitores, que permitem esclarecer muitas dúvidas, algumas delas bastante comuns.

quinta-feira, junho 27, 2019

Reportagem da TVI sobre o SIRESP - 2ª parte

Manifestamente, as anunciadas comunicações redundantes via satélite não estão presentes e os cabos continuam por enterrar, passando junto a árvores que, caindo ou ardento, interrompem o circuito, impedindo as comunicações de o utilizar a rede primária, num local onde a secundária não funciona.

Estamos diante de áreas com alguns quilómetros de extensão onde o SIRESP não funciona, sendo que as redes móveis, muitas vezes, estão igualmente indisponíveis, e em vários locais apenas está presente a rede da MEO, a mesma que suporta o SIRESP, o que impossibilita qualquer tipo de comunicações, do que decorre uma situação da maior gravidade, podendo resultar na perda de vidas humanas, o que, infelizmente, sucedeu em 2017.

Sugerimos aos nossos leitores que vejam esta reportagem, que espelha o estado em que uma rede que custou muito ao Estado e que, quase certamente, irá custar muito mais no futuro, após a aquisição de acções que fez transitar a responsabilidade por inteito para o Estado, a qual, efectivamente, continua a não oferecer a fiabilidade e cobertura adequadas aos seus propósitos.

Os 485.000.000 de Euros da adjudicação entre triplicaram e quadruplicaram a estimativa inicial do investimento, destinado a implementar uma solução tecnológica ultrapassada, cuja escolha foi justificada com o argumento de que a solução proposta pela Vodafone não contemplava um dos requisitos pretendidos por se encontrar ainda em testes.

quarta-feira, junho 26, 2019

A impressora de resina ONO 3D - 3ª parte

Este tipo de resina, desenvolvido para esta impressora, não precisa de ser submetida a nenhum processo de cura, bastando a exposição à luz para que endureça, após o que pode ser pintada, lixada ou colada, recorrendo às tintas e colas mais comuns, entre estas aquelas que são habitualmente utilizadas pelos modelistas, podendo dar origem a um modelo de muito boa qualidade.

Este é um modelo pequeno e resistente, com o corpo construído em polímeros, de fácil transporte, muito silencioso, que usa uma conexão USB ou simples pilhas como forma de alimentação, fácil de operar, com actuadores de lubrificação automática, que requer muito pouca manutenção e cujo "software" é bastante intuitivo, sobretudo para quem está habituado a recorrer a "smartphones".



Segundo o CEO da empresa, Filippo Moroni, a ideia foi desenvolver um dispositivo barato, de fácil utilização, que permita um primeiro contacto com o universo da impressão 3D, destinada essencialmente ao mercado doméstico e ao lazer, estando em projecto uma versão de maiores dimensões, com 24 polegadas, que será compatível com "tablets" e permite impressões de muito maiores dimensões.

A impressora vem acompanhada de um filme de impressão com protecção de ambos os lados, chave para ajuste da base, uma espátula para remoção de impressões, um funil para reutilizar resina, um par de luvas de trabalho, podendo, num pacote mais completo, incluir um saco de transporte, mas contando sempre com uma fonte de alimentação do utilizador.