terça-feira, fevereiro 25, 2020

HUD em veículos sem ODB2 - 1ª parte

Para quem não dispõe de um veículo compatível com os protocolos OBD2 mais comuns, continua a existir a possibilidade de dispor da projecção da velocidade, e, eventualmente de mais alguma informação, directamente sobre o parabrisas, reproduzindo, embora de forma limitada, o conceito de "head up display".

Este tipo de tecnologia, que começou por ser utilizada na aviação e hoje já transitou para os veículos, consiste, essencialmente, na projecção da informação mais relevante numa superfície transparente, posicionada diante do piloto, ou do condutor, de modo a permitir continuar a visualizar o ambiente circundante sem desviar o olhar para o painel de instrumentos.

Naturalmente, equipamentos ligados ao sistema de gestão electrónica, para além de receberem e apresentarem mais informação, incluindo a nível dos sensores instalados, dispensam que alguns sensores ou receptores estejam integrados, pelo que serão menos dispendiosos, com maior número de funcionalidades, mas, inevitavelmente, necessitam de estabelecer comunicação na altura da instalação.

Num veículo, esta comunicação é feita via porta OBD2, recorrendo a um dos protocolos mais comuns, aqueles que são, tipicamente, suportados por equipamentos genéricos, pelo que, para quem não implemente este tipo de comunicação, resta a hipótese de usar um dispositivo autónomo que, essencialmente, incluí um receptor do sinal de GPS e um sistema de projecção de imagem.

segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Quatro anos após a partida da Princesinha

Todos os pequenos amiguitos de quatro patas são especiais e irrepetíveis, com uma personalidade única, por vezes tão distinta de outros indivíduos da mesma espécie que custa a entender como adquiriram um conjunto de características particulares, por vezes de dificil entendimento e para o que não se encontra uma explicação na perspectiva da lógica humana.

A Princesinha não escapava a esta regra, com a sua personalidade algo esquiva mas muito afectuosa, apreciando longos passeios com a sua companhia humana, percorrendo todo o bairro e, se lhe fosse permitido, indo ainda mais além, satisfazendo uma inesgotável curiosidade que, naturalmente, a levava a correr alguns riscos que só a sua longa experiência de vida na rua lhe permitia ultrapassar.

Muito à vontade na rua, esta gatinha, por todos considerada lindíssima e com um pelo fabuloso, não se sentia muito à vontade dentro de quatro paredes, evitando zonas mais interiores de uma residência, sobretudo se não existissem janelas abertas nas proximidades, o que, em caso de necessidade, lhe permitia refugiar-se na suposta segurança da rua, local onde, manifestamente, os seu receios desapareciam.

Quatro anos após ter partido, são muitas as saudades desta pequena gatinha, que deixou imensas recordações durante os anos em que aqui viveu, tal como as deixou durante os anos em que residiu numa moradia próxima, então abandonada, antes de um muito lento processo de adopção, que só se tornou efectivo quando o acesso à sua antiga residência se revelou impossível.

domingo, fevereiro 23, 2020

Land Rover Owners de Abril de 2020 já nas bancas

Já está presente nos locais de venda habituais a edição de Abril de 2020 da Land Rover Owners International, com a capa a ser preenchida, principalmente, pelo novo Defender, sem dúvida o modelo da marca que maior interesse e curiosidade desperta nos dias de hoje e que muitos se interrogam ainda se estará à altura do seu antecessor e, tal como este, será uma das lendas do mundo automóvel.

Para além dos testes do novo Defender, artigos sobre a reconstrução de um dos anteriores Defender e de um Discovery 1, a conversão de um Range Rover numa "pick up" utilitária, um luxo para esta classe de veículos, ou um Serie 3 "Lightweight" com especificações para as condições do Ártico, merecem igualmente destaque.

Os textos sobre expedições, entre estas como explorar Marrocos com um orçamento limitado, são interessantes, tal como o é aquele que descreve como instalar uma tenda de tejadilho, um equipamento que, em expedição, pode ser dos mais relevantes no sentido de garantir o máximo de autonomia, combinando-a, naturalmente, como os acessórios que a complementem e permitam explorar ao máximo a possibilidade de uma quase completa independência.

A nível técnico, a suspensão dos Discovery 3 merece destaque, sendo este número complementado com as habituais secções, entre estas as que incluem a participação dos leitores e divulgação de actividades dos clubes, e a inevitável publicidade temática, a que acresce a apresentação de novos produtos e uma análise daqueles que estiveram mais tempo em uso, e, inclusivé, artigos com algum interesse histórico, onde modelos antigos da marca são analizados, contribuindo para o sucesso da mais popular revista independente sobre os Land Rover.

sábado, fevereiro 22, 2020

As réplicas do sextante Kelvin & Hughes - 2ª parte

Obviamente, só com a prática se atinge um patamar que permite efectuar as operações com a rapidez e precisão exigíveis, mesmo para uso recreativo, para o que, inevitavelmente, será necessário dispor de um sextante com as características e funcionalidades que permitam efectuar experiências e, caso haja interesse, passar para um nível mais elevado, o que justifica adquirir um modelo de melhor qualidade que será, obviamente, mais dispendioso.

Existem numerosos modelos, funcionais ou não, com dimensões que vão desde a dezena de centímetros até perto do dobro, e construídos em diversos tipos de metal, na sua maioria sendo em cobre, com elementos em aço e ópticas em vidro, quase sempre de origem indiana, um país onde metalurgia e a construção de réplicas tem-se vindo a solidificar.

Naturalmente, as réplicas funcionais de maiores dimensões, normalmente de melhor qualidade e mais fáceis de utilizar serão as mais interessantes, mas os preços sobrem rapidamente, agravados pelo quase inevitável pagamento de direitos alfandegários, pelo que a nossa sugestão, para quem pretenda aprendar a usar um sextante, seja procurar um modelo cujo valor, incluido portes fique pela vintena de Euros, o que evita pagamentos adicionais.

Para quem pretenda aprender a usar um equipamento que durante séculos, e até ao advento de novas tecnologias, foi essencial na navegação, mesmo um modelo funcional de pequenas dimensões, entre os 12 e os 15 centímetros, pode ser o suficiente para entrar num campo do conhecimento e da História que consideramos particularmente interessante e que veio a ter um impacto decisivo na expansão dos países europeus durante o início da Idade Moderna.

sexta-feira, fevereiro 21, 2020

A colecção de mapas David Rumsey - 3ª parte

Com a maior disseminação da imprensa, o que permitia a impressão de livros, e um acumular e sistematizar dos conhecimentos, durante o século XVIII surgem livros de navegação muito completos, abordando, para além das ciências náuticas, todas aquelas que são necessárias, como sustento desta, incluindo-se desde a matemática à geografia, passando pela astronomia, reunindo-se numa única obra um conjunto de matérias diversa que ilustra o conhecimento da época e a forma como este era transmitido.

Por considerarmos historicamente interessante, e contribuir para enquadrar o saber nesta área perto da mudança do século XVIII para o século XIX, disponibilizamos cópias de dois livros, um manual prático de navegação e um almanaque náutico, sendo que o primeiro inclui um conjunto de capítulos particularmente interessantes, abordando as várias vertentes das ciências náuticas, e terminando num conjunto de tabelas, enquanto o segundo, um almanaque, é composto pelas tabelas referentes ao ano da edição.

Quem pretender uma abordagem um pouco mais prática, pode imprimir alguns destes mapas, ou parte destes, e socorrer-se de algumas das réplicas de instrumentos da época que hoje se podem encontrar por preços relativamente acessíveis, incluindo-se aqui astrolábios, sextantes, ampulhetas, lunetas ou bússolas, para experimentar algumas das teorias que se podem encontrar nos livros que disponibilizamos.

Apesar de esta ser, sobretudo, uma viagem na História, não obstante estarem presentes mapas recentes, a visita a este repositório e a consulta ou leitura destes livros mais do que se justifica, por ajudar a entender a evolução da ciência, ajudar a lançar luz sobre numerosos factos históricos e permitir ver de uma forma diferente os mapas e instrumentos ou ferramentas de navegação de que hoje dispomos, e que muito modificaram a nossa forma de interagir com o Mundo e a percepção que temos da realidade.

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

As réplicas do sextante Kelvin & Hughes - 1ª parte

Para os interessados em aprender técnicas de navegação anteriores à disponibilização das tecnologias actualmente em uso, para além do conhecimento básico de orientação e cartografia, o domínio de alguns instrumentos ou equipamentos é essencial, sendo necessário ir para além da comum bússola, abrangendo antigos modelos de cronómetro ou outros de contagem do tempo, bem como os astrolábios e sextantes.

Essencialmente, um sextante é um dispositivo de navegação que consiste numa luneta, espelhos, um braço móvel e um arco refletor de 60º, o equivalente a um sexto de um círculo, de onde deriva o seu nome, com sistemas de regulação e ajustes que permitem a determinação precisa de um conjunto de ângulos que serão usados para determinar a posição do observador.

Com base nos ângulos obtidos, num conjunto de tabelas e em informação horária e lapsos de tempo, do que resulta um processo de triangulação, que tanto pode ter origem no Sol, durante o dia, ou num conjunto de estrelas conhecidas durante a noite, será determinada a latitude, do que decorre que o uso do sextante carece de informação complementar

Quem prentender aprender a usar um sextante tem na Internet um conjunto de recursos interessantes, entre estes o da "Wikihow", mas também diversos vídeos no Youtube, sendo ainda possível consultar ou descarregar tabelas e informações que complementam o seu uso, facilitando todo o processo de aprendizagem que, parecendo complexo, acaba por se revelar simples após um período de habituação.

quarta-feira, fevereiro 19, 2020

Protecção do acesso ao depósito dos Defender - 2ª parte

A opção da Uproar 4x4, igualmente em alumínio, tem um preço francamente inferior, mas o processo de instalação, sendo simples e ao alcance da maioria do proprietários de um Defender, implica efectuar um conjunto de 4 furos de 5 milímetros na zona do bocal.

Disponível em negro brilhante ou acetinado, compatível com os Defender cujo bocal se encontra atrás da roda traseira, o que incluir os Td5 e TDCi, tem a característica interessante de os suportes serem ajustáveis, o que ajuda a obter uma boa finalização, mesmo tendo em conta pequenas diferenças entre veículos, o que assegura um posicionamento correcto.

Este modelo ajuda em termos de protecção contra furtos, protege de alguns impactos ou sujidade, mas, ao contrário do modelo da IS4X4, não é estanque, pelo que poeiras finas ou água podem continuar a acumular-se, situação que, eventualmente, pode ser evitada recorrendo a alguma imaginação, mas que implica sempre trabalho adicional.

Incluindo os acessórios de montagem, impostos e portes em território inglês, o preço fica pelas 109.99 Libras, que se traduz em perto de 125 Euros, substancialmente menos do que a proposta da IS4X4, que em Euros se aproxima dos 180, e que justifica a diferença de preço através da qualidade e estanquicidade da solução que desenvolveu, mas cujo preço, para muitos continua injustificável, podendo optar pela opção mais barata, eventualmente complementada com algum trabalho caseiro.

terça-feira, fevereiro 18, 2020

A colecção de mapas David Rumsey - 2ª parte

Cada mapa está documentado, incluido, entre outros dados a proveniência, autores, data, tipo de carta, dimensões, escala, se disponível, local e tipo de impressão, bem como um conjunto de anotações que se revelam particularmente úteis para os estudiosos da matéria.

Estão ainda disponíveis opções de geo-referenciação, fazendo a ligação entre um mapa antigo e coordenadas geográficas actualizadas e precisas, a possibilidade de exportar o mapa e a de encomendar uma impressão, sendo esta uma das opções que permite rentabilizar este vasto espólio.

Da colecção também constam numerosos tratados ou livros, muitos dos quais incluem mapas, alguns de enormes dimensões, com uma extensa, por vezes impressionante descrição dos seus conteúdos, bem como o enquadramento histórico e científico de época, e, inclusivé, a sua geo-referenciação, o que permite aferir da sua qualidade quando comparado com a informação hoje disponível.

Estes mapas eram complementados por um conjunto de instrumentos que permitiam a orientação, mesmo no alto mar, tal como a bússola ou o quadrante, diversos tipos de instrumentos ópticos, sistemas de medição de tempo, que se foram aperfeiçoando, sobretudo quando os cronómetros passaram a estar disponíveis a bordo, e por um conjunto de extensas tabelas, essenciais para determinar correctamente a posição.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Grade para superfície vertical - 2ª parte

Prevista para um conjunto de modelos, para os quais não é necessário efectuar furos para a respectiva montagem, esta grade requer, essencialmente, uma superfície vertical plana para ser montada, sendo de, caso tal se justifique, reforçar o interior, recorrendo a uma placa metálica ou a anilhas de grandes dimensões, conforme cada situação específica.

O facto de possuir uma placa de fixação, particularmente sólida, e uma forma de regulação em altura bem conseguida, prática e de muito fácil uso, é essencial para que este sistema possa ser usado por numerosos modelos, incluindo, por exemplo, na porta traseira de um Defender, sobretudo nos casos em que estes possuam o sobressalente aí colocado, ficando sobre o pneu.

Naturalmente, tratando-se de adaptações ou uso em modelos diferentes daqueles para os quais se destina, o planeamente ganha especial importância, mas um suporte de pneu para a roda traseira com um sistema de calhas que permita a colocação de uma grade deste tipo no espaço que fica acima do pneu sobressalente, pode revelar-se interessante e justificar o interesse de quem desenvolva este tipo de produtos.

O preço de 280 Euros, a que acrescem portes e, eventualmente, direitos alfandegários, pode, infelizmente atingir valores elevados, justificados pela excelente qualidade de concepção e construção e pela garantia de 5 anos, opcionalmente extendida a perpétua, esperando-se que este acessório, que consideramos interessante, sirva de inspiração ao desenvolvimento de outros modelos, com preço mais adequado à nossa realidade e pensado para os modelos mais comuns entre nós.

domingo, fevereiro 16, 2020

A colecção de mapas David Rumsey - 1ª parte

Para quem se interessa pela orientação, independentemente do tipo de tecnologias utilizadas, a cartografia assume um especial destaque, com os novos sistemas digitais e as imagens de satélite a revolucionarem uma ciência antiga, que merece ser revivida e estudada.

O David Rumsey Map Collection Database é, como o próprio nome indica, uma extensa base de dados de mapas, das mais variadas proveniências, desenvolvidos por distintas civilizações, cada uma usando as suas técnicas e tecnologias específicas, e com abordagens e interesses distintos.

Esta colecção inclui mais de 96.000 mapas e imagens relacionadas, alojadas em servidores "on line", encontrando-se digitalizações de mapas raros, desde o século XVI até à actualidade e abrangendo todo o Mundo ou regiões e continentes específicos, dispondo ainda de sistemas de visualização e uma vasta documentação complementar.

A evolução dos mapas constantes desta colecção ajuda a entender a percepção do Mundo ao longo da História, bem como muitos conflitos ou acordos realizados, sendo certo que muitos são autênticas obras de arte, com ilustrações extraordinárias, que representam um imaginário muito próprio, complementando a realidade com a imaginação do autor.